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Futebol

Estádio do Rio Ave aprovado para receber jogos na retoma da I Liga

Covid-19

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Foto: Divulgação / Rio Ave FC (Arquivo)

O Estádio do Rio Ave, em Vila do Conde, foi aprovado pela Direção-Geral da Saúde (DGS) para receber jogos na retoma da I Liga portuguesa de futebol, anunciou hoje a LPFP.


O organismo também confirmou aprovação do recinto do Desportivo das Aves, entretanto já divulgada pelo clube, elevando para 14 os estádios autorizados a receber desafios no regresso do campeonato, a partir de 03 de junho.

No caso do estádio dos vila-condenses, a aprovação surgiu após uma vistoria realizada esta manhã, pela Administração Regional de Saúde do Norte, que emitiu parecer favorável, após verificar as intervenções feitas pelo clube.

O Rio Ave procedeu ao aumento da área de um dos balneários para respeitar a distância de segurança de 4 metros quadrados por atleta, colocação de sinalética, instalação torneiras automáticas e à revisão do sistema de ventilação de todos os espaços.

“Sempre foi, desde o primeiro instante, intenção do Rio Ave jogar no seu estádio, pois tínhamos a certeza de que reunimos todas as condições para o trabalho diário como para toda a operacionalização nos dia de jogo, em condições de segurança, a todos os níveis, para atletas, treinadores, médicos e staff”, manifestou o clube vila-condense no seu site oficial, após receber a notícia da aprovação do recinto.

No caso do estádio do Desportivo das Aves, a aprovação já tinha sido anunciada pelo clube na sexta-feira, mas só hoje foi ratificada publicamente pela LPFP, que ressalvou, no entanto, que fica “impedida a utilização do sistema de ar condicionado na zona técnica”.

Além dos recintos do Rio Ave e Desportivo das Aves, foram já aprovados pela DGS o Estádio da Luz (Benfica), Estádio do Dragão (FC Porto), Estádio José Alvalade (Sporting), Estádio D. Afonso Henriques (Vitória SC), Estádio João Cardoso (Tondela), Estádio do Marítimo, Estádio Municipal de Braga, o Portimão Estádio, a Cidade do Futebol (FPF), o Estádio Capital do Móvel (Paços de Ferreira), Estádio Cidade de Barcelos (Gil Vicente) e o Estádio do Bessa (Boavista).

O Estádio do Bonfim (Vitória de Setúbal) ainda aguarda por nova inspeção para ser avaliado um conjunto de correções indicadas pela DGS como necessárias para aprovação do recinto.

No plano de desconfinamento face à pandemia de covid-19, o Governo autorizou a realização à porta fechada dos 90 jogos da I Liga, que deve será reatada a 3 de junho e é liderada pelo FC Porto, com um ponto de vantagem sobre o campeão Benfica, e da final da Taça de Portugal, entre ‘dragões’ e ‘águias’, tendo excluído a continuidade da II Liga.

Os campeonatos de França, Países Baixos, Bélgica e Escócia foram cancelados, enquanto outros países preparam o regresso gradual à competição, como Inglaterra, Itália, Espanha e Portugal, depois de a Liga alemã ter sido retomada

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Futebol

Vítor Oliveira sente Gil Vicente “em crescendo de forma” na luta pela manutenção

I Liga

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O treinador Vítor Oliveira valorizou hoje a evolução gradual do Gil Vicente desde a retoma da I Liga de futebol, na véspera de jogar uma cartada importante pela manutenção na 30.ª jornada, na receção ao Rio Ave.

“Temos vindo a melhorar de jogo para jogo, o que é perfeitamente natural, e os jogadores estão em crescendo de forma. Agora, será um jogo tremendamente difícil, contra a equipa que melhor joga em Portugal no pós-pandemia. Precisamos de pontos urgentemente e temos cinco finais para conseguir a manutenção. Dependendo da nossa competência, poderemos abreviar esse número”, analisou o técnico, em conferência de imprensa.

Assumindo que as duas formações estão “equilibradas em termos de vontade e de objetivos”, uma vez que “é tão importante para o Gil manter-se na I Liga como para o Rio Ave ir à Liga Europa”, Vítor Oliveira pede “soluções” aos minhotos para imporem o “fator casa dentro dos condicionalismos existentes” e recuperar o “nível verificado quando isto tudo parou”.

“A paragem foi exagerada. Não entrámos como devíamos e ainda não nos encontrámos psicologicamente. Temos tido alguns castigos e lesões difíceis de recuperar. A falta de público em casa, que era determinante para nós, implica menor concentração e gera menor rendimento. A realidade é esta e não vale a pena estar com desculpas”, frisou.

O experiente treinador sustentou que “as equipas são fortes quanto mais opções tiverem e mais competitividade existir na discussão das posições”, embora tenha ressalvado que a presença de um “futebol completamente diferente”, após a pausa provocada pela pandemia de covid-19, inviabiliza “juízos de valor a médio prazo”.

“As equipas do fundo da tabela têm feito muitos pontos e as equipas de topo têm perdido muitos. O campeonato, algo desequilibrado, está bastante equilibrado. Nunca sabemos o que vai acontecer em cada jogo e o resultado é perfeitamente imprevisível. Temos de nos acautelar e somar os pontos necessários para ficar na I Liga”, alertou.

Vítor Oliveira anunciou na terça-feira a saída do comando técnico dos ‘galos’ no final da temporada e aguardou pelo rescaldo da derrota frente ao Sporting (2-1) para questionar a “legitimidade” da direção presidida por Francisco Dias da Silva em “tornar público” a sua sucessão, o que tem “provocado alguma instabilidade no plantel”.

“Não resolvo nada enquanto a situação do Gil Vicente não estiver definida. São completamente falsas todas as notícias que dizem que vou para aqui e para acolá, que vou para diretor ou para fora. Era importante que as pessoas respeitassem essa situação e não andassem com recadinhos e notícias não assinadas”, lamentou.

O Gil Vicente, 12.º colocado, com 33 pontos, seis acima da zona de despromoção, recebe o Rio Ave, quinto, com 47, no domingo, às 17:00, no Estádio Cidade de Barcelos, em jogo da 30.ª jornada, com arbitragem de Iancu Vasilica, da associação de Vila Real.

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Futebol

Fernando Gomes quer seleções a conquistarem novo título no próximo mandato na FPF

Seleções nacionais

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Foto: DR

Conquistar um título de futebol masculino é um dos objetivos apresentados para o próximo mandato na Federação Portuguesa de Futebol (FPF) de Fernando Gomes, atual presidente e candidato único às eleições de sexta-feira.

O líder federativo, eleito pela primeira vez em 2012, apresentou hoje os 120 compromissos para o mandato 2020-2024, começando com os previstos para a primeira época, em resposta à pandemia provocada pelo novo coronavírus.

“Este é um tempo em que teremos de garantir a estabilidade estrutural da nossa própria casa”, frisou Fernando Gomes, no referido documento a que a Lusa teve acesso, em que preconiza a manutenção das atividades da FPF, o combate à covid-19 no futebol e a preparação das medidas pensadas antes da pandemia, no primeiro ano, para, depois, executá-las nas três últimas épocas.

Entre os compromissos para 2020/21, Gomes pretende desenhar programas de apoio aos clubes das competições federativas, mediante a disponibilidade do organismo, e reestruturar os quadros competitivos.

“Ganhar um título internacional de futebol masculino” é um dos desígnios do atual presidente e recandidato, assim como chegar à liderança dos ‘rankings’ de futsal, masculino e feminino, e alcançar uma fase final de futebol feminino, além de candidatar Portugal à organização de competições europeias e mundiais.

Gomes pretende alcançar os 300 mil federados – eram 220 mil em março – e um mínimo de 10% femininas – 11 mil em fevereiro – e criar o programa ‘FPF na Escola’, para promover o contacto dos alunos do ensino básico com a modalidade.

A FPF pretende ainda incrementar a sua intervenção social, promovendo iniciativas conjuntas com outras modalidades coletivas para promoção do desporto, e dinamizar a prática, com campanhas de sensibilização sobre o papel dos pais no desenvolvimento dos filhos e a prática saudável do desporto.

Deste manifesto consta ainda a criação da III Liga de futebol masculino, em 2021/22, a criação de novas competições para os escalões de formação e o desenvolvimento da Liga feminina, através da monitorização e aprofundamento do programa de incentivos.

Gomes pretende criar uma ‘casa das transferências’, para promover a transparência das transações, promover a formação dos dirigentes e premiar o ‘fair play’ de clubes e atletas e desenvolver uma aplicação tecnológica sobre o desenvolvimento e desempenho dos jogadores das competições federativas.

“Sei que eu e a minha equipa falamos com a consciência de quem cumpriu, ao longo de oito anos, com os compromissos que estabelecemos com os nossos sócios. Prometemos, eu e a minha equipa, continuar a trabalhar para que do nosso futebol, passado, presente e futuro, se possa ver, cada vez melhor, um grande Portugal”, frisou Fernando Gomes.

O atual líder federativo candidata-se a um terceiro mandato, novamente com Humberto Coelho, João Vieira Pinto, Pedro Pauleta, José Couceiro, Pedro Dias, Mónica Jorge e Rui Manhoso na direção, num elenco que vai contar ainda com o antigo avançado Hélder Postiga e José Alberto da Costa Ferreira, atual presidente da associação de Viseu.

Relativamente ao atual mandato registam-se as saídas de Carlos Coutada, Elísio Carneiro, que transita para o Conselho Fiscal, e Júlio Vieira, assim como de Hermínio Loureiro, que tinha suspendido o mandato de vice-presidente em janeiro, na sequência da acusação do Ministério Público na operação ‘Ajuste Secreto’, e que foi ‘substituído’ por Couceiro.

Júlio Vieira, atual diretor cooptado e antigo presidente da associação de Leiria, é o primeiro suplente ao executivo, numa lista que volta a contar ainda com Joaquim Evangelista, presidente do Sindicato de Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF), e com o treinador Jesualdo Ferreira.

Cláudia Santos é a cabeça de lista para o Conselho de Disciplina (CD), para suceder a José Manuel Meirim, Luis Verde de Sousa vai liderar o Conselho de Justiça (CJ), enquanto os líderes dos restantes órgãos se mantêm, casos de José Fontelas Gomes, no Conselho de Arbitragem (CA), de Ernesto Ferreira da Silva, no Conselho Fiscal (CF), e de José Luís Arnaut, na Mesa da Assembleia-Geral (MAG).

Fernando Gomes, de 68 anos, candidata-se a um terceiro mandato, depois de ter concorrido sem oposição às eleições de 04 de maio de 2016, alcançando 92% dos votos, e de ter sido eleito pela primeira vez em 10 de dezembro de 2011, ao derrotar Carlos Marta por 10 votos (46 contra 36), sucedendo a Gilberto Madail na presidência da FPF.

O ato eleitoral vai decorrer na sede da FPF, na Cidade do Futebol, em Oeiras, entre as 15:00 e as 17:00, seguindo-se a posse dos novos órgãos sociais, às 18:00.

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Futebol

João Pedro Sousa admitiu que jogo com Portimonense foi “o menos conseguido da época”

FC Famalicão

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Foto: DR

O treinador do Famalicão admitiu hoje que a derrota frente ao Portimonense, “foi o jogo menos conseguido da época”, mas garantiu que a equipa já “está preparada” para o Tondela, no encontro da 30.ª jornada da I Liga de futebol.

João Pedro Silva, na conferência de antevisão da partida com o Tondela, referiu que o trabalho para o próximo jogo passou por “perceber onde se pode magoar” o adversário para conseguir a vitória.

“Em relação ao último jogo temos que perceber o porquê de uma exibição tão negativa. Assumimos que foi o jogo menos conseguido da época e temos que trabalhar sobre o jogo. Perceber onde é que o Tondela nos pode ferir e onde é que podemos magoar o Tondela, neste curto espaço de tempo também temos que treinar e recuperar e já estamos preparados para este novo desafio”, admitiu o técnico.

O treinador famalicense, questionado sobre o facto de ver beliscado o objetivo de garantir o quinto lugar no final do campeonato, desvalorizou.

“O maior de todos os objetivos, não fugindo a questão nenhuma, é tentar ganhar os últimos cinco jogos. Nós somos profissionais e estamos obrigados a isso”, referiu.

João Pedro Sousa abordou ainda a questão de o Famalicão ter perdas de pontos com adversários da parte inferior da tabela, lembrando que é com essas equipas que os famalicenses encontram mais dificuldades.

“É um facto. Fizemos bastantes pontos com as equipas da metade superior da tabela e não tantos como gostaríamos com as da parte inferior. São equipas e formas de jogar diferentes, estamos a encontrar mais dificuldades, principalmente nos jogos em casa, com as equipas pior classificadas e há momentos do jogo em que percebemos que temos de melhorar. Esses momentos do jogo estão identificados e temos de dar uma resposta diferente”, afirmou também.

O treinador não quis comentar eventuais interesses de outros clubes em contratá-lo, mas garantiu que “tudo o que se fala, não retira um milímetro de atenção”.

“Para mim é um orgulho estar associado ao Famalicão. Esse é o meu maior orgulho. Tenho contrato com o Famalicão e estou orgulhoso com o crescimento do clube”, salientou.

O Famalicão, no sexto lugar, com 45 pontos, desloca-se este domingo, às 19:15 horas, ao reduto do Tondela, que ocupa o 15.º lugar, com 30, para um encontro da 30.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol.

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