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Viana do Castelo

Estado avança com ação contra moradores do prédio Coutinho após as férias judiciais

Anunciou o ministro do Ambiente

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Foto: Paulo Jorge Magalhães/O MINHO/Arquivo

O ministro do Ambiente anunciou hoje que a ação contra os últimos moradores no prédio Coutinho, em Viana do Castelo, pelos custos causados ao Estado com o adiar da desconstrução do edifício, será apresentada no fim das férias judiciais.

“O processo vai ser entregue no fim das férias judiciais, não faz sentido estar a entregá-lo agora, mas, de facto, já há muitos anos que a empresa existe porque tem havido uma prolação do prazo por sucessivas ações judiciais, todas elas perdidas contra a própria empresa VianaPolis”, afirmou João Pedro Matos Fernandes.

Ainda de acordo com o ministro do Ambiente, que falava aos jornalistas à margem da inauguração da obra do intercetor de Rio Tinto, concelho de Gondomar, a sociedade VianaPolis “custa cerca de 30 mil euros por mês”.

“Aquilo que nós sentimos é que, desde outubro de 2016 até agora, a empresa não faz sentido de existir, por isso mesmo essa ação vai ser colocada no fim das férias judiciais”, para responsabilizar quem obrigou ao prolongamento da existência da sociedade VianaPolis, frisou.

A sociedade VianaPolis é detida em 60% pelo Estado e em 40% pela Câmara de Viana do Castelo.

A 05 de julho, Matos Fernandes disse que os últimos moradores no prédio Coutinho vão ser processados pelos custos causados ao Estado com o adiar da desconstrução do edifício.

“Estamos a fazer a conta de quanto é que está a custar à sociedade VianaPolis desde outubro de 2016. Não poderemos deixar de interpor uma ação judicial para sermos ressarcidos do custo que estamos a ter com a manutenção da sociedade VianaPolis”, afirmou então o ministro.

No edifício Jardim, localmente conhecido por prédio Coutinho, restam agora nove moradores, cujo despejo esteve previsto para dia 24 de junho, na sequência de uma decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga (TAFB) que declarou improcedente a providência cautelar movida em março de 2018.

No entanto, os moradores recusaram sair. A VianaPolis determinou que quem saísse do prédio não era autorizado a regressar, cortou a eletricidade, o gás e a água de todas as frações do prédio, impediu a entrada de outras pessoas e bens e avançou com a “desconstrução” do edifício.

No início de julho, o Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Braga aceitou a providência cautelar movida pelos últimos moradores do prédio, ficando assim suspensos os despejos.

Os serviços de água, luz e gás foram sendo restabelecidos progressivamente.

O prédio Coutinho é um edifício de 13 andares situado no centro histórico de Viana do Castelo que o Programa Polis quer demolir, considerando que choca com a linha urbanística da zona.

A demolição está prevista desde 2000, mas ainda não foi concretizada porque os moradores interpuseram uma série de ações em tribunal para travar a operação.

Para aquele local está prevista a construção do novo mercado municipal da cidade.

No prédio, construído na década de 70, chegaram a viver nas 105 frações, cerca de 300 pessoas, restando agora nove pessoas.

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Alto Minho

Politécnico de Viana investiga melhor forma de prevenir efeitos do gás radão

Estudo, desenvolvido pelos docentes António Curado e Sérgio Lopes, incidiu sobre 30 edifícios públicos selecionados pelas câmaras de Viana do Castelo e Barcelos

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Foto: Ilustrativa/ Wikipedia

A renovação de ar no interior dos edifícios, através de ventilação natural ou mecânica, é uma medida “simples e básica” que permite “mitigar” o efeito do gás radão na saúde pública, disse à Lusa o investigador António Curado.

“A renovação de ar no interior dos edifícios, por ventilação quer seja natural, por abertura de janelas, quer seja mecânica, por extração de ar, é uma medida mitigadora chave, de excelência, para aplicar a edifícios onde a concentração de gás radão não é elevada. É uma medida simples que vai permitir, garantimos nós, evitar problemas de saúde pública”, disse o docente do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC).

O responsável, que falava a propósito do seminário “Gás Radão no Alto Minho, da investigação à prevenção”, que decorreu, na quarta-feira, em Paredes de Coura, adiantou que “nos casos mais críticos”, de edifícios com elevada concentração de gás radão, as medidas são “mais complexas” por implicarem a “reabilitação do imóvel”.

Em causa está o projeto de investigação do IPVC intitulado “RnMonitor: Infraestrutura de Monitorização Online e Estratégias de Mitigação Ativa do Gás Radão no Ar Interior em Edifícios Públicos da Região Norte de Portugal”.

O estudo, desenvolvido pelos docentes António Curado e Sérgio Lopes, incidiu sobre 30 edifícios públicos selecionados pelas câmaras de Viana do Castelo e Barcelos.

Os imóveis, 15 em Viana do Castelo e outros tantos em Barcelos, selecionados pelas respetivas autarquias, acolhem estabelecimentos de ensino, serviços administrativos, museus, postos de turismo entre outros.

António Curado explicou que os 30 imóveis “foram caracterizados e monitorizados, entre setembro de 2017 e junho de 2019, em períodos de verão e inverno, não só do ponto de vista de concentração do gás radão como da temperatura e humidade relativa, para avaliar conforto térmico dos ocupantes”.

“Estão identificados os edifícios mais problemáticos, que serão alvo de um plano mais detalhado de avaliação, mediante um período mais alargado de medição, nunca inferior a três meses. Depois, serão alvo de uma atuação específica para mitigar o problema”, especificou.

Os coordenadores do projeto sublinham que a experiência comprovou que, “em ambientes exteriores, a concentração de gás radão não oferece qualquer tipo de problema em matéria de saúde pública, contudo em ambientes interiores, em cenário de fraca ventilação, as concentrações do referido gás podem ser consideravelmente elevadas e causadoras de uma pobre qualidade do ar”.

“Na região do Minho, a construção granítica predomina tanto nos solos, como na construção de edifícios residenciais e não residenciais, pelo que as questões relacionadas com a Qualidade do Ar Interior (QAI) colocam-se com particular acuidade”, sustentam os investigadores.

O projeto de investigação, orçado em 110 mil euros e financiado por fundos do Norte 2020, começou ontem, em Paredes de Coura, a “disseminar de resultados” com ações de sensibilização da população, “sem alarme, para adoção de boas práticas”.

Além de Paredes de Coura, está prevista para dia 22, em Barcelos, nova sessão de sensibilização a realizar no Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA), entre as 10:00 e as 12:00.

Os coordenadores do projeto estão também a “sensibilizar os restantes municípios do distrito de Viana do Castelo, para procederem a avaliação da concentração de gás radão”.

“O objetivo é que consigam perceber quais os edifícios que se encontram em situação mais e menos crítica. O objetivo será intervencionar os mais críticos e definir boas práticas de utilização dos menos críticos para que termos uma população consciencializada e edifícios com risco muito limitado.

O projeto do IPVC, conta com a parceria do Instituto de Telecomunicações (IT) e a empresa BMViV.

O estudo aponta dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) que referem que “a exposição prolongada a concentrações elevadas deste tipo de gás está diretamente relacionada com o aumento do risco do aparecimento de cancro do pulmão”.

Segundo a OMS, “o gás radão, que não tem cor, não tem cheiro, não se sente e não se move, é a segunda principal causa que pode conduzir ao cancro do pulmão em muitos países”.

É um gás natural radioativo que pode acumular-se em ambientes interiores, como casas, escolas e locais de trabalho.

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Alto Minho

FNAC chega a Viana para “levar cultura, lazer e tecnologia a mais portugueses”

A partir de amanhã, no centro comercial Estação Viana

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Foto: Divulgação / Arquivo

A FNAC chega, esta semana, a Viana do Castelo naquela que é a sua 32ª loja em Portugal. Com esta abertura, que, segundo fonte da empresa, representa um investimento que ronda meio milhão de euros e a criação de 15 postos de trabalho diretos, a insígnia francesa alarga a sua cobertura a nível nacional e reforça a sua presença no norte do país.

A FNAC Viana do Castelo abre ao público no próximo dia 15 de novembro e pretende servir toda a cidade e zonas limítrofes, abrangendo assim cerca de 240 mil habitantes, população estimada do dsitrito. Localizada no piso 2 do Estação Viana Shopping, em pleno coração da capital minhota, esta nova loja conta com uma área comercial de 475 m2 onde disponibiliza uma vasta oferta em produtos e serviços, aos apaixonados por cultura, tecnologia e lazer.

“Nesta nova FNAC, será possível encontrar cerca de 14 mil referências disponíveis com stock em loja. Mas a oferta da FNAC é ainda maior uma vez que os clientes podem aceder a 4 milhões de artigos do catálogo, através dos vários fluxos omnicanal, disponíveis na manhã do dia seguinte”, é dito num comunicado enviado a O MINHO.

Para além da oferta de produtos técnicos e artigos editoriais, a FNAC Viana do Castelo terá ainda à disposição dos habitantes da região vários serviços, nomeadamente a Bilheteira FNAC, Clínica FNAC e Adesão/Financiamento Cartão FNAC.

Nuno Luz, Diretor Geral da FNAC Portugal, citado no texto, afirma que “esta abertura é mais uma prova de que a FNAC está a cumprir o seu compromisso de levar cultura, lazer e tecnologia a mais portugueses. A nossa rede de lojas continua a crescer, o que nos permite chegar a cada vez mais pessoas que veem na FNAC a solução para as suas necessidades, seja um telemóvel, um livro, um bilhete de espetáculos ou até um eletrodoméstico. Sentimos que já somos uma referência na vida das populações”.

José Duarte Glória, Diretor do Estação Viana Shopping afirma que “estamos muito satisfeitos com a abertura da FNAC, não só aumentamos o nosso portfólio de lojas, como reforçamos de forma significativa a nossa oferta a nível cultural, numa data particularmente expressiva pois antecede a época natalícia. No Estação Viana Shopping trabalhamos diariamente para proporcionar a melhor experiência a todos os que nos visitam, seja para fazer compras, para lazer e também numa vertente cultural. A partir de agora temos mais um excelente argumento para nos visitarem.”

O evento de inauguração acontece na próxima quinta-feira, dia 14 de novembro, e vai contar com a presença de Pedro Abrunhosa, padrinho da loja, que irá apresentar alguns dos seus sucessos musicais num showcase especial, a partir das 19:30.

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Viana do Castelo

Raposa que teima em aparecer nos treinos pode tornar-se mascote de clube de Viana

Descontração do animal deixa todos desarmados: “Até parece domesticada”

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Uma raposa que teima em aparecer no campo do Castelense, da equipa de futebol conhecida como “lobos do mar” que milita no campeonato distrital de Viana do Castelo, pode tornar-se na nova mascote do clube de Castelo de Neiva.

A raposa já marcou presença em dois treinos do Grupo Desportivo Castelense. No relvado sintético do estádio Beira-Mar, situado junto ao mar, a raposa brincou com os cones que marcam os exercícios dos jogadores e até deu uns toques na bola, interagindo com o plantel.

No último domingo, no final do jogo que opôs o clube da terra ao Ancorense, da primeira divisão distrital da Associação de Futebol de Viana do Castelo, o animal voltou a aparecer em campo.

Os momentos da raposa foram registados em vídeo por dirigentes do clube e, rapidamente, se tornaram virais. Nas redes sociais crescem os apelos para que se torne na nova mascote do Castelense.

“Inicialmente pensávamos que seria um caso esporádico, mas o que é certo é que a raposa voltou. Se começar a ser presença constante teremos que equacionar. O coordenador técnico do clube já lançou o repto para que seja a nova mascote do clube. Quem sabe se não passamos de lobos a raposas do mar”, afirmou hoje à Lusa o presidente da assembleia geral.

Paulo Lages adiantou que o assunto será abordado na próxima reunião do clube, no sábado, dia em que o Castelense irá comemorar 44 anos de existência.

“Na reunião da direção, no sábado, iremos abordar o assunto. Há essa intenção depois do entusiasmo que esta situação criou”, referiu.

Na margem esquerda do rio Lima, terra de pescadores, Castelo de Neiva tem uma “enorme zona verde”, entre pinhais e campos agrícolas. As raposas são presença habitual na freguesia, mas sem o à vontade desta raposa que, ao cair da noite, vai “mostrar as suas habilidades futebolísticas”.

“Nota-se que é um animal jovem e que criou este à vontade com as pessoas. Achou piada em vir brincar com as bolas de futebol e tem vindo. Não sei o que a atrai, se é a luz, mas o que é certo é que aparece. Perdeu o medo e interage connosco. Se atiramos a bola, ela vai buscar. Se nos aproximamos demais ela foge” explicou Paulo Lages.

Ao impacto que o caso suscitou nas redes sociais juntou-se a curiosidade de sócios, pais e familiares dos atletas do Castelense.

“Parece uma romaria para ver a raposa dar uns toques na bola”, observou

Na primeira aparição da raposa no treino do Castelense, Tânia Sá e Carolina Neiva, diretoras do clube, estavam no estádio e ficaram incrédulas. Registaram o momento através do telemóvel e partilharam nas redes sociais a “naturalidade” com que o animal “brinca com as bolas”.

“Está muito à vontade com as pessoas. Deixa-nos aproximar até cerca de dois metros, mais do que isso não. Quando vê a bola vai atrás dela. É a primeira vez que isto acontece no clube e, nas redes sociais muita gente já pede para seja a mascote do clube”, explicou Tânia Sá.

A descontração da raposa deixa todos desarmados: “Até parece domesticada. Aqui no clube não a não alimentamos, mas há galinheiros nas redondezas do estádio onde têm faltado galinhas”, brincou Tânia Sá.

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