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Braga

Braga com mais nove ruas com parquímetros, mas com preços à hora mais baixos

Medida foi hoje aprovada

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Foto: DR /Arquivo

A Câmara de Braga vai alargar os parquímetros a nove novas ruas, passando a ser 44 as ruas com estacionamento pago à superfície, tendo a oposição acusado a maioria PSD/CDSPP/PPM de “mudança cabal” de atitude.


A medida foi hoje aprovada na reunião do executivo municipal, na qual foi também aprovada a redução de 0,20 euros por hora no estacionamento, com o PS a votar a favor, mas a acusar o presidente da autarquia, Ricardo Rio, de estar a protagonizar um “regresso ao passado”. A CDU votou contra o alargamento de ruas com parquímetro, defendendo que se deu “um passo atrás”.

Além do alargamento a mais nove ruas, o executivo decidiu também alterar, com o voto contra de toda a oposição, os estatutos da empresa municipal Transportes Urbanos de Braga (TUB), à qual caberá a fiscalização dos agora 1.897 lugares de estacionamento pago à superfície, que se espera gerem 500 mil euros anuais.

“É bom recordar que em 2013 uma das primeiras medidas desta maioria foi, precisamente, a revogação desta medida do PS que pressupunha o alargamento a mais 27 ruas. E agora, passados seis anos, esta mesma maioria decide a inclusão de 17 dessas 27 numa proposta de estacionamento pago”, disse, em declarações aos jornalistas no final da reunião, o vereador da CDU, Carlos Almeida.

Para o vereador, houve uma “mudança objetiva e que não tem grande explicação, os argumentos são tão válidos como os de há seis anos”.

No mesmo sentido, o PS, pela voz do vereador Artur Feio, considerou que com este alargamento há um “reconhecimento que o caminho que o PS tinha traçado era o caminho certo”.

“O que se vê hoje é uma reversão absoluta, uma mudança cabal em que se reconhece que o PS decidiu da melhor forma na altura”, defendeu Artur Feio.

Em resposta, Ricardo Rio contestou o argumento de “volta ao passado”, explicando que “há que ajustar as circunstâncias” às políticas para a cidade.

“Sempre defendemos que a gestão do estacionamento à superfície é uma ferramenta fundamental para a política de mobilidade de uma cidade”, referiu.

“Obviamente que essa política tem de se ajustar às circunstâncias atuais de cada momento. Aquilo que há cinco anos não deveria justificar o alargamento, hoje temos a perceção contrária, quer por força da reivindicação dos moradores, quer comerciantes, juntas de freguesia, que hoje defendem que essas ruas devem ser taxadas, não numa ótica de arrecadar mais receita, mas numa ótica de mobilidade e acessibilidade”, justificou.

Quanto à passagem da fiscalização para os TUB e não para a Polícia Municipal, com defenderam PS e CDU, que votaram contra aquela opção do executivo, Ricardo Rio considerou que a Polícia Municipal tem outras responsabilidades.

“A Polícia Municipal tem um leque de responsabilidade muito alargado e, por isso, não pode dar resposta a esta solicitação e entendemos entregar aos TUB, sendo que a receita arrecadada é imediatamente canalizada para outra área de mobilidade, um melhor serviço de transporte público”, esclareceu.

As novas vias com sistema de estacionamento pago à superfície são: Rua de Diu, Praça do Comércio, Rua Cândido Costa Pires, Rua dos Bombeiros Voluntários, Rua do Carvalhal, Rua de Santo André, Rua de S. Gonçalves, a Travessa Adaltiva Vieira e uma parte da Avenida Padre Júlio Fragata, que deixa, no entanto, de estar sujeita a pagamento de estacionamento pago à superfície na maioria da sua extensão.

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Braga

Longas filas, distanciamento e algum receio no regresso da população ao Braga Parque

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Carmo Lopes veio à Zara trocar peças de roupa compradas pela internet. Já José Ferreira veio de Barcelos para trocar uma cadeira de bebé. São alguns dos exemplos no regresso da população ao Braga Parque, que decorre esta segunda-feira, no início da terceira fase do desconfinamento.


Foto: Fernando André Silva / O MINHO

O MINHO esteve na chamada reabertura, embora o centro comercial nunca tenha fechado, como explica António Afonso, diretor-geral. “Nunca existiu um encerramento dos centros comerciais, como é referido pela opinião pública. Das 180 lojas que existem dentro das instalações, 15 mantiveram-se abertas”, conta.

Mas a adesão diminuiu em cerca de 90% ao longo dos últimos três meses. Para esta nova fase, o responsável explica que foram tomadas várias medidas para evitar possíveis contágios, mesmo quando o vírus parece já ter dado tréguas na região minhota.

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

“Limitámos o acesso, neste momento o máximo permitido é de quatro mil pessoas, retirámos 50% das mesas da restauração, onde deixámos ficar apenas as de quatro lugares para grupos, e promovemos o uso obrigatório de máscaras”, explica.

Porém, nem todos cumprem, como admite o diretor. “Caso alguém entre sem máscara, nas lojas serão barrados, porque os lojistas têm indicação de não deixar entrar ninguém sem a devida proteção”, assegura.

Muita gente voltou a entrar no Braga Parque. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Para além das medidas supra citadas, as casas de banho também foram alvo de redefinição. Agora, por cada mictório disponível, outros dois estão interditos, o mesmo sucedendo com as cabines e com os lavatórios. Nos elevadores, só podem entrar duas pessoas de cada vez, excepto grupos que já venham juntos.

Distanciamento social na área de restauração. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Outra das medidas foi a não circulação do ar condicionado: “Todas as janelas foram abertas para facilitar a circulação de ar natural. Temos também as portas de entrada e saída todas abertas, não só para ajudar o ar a circular mas também para evitar potenciais contágios com o toque nas mesmas”.

Sobre as lojas, António Afonso refere que já quase todas das 180 existentes abriram, tirando as que ainda não tinham as medidas todas implementadas, mas essas abrirão até amanhã.

Trocas

Carmo Lopes veio da cidade de Braga para trocar roupa. Encomendou-a através do site da loja mas acabou por não servir. Apesar de achar o ambiente “pacíficio”, admite sentir “sempre algum receio”.

Carmos Lopes veio da cidade de Braga para trocar roupa. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

“As regras estão bem expostas, há dispensadores em todo o lado mas em termos de distanciamento, acho que algumas pessoas não se preocupam muito com isso”, aponta, dando como exemplo o distanciamento na fila de pagamento na loja da Zara. “Há uma ou outra pessoa que não cumpre, mas, regra geral, toda a gente está a ser um verdadeiro agente de saúde pública”, afirma.

José Ferreira veio de Barcelos de propósito para trocar uma cadeira de bebé para uma neta de 16 meses, na loja da Chicco. Comprou a cadeira, mas foi decretado o Estado de Emergência então teve de esperar por agora para poder voltar a trocar.

José Ferreira veio de Barcelos para trocar uma cadeira de bebé. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Sobre o regresso em massa ao shopping, acha que as pessoas estão a cumprir as regras de distanciamento e o uso de máscara. Também está contente com os dispensadores colocados. “Acho que estão reunidas as condições para aos poucos regressar tudo ao normal, caso não haja nova vaga”.

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Jurista de profissão, está agora em teletrabalho, depois de, no escritório, alguns dos colegas não encararem inicialmente a pandemia como José acha que deveriam. “Na altura, eu e outros colegas mais velhos decidimos colocar um atestado médico até que fossem colocados horários rotativos para podermos trabalhar em maior segurança, sobretudo por causa do espaço. Agora até estou em teletrabalho por isso tem sido tranquilo nesse aspecto”, sublinha.

Primark

Na Primark, as filas são longas, assim como na Sport Zone e na Nespresso. O MINHO tentou obter reação dos responsáveis das lojas mas o mesmo foi descartado, por apenas ser permitida a comunicação a nível central. Dentro da Primark, no entanto, apesar do dispensador obrigatório na entrada, os clientes iam mexendo na roupa, como antes da pandemia.

Longa fila na Primark. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Falámos com Maria Sequeira, vinda de Famalicão. Era a 15ª pessoa na fila de entrada, cerca das 13:30. Admite que há muita gente na fila mas que todos estão de máscara e a cumprir “mais ou menos” o distanciamento. “Há sempre quem se chegue, mas comigo a experiência tem sido positiva”.

Braga Parque. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

“É sempre chato estar na fila mas preciso de comprar umas calças para o meu filho e aqui acaba por ser mais barato. Em layoff, numa fábrica têxtil, admite que “o momento não está para compras em lojas mais caras”, acrescentou.

A controlar a fila, que se estendia por mais de 100 metros, existiam dois funcionários, que iam assegurando o cumprimento das regras.

“Só fechamos três dias”

A tabacaria e papelaria Kiosku só fechou três dias ao longo do confinamento. Para além de um restaurante de take away, foram a única loja aberta em todo o segundo piso, como explica o casal de proprietários. Admitem, no entanto, que existiu uma quebra de 90% nas vendas o que levou a que fosse necessário ativar lay-off e rotatividade por turnos. “A administração do Braga Parque ajudou-nos muito, deram-no sempre tranquilidade, acho que estiveram à altura do que aconteceu”, confessam.

Proprietários da tabacaria e papelaria Kiosku. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Sobre esta segunda-feira, parece ter melhorado, aos olhos dos proprietários. “Já tem muita mais gente, mesmo assim ainda não há aquele movimento de clientes como antes desta situação toda”.

Chegada dos emigrantes

A Smart Talk foi das últimas lojas a fechar. Situada num stand no centro do shopping, reabriu hoje, mas Paulo Pinto, que gere o espaço, confessa-se apreensivo.

Paulo Pinto, gerente da Smart Talk. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

“Acho que poderíamos ter sido mais resguardados, uma vez que estamos aqui no meio dos corredores, mas é justo dizer que a administração tem lidado bem com tudo isto”, elogia.

Paulo refere que o shopping “está cheio de gente”. “É bom para o negócio mas em termos de saúde, não sei se será assim tão positivo”, admite, confessando que é necessário perder o receio de vir às grandes superfícies.

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Mas o maior receio de Paulo é outro: a chegada dos emigrantes, temendo mesmo “uma balbúrdia”.

Admite ainda que já atendeu “um ou dois” clientes sem máscara. “Atendi porque estavam distanciados e nesse sentido acho que até cumpriram essa regra. “98% usam máscara”, remata.

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Braga

Dezenas de motoristas manifestam-se em Vila Verde pelo fim do ‘lay-off’

Protesto

em

Foto: União dos Sindicatos do Distrito de Braga

Quatro dezenas de motoristas de transporte de passageiros manifestaram-se hoje em Vila Verde para reclamar o fim do ‘lay-off’ no setor, alertando para a “situação desesperada” em que muitas famílias já se encontram.


Os representantes dos motoristas reuniram com Patrício Araújo, vereador da Câmara de Vila Verde, que lhes comunicou que o município “não criava qualquer obstáculo às empresas no sentido de elas recomeçarem com mais horários”, contou a O MINHO, Adriano Sousa, do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal (STRUP).

O vereador “declina responsabilidade” da Câmara, dado que esta “já atribui subsídios no fornecimento dos passes e que as empresas são privadas e têm que retomar a atividade por iniciativa própria”, acrescentou o sindicalista a O MINHO, adiantando que, agora, os trabalhadores vão “questionar novamente as empresas”.

Ao protesto, juntou-se também cerca de uma dezena de utentes, que se queixam da falta de transportes, nomeadamente para irem trabalhar.

“Cada trabalhador estará a receber cerca de metade do salário, já havendo alguns em situação desesperada”, disse o coordenador regional do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal (STRUP).

Segundo Agostinho Silva, o ‘lay-off’ dura desde 01 de abril e, atualmente, será total para 70% dos trabalhadores e parcial para os restantes.

O sindicalista sublinhou que a falta de transporte está também a pôr em causa o direito constitucional à mobilidade.

Sindicatos dos transportes protestam segunda-feira em Vila Verde contra ‘lay-off’

“Não se pode ver a questão sob o ponto de vista da procura e dos números. Basta haver uma pessoa sem transporte para se estar a violar a Constituição”, referiu.

Francisco Ramos é motorista, está a receber cerca de metade do salário e tem a mulher desempregada, tudo por causa da crise pandémica.

“Está mais do que na hora de nos mandarem trabalhar”, apela, sublinhando que se torna “quase insustentável sobreviver” com a atual situação.

Vincou que é preciso retomar as carreiras habituais, porque “os motoristas querem trabalhar e as pessoas querem transportes”.

Há 26 anos que Maria de Jesus Monteiro “apanhava a camioneta” para ir trabalhar em Valbom S. Pedro, em Vila Verde, a cerca de 11 quilómetros de casa.

“Desde 16 de março, tem sido um martírio, porque praticamente não há carreiras. Os horários agora em vigor apenas me davam para trabalhar um quarto de hora. Tenho faltado ao trabalho, também já meti férias e não vejo solução à vista”, desabafa.

Promovido pela Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS), o protesto poderá repetir-se noutros municípios da região do Minho e de outros pontos do país, se a situação não se alterar substancialmente.

“O Estado português está a pagar a empresas privadas para que estas estejam paradas, numa altura em que há necessidade de maior oferta para proteger os cidadãos. Enquanto milhares de trabalhadores, com a redução dos seus salários e com os dinheiros da Segurança Social estão a suportar a generalidade dos encargos destas empresas”, refere um comunicado da FECTRANS.

Portugal entrou no dia 03 de maio em situação de calamidade devido à pandemia, que sexta-feira foi prolongado até 14 de junho, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março.

Esta fase de combate à covid-19 prevê o confinamento obrigatório apenas para pessoas doentes e em vigilância ativa e o uso obrigatório de máscaras ou viseiras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.

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Braga

Confusão na reabertura da Loja do Cidadão de Braga

Covid-19

em

Foto: O MINHO

A confusão instalou-se hoje na reabertura da Loja do Cidadão de Braga com longas filas à porta e protestos de utentes que esperavam e desesperavam para ser atendidos.


Ao início da tarde, seriam cerca de 50 a 60 pessoas aglomeradas à entrada daquele serviço, no Centro Comercial Granjinhos, sem cumprir o distanciamento social obrigatório.

“Havia muita aglomeração e muitos cidadãos que estavam irritados pelo facto de não terem informações. Vi muita gente aborrecida com o que estava acontecer, gritavam que também pagam impostos e não podiam ser maltratados”, relata a O MINHO um dos presentes que pediu para não ser identificado.

No seguimento do plano de desconfinamento do governo, as lojas do cidadão reabriram hoje em todo o país – à exceção da área metropolitana de Lisboa.

Os atendimentos tinham que ser agendados previamente. Quem não efetuasse marcação não seria atendido. O agendamento poderia ser feito por telefone e/ou através da internet.

No entanto, de acordo com o cidadão que expôs a situação a O MINHO, nem o atendimento telefónico nem a marcação na internet funcionaram em condições.

“Tentei ligar diversas vezes, não consegui. E as pessoas não conseguiam fazer o agendamento através da internet porque o site estava sempre instável”, aponta. Só após um mail a reclamar da situação é que este utente conseguiu ser atendido e completar a tarefa que o tinha levado ali: levantar o passaporte.

“Havia muita gente, muitos idosos inclusivamente, e toda a gente ali a tentar perceber o que estava a acontecer e eles [na loja] não tinham informação para dar às pessoas, que estavam muito nervosas. Tinham que se organizar de melhor forma. Podiam organizar filas, sabendo que ia haver uma grande procura dos serviços”, critica.

O MINHO tentou contactar telefonicamente a Loja do Cidadão de Braga para obter esclarecimentos, mas as chamadas não foram atendidas.

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