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Estado aumenta capital na CP em 32 milhões de euros

CP – Comboios de Portugal

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Foto: Divulgação / CP

O Estado aumentou em 32 milhões de euros o capital na CP, que passou a ser 3,9 mil milhões de euros, comunicou hoje a transportadora ferroviária pública à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

O aumento do capital estatutário é comunicado no dia em que a CP e a congénere espanhola Renfe assinaram em Madrid um protocolo de cooperação que permitirá à empresa ferroviária portuguesa alugar em 2019 quatro comboios a gasóleo e uma primeira composição elétrica.

O aluguer de comboios pela CP visa suprir necessidades enquanto é aguardado o concurso para a compra de mais composições.

Portugal apenas pode alugar comboios a Espanha, uma vez que ambos os países têm bitola (distância entre carris) ibérica. Portugal ainda usa comboios a gasóleo, pois cerca de um terço da infraestrutura ferroviária portuguesa está por eletrificar.

As queixas sobre o serviço prestado pela CP subiram de tom recentemente e o tema já se tornou motivo de confronto político.

O presidente da CP, Carlos Gomes Nogueira, é ouvido na terça-feira no parlamento sobre a “degradação do material e do serviço prestado”, numa audição pedida pelo PSD.

Na quinta-feira é a vez de o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, estar na comissão permanente para debater a situação da ferrovia.

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País

TAP vai avançar com ‘lay off’

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) informou hoje os associados que a TAP, “devido ao cancelamento de todos os seus voos para o mês de abril, pretende colocar em regime de ‘lay off’ os seus pilotos”.

Num comunicado a que a Lusa teve acesso, depois da reunião com o Conselho de Administração e a Comissão Executiva da transportadora, a direção do SPAC diz aos associados que “a TAP informou que, devido ao cancelamento de todos os seus voos para o mês de abril, pretende colocar em regime de ‘lay off’ os seus pilotos, sem concretizar as medidas, que ainda estão em análise”.

“A TAP ficou de o fazer muito rapidamente”, refere no mesmo comunicado.

De acordo com outras fontes sindicais, que também esta tarde se reuniram com o Conselho de Administração, liderado por Miguel Frasquilho, e com a Comissão Executiva, encabeçada por Antonoaldo Neves, a TAP comprometeu-se a comunicar aos trabalhadores as medidas a adotar face ao impacto da covid-19 nos próximos dois dias.

A intenção é que as medidas de redução de custos entrem em vigor em abril, adiantaram à Lusa fontes sindicais.

Ainda na nota do SPAC lê-se que “o sindicato manifestou a sua preocupação com a manutenção de um nível aceitável de rendimento e salientou a necessidade de se distribuírem equitativamente os sacrifícios por todos os pilotos, incluindo a manutenção de remunerações condignas para aqueles pilotos que têm descontos no vencimento”

A TAP reuniu-se hoje com todos os sindicatos representativos dos trabalhadores e com a Comissão de Trabalhadores.

Contactada pela Lusa, fonte oficial da TAP recusou comentar o conteúdo das reuniões desta tarde.

O ‘lay-off’ simplificado (que permite a redução temporária do período normal de trabalho ou a suspensão de contrato de trabalho) entrou em vigor na sexta-feira e é uma das medidas excecionais aprovadas pelo Governo para manutenção dos postos de trabalho no âmbito da crise causada pela pandemia de covid-19.

As empresas que aderirem podem suspender o contrato de trabalho ou reduzir o horário dos trabalhadores que, por sua vez, têm direito a receber dois terços da remuneração normal ilíquida, sendo 70% suportada pela Segurança Social e 30% pela empresa.

No passado dia 19, a TAP anunciou que não vai renovar o contrato a prazo com 100 trabalhadores, que já foram notificados, uma medida do plano de contingência implementado pela companhia no âmbito do surto de covid-19.

“Confirmamos que não estamos a renovar contratos de trabalho de colaboradores que estão a prazo”, disse na ocasião à Lusa fonte da TAP.

Nesse dia, a Comissão Executiva da TAP anunciou que iria implementar medidas para reduzir e controlar custos, incluindo a suspensão ou adiamento de investimentos e de contratações e a “implementação de programas de licenças sem vencimento temporárias”, segundo uma nota enviada aos trabalhadores.

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País

Parlamento discute 65 iniciativas em 27 minutos na quinta-feira

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

A Assembleia da República discute em 27 minutos, na quinta-feira, 65 iniciativas, entre uma proposta de lei do Governo, projetos de lei e resoluções de todos os partidos com medidas para responder à pandemia da covid-19.

O recordista, em iniciativas, é o PCP, com 17, seguido, de perto, com 16, pelo partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN), e pelo Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV), com 15, segundo a agenda da reunião na página do parlamento na Internet.

O Bloco de Esquerda (BE) apresenta nove iniciativas, o CDS-PP cinco e o Chega e a Iniciativa Liberal uma cada um.

Os partidos apresentaram, na sua maioria, projetos de lei (37) e o PCP apresentou duas apreciações parlamentares, que permitem propor alterações a leis do governo, no caso, decretos-lei.

No total, serão discutidos 25 projetos de resolução, que não sendo projetos de lei, são recomendações, neste caso ao Governo.

Apesar de muito numerosos, a discussão será, de acordo com a agenda, rápida: ao todo, os deputados e o Governo têm 27 minutos para discutir todo o pacote legislativo.

A proposta do Governo visa suspender a caducidade dos contratos de arrendamento habitacionais e não habitacionais até ao dia 30 de junho.

Antes desta discussão está previsto o “eventual debate sobre o pedido de renovação de autorização do estado de emergência” devido à pandemia.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 727 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 35 mil.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 750 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 36 mil. Dos casos de infeção, pelo menos 148.500 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 140 mortes e 6.408 casos de infeções confirmadas. Dos infetados, 571 estão internados, 164 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.

O país encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril.

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Bial produz “mais 50%” do que o habitual e cria fundo de 500 mil euros

Covid-19

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Foto: Ilustrativa / DR

O diretor executivo da Bial, António Portela, afirmou hoje que nos últimos dois meses a farmacêutica produziu “mais 50%” do que o habitual e que vai criar um fundo de 500 mil euros para auxiliar no combate à covid-19.

“Nos últimos dois meses, produzimos mais 50% do que aquilo que era normal nesta altura do ano, o que nos dá uma garantia de que não vão faltar medicamentos às pessoas”, revelou hoje Antonio Portela.

Em declarações à Lusa, o diretor executivo da Bial afirmou que, a pedido do Infarmed, reforçaram os ‘stocks’, nomeadamente de antibióticos, por forma a criar uma “reserva nacional”.

“O Infarmed pediu-nos, em geral, para reforçarmos os ‘stocks’ e depois, especificamente, em alguns medicamentos. Nessa lista, pediram para reforçarmos os nossos antibióticos para criarem uma reserva nacional, caso existam falhas para termos antibióticos”, explicou.

Apesar de estar a reforçar o ‘stock’, a farmacêutica não está a produzir “nenhum medicamento em específico” para a pandemia da covid-19.

Com a “maioria” dos colaboradores em regime de teletrabalho e mais de 100 pessoas na empresa, nomeadamente da área da produção, qualidade e distribuição, a farmacêutica tem, apesar das “limitações”, assegurado que “os medicamentos chegam à população e às farmácias, seja em Portugal, França ou Itália”.

“As duas grandes preocupações que temos neste momento é mantermos as nossas pessoas seguras e protegidas e, a segunda, garantirmos que os nossos medicamentos chegam aos doentes que necessitam, estejam eles onde estiverem. Felizmente as coisas tem corrido bem apesar de todas as limitações”, assegurou.

Por forma a cumprir as indicações e medidas de prevenção das autoridades de saúde, a Bial contratou oito pessoas para “reforçar a produção e distribuição”, sendo que este reforço da equipa permite também “espaçar turnos” e evitar o surgimento de contaminação interna.

À Lusa, António Portela adiantou ainda que a Bial tem recebido “muitos pedidos de ajuda”, desde centros de investigação a profissionais de saúde, para ajudar no combate ao surto de covid-19, e que, por essa razão, decidiu criar um “fundo” no valor de 500 mil euros.

“Talvez por trabalharmos nesta área, temos recebido muitos pedidos de ajuda das coisas mais diversas, mas nós não temos capacidade industrial, nem conhecimento para fazer esses produtos. Entendemos que queríamos dar também resposta a esses pedidos e, portanto, criamos um fundo de 500 mil euros”, explicou.

E acrescentou: “uma vez que nós não conseguimos produzir ou investigar nesta área, podemos apoiar os profissionais de saúde, hospitais, institutos e a nossa comunidade local naquilo que eles necessitam já e com urgência”.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 750 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 36 mil.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 140 mortes, mais 21 do que na véspera (+17,6%), e 6.408 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 446 em relação a domingo (+7,5%).

Dos infetados, 571 estão internados, 164 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril.

Além disso, o Governo declarou no dia 17 o estado de calamidade pública para o concelho de Ovar.

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