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Braga

Estado assume gestão clínica do Hospital de Braga no domingo

Fim da PPP

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Foto: DR / Arquivo

A gestão clínica do Hospital de Braga passa no domingo a ser feita oficialmente pelo Estado, depois de o executivo ter dado como terminada a Parceria Público-Privada (PPP) com o Grupo José de Mello Saúde, em dezembro de 2019.

Em 2009, o Governo, então chefiado por José Sócrates, assinou um acordo de PPP com aquele grupo privado de saúde que previa a construção e gestão clínica do novo Hospital de Braga, substituindo o desatualizado Hospital de S. Marcos, um investimento de 167 milhões de euros e que pretendia atender às necessidades de cerca de um milhão e 400 mil pessoas.

O acordo entre o Ministério da Saúde e o grupo previa a abertura de 704 camas, 12 salas de cirurgia e 40 gabinetes de consulta, tendo sido feita a inauguração do novo edifício a 13 de maio de 2011, dois anos depois de a José de Mello Saúde (JMS) assumir a gestão do Hospital de S. Marcos.

O inicio da parceria foi marcada por vários episódios e percalços, desde greves a manifestações de funcionários que não transitaram de uma instalação para a outra, a criticas do PCP e BE, que “desde o primeiro momento” se mostraram contra a assinatura da PPP, multas por incumprimento do acordo estabelecido, denúncias de falta de medicamentos, de recusa de doentes e até processos disciplinares a funcionários por comentários em redes sociais.

Apesar das críticas e dos “momentos tensos”, o Governo, já então sob a batuta de Passos Coelho, elogiou sempre o trabalho da PPP, e Paulo Macedo, então ministro da Saúde, garantiu a existência de uma “melhoria” na acessibilidade dos utentes aos cuidados de saúde devido àquela parceria.

Segundo contas da JMS, apresentadas este ano, a PPP poupou ao Estado entre 300 a 400 milhões de euros, mas mesmo com o Hospital a registar números “bastante acima” da média nacional em termos de consultas e cirurgias, as críticas continuaram.

Avolumaram-se denúncias no atraso de consultas e cirurgias em várias especialidades, queixas do parceiro privado sobre os montantes a transferir e o desacordo entre o Estado e a JMS acabou com a atual ministra da Saúde, Marta Temido, a anunciar a 12 de dezembro de 2018 que a PPP não iria ter continuidade por “indisponibilidade definitiva” da JSM.

Após o anúncio de Marta Temido, medida muito criticada pelo CDS-PP e pelo PSD e aplaudida pelo BE e PCP, e com o Governo a afastar em definitivo a possibilidade de abrir concurso para uma nova PPP, a decisão de passar a gestão para a esfera pública efetivou-se com a aprovação em Conselho de Ministros da criação do Hospital de Braga Entidade Pública-Empresarial (EPE) a 02 de maio.

A 25 de maio a criação da nova entidade foi promulgada pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, sendo que o Governo nomeou a 30 de maio para presidente do conselho de administração do Hospital de Braga João Porfírio Carvalho de Oliveira com o objetivo de “assegurar a transmissão da gestão daquele estabelecimento hospitalar” para a esfera do Estado.

Embora a gestão clínica passe a partir de domingo a ser responsabilidade do Estado, por resolver está ainda uma contenda com ex-parceiro, isto porque a 06 de fevereiro o tribunal arbitral deu razão à José de Mello Saúde quanto ao pagamento de 17 milhões de euros que o Estado terá de fazer pelos custos do tratamento de doentes com VIH/sida.

No início de 2018, o grupo recorreu ao tribunal arbitral reclamando o pagamento de 33 milhões de euros ao Estado pelos custos do tratamento em ambulatório de doentes com VIH/sida, esclerose múltipla e hepatite C.

No Serviço Nacional de Saúde continuam a funcionar em PPP os hospitais de Loures, Cascais e Vila Franca de Xira.

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Braga

Ourives atacado por gangue na Póvoa de Lanhoso. Regressava de feira em Guimarães

Regressava de uma feira em Guimarães

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Foto: Ilustrativa

Um vendedor de ouro foi assaltado por quatro homens armados e encapuzados, na segunda-feira, após ter sido emboscado na freguesia de Vilela, em Póvoa de Lanhoso, quando regressava de uma feira, em Guimarães.

Segundo relatos de testemunhas à TVI, que avança a notícia, a vítima foi atacada pelos assaltantes, que, após terem atravessado o carro na estrada, provocando um acidente, tiraram o homem da viatura em que seguia, com violência. Eram cerca de 16:00 horas.

De acordo com a mesma fonte, o gangue ainda disparou “vários tiros” contra um grupo de trabalhadores da construção civil, que tentou interceder em auxílio do comerciante, um homem com idade a rondar os 30 anos.

Os dois automóveis foram levados pelos assaltantes e abandonados em Guimarães, onde foram encontrados esta terça-feira.

A Polícia Judiciária de Braga está a investigar o caso.

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Braga

Passes nos transportes urbanos de Braga 30% mais baratos a partir de março

Transportes públicos

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Foto: Divulgação

O preço dos passes nos Transportes Urbanos de Braga (TUB) vai descer 30 por cento a partir do início de março, beneficiando mais de 20 mil utilizadores, anunciou hoje o administrador daquela empresa municipal.

Segundo Teotónio Santos, o passe mais caro, que até aqui era de 42,5 euros, passará a ser de cerca de 30 euros.

Aquele passe permite viajar em toda a linha, sem limite de utilizações.

A partir de 21 de fevereiro, já podem ser comprados os passes para março, com o desconto de 30 por cento.

A descida do preço dos passes vai acontecer ao abrigo do Programa de Apoio à Redução Tarifária (PART), lançado pelo Governo para melhorar a atratividade do transporte público e incentivar a procura.

“Vão ser abrangidos mais de 20 mil utilizadores”, disse Teotónio Santos.

O administrador falava no final da reunião da Câmara de Braga, em que o executivo aprovou concessionar, por 10 anos, o serviço público de transporte de passageiros à empresa municipal TUB.

Até 2029, o município vai transferir para a empresa um total de 60,3 milhões de euros.

O vereador da CDU, Carlos Almeida, alertou para o “subfinanciamento” dos TUB (Transportes Urbanos de Braga), defendendo que a comparticipação financeira atribuída pelo município aos TUB deveria ser reforçada em pelo menos 38 milhões de euros.

“Os investimentos previstos ficam aquém das necessidades”, referiu Carlos Almeida, alertando, designadamente, para a subida da “idade média” da frota.

De resto, o vereador comunista manifestou “concordância absoluta” com a entrega do serviço aos TUB.

O vereador do PS, Artur Feio, sublinhou a necessidade de haver “mais coordenação” entre a mobilidade urbana e a política urbanística da cidade.

O presidente da Câmara, Ricardo Rio, eleito pela coligação PSD/CDS/PPM, admitiu que “seriam bem úteis mais meios financeiros” para os TUB, mas lembrou que “o orçamento não se estica indefinidamente”.

“Não é falta de vontade”, referiu, lembrando que a Câmara já decidiu atribuir aos TUB a receita do estacionamento.

Os TUB têm em curso um processo de renovação da frota, que já passou pela aquisição de seis novos autocarros em 2018 e que incluirá mais 32, num investimento de 13 milhões de euros.

Na reunião de hoje, o executivo aprovou ainda a transferência da gestão do “gnration” da Fundação Bracara Augusta para a empresa municipal Theatro Circo.

“Vai permitir partilhar sinergias, partilhar equipas e recursos, pôr em prática projetos conjuntos”, disse a administradora executiva do Theatro Circo.

Cláudia Leite acrescentou que todos os trabalhadores da área cultural do gnration serão integrados no Theatro Circo, enquanto os da área social e da juventude continuarão na Fundação.

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Braga

Empresa de Braga apresenta ‘app’ que deteta precocemente úlceras de pressão

Medical pre-Diagnostic System

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Foto: Divulgação

A MpDS – Medical pre-Diagnostic System, aplicação tecnológica desenvolvida em Braga, vai ajudar profissionais de saúde em todo o mundo a detetar e tratar de forma precoce problemas clínicos, como úlceras de pressão, anunciou fonte da empresa F3M, em comunicado enviado a O MINHO.

A app junta smartphones com lentes de magnificação e permite aos profissionais realizar, em tempo real, a monitorização, caracterização e avaliação de feridas. Um procedimento simples, que “pode ser realizado por médicos ou outros técnicos de saúde, capaz de tornar o diagnóstico mais rápido, evitando a necessidade de deslocações e consultas presenciais, que frequentemente atrasam os processos”, explica a empresa.

A aplicação é “particularmente benéfica para populações mais afastadas dos centros urbanos e com reduzido acesso aos serviços”, acrescenta. indicando que a mesma já foi testada com “resultados muito positivos por mais de 100 profissionais do setor da saúde”.

A solução demonstra “um enorme potencial de utilização” em diversas áreas, nomeadamente em Dermatologia, Oncologia, Cirurgia Plástica, Hematologia e Infeciologia.

Este lançamento vai ser o mote para uma sessão de esclarecimento, que acontece esta quarta- feira, 19 de fevereiro, a partir das 09:30, na UPTEC – Parque da Ciência e da Tecnologia da Universidade do Porto.

Do painel de oradores, destaque para Paulo Ramos, enfermeiro especialista em feridas e viabilidade tecidular, Maria José Teles, médica especialista em patologia clínica, Maria Vasconcelos e Luís Rosado, investigadores séniores na Fraunhofer Portugal AICOS, Pedro Salgado, responsável pela área da saúde na F3M e João Cunha, designer da aplicação.

Sobre a F3M

Composto por três empresas portuguesas – F3M, Megalentejo e Dot Pro – além da F3M Angola e da F3M Moçambique, a F3M é um dos maiores grupos de tecnologia, em Portugal. A sua atuação centra-se no desenvolvimento de software à medida para mercados específicos (economia social, óticas, têxtil, construção e desporto) e na integração de soluções de infraestrutura tecnológica, telecomunicações, além de serviços de consultoria.

 

Notícia atualizada às 9h55 (18/02).

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