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Alto Minho

Estádio que recebe o jogo entre o Vianense e o Benfica conhecido hoje

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A decisão sobre se o estádio Cidade de Barcelos vai ou não acolher o jogo entre o Vianense e o Benfica, para Taça de Portugal de futebol, é conhecida esta terça-feira, anunciou o presidente do clube de Viana do Castelo.

O presidente do Sport Clube Vianense, Jorge Gama, adiantou que “a proposta feita pela direção à Câmara Municipal de Barcelos e ao Gil Vicente aponta para a realização do jogo no dia 16 de outubro, num horário entre as 20h30 e as 21h00”, dois dias antes da data marcada para os encontros da terceira eliminatória.

“Estamos em contacto com a Câmara de Barcelos e o Gil Vicente e ficaram de nos dar uma resposta até ao final do dia de hoje”, afirmou, adiantando que chegaram a ser equacionadas outras alternativas como o estádio do Rio Ave, em Vila do Conde, o Municipal de Braga, e o Bessa e o Dragão, no Porto.

O responsável explicou que a escolha do estádio Cidade de Barcelos prendeu-se com “a proximidade” daquela cidade a Viana do Castelo, e foi tomada após ter sido excluída qualquer possibilidade do jogo se realizar no estádio do clube.

Jorge Gama adiantou que “a falta de condições de segurança para a realização de um jogo de risco elevado” foi uma das principais razões detetadas durante uma vistoria realizada na segunda-feira pela Federação Portuguesa de Futebol, a Associação de Futebol de Viana do Castelo, o Sport Clube Vianense e o Benfica.

“A bancada central foi ‘chumbada’ por não cumprir os critérios de segurança necessários a um jogo de elevado risco”, sustentou, adiantando que “as condições deploráveis” do relvado, sobretudo junto às balizas, pesou na decisão final.

Jorge Gama afirmou também que outra das conclusões daquela vistoria apontou para “a inexistência de condições para a realização de transmissões televisivas, quer por falta de iluminação, quer de zonas de colocação do equipamento necessário para o efeito”.

Disse também que o estádio Dr. José de Matos “não cumpre as distâncias regulamentares de espaço de campo para que possam operar os repórteres de imagem e som”, e que o reforço da lotação do equipamento, através da colocação de bancadas, “foi inviabilizado face à necessidade de realização de seguros, e certificações que não estariam concluídas em tempo útil”.

Segundo Jorge Gama, no distrito de Viana do Castelo, o complexo desportivo e de Lazer de Melgaço era o único com condições para acolher o jogo mas aquela alternativa foi abandonada devido à “distância, ao retorno financeiro e aos encargos com o reforço de lotação, uma vez que só tem capacidade para acolher entre 600 a 700 pessoas”.

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Alto Minho

Pensão centenária no centro de Viana transformada em apartamentos

Casa Guerreiro abriu portas em 1922. Está fechada há mais de dez

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Foto: Blogue "Olhar Viana do Castelo" / Arquivo (redimensionada)

Uma pensão centenária no centro de Viana do Castelo, encerrada há mais de uma década, vai ser reabilitada e transformada em nove apartamentos no âmbito de um investimento privado, disse hoje o presidente da Câmara.

A Casa Guerreiro abriu portas em 1922, na Avenida dos Combatentes da Grande Guerra, a principal artéria de Viana do Castelo construída entre 1917 e 1920.

A antiga pensão ocupa os dois pisos superiores do imóvel. Já no rés-do-chão estão instalados uma loja de produtos regionais e o Café Guerreiro, com alvará atribuído em 1943.

Contactado pela agência Lusa, o autarca socialista, José Maria Costa, disse tratar-se de um edifício que faz parte da “memória coletiva” da cidade, mas destacou “o projeto de reabilitação, num investimento de mais de meio milhão de euros”.

“A parte superior do edifício não tinha utilização há muito tempo. Com este projeto vai ganhar uma função residencial que valorizará o centro histórico”, disse o autarca socialista.

Segundo José Maria Costa, o novo projeto “vai ao encontro da estratégia de reabilitação urbana do centro histórico que o município tem vindo a desenvolver”.

O autarca realçou “a oferta habitacional que criará no centro histórico”, acrescentando que “a falta de alojamento destinado a jovens casais ou estudantes é uma das carências” do centro histórico da capital do Alto Minho.

“Há muito dificuldade (…) e, nesse sentido, é muito importante a função residencial que o edifício irá ganhar com este projeto. É um imóvel que faz parte da memória coletiva e que esta requalificação valorizará o centro histórico”, referiu.

À Lusa, o vereador do Planeamento, Gestão Urbanística, Desenvolvimento Económico, Mobilidade e Coesão Territorial, Luís Nobre, adiantou que o processo de licenciamento que deu entrada na autarquia está relacionado com a reabilitação do edifício e a sua transformação em 12 unidades funcionais”.

Ao nível do rés-do-chão, “o projeto prevê um estabelecimento de restauração e bebidas, duas unidades de comércio ou serviços”.

Na parte superior do imóvel “serão criadas nove unidades habitacionais de diferentes tipologias (dois T0, quatro T1, dois T2 e um T3)”.

Luís Nobre adiantou que o alvará de construção atribuído à sociedade Jomafema – Imobiliária é válido até novembro de 2023.

Os promotores “já têm licença de obras que deverão arrancar a breve prazo”, concluiu o vereador.

O início da intervenção marca o encerramento do Café Guerreiro a funcionar há 77 anos na principal rua da capital do Alto Minho.

Samuel Matos começou a trabalhar no café como empregado, em 1970, tinha 15 anos. Hoje, aos 65 anos, não escondeu a “amargura de deixar os clientes que tem como amigos de toda uma vida”.

“É com muita amargura que tenho de os deixar. Tinha aqui uma família. São mais de 14 horas por dia aqui, há 50 anos. São mil e uma recordações, muitas histórias de alegrias e tristezas”, disse o empresário em declarações à agência Lusa.

Em 1984, o espaço ficou com passe do estabelecimento conhecido “em todo o lado” pela sangria “especial”, receita “com 36 anos” que não divulga. As tostas à Guerreiro, os cachorros, as bifanas ou as moelas são outros dos pratos fortes do café.

Há dois anos, Samuel foi abordado pelo promotor do novo projeto e hoje não poupou críticas à forma como foi conduzido o processo de saída.

“Só me deram metade do valor das obras que fiz no café. Gastei aqui 75 mil euros. Além disso dão-me o valor de dois anos de rendas. É inadmissível. A lei do arrendamento não é justa porque não protege os inquilinos da mesma forma que os senhorios. Põe-me na rua com uma mão à frente e outra atrás”, lamentou.

O Café Guerreiro vai fechar portas na quinta-feira. Nas redes sociais os clientes mobilizam-se para uma festa de despedida que Samuel Matos não tem dúvidas que terá “muitas lágrimas”.

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Alto Minho

Vila Praia de Âncora vai ter nova unidade hoteleira de quatro estrelas

Investimento de 4 milhões vai criar 29 postos de trabalho

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Foto: Luís Valadares / CM Caminha / Divulgação (Arquivo)

Um investimento de quatro milhões de euros de um promotor local vai fazer nascer em Vila Praia de Âncora, em Caminha, uma unidade hoteleira de quatro estrelas que criará 29 postos de trabalho, informou hoje a Câmara local.

Contactado pela agência Lusa, o presidente da Câmara de Caminha, Miguel Alves, adiantou que “o promotor é a Vale do Âncora – Empreendimentos Turísticos, com sede no concelho e criada para o efeito, sendo que a intenção da empresa é ter o projeto aprovado ainda este ano para poder arrancar com as obras de imediato”.

Na segunda-feira, a maioria socialista na Câmara de Caminha aprovou a proposta de “reconhecimento de relevante interesse público municipal” ao investimento naquele empreendimento turístico, medida que terá ainda de ser submetida à apreciação da Assembleia Municipal.

“O sim da Câmara ao investimento é inequívoco e vem ao encontro do esforço que o município tem vindo a fazer na qualificação da oferta turística, com resultados oficialmente reconhecidos”, disse Miguel Alves, citado na nota hoje enviada à imprensa.

No documento, a autarquia explica que o novo hotel, que “deverá chamar-se Âncora – River & Nature, terá 51 unidades de alojamento, com capacidade para acolher 108 pessoas por dia, sendo suscetível de gerar um volume de negócios da ordem de 1,5 milhões de euros por ano”.

O novo complexo “terá ainda impacto no mercado de trabalho, com a criação de 29 novos postos de trabalho”.

A unidade hoteleira, “a construir de raiz, envolverá também espaços destinados à promoção de atividades complementares, favorecidas, como os promotores destacam, pela proximidade e relação com o rio Âncora, qualificando-se ao mesmo tempo a oferta turística do território e, referem, em especial a promoção da vertente de sustentabilidade e valorização do património natural e paisagístico”.

“Estima-se que, anualmente, os 22 mil potenciais hóspedes e toda a dinâmica associada ao complexo possam fazer subir os proveitos do setor no concelho em cerca de 25%”, acrescenta a nota.

O aldeamento turístico “vai nascer num prédio rústico com cerca de 44 mil metros, ocupando menos de metade desta área e preservando as zonas próximas do rio e a vegetação a elas associada”.

A propriedade em causa fica na Rua da Valada, lugar de Telheira, em Vila Praia de Âncora.

O reconhecimento de Relevante Interesse Público Municipal a atribuir ao empreendimento turístico “é necessário para a obtenção da parte da Reserva Agrícola Nacional (RAN)”, onde está previsto o hotel.

Para a atribuição daquele reconhecimento, a autarquia adiantou ter “considerado todos os aspetos envolvidos, nomeadamente a vocação e a aposta que tem vindo a ser feita na área do turismo, a que acresce ainda a relevância económica para o concelho”.

“O processo foi acompanhado por um estudo económico que demonstra o impacto altamente positivo deste investimento, quer na criação de emprego quer na dinamização da economia local”, sustenta o município.

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Alto Minho

Acidente de trabalho faz um morto em zona industrial de Viana

Na fábrica do grupo francês Steep Plastique, em Lanheses

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Foto: DR / Arquivo

Um acidente de trabalho causou hoje a morte a um trabalhador de 50 anos que manobrava uma empilhadora numa empresa instalada na zona industrial de Lanheses, em Viana do Castelo, disse à Lusa o comandante dos bombeiros sapadores.

Segundo António Cruz, “o acidente de trabalho aconteceu quando a vítima manobrava um empilhador”, desconhecendo-se ainda as circunstâncias em que ocorreu o acidente na fábrica do grupo francês Steep Plastique, na zona industrial de Lanheses.

O alerta foi dado pelas 11:56.

Ao local compareceram 13 operacionais e quatro viaturas dos Bombeiros Sapadores e Voluntários de Viana do Castelo, uma ambulância e a Viatura de Emergência Médica (VMER) do hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo.

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