Seguir o O MINHO

Guimarães

Está em curso uma revolução nos acessos à cidade de Guimarães

Obras públicas

em

Foto: Rui Dias / O MINHO

Nos próximos três meses, os acessos a Guimarães, para quem chega por nordeste (nó de Selho), vão passar por uma revolução. Há três vias a inaugurar em dezembro, janeiro e fevereiro que prometem poupar muito tempo a quem tem de entrar e sair de Guimarães em hora de ponta.


O nó de Selho é o eleito pela maioria dos automobilistas para entrar e sair de Guimarães, independentemente da zona da cidade para onde vão ou de onde partem, uma vez que é mais barato que a opção Guimarães/Sul. Para quem vem ou vai para o Porto, usar o nó Guimarães/Sul, na zona de Urgezes, tem um custo acrescido de 45 cêntimos, por apenas cinco quilómetros de autoestrada a mais. 

Obras no túnel de Silvares. Foto: Rui Dias / O MINHO

Para quem viajar de Norte para Guimarães, por exemplo, a partir da fronteira, em Valença, o custo da portagem até Guimarães/Sul será 6,30 euros, já se escolher a saída nordeste, em Selho, o preço fica por 5,85 euros. Uma diferença de 45 cêntimos pelos mesmos cinco quilómetros. Contas feitas para veículos de classe 1, porque num camião, classe 4, a diferença é de 1,10 euros. 

Os dois percursos, rumo a sul, para chegar ao porto de Leixões e em direção a norte, para atravessar a fronteira, são vulgares para os camiões que saem e entram nas zonas industriais que existem tanto a norte como a sul da cidade. Muitas vezes a opção pelo nó de Selho tem uma componente económica. Até porque, em circunstâncias em que o transito não está congestionado, para muitos destinos, a diferença de tempo entre usar um ou o outro nó não é significativa. 

Obras no túnel de Silvares. Foto: Rui Dias / O MINHO

Pela importância que tem na ligação da cidade à rede viária nacional e pelos congestionamentos que ali se formam, o nó de Selho há muito que é um ponto negro no trânsito da cidade de Guimarães. Há anos que chegar ou sair de Guimarães por aquela via, significa ficar longos minutos em fila para ultrapassar a rotunda de Silvares.

 A escassos metros da portagem, esta rotunda divide o transito que segue para a autoestrada, o que vai para a vila de Pevidém e o que se dirige a Brito, na direção de Famalicão. É neste ponto que o transito fica bloqueado, servindo de pretexto para batalhas nas eleições autárquicas, uns prometendo um túnel, outros assegurando que vão construir um viaduto, outros ainda referindo que a situação devia ter sido prevista desde o momento que a autoestrada foi inaugurada, em 1996.

Obras no túnel de Silvares. Foto: Rui Dias / O MINHO

Eis que o túnel que promete desbloquear este problema já está aberto, em fase de acabamento, e com inauguração prevista para fevereiro de 2021. Quem chega pelo nó de Selho da A7, ou quem pretende sair de Guimarães por essa via, deixa de ter de circundar a rotunda de Silvares, passa a circular por baixo dela. A alameda Mariano Felgueiras (em frente ao Hospital de Guimarães e ao Guimarães Shopping) passa a ficar ligada à A7 por uma via continua, com duas faixas de rodagem em cada sentido.

Ainda no mês de dezembro, na mesma zona da cidade, é inaugurada uma variante que liga a rotunda de Mouril (que dá acesso à Decathlon e Leroy Merlin) à rotunda do Reboto. Esta via promete melhorar o acesso, para quem vem da autoestrada, à zona da Cidade Desportiva: pista Gémeos Castro, piscinas da Tempo Livre e Pavilhão Multiusos.

Obras no túnel de Silvares. Foto: Rui Dias / O MINHO

Ou seja, alguém que chegue a Guimarães pela autoestrada, para ir para a Pista Gémeos Castro, deixa de ter de ir à zona mais urbana. Estes automobilistas passam a cortar à direita na rotunda de Silvares e, mais à frente, na rotunda de Mouril metem pela nova variante. 

A solução é apenas parcial, na medida em que, depois da rotunda do reboto, o transito continua a fazer-se pelas ruas estreitas e sinuosas de Santiago de Candoso. Para um autocarro que transporte uma equipa para participar numa competição na Cidade Desportiva, este dificilmente poderá ser um itinerário a considerar.

Túnel. Foto: Google Maps

Há ainda uma terceira via, na mesma zona da cidade, com inauguração prevista para janeiro de 2021, que vai fazer a ligação entre a rotunda do Pinheiro Manso e rotunda de Mouril, passando por trás da Igreja de Silvares.

Este novo acesso, resulta de um contrato de urbanização celebrado entre a Câmara Municipal e os promotores do empreendimento logístico, comercial e de serviços, em desenvolvimento na zona onde já estão instaladas a Decathlon, a Sports Direct e a Leroy Merlin. O objetivo é diminuir o fluxo automóvel na EN 206, que liga o centro comercial “Espaço Guimarães” à rotunda de Silvares.

O desnivelamento da rotunda de Silvares representa a primeira fase de um projeto maior: a via do AvePark. Para esta via decorre um estudo de impacto ambiental. O início da construção desta via tem-se arrastado e André Coelho Lima, vereador do PSD na Câmara de Guimarães e deputado na Assembleia da República, afirmava sobre esta via, em maio de 2019: “A via de acesso ao Avepark não vai ser executada. É uma obra muito cara para aquilo que significa e pode ser feita uma alternativa muito mais barata, que é a criação de um nó da autoestrada na zona de Brito”.

Variantes. Foto: Google Maps 

“A via do Avepark será executada em três fases: a primeira é o desnivelamento da rotunda de Silvares, no acesso à autoestrada, que está em execução pela IP; a segunda fase é a rotunda de Ponte e a terceira fase será o tramo novo que terá início nesta rotunda e ligará ao Parque de Ciência e Tecnologia”, defendeu Domingos Bragança. A intervenção do presidente da Câmara aconteceu na reunião do executivo, de 21 de setembro deste ano, quando, mais uma vez, o PSD questionou a execução da obra, pedindo explicações sobre o estudo de impacto ambiental que a Câmara ainda não tornou público.

Parte deste projeto é também uma rotunda na zona do parque industrial de Ponte, cuja procedimento da obra de construção, foi aprovado na mesma reunião de 21 de setembro.

Para que o projeto seja fechado tal como foi apresentado inicialmente, fica a faltar a ligação da rotunda de Silvares ao Avepark, que também aproximaria as vilas de Ponte e de Caldas das Taipas da autoestrada.

Anúncio

Guimarães

Vai nascer em Guimarães um novo parque de natureza com 25 mil metros quadrados

Ambiente

em

Foto: Divulgação / CM Guimarães

Um novo parque de natureza e de lazer, com 2,5 hectares (25 mil metros quadrados), está a surgir no concelho de Guimarães, mais precisamente na União de Freguesias de Tabuadelo e São Faustino, foi hoje anunciado.

Em comunicado, a Câmara de Guimarães sublinha que “a nova área verde, que tem o forte empenho do presidente [da Junta de Tabuadelo e S. Faustino] Carlos Sousa e de Elisabete Gomes, terá zonas de miradouro com extensas vistas sobre a paisagem natural e vegetação autóctone, alimentada por cursos de água naturais e dispersos que correm entre taludes e escarpas”.

Refere a mesma nota que, “além de uma rede de percursos pedonais, o Parque de São Faustino vai receber um parque infantil, um parque de merendas e equipamentos de fitness”.

“Valorizar e cuidar o património natural para uso comunitário. Proteger a natureza é sabermos viver em harmonia com ela e aqui, a natureza em estado puro!”, refere Domingos Bragança, presidente do Município, destacando o património ecológico e ambiental existente no território vimaranense.

Continuar a ler

Guimarães

Câmara de Guimarães manifesta “profundo pesar” pela morte de Eduardo Lourenço

Óbito

em

Foto: Divulgação / CM Guimarães

O presidente da Câmara de Guimarães, Domingos Bragança, manifestou o seu “profundo pesar” pela morte do pensador português Eduardo Lourenço, que fez parte do conselho geral da Fundação Cidade de Guimarães, destacando o “precioso legado literário e ensaístico” que deixa.

“Homem de trato afável e simplicidade desarmante para alguém da sua estatura intelectual e notoriedade, Eduardo Lourenço deixa-nos um precioso legado literário e ensaístico, fundamental para a compreensão de Portugal e dos portugueses”, pode ler-se na nota emitida pela autarquia.

O documento recorda que o filósofo português fez parte do conselho geral da Fundação Cidade de Guimarães, órgão de aconselhamento e acompanhamento de Guimarães Capital Europeia da Cultura, em 2012.

“Tendo prontamente aceitado o convite para integrar aquele órgão, Eduardo Lourenço deslocou-se diversas vezes a Guimarães para participar nas suas reuniões, invariavelmente enriquecidas com a sua visão, o seu pensamento e a sua cultura”, vinca o texto.

Domingos Bragança manifestou o seu “profundo pesar” e endereçou à família enlutada “as mais sentidas condolências”.

Conselheiro de Estado, professor, filósofo, escritor, crítico literário, ensaísta, interventor cívico, várias vezes galardoado e distinguido, Eduardo Lourenço foi um dos pensadores mais proeminentes da cultura portuguesa.

Eduardo Lourenço Faria nasceu em 23 de maio de 1923, em S. Pedro do Rio Seco, no concelho de Almeida, distrito da Guarda, e morreu hoje, em Lisboa, aos 97 anos.

Prémio Camões e Prémio Pessoa, recebeu também o Prémio Europeu de Ensaio Charles Veillon, o Prémio da Academia Francesa, e foi agraciado com as Grã-Cruz da Ordem de Sant’Iago da Espada da Ordem do Infante D. Henrique e da Ordem da Liberdade.

Foi ainda nomeado Oficial da Legião de Honra da França e consagrado doutor ‘Honoris Causa’ pelas universidades do Rio de Janeiro, de Coimbra, Nova de Lisboa e de Bolonha.

Continuar a ler

Guimarães

Autarca de Guimarães diz que ajuntamento foi “casual” e que pinheiro será erguido

Domingos Bragança considera que episódio foi “mau para a imagem” da cidade

em

Foto: DR

O presidente da Câmara de Guimarães, Domingos Bragança, afirmou que o ajuntamento no domingo de manhã, no âmbito das Festas Nicolinas, foi “casual”, mas que, de qualquer forma, não devia ter acontecido e passou uma má imagem da cidade. Na Assembleia Municipal, realizada ontem, o autarca acrescentou que o “pinheiro será erguido nos próximos dias” em moldes diferentes dos habituais, respeitando as normas de segurança e higiene.

“As Festas Nicolinas são singulares, únicas e identitárias de Guimarães, têm um forte simbolismo e são geradoras de fortes emoções. Mas estamos a viver em pandemia, e foi por isso que a câmara reuniu com as três associações representativas de estudantes nicolinos e definiu programa que está a ser cumprido”, declarou o presidente da Câmara.

Ajuntamento no centro de Guimarães na manhã de arranque das Nicolinas

Domingos Bragança considera que o que aconteceu no domingo “foi uma situação casual, fruto desta forte emoção de viver as nicolinas”.

No entanto, considera, “não foi bom passar as imagens para o país, não foi bom para Guimarães, mas aconteceu. Foi um caso que surgiu que ninguém contou, mas que não pode mais acontecer e que não deveria ter acontecido”.

O autarca nota que o “ajuntamento espontâneo foi mau para a imagem de Guimarães, porque passou a perceção de que não temos o cuidado que devemos ter no combate à covid”. E, a propósito, lembrou o episódio do espetáculo de comédia no Multiusos.

Vice-presidente do PSD arrependido de ter estado nas Nicolinas em Guimarães

“A perceção no Multiusos foi a mesma coisa. As perceções valem, porque levam ao incumprimento”, reforçou, acrescentando que, este ano, não há cortejo do pinheiro, mas que está “acordado com os nicolinos que este seja erguido nos próximos dias”.

“O pinheiro não vai contaminar ninguém”, sentencia.

Continuar a ler

Populares