“Estamos com mentalidade campeã”

Imagem: VSC / Arquivo

Declarações após o jogo Vitória SC–Rio Ave (1-0), da 15.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado hoje no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães:

– Álvaro Pacheco (treinador do Vitória SC): “O jogo, na primeira parte, foi muito encaixado. Não conseguimos aproveitar os espaços contra uma equipa muito bem trabalhada, junta há muitos anos, que percebe o jogo muito bem. A sua classificação não corresponde ao futebol que produz. Os nossos médios estavam a ser pressionados homem a homem. Faltou ao Jota e ao Nélson [da Luz]ocupar os espaços desses homens que pressionavam. Na primeira parte, procurámos outras soluções, como o futebol de profundidade e um jogo mais associativo por fora.

Na segunda parte, o Nuno [Santos] entrou e foi muito inteligente na ocupação desses espaços. Criámos dúvidas ao adversário. Fizemos uma segunda parte mais dentro do que pretendíamos. Nos jogos equilibrados, os pormenores podem fazer a diferença. Os meus jogadores estão de parabéns por terem sempre encontrado soluções durante o jogo.

Estamos a ser capazes de conseguir os nossos objetivos, com mentalidade competitiva, de campeã. Hoje, demos essa demonstração, num jogo muito equilibrado e complicado. Só uma equipa com essa mentalidade conseguiria ultrapassar as dificuldades causadas pelo Rio Ave.

Acabámos 2023 com um desempenho que nos enche de orgulho [29 pontos], mas, em 2024, temos de continuar o nosso percurso. Temos de estar cada vez mais fortes jogo após jogo e vamos querer fazê-lo no jogo contra o SC Braga, próximo adversário, para regressar às vitórias fora de casa”.

– Luís Freire (treinador do Rio Ave): “Temo-nos batido com muitas dificuldades. Temos sido muito competitivos, uma equipa de futebol. Esta equipa veio a Guimarães jogar contra uma boa equipa, a fazer um excelente campeonato. Com bola, descobrimos vários espaços na pressão. Na primeira parte, o Vitória de Guimarães não tem um remate à baliza. Saímos várias vezes com qualidade, mas faltou-nos definir melhor os lances. Temos a melhor oportunidade da primeira parte. O Rio Ave fez um jogo estável. Não defendemos baixo. Tentámos ter a bola.

Na segunda parte, conseguimos colocar ainda mais em prática o que tínhamos feito. Contra o caudal do jogo, o Vitória faz o golo num penálti, num erro nosso, numa abordagem negligente [de Aderllan Santos]. Sem fazer nada por isso, o Vitória põe-se a ganhar. Os jogadores não desistiram. O Vitória é muito difícil de controlar na transição e no ataque à profundidade, mas poderíamos ter feito o empate.

O Rio Ave jogou futebol, foi superior a nível de jogo jogado e perdeu. O Vitória está de parabéns por ganhar. Nós jogamos para ganhar, mas não temos sido felizes. Este jogo foi um espelho dos últimos jogos do Rio Ave. Ganhar é o mais importante no futebol.

Se uma equipa no fundo da tabela joga assim contra um adversário de muito valor, mais confiança terá se chegar aos 15 pontos. Quanto mais vitórias tivermos, mais confiança teremos. Estes resultados geram frustração. Sentimos responsabilidade de ganhar, mas, a jogar assim, se ganharmos uma vez, estaremos mais perto de voltar a ganhar.

Este grupo está há 16 meses junto e tem dado tudo pela camisola, pelo Rio Ave. Vamos ficar em pé de igualdade com todos [já que o clube pode voltar a contratar no ‘mercado de inverno’] e vamos fazer uma segunda volta melhor. Há um esforço grande da direção para regularizar tudo. O Rio Ave tem tido anos complicados. Com o ‘mercado’, temos condições para fazermos melhor do que o que temos feito. Queremos fazer uma grande segunda volta.

O Guga [ausente do jogo] teve uma semana limitada ao nível do treino e da condição física. Não se mostrou totalmente disponível para o jogo. Infelizmente, não pudemos contar com ele”.

 
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