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Braga

Estudo realizado em Braga vai revolucionar nova geração da indústria marítima

Laser ‘luz azul’, com distância recorde, permite novas funcionalidades

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Consórcio "KETMarine". Foto: Divulgação

Um estudo, conduzido em Braga, identificou um laser de ‘luz azul’ com uma distância recorde, com a capacidade de aprimorar as descobertas no fundo do mar, recolha de imagens e comunicação subaquática em todo o setor marítimo, anunciou, esta segunda-feira, o Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL).


Ana Vila, coordenadora do projeto, apresentou o relatório com o nome Photonic Marine Applications (Aplicações Marítimas Fotônicas”), produzido pelo centro de pesquisa espanhol AIMEN, mundialmente conhecido pela experiência em tecnologia a laser aplicada a materiais, processamento, robótica e automação.

Este estudo revela que novos limites foram quebrados no desenvolvimento do laser marinho – aprimorando a detecção de objetos subaquáticos, incluindo submarinos e sítios arqueológicos.

O projeto KETmaritime está entregue a um consórcio de sete parceiros em toda a Europa, num esforço para identificar as principais tecnologias de ativação para apoiar as necessidades e demandas futuras da indústria marítima do Atlântico.

“Nos últimos meses, o laboratório de pesquisa multidisciplinar CIMAP, com sede em França, vem desenvolvendo lasers de luz azul em regimes de ondas constantes e pulsos”, aponta Ana Vila.

“Recentemente, alcançou um recorde de saída de onda constante de 7,5W com comprimento de onda de 452nm. Entende-se que essa é, de longe, a energia de onda constante mais potente, gerada a partir de um laser luz azul de fibra com frequência dupla.

Laser promete revolucionar indústria do mar. Foto: DR

“A absorção da luz na água é mais baixa na faixa espectral de 400-450nm. A luz do laser definida nesta faixa pode penetrar longas distâncias com redução mínima da força. Essas fontes de luz podem ser usadas para determinar distâncias ou registrar objetos subaquáticos, como submarinos e sítios arqueológicos”, explica.

“Métodos convencionais para detectar alvos subaquáticos empregaram ondas acústicas, no entanto, sistemas baseados em laser têm vantagens claras em alta direcionalidade e alta resolução de faixa que permitem novos métodos de comunicação de banda larga e à prova de interceptação”, acrescenta a responsável.

A AIMEN entregou mais de 650 projetos de P & D & I nos últimos dez anos, trabalhando com uma média anual de 650 clientes. O centro de tecnologia avançada emprega mais de 230 pessoas e produziu mais de 270 mil relatórios técnicos.

O estudo da fotônica procura gerar, controlar e detectar fótons – uma partícula elementar da luz que carrega energia – que pode ser usado para concentrar vigas para corte e soldagem, além de aplicações cirúrgicas e de digitalização 3D, até aplicações mais “comuns”, como deteção de presença para controle de portas, digitalização de código de barras e impressoras.

O mercado global de fotônica deverá ultrapassar os 615 bilhões de euros em 2020. Entre 2005 e 2015, mostrou uma taxa de crescimento anual real de 7pc, duas vezes mais rápido que o crescimento do PIB global e superior a muitos outros setores, incluindo alimentar (2pc) e automação (3-5pc).

Ana Vila explica que o novo relatório identifica a fotônica como uma das tecnologias mais importantes para o século XXI: “Com o conhecimento adquirido e os avanços tecnológicos, estamos prontos para lucrar com a revolução fotônica, alcançando maiores avanços e controle na aplicação da luz em muitos mercados de alta tecnologia”.

Nos próximos anos, o setor marítimo beneficiará de uma ampla variedade de aplicações de dispositivos fotônicos.

“Tornou-se uma tecnologia cada vez mais acessível, com particular relevância para o monitoramento de saúde estrutural de ativos marinhos, bem como realidade virtual aumentada na construção naval. Também desempenhará um papel particularmente importante no desenvolvimento de sistemas de deteção e reconhecimento, aplicáveis ​​a áreas como navegação, rastreamento de objetos e massas no mar e resgate marítimo”.

O projeto KETmaritime é financiado pelo Programa Interreg Atlantic Area, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, num investimento de um milhão de euros.

O consórcio inclui o laboratório francês de pesquisa multidisciplinar CIMAP (grupo CEA), o cluster econômico marítimo português Fórum Oceano e o centro espanhol de design industrial IDONIAL,

O centro nacional de energia marinha e renovável da Irlanda, o MaREI, e a organização de agrupamentos marítimos do Reino Unido Marine South East também apoiam o projeto, juntamente com a associação espanhola de pesquisa sem fins lucrativos AIMEN.

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Braga

Câmara de Braga e construtora pedem a tribunal para decidir dívida

Justiça

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Foto: DR

O consórcio Assoc e a Câmara de Braga não chegaram a acordo sobre o pedido da empresa de dez milhões por causa da construção do Estádio Municipal e, por isso, irá recorrer ao Tribunal Administrativo para resolver a questão, avança o Jornal de Notícias (JN).

Entretanto, adianta o mesmo jornal, o município também recorreu de outra decisão judicial que o obriga a pagar 4,9 milhões ao arquiteto Souto Moura.

Em declarações ao JN, o presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, confirmou que “não foi possível chegar a acordo já que a Assoc pedia dez milhões sem justificar esse valor” e, portanto, “o tribunal terá que chegar a um valor, não por estimativa, mas com dados confirmados”.

Câmara de Braga perde recurso e terá que pagar 4,9 milhões a Souto Moura

Em sentença confirmada pela segunda instância, o Tribunal Administrativo de Braga condenou a Câmara a pagar um valor não quantificado à Assoc (Soares da Costa, Grupo Rodrigues e Névoa, Casais, DTS, ABB e duas empresas que ficaram insolventes – Eusébios e J. Gomes), por prolongamento de custos de estaleiro para terminar a obra em finais de 2003.

Em 2018, a Câmara tinha já sido condenada a liquidar quatro milhões ao mesmo consórcio – no caso, por horas extraordinárias na execução da obra do estádio -, tendo recorrido para o Supremo Tribunal de Justiça no ano seguinte.

São 4,9 milhões de euros a pagar pela Câmara ao consórcio formado entre as empresas Souto Moura – Arquitetos, Lda e Associados – Projetos de Engenharia, SA, que fez, em 2000, o projeto do novo estádio da cidade para o Euro 2004.

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Braga

Distrito de Braga sob aviso laranja por causa do calor

Meteorologia

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Foto: DR / Arquivo

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou sob aviso laranja o distrito de Braga devido às elevadas temperaturas, que hoje chegarão aos 38º.

O distrito de Viana do Castelo está com aviso amarelo, com previsão de máxima de 33º.

Cerca de 40 concelhos de oito distritos do interior norte e centro e Algarve apresentam hoje um risco máximo de incêndio, segundo o IPMA.

Em risco máximo de incêndio estão cerca de 40 concelhos de Faro, Portalegre, Santarém, Castelo Branco, Guarda, Viseu, Vila Real e Bragança.

O IPMA colocou também risco muito elevado e elevado de incêndio vários concelhos de todos os distritos (18) de Portugal continental.

Segundo o IPMA, pelo menos até ao final da semana vai manter-se o risco de incêndio máximo e muito elevado em vários concelhos do continente por causa do tempo quente.

O risco de incêndio determinado pelo IPMA tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo.

Os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas.

Por causa do tempo quente, o IPMA colocou sob aviso laranja os distritos de Braga, Vila Real, Bragança, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja até às 21:00 de hoje.

Os distritos de Viana do Castelo, Porto, Aveiro, Viseu, Coimbra, Leiria, Santarém, Lisboa, Setúbal e Faro vão estar sob aviso amarelo até às 21:00 de hoje também devido à persistência de valores elevados das temperaturas máximas.

O aviso laranja indica situação meteorológica de risco moderado a elevado e o amarelo é emitido pelo IPMA sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

De acordo com o IPMA, a “situação de tempo seco e quente” deverá manter-se até meados da semana, prevendo-se “uma ligeira descida de temperatura na terça-feira”.

As temperaturas máximas durante este período podem variar entre os 34 e os 39 graus Celsius nas regiões do interior.

Em alguns locais, como por exemplo no nordeste transmontano, vale do Douro, vale do Tejo e no interior do Alentejo os valores da temperatura máxima podem aproximar-se de 40 e os 42 graus, segundo o IPMA.

Junto à faixa costeira, as temperaturas máximas terão valores ligeiramente inferiores, entre os 28 e 30.

De acordo com o instituto, esta subida de temperatura deve-se à deslocação “de uma massa de ar quente e seco proveniente do norte de África, associada a um fluxo de leste sobre a Península Ibérica na circulação do anticiclone localizado na região dos Açores, que se estende em crista até ao Golfo da Biscaia, e de uma depressão centrada a sul da península”.

Por causa das elevadas temperaturas, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) emitiu um aviso à população para o perigo de incêndio rural.

Em comunicado, a ANEPC sublinha que face a estas previsões, é proibido fazer queimadas extensivas sem autorização, fazer queima de amontoados, utilizar fogareiros ou grelhadores em todo o espaço rural, salvo se usados fora de zonas críticas e nos locais devidamente autorizados para o efeito, e fumar ou fazer lume nos espaços florestais.

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Braga

Jovem de 22 anos agredida e atirada de carro em andamento em Braga

Em Adaúfe

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Imagem ilustrativa

Uma jovem de 22 anos foi agredida e atirada de um carro em andamento ontem à noite, na EN205-4, em Adaúfe, concelho de Braga.

O condutor agrediu a mulher, que seria amiga, com um soco num olho e fê-la sair do carro ao pontapé e ao empurrão, enquanto conduzia.

O homem, ao volante de um BMW, ainda voltou ao local e foi novamente embora, sem prestar auxílio.

Os Bombeiros Sapadores de Braga, acionados às 22:06, transportaram a vítima politraumatizada e em estado de choque para o Hospital de Braga.

A GNR ouviu testemunhas, que ainda foram no encalço do agressor, mas sem sucesso.

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