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Braga

Estrada esburacada em Amares causa dois acidentes em cinco minutos

Em Rendufe

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Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Dois acidentes rodoviários, ocorridos no espaço de cinco minutos de diferença, (entre as 16:30 e as 16:35) condicionaram a Estrada Municipal 567, em Rendufe, concelho de Amares. Ambos os acidentes foram provocados por dois buracos na estrada, apurou O MINHO no local junto de fonte da GNR.

O primeiro sinistro ocorreu quando uma mulher, com cerca de 60 anos, terá passado em cima de uma das várias crateras deixadas nesta via que liga Vila Verde ao Mosteiro de Santo André de Rendufe.

Carro de Maria Soares a ser rebocado. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Maria Soares, natural de Carrazeda, disse a O MINHO que ia a caminho de Vila Verde quando não teve outra hipótese que não passar em cima do buraco.

“Passo aqui quase todos os dias e costumo desviar-me, mas desta vez vinha um carro no sentido contrário e tive de passar por cima. Quando dei por ela, acendeu a luz do óleo”, conta. Segundo apurou O MINHO, terá partido a parte inferior do motor alojando a cambota (carter). Deste sinistro, não resultaram feridos.

‘Buraco’ que provocou primeiro acidente. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Cerca de cinco minutos depois do primeiro acidente, uma carrinha de mercadorias entrou em despiste, também depois de passar em cima de um dos buracos, embatendo frontalmente contra um poste de eletricidade.

Manuel de Jesus Monteiro, interveniente no acidente, contou a O MINHO que uma viatura que seguia no sentido contrário desviou-se de um dos buracos, provocando o instinto de desvio da carrinha acidentada. “Acabámos por passar por cima de um grande buraco e é o que se vê”, atira.

Manuel Monteiro. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Manuel Monteiro e Maria Soares, mostram-se ambos profundamente indignados com o estado daquela via, alvo de instalação de condutas de saneamento nos últimos meses.

“Queremos ver se a Câmara de Amares assume o nosso prejuízo”, vincam.

No caso de Manuel Monteiro, por ser a viatura de trabalho, o prejuízo alastra-se para além da reparação do automóvel. “Sou comerciante e vou ter de ficar sem trabalhar até conseguir arranjar a carrinha”, salienta.

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Deste último acidente resultaram três vítimas, uma menina de cinco anos e duas mulheres, uma com 38 e outra com cerca de 70.

No local estiveram os Bombeiros de Amares, com três ambulâncias, e duas patrulhas da GNR de Amares.

“Têm de apresentar reclamação e empresa tem de assumir o prejuízo”

O MINHO contactou Manuel Moreira, presidente da Câmara de Amares que, embora no estrangeiro, não se escusou a explicar os procedimentos neste tipo de situação.

“Os intervenientes têm agora que apresentar uma exposição junto da Câmara, com fotos do acidente, para que a empresa que instalou o saneamento pague os prejuízos”, disse o autarca. Manuel Moreira diz ser esse o procedimento habitual para qualquer acidente que ocorra fruto de más condições das estradas municipais.

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Braga

Braga investe 60,3 milhões nos TUB até 2029

Mobilidade e transportes públicos

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Foto: Divulgação

A Câmara de Braga vai investir 60, 3 milhões de euros, de 2020 a 2029, na empresa municipal dos Transportes Urbanos (TUB), no quadro de um contrato de concessão do serviço público de transporte de passageiros.

Este ano, o valor a transferir pela Autoridade Municipal de Transportes é de 5, 4 milhões, verba que vai aumentando até atingir os 6,2 milhões em 2029.

Na proposta que será debatida, segunda-feira, numa reunião pública extraordinária do executivo municipal, o presidente da Câmara, Ricardo Rio e o vereador do pelouro, Miguel Bandeira pedem aos vereadores que aprovem a proposta, de modo a que possa ser votada na Assembleia Municipal o Contrato de Concessão e a respetiva autorização de despesa.

Ricardo Rio e Miguel Bandeira. Foto: DR

Na ocasião, será, também, votada uma outra proposta, uma adenda ao Contrato-Programa para 2020, prevendo a atribuição de mais 219 mil euros, valor justificado com o facto de esta empresa municipal vir a assumir, a partir de julho, a gestão do espaço cultural Gnration.

Na reunião, que terá lugar pelas 18h00, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, estarão, ainda em análise, a proposta de reformulação dos representantes nos conselhos gerais de escolas e o contrato interadministrativo de delegação de competências na União de Freguesias de Santa Lucrécia de Algeriz e Navarra.

A ordem de trabalhos está disponível para download.

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Braga

Tribunal de Braga lê “sentença” de homem acusado de tentativa de homicídio numa rixa

Tribunais

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Foto: O MINHO (Arquivo)

O Tribunal de Braga procede, esta segunda-feira, à leitura do acórdão do julgamento de um homem de Barcelos, José Miranda, que foi acusado pelo Ministério Público, em processo comum e com intervenção do Tribunal Coletivo, em autoria material, da prática de um crime de homicídio qualificado, na forma tentada contra Luís Ferreira, que é assistente (ofendido), no caso.

A acusação diz que, naquela noite, José Miranda e cinco amigos tentaram forçar diálogo com três amigas de Luís Ferreira, entre as quais a namorada, que estavam nas cercanias de um café-bar.

As mulheres rejeitaram a tentativa de conversa e o Luís Ferreira interveio pedindo ao José Miranda para se afastar. De seguida, o arguido partiu uma garrafa de cerveja contra a parede, colocando-a em riste e disse ao Luís Ferreira: “Tu ficas já aqui, filho da puta!”, espetando-lhe a garrafa na têmpora. Este facto obrigou-o a internamento hospitalar, causando-lhe uma ferida que resultou numa cicatriz de 7 centímetros.

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Braga

21 anos depois, macabro homicídio de três irmãs em Vila Verde ainda está por resolver

Triplo homicídio em Coucieiro

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Ester, Rosa e Olívia: Imagem via SIC Notícias

O macabro homicídio de Ester Maria, Maria Rosa e Maria Olívia Sousa, de 71, 70 e 65 anos, no dia 31 de janeiro de 1999, em Vila Verde, ainda não conhece responsáveis, 21 anos depois. As três irmãs perderam a vida de forma macabra, dentro da habitação onde residiam, em Coucieiro, ainda os sinos se aprontavam a repique para a missa das 09:00 de domingo, na freguesia com cerca de 500 habitantes.

Ester Maria – a mais velha de três irmãs que exploravam um mercado no rés-do-chão da moradia onde residiam à face da estrada municipal 531(2) – foi a primeira a morrer. Vítima de nove facadas, no tórax e no abdómen, ainda estava deitada quando foi surpreendida pelo homicida que agiu durante a hora da missa. Os populares falam em “um”. A Polícia Judiciária concorda. Mas (ainda) não há certezas quanto ao número de atacantes. Ou dos seus motivos.


Habitação onde ocorreu o crime (imagens de 2014)

Rosa e Olívia não estavam em casa, mas chegariam minutos depois, para seu próprio infortúnio. Abriram as portas do mercado, ainda fechado àquela hora, para serem surpreendidas na entrada. Desta vez, o agressor utilizou um objeto pesado de ferro, desferindo vários golpes na nuca das duas irmãs. Nesse momento, ter-se-á colocado em fuga.

Duas clientes do mercado, em busca de pão, encontraram Rosa e Olívia prostradas no interior da loja de portas abertas, numa altura em que a missa terminava. O vizinho da frente ouviu os prantos e alertou a GNR de Vila Verde. Vindos da missa, dezenas de habitantes de Coucieiro pasmaram em frente à residência das irmãs.

Alguns, sob a ânsia de serem o novo Sherlock Holmes, entraram dentro de casa, num golpe fatal para as aspirações dos inspetores da PJ que buscariam por impressões digitais e outro tipo de provas, horas depois.

Rosa morreu no dia seguinte, no hospital. Olívia sobreviveu durante uma semana, em coma, até perecer. Desapareceram “20 contos” de dentro da habitação. Havia gavetas remexidas pelo agressor que, concluiu a judiciária, estaria à procura de algo que poderá ou não ter encontrado. Algumas pessoas chegaram a ser interrogadas nos calabouços daquela polícia, em Braga, mas ningúem foi formalmente acusado. Suspeitas foram algumas. Vingança, assalto, motivos fúteis ou pura vontade de matar. Nunca nenhum foi comprovado. Falou-se em questões de partilhas familiares mas a tese que ganhou maior consistência por entre populares foi a de um grupo de jovens toxicodependentes que se dedicava a furtos naquele concelho. Um dos elementos acabou por cumprir pena de prisão por outros crimes, mas nunca por este.

A casa, local de um crime macabro, acabou por ser repartida por entre vários familiares. Encontra-se à venda há vários anos, mas sem propostas. Já o crime, encontra-se sem respostas. Fonte da PJ, contactada por O MINHO, diz que o crime prescreveu em 2014, por não existirem desenvolvimentos, mas poderá ser reaberto caso se encontrem novas evidências, seja através de provas físicas ou de delações/testemunhos. Até que surja essa hipotética possibilidade, permanecerá a dúvida: Quem matou Ester, Rosa e Olívia?

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