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Braga

Estratégia Cultural de Braga 2020-2030 prevê investimento de 15 milhões

Ênfase na intenção de a cidade ser Capital Europeia da Cultura em 2027

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Foto: Sérgio Freitas / CM Braga / Divulgação

A Câmara Municipal de Braga anunciou hoje um investimento de 15 milhões de euros para “dar corpo” à Estratégia Cultural 2020-2030, com ênfase na intenção de a cidade ser Capital Europeia da Cultura (CEC) em 2027.

Na sessão de apresentação daquela estratégia, em Braga, o presidente da câmara, Ricardo Rio, apontou a cultura como “pilar da sustentabilidade” do município, realçando que o desígnio de ser CEC em 2017 “não esgota” a orientação do executivo.

“Esta estratégia cultural não é apenas um imperativo da nossa candidatura. É, sobretudo, um documento norteador que fazia falta à cidade e que servirá de bússola para o futuro. Aqui estão vertidas as nossas ambições que guiarão a nossa visão para Braga nos próximos 10 anos”, referiu Ricardo Rio.

O autarca revelou que “nos próximos anos” serão investidos no município cerca de 15 milhões de euros na reabilitação de equipamentos culturais, como o edifício S. Geraldo ou a antiga escola Francisco Sanches, e na “valorização de ativos”, como o completo de Sete Fontes.

Segundo Ricardo Rio, a cultura é “motor de muitas dinâmicas económicas, de educação, de inclusão e de várias outras dimensões da gestão municipal”.

“Em 2030, Braga será culturalmente vibrante, diversa, próspera e atrativa, incontornável no panorama nacional e europeu pela sua inovação e criatividade. Uma cidade onde a cultura está no centro do seu desenvolvimento sustentável, da qualidade de vida e felicidade de quem nela vive, trabalha ou visita”, acrescentou.

Foto: Sérgio Freitas / CM Braga / Divulgação

O presidente da câmara disse ainda querer que Braga seja referenciada como “cidade internacionalmente reconhecida pela inovação e criatividade”, pelo que o objetivo “passa por ter um concelho com uma dinâmica cultural que não fique apenas pelos equipamentos e os espaços públicos do centro da cidade, mas se estenda por todo o território”.

Esta descentralização integra os eixos de atuação definidos no documento, que propõe, entre outras iniciativas, uma estratégia de programação para as freguesias, um programa de revitalização de estruturas de teatro popular ou a criação de uma rede de equipamentos fora do centro.

Segundo o texto distribuído, a estratégia para a próxima década pretende contribuir, entre outros aspetos, para o “desenvolvimento de competências e capacitação do tecido cultural e “para assegurar aos bracarenses mais oportunidades de participação em experiências culturais”.

O documento propõe ainda o trabalho em parceria com as comunidades, organizações e pessoas para salvaguardar e potenciar os “aspetos inspiradores da história coletiva”, assegurando o seu contributo no desenvolvimento sustentável de Braga.

A estratégia pode ser consultada na página na internet https://www.bragacultura2030.pt, na qual estará em consulta pública nos próximos dois meses.

“Qualquer cidadão poderá dar o seu contributo”, apontou Ricardo Rio.

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