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Futebol

Euro2020: Cristiano Ronaldo admite que tem jogado limitado

Vai disputar o seu quinto campeonato da Europa de futebol

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Foto: Divulgação

O internacional português Cristiano Ronaldo mostrou-se hoje “muito feliz” por poder disputar o seu quinto campeonato da Europa de futebol e admitiu que tem jogado como limitações físicas nas últimas três semanas.

“É um orgulho representar a minha seleção, ainda por cima com golos. Qualificámo-nos, era o que queríamos mais. Sabíamos que tínhamos de ganhar estes dois jogos e estou muito feliz por a equipa ter ganhado e conseguido a qualificação. Vai ser o meu quinto Europeu e estou muito feliz por isso”, afirmou Ronaldo.

O avançado falava aos jornalistas na zona mista do Estádio Josy Barthel, no Luxemburgo, onde a seleção nacional venceu por 2-0, com golos de Bruno Fernandes e do ‘capitão’, e confirmou o apuramento para o Euro2020 de futebol.

“É difícil jogar nestes campos, um campo de batatas. Não sei como é possível seleções deste nível jogarem em campos assim. O espetáculo não foi bonito, mas fizemos o nosso trabalho. O objetivo era passar”, observou o ‘7’ luso.

Ronaldo considerou que na fase final do Europeu “os candidatos são sempre os mesmos” e salientou mesmo que o estatuto de detentor do troféu não coloca Portugal entre os favoritos.

“Somos uma seleção difícil de bater, uma seleção que vai para o Europeu tentar ganhar outra vez, mas acho que favoritos são todos os outros”, referiu.

Com o tento no Luxemburgo, o avançado da Juventus chegou ao 99.º ao serviço da seleção nacional, sendo que o 100.º “vai aparecer de uma forma natural”, tal como os restantes recordes que tem em ‘mira’: “Todos os recordes são para bater e vou bater esses recordes. Vão acontecer de uma forma natural”.

Por outro lado, o avançado da Juventus comentou as dificuldades físicas que tem sentido nas últimas semanas e que o obrigaram a jogar condicionado, tendo afastado qualquer polémica com o treinador dos ‘bianconeri’, Maurizio Sarri, que o substituiu aos 55 minutos do jogo com o AC Milan.

“Nas últimas três semanas tenho vindo a jogar limitado. Não houve polémica, vocês é que gostam de a criar. Não gosto de ser substituído, ninguém gosta. Tentei ajudar a ‘Juve’ mesmo jogando lesionado. Nestes jogos da seleção, também não estava a 100% e continuo a não estar. Quando é para me sacrificar pelo clube e pela seleção, faço-o com todo o orgulho, porque sei que havia muito em disputa”, adiantou aos jornalistas.

De resto, Ronaldo lembrou que “é raro” lesionar-se e foi perentório na explicação: “O Inter está a fazer muita pressão à Juventus [na Serie A]. Não podemos ser moles, estamos dois pontos à frente [na classificação] e, se empatamos ou perdemos, eles passam-nos. Sacrifiquei-me em prol da equipa. Aqui [na seleção], não ganhando um dos dois jogos podíamos estar fora. Sacrifiquei-me também”.

A seleção portuguesa de futebol, campeã em título, venceu hoje por 2-0 no Luxemburgo, na última ronda do Grupo B, tendo conseguido o apuramento ainda antes do final do encontro, face ao empate da Sérvia.

Bruno Fernandes, aos 39 minutos, e Cristiano Ronaldo, aos 86, apontaram os tentos da formação das ‘quinas’, que vai marcar presença no Europeu pela oitava vez, e sétima consecutiva, desde 1996.

Portugal garantiu o segundo lugar do Grupo B, com 17 pontos, contra 20 da Ucrânia, que já estava apurada e empatou 2-2 na Sérvia (terceira, com 14), ainda com hipóteses de qualificação via ‘play-off’. O Luxemburgo somou quatro pontos e a Lituânia um.

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Desporto

Federação cancela campeonatos seniores não profissionais

Covid-19

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Foto: DR

Os campeonatos seniores não profissionais de futebol e futsal da época 2019/20 foram hoje cancelados pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF), devido à pandemia de covid-19.

“A FPF entende que continuam a não estar reunidas as condições de saúde pública para que clubes com estruturas amadoras, como é próprio das provas em que participam, possam treinar e competir em segurança”, lê-se no comunicado do organismo, que anunciou “dar por concluídas, sem vencedores, todas as suas competições seniores que se encontram nesta data suspensas, não sendo atribuídos títulos nem aplicado o regime de subidas e descidas”.

Este cancelamento ocorre depois de os campeonatos de futebol e futsal dos escalões de formação terem tido o mesmo desfecho, numa decisão tomada em 27 de março último.

A FPF recorda que “vigora em Portugal o estado de emergência, pelo menos, até ao dia 17 de abril, sendo possível a sua prorrogação” e que “estas circunstâncias impedem o normal decurso das competições, sendo imprevisível antever quando e se tais condições de saúde pública estarão reunidas ainda durante esta época desportiva”.

“A FPF analisará e comunicará com a maior brevidade possível de que forma serão indicados os dois clubes que acedem à II Liga de futebol, bem como os representantes de Portugal na Liga dos Campeões de futebol feminino e de futsal masculino. A FPF continuará a estudar com as associações distritais e regionais os moldes em que decorrerão as competições nacionais não profissionais na época 2020/21”, remata o comunicado.

Após 20 jornadas, o Sporting liderava a Liga de futsal, com 55 pontos, mais dois do que o Benfica, enquanto Vizela, Arouca, Praiense e Olhanense lideravam as respetivas séries do Campeonato de Portugal, terceiro escalão, após 25 rondas.

No setor feminino, o Benfica e Sporting seguiam igualados com 42 pontos no primeiro lugar do campeonato de futebol, após 15 jornadas, enquanto as ‘águias’ lideravam isoladas a fase de apuramento de campeão em futsal.

As competições nacionais dos escalões de formação tinham sido suspensas por duas semanas, em 10 de março, dois dias antes de a FPF ter decidido suspender todas as competições, incluindo as seniores, que hoje foram canceladas.

As competições profissionais, I Liga e II Liga, continuam suspensas, após 24 das 34 jornadas, bem como a Taça de Portugal, que tem Benfica e FC Porto como finalistas.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia de covid-19, já infetou mais de 1,4 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 82 mil. Dos casos de infeção, cerca de 260 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde (DGS), registaram-se 380 mortes e 13.141 casos de infeções confirmadas, dos quais 196 já recuperaram.

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Desporto

Liga de clubes e Sindicato de jogadores acertam medidas

Covid-19

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Foto: ligaportugal.pt / DR

O Sindicato de Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF) aceitou algumas das medidas propostas pela Liga de clubes (LPFP) com vista a serem refletivas no contrato coletivo de trabalho dos futebolistas, face à pandemia de covid-19.

Em comunicado, a LPFP referiu que as duas entidades definiram linhas orientadoras, desde logo a “prorrogação dos contratos de trabalho até término da época, considerando a sua duração até ao último jogo oficial de 2019/2020”, algo que a FIFA revelou hoje ter proposto a todos os clubes.

Da mesma forma, o SJPF concordou que os contratos de empréstimo que terminavam no final da época também sejam prolongados até ao último jogo oficial 2019/20, que o período de férias dos jogadores seja definido por indicação dos clubes e, por fim, “que nenhuma destas medidas constitui justa causa de rescisão do contrato de trabalho desportivo”.

Contudo, segundo adiantou a Liga de clubes, o sindicato de jogadores rejeitou que “os jogadores e os clubes celebrem acordos de redução salarial” e que “na falta de convenção entre jogadores e clubes” fossem aquelas duas entidades a “determinar uma redução percentual do salário anual dos jogadores, repercutido nos meses de abril até ao término da época”.

Perante esta divergência, a LPFP considera que os clubes que disputam a I e II Ligas estão “libertos para poderem lançar mão de todas as medidas especiais propostas pelo Governo, em concreto o ‘lay-off’ ou outras medidas análogas previstas na lei, bem como a liberdade para negociar livremente com os seus atletas”.

Por seu lado, o SJPF, também através de comunicado emitido hoje, manifestou-se contra “cortes salariais indiscriminados” e defendeu que “quem aufere rendimentos mais elevados pode sofrer um corte maior”.

Para o sindicato liderado por Joaquim Evangelista, eventuais ajustes devem obedecer ao princípio da proporcionalidade salarial, ou seja, “quem aufere rendimentos mais elevados pode sofrer um corte maior, quem aufere rendimentos mais reduzidos, deve ver o seu salário menos afetado”.

Contudo, deixou claro que os cortes efetuados nesta “fase de transição” devem “ser repostos/compensados em data a acordar pelas partes na relação laboral desportiva, num momento de retoma financeira e com a possibilidade de adaptação, de acordo com a evolução da retoma das competições”.

Por outro lado, numa altura em que as competições nacionais de futebol estão suspensas, tal como acontece em quase todo o mundo, o sindicato dos jogadores salientou que “só a Direção-Geral da Saúde (DGS) pode confirmar a possibilidade de retoma da atividade e competição em segurança”.

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Futebol

Liga espanhola não regressa antes de 28 de maio

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O presidente da Liga espanhola, Javier Tebas, disse hoje que o futebol naquele país não regressa antes de 28 de maio, no melhor dos casos, com os campeonatos europeus a discutirem opções para completar a temporada 2019/20.

“De todos os cenários que temos discutido com a UEFA para regressar à competição, os mais prováveis são 28 de maio, 06 de junho ou 28 de junho. Não podemos dar uma data exata, será dada pelas autoridades em Espanha”, apontou.

Segundo Tebas, o futebol deverá regressar em Espanha ainda sem adeptos, seguindo-se um período de capacidade reduzida nas bancadas, enquanto alguns clubes estarão privados dos seus estádios por já terem obras anunciadas para os meses do verão.

Nenhum clube espanhol jogou futebol desde 11 de março, quando o Atlético de Madrid eliminou o campeão europeu Liverpool da Liga dos Campeões, e o presidente de ‘La Liga’ garante que ninguém regressará aos treinos enquanto durarem as medidas de emergência no país devido à pandemia de covid-19.

Na Europa, estão em estudo dois planos possíveis para completar 2019/20: um próximo ao que já decorria, com jogos europeus à semana e dos campeonatos domésticos aos fins de semana, e outro com todos os jogos nacionais disputados em junho e julho e os europeus entre julho e agosto.

Tebas disse ainda ser “lógico” que algumas ligas arranquem antes de outras. “Se puderem, devem fazê-lo”, atirou.

Quanto ao impacto económico, o dirigente aponta para uma perda de mil milhões de euros para os clubes se a época não terminar, ainda que esse cenário não se coloque, quando faltam jogar 11 jornadas, que podem reduzir o impacto para 300 milhões de prejuízo, sem público nas bancadas, ou 150 milhões, com adeptos.

No campo económico, Tebas admite que a Liga espanhola poderá ter de devolver algum do dinheiro recebido pelos direitos de transmissão televisiva, mas tem sido “quase impossível” conseguir que os jogadores aceitem uma redução salarial, uma medida tomada em Inglaterra, por exemplo, para ajudar a combater o impacto.

Em Espanha, o Atlético de Madrid e o FC Barcelona já anunciaram acordos individuais com os seus jogadores.

“Não podem prosseguir as suas atividades de forma normal, por isso deve haver uma redução, mas não chegamos a acordo com o sindicato. Os clubes têm duas opções: o ‘lay-off’ temporário [oito clubes das duas primeiras divisões já o pediram], ou acordos individuais com jogadores”, acrescentou.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia de covid-19, já infetou mais de 1,3 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 75 mil.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde (DGS), registaram-se 345 mortes 12.442 casos de infeções confirmadas, contando-se 184 doentes recuperados.

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