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Braga

“Eu f***-vos, eu esfaqueio-vos”. Assalta de navalha aberta dois jovens em Braga

Crime

em

Foto: Ilustrativa (Arquivo)

“Fala agora… agora eu fodo-vos, eu esfaqueio-vos”. Foi assim que, na madrugada de 18 de agosto de 2020, um homem de 32 anos se dirigiu na Rua do Taxa, junto da antiga Taberna Inglesa, com uma navalha aberta, a dois jovens que regressavam a pé dos bares da zona da UMinho e que assaltou, de seguida.


O Ministério Público do Tribunal de Braga acusou-o, agora, de dois crimes de roubo qualificado. E está em prisão preventiva, por ter antecedentes criminais.

A acusação diz que – e conforme O MINHO já havia noticiado – os dois jovens vinham pela Rua Nova de Santa Cruz, às 03:30 da madrugada, em direção à Rua D. Pedro V.

Quando passavam junto ao restaurante Alice, surgiu o agressor na varanda de um dos prédios, a reclamar com eles por estarem a “fazer barulho”.

Após uma breve troca de bocas, os dois seguiram para a Rua do Taxa. Aí, foram surpreendidos pela retaguarda pelo agressor, que apontou a navalha, aberta, ao pescoço de um, ao mesmo tempo que lhe disse: “canta agora aí de baixo, voltas a dizer essas merdas, para a próxima falas baixinho. Agora não vais estar a falar, passa para cá tudo o que tens nos bolsos”.

Temendo que o arguido o fosse esfaquear, atentando contra a sua vida, o jovem entregou-lhe um telemóvel, avaliado em 120 euros e um pacote de tabaco de enrolar, que valia sete. O agressor exigiu-lhe, também, a carteira que tinha dois cartões bancários, ficando com eles e deitando o resto para o chão.

De seguida voltou-se para o outro jovem e disse: “anda cá se não vou fodê-lo. Carteira e telemóvel, dá-me tudo o que tens nos bolsos, passa para cá”.

A vítima deu-lhe então o seu telemóvel, avaliado em 120 euros e uma carteira que o agressor atirou para o chão por nada ter de valioso.

Assim, e na posse dos objetos, pôs-se em fuga rumo à Rua D. Pedro V. Nesse momento, uma das vítimas correu para o Posto Territorial da GNR que fica naquela artéria e pediu auxílio aos militares.

Pelas 04:20, a GNR intercetou o ladrão junto à Pastelaria Flor da Venezuela, na Rua D. Pedro V, e apreendeu-lhe os objetos roubados e a navalha, com uma lâmina de 7,5 centímetros.

O arguido, concluiu a acusação, tinha já sido condenado, em 2013, a quatro anos e 2 meses de prisão for roubo qualificado e condução sem carta.

Tem outra pena, suspensa, pelo crime de tráfico de estupefacientes, de que é consumidor, e não tem vínculo laboral.

“Na personalidade do arguido enraízou-se um hábito de praticar este tipo de crimes e a anterior condenação em prisão efetiva não serviu de suficiente advertência”, sublinha o magistrado.

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Braga

Rui Moreira ao lado de Ricardo Rio na oficialização da candidatura Braga’27

Capital Europeia da Cultura

em

Foto: Divulgação / CM Braga

A cidade de Braga oficializou na sexta-feira a sua intenção de se candidatar a Capital Europeia da Cultura 2027.

Ricardo Rio, edil, recebeu como convidados um conjunto de personalidades que fizeram intervenções sobre a sua experiência em diferentes processos de candidatura a Capital Europeia da Cultura, nacionais e internacionais.

Fizeram parte do painel de convidados Rui Moreira (Presidente da Câmara Municipal do Porto), Alberto Núñez Feijóo (Presidente do Governo Regional da Galiza) e Cristina Farinha (Membro do Júri Internacional Selecção e Monitorização Capital Europeia da Cultura), que estiveram reunidos no Grande Auditório do Altice Forum Braga.

Em que pensamos quando pensamos numa Capital Europeia da Cultura?

Para contribuir para o pensamento e debate deste arranque oficial da candidatura de Braga, os convidados fizeram uma intervenção de acordo com a sua experiência e a dos seus territórios.

O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, tomou a palavra para reflectir sobre o legado da Porto 2001, não apenas na cidade como em toda a Região Norte.

Já Alberto Núñez Feijóo, presidente do Governo Regional da Galiza, olhou para Santiago de Compostela 2000 e o impacto de um título de cidade na região da Galiza.

Finalmente, Cristina Farinha, Membro do Júri Internacional de Selecção e Monitorização da Capital Europeia da Cultura, contribui para o debate a partir do ponto de vista de alguém que está envolvido nos processos de selecção das Cidades que acolhem o título de Capital Europeia da Cultura.

Feijóo, Ricardo Rio, Cristina Farinha e Rui Moreira. Foto: CM Braga

Concerto para 2027 plantas

Para além das intervenções dos convidados, a candidatura de Braga a Capital Europeia da Cultura 2027 apresentou a instalação artística “Concerto para 2027 plantas”, da artista sonora Cláudia Martinho.

Na instalação artística as plantas são conectadas a sensores que captam os impulsos eletromagnéticos das plantas, convertendo-os em som e criando assim uma polifonia de vozes vegetais, como se de um coro se tratasse.

“Estas plantas, em grande parte medronheiros, uma das espécies autóctones desta região, pretendem simbolizar e evocar a energia vital deste território e dos seus cidadãos que, no contexto pandémico atual, não puderam estar presentes na nave do Altice Forum Braga”, explica a autarquia, em comunicado.

Os medronheiros foram doados à Candidatura de Braga pelo Projecto Terra de Esperança da ANEFA – Associação Nacional de Empresas Florestais, Agrícolas e do Ambiente em parceria com a Fundação GALP. Como resultado desta colaboração e como legado deste momento a Candidatura irá plantar estas árvores de fruto no concelho de Braga, com a colaboração das Juntas de Freguesia.

O tempo médio para esta espécie produzir a baga vermelha que lhe é característica são 6 anos: “Significa que desejavelmente em 2027 estaremos a colher os primeiros frutos de algumas das plantas que se vêem nas imagens deste momento simbólico”, aponta a mesma nota.

Cláudia Martinho é arquiteta, artista sonora e investigadora na Universidade do Minho. Desenvolve instalações sonoras, performances e oficinas, que incentivam a escuta activa e o desenvolvimento do ser humano em convívio com a natureza.

É co-fundadora da Rural Vivo, associação cultural dedicada a actividades artísticas, educativas e ecológicas na Serra do Gerês, Reserva da Biosfera da UNESCO.

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Braga

Condutor abandona carro despistado na cidade de Braga

Acidente

em

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Uma viatura entrou em despiste ao início da madrugada deste sábado na Avenida João Paulo II, em Braga, acabando imobilizada no sentido contrário daquela movimentada via rápida da cidade.

De acordo com testemunhas no local, a viatura seguia no sentido Póvoa de Lanhoso-Braga quando terá embatido no viaduto da Rodovia e acabou por “girar às piruetas” até se imobilizar debaixo de uma passagem pedonal aérea, no sentido inverso.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Ao que apurou O MINHO, o condutor abandonou o local a pé antes da chegada de socorro ou das autoridades. Ao que tudo indica, trata-se de um carro alugado.

O alerta foi dado às 00:46 mobilizando os Bombeiros Sapadores de Braga.

A PSP registou a ocorrência.

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Braga

Tribunal adiou sentença de mulher que deu uma facada nas costas do marido em Esposende

Justiça

em

Foto: DR

O Tribunal de Braga adiou hoje, para 09 de dezembro, a leitura da sentença do julgamento de uma mulher, de origem colombiana, mas já naturalizada portuguesa, que, em abril de 2018, nas Marinhas, Esposende, deu uma facada nas costas do marido, quando ele dormia, com a intenção de o matar. A faca partiu-se pelo cabo, ficando a lâmina, de oito centímetros, enterrada no corpo da vítima.

Na audiência, a juíza-presidente anunciou uma pequena alteração aos factos constantes da acusação, uma alteração não-substancial o que levou a advogada de defesa a pedir cinco dias para se pronunciar. O que lhe foi concedido.

A faca partiu-se pelo cabo, ficando a lâmina, de oito centímetros, enterrada no corpo da vítima.

Inocente?

Recorde-se que, na primeira sessão do julgamento a mulher declarou: “Não sei. Não fui eu que o esfaqueei, nem tentei matá-lo”. E, posteriormente, veio a acrescentar que se enrolou com o marido numa briga e que este caiu em cima da cama, tendo sido espetado pela faca que ali estaria.

Foi esta a versão dada ao Tribunal de Braga pela imigrante colombiana, Eliana Yurlev Henão, de 37 anos, já naturalizada portuguesa, a qual contou que, na noite do crime, em abril de 2018, discutiu com o marido, o português António Maria Ganas, após ter ido à cozinha beber água e comer uma maçã.

Diz ter pegado numa faca para cortar a fruta e ter ido dormir para o quarto em que estava com dois adolescentes, um filho seu e uma jovem de 16 anos, filha dele.

Afirmou que não sabe o que sucedeu depois, nem mesmo o destino da faca, só se lembrando de ter acordado os filhos e chamar o 112. Atribuiu as discussões do casal a ciúmes do marido.

Marido desmente

Esta versão é desmentida pela vítima que disse a O MINHO que ela o esfaqueou nas costas, enquanto dormia, deixando-lhe uma parte da lâmina, com nove centímetros, no corpo, o que lhe perfurou um pulmão e chegou ao coração.

E ainda tentou impedi-lo de respirar. “Mente. Quando foi detida disse à PJ de Braga e ao juiz que me tinha dado uma facada para me matar. Está no processo”, acrescentou.

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