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Futebol

Euro2020: Luxemburgo quer “complicar ao máximo” a tarefa de Portugal e de Ronaldo

Futebol

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Foto: Divulgação

O selecionador do Luxemburgo afirmou hoje que vai “tentar complicar ao máximo” a tarefa de Portugal no domingo, em jogo de apuramento para o Euro2020 de futebol, e também de Ronaldo, que pode chegar aos 100 golos internacionais.

“Se o Luxemburgo vencer Portugal, uma das melhores equipas do mundo, será um grande feito. Há pessoas no país que ficarão tristes, já que existe uma grande comunidade portuguesa. Sabemos da qualidade do nosso adversário, mas vamos tentar complicar ao máximo, como fizemos com a Ucrânia e Sérvia”, afirmou Luc Holtz.

O técnico luxemburguês falava aos jornalistas na conferência de imprensa de antecipação do último encontro do Grupo B, na unidade hoteleira em que a sua equipa está instalada, na pequena vila de Lipperscheid, no norte do país.

Holtz garantiu que o Luxemburgo não quer ficar na história como a equipa que sofreu o golo 100 de Ronaldo com a camisola de Portugal, mas lembrou que o avançado português, mesmo que esteja com problemas físicos, continua a ser “um jogador extraordinário”.

“Ele sente espaços como poucos jogadores e pode marcar quando quiser. Com a maturidade que tem, pode fazer a diferença a qualquer momento. Quando o seu treinador na Juventus o tira num jogo, provavelmente, terá os seus motivos, mas mesmo com 80% de suas capacidades Ronaldo ainda pode decidir sozinho uma partida”, disse o treinador, de 50 anos.

O selecionador do Luxemburgo, que comanda a equipa desde 2011, abordou ainda o estado do relvado do estádio Josy Barthel, palco do jogo de domingo, mostrando-se otimista que vai melhorar.

“Estive hoje a ver o campo e posso dizer que está em melhores condições do que nos últimos dias. Não posso garantir nada. Acho que não vai estar num ótimo estado, mas estará de certeza num estado aceitável”, considerou.

Com um encontro por disputar no Grupo B, a Ucrânia, já apurada, lidera com 19 pontos, mais cinco do que Portugal, segundo classificado, e seis do que a Sérvia, terceira. O Luxemburgo é quarto posicionado, com quatro pontos.

Na última jornada, Portugal joga no Luxemburgo, enquanto a Sérvia recebe a Ucrânia, com um triunfo da ‘equipa das quinas’ a proporcionar o apuramento direto para a fase final, independentemente do resultado obtido pelos sérvios.

O Luxemburgo-Portugal está agendado para as 15:00 (14:00 horas da Lisboa) e vai ter arbitragem do espanhol Jesús Gil Manzano.

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Desporto

Federação cancela campeonatos seniores não profissionais

Covid-19

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Foto: DR

Os campeonatos seniores não profissionais de futebol e futsal da época 2019/20 foram hoje cancelados pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF), devido à pandemia de covid-19.

“A FPF entende que continuam a não estar reunidas as condições de saúde pública para que clubes com estruturas amadoras, como é próprio das provas em que participam, possam treinar e competir em segurança”, lê-se no comunicado do organismo, que anunciou “dar por concluídas, sem vencedores, todas as suas competições seniores que se encontram nesta data suspensas, não sendo atribuídos títulos nem aplicado o regime de subidas e descidas”.

Este cancelamento ocorre depois de os campeonatos de futebol e futsal dos escalões de formação terem tido o mesmo desfecho, numa decisão tomada em 27 de março último.

A FPF recorda que “vigora em Portugal o estado de emergência, pelo menos, até ao dia 17 de abril, sendo possível a sua prorrogação” e que “estas circunstâncias impedem o normal decurso das competições, sendo imprevisível antever quando e se tais condições de saúde pública estarão reunidas ainda durante esta época desportiva”.

“A FPF analisará e comunicará com a maior brevidade possível de que forma serão indicados os dois clubes que acedem à II Liga de futebol, bem como os representantes de Portugal na Liga dos Campeões de futebol feminino e de futsal masculino. A FPF continuará a estudar com as associações distritais e regionais os moldes em que decorrerão as competições nacionais não profissionais na época 2020/21”, remata o comunicado.

Após 20 jornadas, o Sporting liderava a Liga de futsal, com 55 pontos, mais dois do que o Benfica, enquanto Vizela, Arouca, Praiense e Olhanense lideravam as respetivas séries do Campeonato de Portugal, terceiro escalão, após 25 rondas.

No setor feminino, o Benfica e Sporting seguiam igualados com 42 pontos no primeiro lugar do campeonato de futebol, após 15 jornadas, enquanto as ‘águias’ lideravam isoladas a fase de apuramento de campeão em futsal.

As competições nacionais dos escalões de formação tinham sido suspensas por duas semanas, em 10 de março, dois dias antes de a FPF ter decidido suspender todas as competições, incluindo as seniores, que hoje foram canceladas.

As competições profissionais, I Liga e II Liga, continuam suspensas, após 24 das 34 jornadas, bem como a Taça de Portugal, que tem Benfica e FC Porto como finalistas.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia de covid-19, já infetou mais de 1,4 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 82 mil. Dos casos de infeção, cerca de 260 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde (DGS), registaram-se 380 mortes e 13.141 casos de infeções confirmadas, dos quais 196 já recuperaram.

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Desporto

Liga de clubes e Sindicato de jogadores acertam medidas

Covid-19

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Foto: ligaportugal.pt / DR

O Sindicato de Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF) aceitou algumas das medidas propostas pela Liga de clubes (LPFP) com vista a serem refletivas no contrato coletivo de trabalho dos futebolistas, face à pandemia de covid-19.

Em comunicado, a LPFP referiu que as duas entidades definiram linhas orientadoras, desde logo a “prorrogação dos contratos de trabalho até término da época, considerando a sua duração até ao último jogo oficial de 2019/2020”, algo que a FIFA revelou hoje ter proposto a todos os clubes.

Da mesma forma, o SJPF concordou que os contratos de empréstimo que terminavam no final da época também sejam prolongados até ao último jogo oficial 2019/20, que o período de férias dos jogadores seja definido por indicação dos clubes e, por fim, “que nenhuma destas medidas constitui justa causa de rescisão do contrato de trabalho desportivo”.

Contudo, segundo adiantou a Liga de clubes, o sindicato de jogadores rejeitou que “os jogadores e os clubes celebrem acordos de redução salarial” e que “na falta de convenção entre jogadores e clubes” fossem aquelas duas entidades a “determinar uma redução percentual do salário anual dos jogadores, repercutido nos meses de abril até ao término da época”.

Perante esta divergência, a LPFP considera que os clubes que disputam a I e II Ligas estão “libertos para poderem lançar mão de todas as medidas especiais propostas pelo Governo, em concreto o ‘lay-off’ ou outras medidas análogas previstas na lei, bem como a liberdade para negociar livremente com os seus atletas”.

Por seu lado, o SJPF, também através de comunicado emitido hoje, manifestou-se contra “cortes salariais indiscriminados” e defendeu que “quem aufere rendimentos mais elevados pode sofrer um corte maior”.

Para o sindicato liderado por Joaquim Evangelista, eventuais ajustes devem obedecer ao princípio da proporcionalidade salarial, ou seja, “quem aufere rendimentos mais elevados pode sofrer um corte maior, quem aufere rendimentos mais reduzidos, deve ver o seu salário menos afetado”.

Contudo, deixou claro que os cortes efetuados nesta “fase de transição” devem “ser repostos/compensados em data a acordar pelas partes na relação laboral desportiva, num momento de retoma financeira e com a possibilidade de adaptação, de acordo com a evolução da retoma das competições”.

Por outro lado, numa altura em que as competições nacionais de futebol estão suspensas, tal como acontece em quase todo o mundo, o sindicato dos jogadores salientou que “só a Direção-Geral da Saúde (DGS) pode confirmar a possibilidade de retoma da atividade e competição em segurança”.

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Futebol

Liga espanhola não regressa antes de 28 de maio

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O presidente da Liga espanhola, Javier Tebas, disse hoje que o futebol naquele país não regressa antes de 28 de maio, no melhor dos casos, com os campeonatos europeus a discutirem opções para completar a temporada 2019/20.

“De todos os cenários que temos discutido com a UEFA para regressar à competição, os mais prováveis são 28 de maio, 06 de junho ou 28 de junho. Não podemos dar uma data exata, será dada pelas autoridades em Espanha”, apontou.

Segundo Tebas, o futebol deverá regressar em Espanha ainda sem adeptos, seguindo-se um período de capacidade reduzida nas bancadas, enquanto alguns clubes estarão privados dos seus estádios por já terem obras anunciadas para os meses do verão.

Nenhum clube espanhol jogou futebol desde 11 de março, quando o Atlético de Madrid eliminou o campeão europeu Liverpool da Liga dos Campeões, e o presidente de ‘La Liga’ garante que ninguém regressará aos treinos enquanto durarem as medidas de emergência no país devido à pandemia de covid-19.

Na Europa, estão em estudo dois planos possíveis para completar 2019/20: um próximo ao que já decorria, com jogos europeus à semana e dos campeonatos domésticos aos fins de semana, e outro com todos os jogos nacionais disputados em junho e julho e os europeus entre julho e agosto.

Tebas disse ainda ser “lógico” que algumas ligas arranquem antes de outras. “Se puderem, devem fazê-lo”, atirou.

Quanto ao impacto económico, o dirigente aponta para uma perda de mil milhões de euros para os clubes se a época não terminar, ainda que esse cenário não se coloque, quando faltam jogar 11 jornadas, que podem reduzir o impacto para 300 milhões de prejuízo, sem público nas bancadas, ou 150 milhões, com adeptos.

No campo económico, Tebas admite que a Liga espanhola poderá ter de devolver algum do dinheiro recebido pelos direitos de transmissão televisiva, mas tem sido “quase impossível” conseguir que os jogadores aceitem uma redução salarial, uma medida tomada em Inglaterra, por exemplo, para ajudar a combater o impacto.

Em Espanha, o Atlético de Madrid e o FC Barcelona já anunciaram acordos individuais com os seus jogadores.

“Não podem prosseguir as suas atividades de forma normal, por isso deve haver uma redução, mas não chegamos a acordo com o sindicato. Os clubes têm duas opções: o ‘lay-off’ temporário [oito clubes das duas primeiras divisões já o pediram], ou acordos individuais com jogadores”, acrescentou.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia de covid-19, já infetou mais de 1,3 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 75 mil.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde (DGS), registaram-se 345 mortes 12.442 casos de infeções confirmadas, contando-se 184 doentes recuperados.

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