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Europeias: Cristas recusa “voto fútil” no CDS e responde que votar PSD é “alternância”

Eleições Europeias a 26 de maio

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Foto: Facebook de Assunção Cristas (Arquivo)

A líder do CDS-PP, Assunção Cristas, respondeu hoje ao PSD, recusou que o voto no seu partido seja fútil, como sugeriu Paulo Rangel, e definiu-o como “alternativa” de centro direita por oposição à “alternância”.

Um dia depois de o cabeça de lista social-democrata às europeias ter dito que o voto “fora do PSD” nas eleições de domingo será “um voto fútil”, Assunção Cristas aproveitou um passeio de barco, de Setúbal até à Arrábida, ao lado do candidato Nuno Melo para responder e insistir na tese do fim do voto útil e na sua oposição à ideia de bloco central.

Optar pelo CDS “é dar o voto a quem sabe, seguramente, que o caminho para o futuro do país não é o socialismo, não são as esquerdas unidas e também não é um bloco central”, entre o PSD e PS.

O voto nos centristas é para quem acha que “a alternativa para o país é uma verdadeira alternativa e não é uma alternância”, referindo-se indiretamente ao PSD, “é por uma linha politica do centro e da direita moderados que entende que, neste espaço, se construiu no mundo e na Europa muito do melhor” que se conseguiu para os cidadãos.

Em Esposende, no domingo à noite, o candidato europeu Paulo Rangel defendeu que o voto “fora do PSD” nas eleições europeias será “um voto fútil” e apelou ao “voto útil” nos sociais-democratas para “derrotar António Costa”.

“Se querem derrotar António Costa só há uma alternativa e essa alternativa é votar no PSD. Todo o voto fora do PSD é um voto fútil, todo o voto no PSD é um voto útil”, defendeu, num jantar-comício na Quinta da Malafaia, Esposende.

Hoje é Dia Mundial do Mar e Assunção Cristas, que antes de ser líder do CDS, foi ministra da Agricultura e das Pescas, no Governo PSD/CDS, acompanha a manhã de campanha num passeio de barco, de Setúbal até à Arrábida.

Mais duro, Nuno Melo disse que não vêm utilidade no voto no PSD que “celebra acordo com o dr. António Costa” e admite que “em circunstâncias excecionais, se António Costa precisar, validará um bloco central”.

O que o país precisa é de “uma alternativa” que não seja nem “parceiro nem muleta” ao dr. António Costa e insistiu na tese de que “um voto no CDS não servirá para validar” um Governo do PS.

“Ora, isso não acontece com o PSD e, por isso, eleitor precavido que queira, realmente, uma oposição forte, real, ao dr António Costa só tem utilidade num voto à direita. É o voto no CDS”, afirmou.

A poucos centenas de metros da costa, os três barcos com a comitiva centrista, o de Cristas ia à frente, foram navegando durante cerca de duas horas para o CDS assinalar este dia mundial do mar e para insistir nas críticas à fraca execução do programa Mar2020, em redor dos 25%.

Assunção Cristas olha “com tristeza” os números de execução, mas mais do que “tristeza” culpa a “incompetência e incapacidade” do Governo liderado por António Costa.

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País

“A muleta do PS é o PCP e a bengala é o BE, não somos nós (PSD)”, diz Luís Montenegro

Montenegro quer “posição de escrutínio” para o PSD

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Foto: Facebook

O candidato à liderança do PSD Luís Montenegro afirmou, esta sexta-feira, que “a muleta do PS é o PCP e a bengala é o BE” e não o PSD, desejando “oposição exigente” e “postura de escrutínio” face ao Governo socialista.

“Eu quero que o PSD, esta semana, neste debate, nos próximos, a partir de janeiro ou fevereiro, tenha sempre uma postura de escrutínio à ação do Governo. Nós somos os líderes da oposição, não somos a muleta nem a bengala do PS. A muleta do PS é o PCP, a bengala é o BE ou vice-versa. Não somos nós. Temos de aproveitar todos os debates para colocar as questões que interessam à vida das pessoas”, disse.

O ex-líder parlamentar do PSD respondia à agência Lusa à margem de uma visita ao centro de distribuição da empresa de brinquedos tecnológicos “Science4you” (ciência para ti, em Português), no Mercado Abastecedor da Região de Lisboa (MARL), em Loures.

“Esta semana está mais uma vez em cima da mesa uma preocupação grande com o sistema de saúde. Temos encerramentos de serviços, uma denúncia pública da incapacidade nos hospitais de as pessoas acederem a medicamentos. É uma dificuldade que aflige e toca diariamente milhares de portugueses. O sistema público está depauperado porque o Governo não investe e os fornecedores do Estado recebem outra vez com atraso”, lamentou.

Luís Montenegro criticou ainda alguma “precipitação do Governo” quanto à reformulação do sistema educativo, nomeadamente quanto à possibilidade de acabarem os chumbos até ao nono ano de escolaridade devido ao excesso de retenções de alunos, pois, defendeu, “para haver exigência e qualidade tem de haver avaliação” e, portanto, impõe-se a reposição de exames nacionais nos finais de ciclos letivos, em vez das provas de aferição introduzidas pelo anterior Governo socialista.

“Creio que não faltam assuntos para fazermos uma oposição exigente a este Governo e, simultaneamente, prepararmos uma alternativa política que, com tempo, terá de dar uma resposta melhor aos portugueses”, concluiu.

Até agora, além de Montenegro, são candidatos à liderança do PSD o seu atual presidente, Rui Rio, e o vice-presidente da Câmara Municipal de Cascais, Miguel Pinto Luz.

As eleições diretas no PSD realizam-se em 11 de janeiro e o Congresso Nacional entre 7 e 9 de fevereiro, em Viana do Castelo.

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País

Dormidas turísticas aumentaram 3,3% em setembro

Instituto Nacional de Estatística

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Viana do Castelo, Turismo. Foto: Divulgação

As dormidas em alojamento turístico aumentaram 3,3% em setembro, face ao mês homólogo, um aumento liderado pelo alojamento local (13%), seguido pelo espaço rural e de habitação (5,8%) e a hotelaria (1,7%), segundo o INE.

Os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) revelam que os 2,9 milhões de hóspedes alojados em Portugal nesse mês e as 7,6 milhões de dormidas registadas em setembro traduziram aumentos de 5,2% e 3,3%, respetivamente.

Mas o aumento de 5,8% dos hóspedes foi inferior ao aumento homólogo de 6,7% registado em agosto pelo INE, embora a subida de 3,3% das dormidas tenha ultrapassado a subida de 2,9% em agosto passado.

As dormidas de residentes cresceram 4,4%, face a setembro de 2018, aumentando mais do que a subida de 2,9% das dormidas de estrangeiros.

Dos 16 principais mercados emissores, representativos de 87,4% das dormidas de não residentes, destacaram-se em setembro o mercado britânico (20,9% do total de dormidas de não residentes), alemão (13%), espanhol (9,3%), francês (8,9%) e norte-americano (6%).

Dos mercados que mais aumentaram as dormidas, destacam-se também os mercados chinês (aumento de 23,8%), brasileiro (mais 14,2%), irlandês (mais 13,3%) e canadiano (mais 11,2%).

“Desde o início do ano, são de realçar os crescimentos observados nos mercados chinês e brasileiro (mais 16,2% e mais 13,8%, respetivamente)”, destaca o INE naquela publicação.

Em setembro, a estada média foi de 2,64 noites, reduzindo-se 1,8%, em resultado do aumento de 0,7% nos residentes e a queda de 3% nos não residentes.

A taxa líquida de ocupação (57,1%) recuou e os proveitos totais desaceleraram para um aumento de 6,7%, quando tinha sido de 7,3% em agosto, atingindo 498,7 milhões de euros. Os proveitos de aposento totalizaram 378,5 milhões de euros, crescendo 6,4%, abaixo do aumento homólogo de 7,1% no mês anterior.

O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) situou-se em 66 euros, mais 1,2% face a igual mês do ano passado, abaixo da subida homóloga de 1,7% no mês anterior.

O rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 97,5 euros, mantendo o crescimento de 3% registado em agosto.

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País

Costa afirma que crescimento corresponde a previsões do Governo e salienta ganhos de quotas de mercado

Economia

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Foto: PS

O primeiro-ministro afirmou, esta sexta-feira, que os mais recentes dados do crescimento correspondem às previsões do Governo, continuando Portugal a convergir com a União Europeia, com as exportações a aumentar e as empresas a ganharem quotas de mercado.

António Costa fez esta análise sobre a evolução da economia portuguesa em Estocolmo, onde participa numa conferencia da Aliança Progressista, depois de confrontado pelos jornalistas com os resultados da estimativa rápida do INE (Instituto Nacional de Estatística), divulgada na quinta-feira.

O INE aponta que o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,3% no terceiro trimestre face aos três meses anteriores, metade do valor registado no segundo trimestre, mantendo o ritmo de crescimento, de 1,9%, na comparação com o mesmo período de 2018.

“Esses dados indicam que vamos cumprir o objetivo previsto [em 2019], razão pela qual não estamos surpreendidos com esta dinâmica do crescimento. Significa que Portugal continua a convergir com a União Europeia e com a zona euro”, sustentou o primeiro-ministro.

De acordo com António Costa, quer em cadeia, quer em comparação com períodos homólogos, o país “cresceu acima da média europeia – esse é o facto mais relevante. Obviamente que uma economia aberta tem ciclos, mas o objetivo de Portugal é continuar a convergir”, justificou o líder do executivo.

Ainda segundo a estimativa do INE, “comparativamente com o segundo trimestre de 2019, o PIB aumentou 0,3% em termos reais (variação em cadeia de 0,6% no trimestre anterior), refletindo o contributo positivo da procura interna para a variação em cadeia do PIB, superior ao registado no segundo trimestre, e o contributo negativo mais intenso da procura externa líquida”.

Já em termos homólogos, o INE indica que “a procura interna registou um contributo positivo para a variação homóloga do PIB semelhante ao observado no segundo trimestre, verificando-se uma aceleração do consumo privado, enquanto o investimento registou um crescimento menos intenso”.

Em relação a estes dados, que levantam dúvidas sobre o perfil do crescimento da economia portuguesa, António Costa indicou que “as exportações continuam a crescer, embora o ritmo de crescimento não seja tão elevado”, já que esta trajetória de subida se iniciou “há mais de uma década”.

“Portanto, o diferencial de crescimento é cada vez menor”, alegou, antes de desdramatizar eventuais consequências de um abrandamento da economia europeia no seu conjunto e de manifestar confiança na capacidade de adaptação do tecido exportador nacional.

“Portugal já atravessou períodos em que houve uma crise profunda em Angola, com as nossas exportações a enfrentarem dificuldades, mas os nossos empresários reorientaram as suas exportações. Neste momento em que há uma desaceleração da economia europeia, é natural que as nossas exportações possam não crescer ao mesmo ritmo”, admitiu.

No entanto, para o primeiro-ministro, a desaceleração da economia europeia “pode ser conjuntural e as empresas nacionais têm encontrado outros mercados”.

“Mais importante: O crescimento das exportações continua e o ganho de quotas de mercado continua, o que significa que há uma conquista de novas posições que Portugal não detinham anteriormente”, sustentou.

Perante os jornalistas, o primeiro-ministro referiu que Portugal, desde 2017, está a crescer acima da média europeia, o que não acontecia desde a adesão do país ao euro.

“Todas as previsões indicam também que, quer em 2020, quer em 2021, Portugal continuará a crescer acima da média europeia. A ambição que temos de ter é continuar a crescer pelo menos uma década acima da média da União Europeia, tendo em vista uma aproximação sustentável face aos Estados-membros mais desenvolvidos”, acrescentou.

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