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Braga

Está a nascer em Braga um parque que só vai ter árvores tipicamente brasileiras

Ambiente

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Foto: Altino Bessa

Os cerca de 3.000 metros quadrados que se encontram abandonados na Quinta de Santa Tecla, em São Víctor, na cidade de Braga, vão servir para acolher um jardim tipicamente brasileiro, numa forma de reaproveitamento de espaços públicos para criar zonas verdes e também como homenagem à comunidade brasileira residente no concelho.

Em declarações a O MINHO, o vereador com o pelouro do Ambiente, Altino Bessa, explicou que a ideia surgiu depois de um empresário bracarense, com origem brasileira, ter-se mostrado disponível a oferecer entre 30 a 40 árvores tipicamente daquele país sul-americano, com destino a um novo jardim.

“Temos feito o aproveitamento dos espaços públicos existentes para valorizar os espaços e torná-los de usufruto e de fruição da própria população, quer com a criação de passadiços, quer com a plantação de árvores”, contextualizou.

“O construtor tem empresa ali à volta, também é brasileiro, e decidiu oferecer as árvores. Como há cá uma comunidade grande de brasileiros, conseguiu-se conciliar o espaço com referência ao ‘Jardim Brasil’ [será este o nome do parque], onde será colocada relva e passadiços para as pessoas caminharem e, ao mesmo tempo, contemplarem as árvores”, adiantou.

“Nunca aceitei as críticas sobre o abate de árvores”

Muitas vezes criticado nas redes sociais por causa de árvores abatidas na cidade, Altino Bessa refuta as críticas, dizendo que nunca as aceitou. Aponta para “algumas dezenas” abatidas durante um período em que foram plantadas “milhares de novas” árvores. “Nas Carvalheiras, deitamos cinco árvores abaixo, que estavam podres, e plantámos outras cinco árvores novas no mesmo sitio”, começou por apontar.

“Plantamos árvores junto ao Continente, em Lamaçães e Fraião, nas Andorinhas, no Parque das Camélias, em frente à Quinta Pedagógica, em Frossos, em São Víctor, em frente ao Forum, na Avenida Pires Gonçalves, nos Galos, e até no centro da cidade. E deitamos abaixo aquelas que estavam recomendadas pelo estudo da UTAD, por não se apresentarem em boas condições, assim como outras que estavam visivelmente em mau estado”, considerou.

Altino Bessa afirma que a Câmara “sempre plantou mais árvores do que aquelas que cortou, ao longo destes anos e a compensação, em termos de reposição, é seguramente muito maior do que em relação às que foram abatidas – e, por isso, essa crítica de que só abatemos árvores nunca a aceitei como válida, porque não é verdade”.

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