Esta casa de férias em Esposende ganhou o prémio nacional para jovens arquitetos

Casa de dois pisos e três quartos construída em madeira e betão
Casa Esposende

O projeto “Casa de Férias” do gabinete de arquitetura Atelierdacosta foi o vencedor do Prémio Jovens Arquitetos 2023, divulgou esta sexta-feira a organização, na reta final da Semana da Reabilitação Urbana de Lisboa.

Localizada “num gaveto” triangular em “forma de lágrima” na freguesia de Gemeses, em Esposende, a obra consiste numa casa com dois pisos e três quartos, numa planta de 10×10 metros quadrados, onde a influência do betão e da madeira é notória em todas divisões e até no muro da propriedade, junto ao rio Cávado.

Foto: Tiago Casanova
Foto: Tiago Casanova
Foto: Tiago Casanova

Na apresentação do projeto divulgada pelo ateliê da Póvoa de Varzim é dito que o desafio para aquele terreno era encontrar “um grande espaço social para toda a família, interior e exterior, e três unidades para pernoite, tudo isso devidamente articulado com a chegada e acondicionamento de alguns carros”.

Para “libertar o máximo de terreno”, foi erguido um segundo piso, “aproveitando todos os quadrantes da paisagem em redor, fosse pela sua orientação solar, fosse, por exemplo, pela maior vastidão dos bosques a desaparecer de vista a Norte”.

O piso terreno no exterior é feito com betão cofrado em tabuada de madeira de 12 centímetros, na horizontal, tudo “betonado de cima para baixo”, como demonstra o resultado final.

Foto: Tiago Casanova
Foto: Tiago Casanova
Foto: Tiago Casanova
Foto: Tiago Casanova
Foto: Tiago Casanova

A sul, há um “solário interior prolongado em esplanada exterior, por via de um largo e protegido umbral”. Nos quartos, “sobre o quadrado pesado da casa, executada em madeira, também tabuada de 12cm, colocado na vertical”. A norte, “uma zona de estadia e uma sala de jantar através da projecção de uma bow window“.

Foto: Tiago Casanova
Foto: Tiago Casanova
Foto: Tiago Casanova

No piso inferior estão os serviços, como cozinha, lavandaria e casa de banho, com um pilar de betão a “organizar” as divisões.

Foto: Tiago Casanova
Foto: Tiago Casanova
Foto: Tiago Casanova
Foto: Tiago Casanova
Foto: Tiago Casanova
Foto: Tiago Casanova

Há ainda um corredor que rasga o edifico e é “deliberadamente sobredimensionado para servir de espaço de estar ou trabalhar mais íntimo, como forma de resolver a excessiva colectivização do piso térreo e por não se querer construir um espaço especificamente destinado a essa função”.

De acordo com as regras do Prémio Jovens Arquitetos, a avaliação do júri incide sobre vários aspectos, desde o ‘mix’ entre a construção tradicional e e a utilização de pré-fabricados, controlo de custos da obra, sombra e iluminação. O projeto do Edifício General da Silveira, no Porto, venceu o segundo lugar, enquanto o projeto do Centro Interpretativo do Vale do Tua completou o pódio.

 
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