Arquivo

Estimativas apontam para rácio de dependência de idosos de 63% em Portugal em 2050

Estimativas apontam para rácio de dependência de idosos de 63% em portugal em 2050
Foto: Lusa

Bruxelas alertou hoje que o envelhecimento demográfico é um desafio para as finanças públicas portuguesas, estimando que o rácio de dependência dos idosos de Portugal pode ascender a 62,8% em 2050, o mais alto entre os Estados-membros.

No relatório específico sobre Portugal, associado à comunicação hoje divulgada no âmbito do pacote de primavera do Semestre Europeu, os técnicos da Comissão Europeia defendem a necessidade de o país assegurar a sustentabilidade das finanças públicas e a eficiência do setor público à medida que a população envelhece.

“O envelhecimento demográfico representa um desafio para as finanças públicas portuguesas. A despesa relacionada com o envelhecimento em pensões e saúde deverá tornar-se um fator decisivo para a sustentabilidade orçamental de Portugal”, pode ler-se no relatório.

A Comissão Europeia destaca que se prevê que “uma população cada vez mais envelhecida, uma baixa taxa de fertilidade, uma migração líquida em declínio e uma população em idade ativa” quase dupliquem o rácio de dependência dos idosos de Portugal, ou seja, a proporção de beneficiários para contribuintes no sistema de pensões, até 2050.

As estimativas sugerem que o rácio “pode chegar a 62,8%, o mais alto” entre os Estados-Membros da União Europeia (UE).

Bruxelas alerta para que este cenário se traduz num aumento das despesas com pensões a médio prazo, mas também a longo prazo.

“As anteriores reformas do sistema de pensões de Portugal ajudaram a fortalecer a sua sustentabilidade a longo prazo. No entanto, as atuais regras de reforma antecipada, que têm vindo a ser alargadas consecutivamente desde 2017, e os recorrentes aumentos discricionários das pensões deverão ter um efeito negativo duradouro nas finanças públicas portuguesas”, pode ler-se.

No relatório, Bruxelas sugere ainda que, além das reformas e investimentos previstos no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), Portugal beneficiaria com melhorias na gestão da água e proteção ambiental, para fortalecer a resiliência contra os efeitos das mudanças climáticas, assim como na gestão de resíduos e reduzir “ainda mais a dependência de combustíveis fósseis” e o consumo de energia nos setores de transporte, edifícios e indústria.

Aponta ainda para benefícios com uma “maior implantação de energia eólica e solar, incluindo produção ‘offshore’ e descentralizada, e fortalecimento das interconexões elétricas e da rede elétrica”, bem como uma melhoria de “competências verdes”, através de programas direcionados de qualificação ou requalificação, para facilitar a implantação de energia renovável e medidas de eficiência energética.

 
Total
0
Shares
Artigo Anterior
Costa não vê qualquer tipo de ilegalidade na atuação do sis

Costa não vê qualquer tipo de ilegalidade na atuação do SIS

Próximo Artigo
Ministro assegura que não há rotura de nenhum medicamento essencial

Ministro assegura que não há rotura de nenhum medicamento essencial

Artigos Relacionados