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Cávado

Esposende revela obra de Vhils em homenagem às mulheres dos pescadores

Na marginal

em

Foto: Divulgação / CM Esposende

Foi hoje inaugurada, na marginal de Esposende, a obra de arte “Mulheres do Mar”, de Alexandre Farto, mais conhecido por Vhils.

O mural está inserido na iniciativa Esposende SmartCity, suportado no pilar “Pessoas”, sendo a obra de Vhils formada por diversos rostos de mulher, sobre cimento e pretende homenagear os pescadores através da figura das mulheres que ficam em terra.

“Depois de termos respeitado o Dia de Luto Municipal, por Paulo Gonçalves, inauguramos agora esta obra de Vhils. Era, certamente, a forma como o Paulo quereria que fizéssemos, afirmando Esposende e engrandecendo o concelho, tal como ele fez ao longo da vida”, começou por destacar o presidente da Câmara de Esposende, Benjamim Pereira.

Benjamim Pereira discursa na cerimónia. Foto: Divulgação

“Este elemento de arte urbana pretende “homenagear as gentes do mar, juntando o passado ao presente, uma vez que a obra vanguardista está instalada junto aos estaleiros navais que fazem a História de Esposende”, destacou o autarca.

José Teixeira, da empresa dst, parceira no projeto Esposende SmartCity, destacou as exigências que se colocam às cidades atuais, desde logo, “a capacidade de oferecer soluções tecnológicas que facilitem a vida aos habitantes”.

Inauguração da placa informativa da obra. Foto: Divulgação

De acordo com a autarquia, o projeto Esposende SmartCity “contempla a monitorização do território em diversos domínios, como a qualidade do ar ou da água, mas oferecendo ainda rudimentos culturais aos alunos que frequentam as escolas locais”.

“A arte de rua permite que cada qual a interprete segundo os seus padrões, apresentando Esposende uma forte componente de aposta na sustentabilidade que entronca nas ideias do próprio Vhils”, refere um comunicado enviado a O MINHO.

Esta é a terceira obra de arte em espaço público, no âmbito do projeto Esposende SmartCity, depois de, em setembro, ter sido inaugurada a escultura “octo_ _ _ _”, da autoria de Pedro Tudela e Miguel Carvalhais e, em outubro, ter sido inaugurada a escultura “Padrão do Mar”, de Volker Schnüttgen.

Acerca do trabalho com cimento, Vhils entende ser “um dos maiores desafios alguma vez enfrentados” na medida em que consiste em “humanizar um material mundano e duro”.

Vhils e Benjamim Pereira. Foto: Divulgação

Na informação sobre a obra pode ler-se: “A homenagem do Município de Esposende às gentes do mar perpetua-se perto do rio e do mar, elementos que gravitam na identidade e na memória do lugar, pelo talento de um dos mais reputados artistas portugueses da atualidade. As obras de Vhils espalham-se pelos quatro cantos do mundo e a sua técnica inconfundível extrai o excesso da matéria construída, transformando-a em muito mais do que rostos em contextos. São imagens com alma, que eternizam a essência da História protagonizada pelos seus mais notáveis: artistas, poetas e, acima de tudo, cidadãos comuns que são a diferença de todos os quotidianos simples. Neste caso, no anonimato de um rosto de Mulher, enaltece-se quem foi âncora em terra, quem fez também da terra lugar da diáspora, da viagem e da aventura; quem deu o corpo ao mar e quem do mar colheu sustento e o proliferou.”

Vhils

Alexandre Farto é natural de Lisboa (n.1987) e cresceu no Seixal. Tinha 10 anos quando se interessou pelo graffiti e começou a pintar na rua com 13, primeiro nas paredes e mais tarde em comboios, com amigos ou sozinho.

Em Portugal, e depois um pouco por toda a Europa, viajava para pintar comboios. Afirma que isso lhe deu a base para decidir o seu futuro profissional.

Passou da lata de spray para o stencil e mais tarde explorou outras ferramentas e processos até que experimentou esculpir as paredes. Foi assim que conquistou o mundo.

Desde os 19 anos que vive em Londres, onde tirou um curso de Belas Artes na Saint Martin’s School of Art, onde começou a ser conhecido pela sua street art de retratos anónimos em paredes danificadas ou fachadas de casas devolutas.

Convidaram-no para expor no Cans Festival, evento organizado por Banksy e foram surgindo convites como a Lazarides Gallery, em Londres e a Studio Cromi, em Itália.

Tem trabalhos espalhados em espaços públicos de várias cidades do mundo como Londres, Paris, Moscovo, Nova Iorque, Los Angeles, Grottaglie, Bogotá, Medellín e Cali. E agora em Esposende.

A cerimónia de inauguração ficou marcada pela atuação dos intervenientes no projeto cultural “Amar&Mar” e pelo serviço de apoio da Escola Profissional de Esposende.

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Barcelos

Associação de Barcelos reconhecida pela maior organização representativa na área da saúde mental a nível mundial

Saúde mental

em

Ingrid Daniels e Miguel Durães Foto: Associação Recovery IPSS

A Associação Recovery IPSS, de Barcelos, foi aceite como membro eleitor da que é considerada a maior organização representativa na área da Saúde Mental a nível mundial – a Federação Mundial para a Saúde Mental.

Oficializada na passada sexta-feira, a entrada foi aprovada pelo Conselho de Diretores da referida Federação, após convite de formalização de candidatura endereçado a Miguel Durães, presidente da Direção da Revory IPSS, pela atual presidente do comité executivo, Ingrid Daniels, que esteve presente, no início de dezembro passado, no I Congresso Recovery Portugal 2019, presidido pela Ministra da Saúde, Marta Temido.

Miguel Durães considera que este momento “representa um enorme reconhecimento por parte daquela que é a maior autoridade na saúde mental a nível mundial”, completando: “Um reconhecimento com um valor intangível, aliás, incalculável. A nível institucional, apesar de já estarmos, muitas vezes, em serviço a nível internacional, é a entrada no mais alto grau possível desta organização mundial, com ligações ao mundo inteiro e a entidades como a Organização Mundial de Saúde (OMS) ou a Organização das Nações Unidas (ONU), onde, por exemplo, existem cargos representativos e consultivos para a definição de políticas de Saúde. (…) A Recovery fará a sua voz ser ouvida e continuará a estabelecer as pontes e as âncoras com outras entidades integrantes desta organização emblemática e representativa do mais alto patamar mundial na Saúde Mental e isso é algo que nos motiva e orgulha a todos”.

A Presidente da Federação Mundial para a Saúde Mental, Ingrid Daniels, salienta que “é, realmente, uma grande honra anunciar que o Conselho de Diretores da Federação Mundial para a Saúde Mental aprovou, e aceitou, a Recovery IPSS (Portugal) e o Dr. Miguel Durães, como delegado nomeado pela Direção da Recovey IPSS, como membro eleitor desta prestigiada organização internacional de saúde mental, fundada em 1948”, não deixando de se referir ao momento atual de pandemia que se vive no Mundo inteiro: “Agora, mais do que nunca, a afiliação da Recovery IPSS é de importância crítica, pois procuramos soluções duradouras, ao nível de países e em todo o mundo, para abordar as consequências médicas e de Saúde Mental da covid-19”.

A Federação Mundial para a Saúde Mental é uma organização internacional, fundada em 1948 para promover, entre todos os povos e nações, a prevenção de distúrbios mentais e emocionais, o tratamento e cuidados adequados das pessoas com esses transtornos e a promoção da saúde mental, tendo como missão “promover o avanço da consciencialização em Saúde Mental, prevenção de transtornos mentais, advocacia e intervenções focadas na recuperação de melhores práticas em todo o mundo”.

Já a Recovery IPSS, que terá o estatuto de membro eleitor – o mais alto de entre os membros e único a necessitar de aprovação pela direção, tornando-se parte da sua organização corporativa, havendo, ainda, os afiliados e os individuais – é uma IPSS sem fins lucrativos, fundada em 2004, que tem como missão “promvoer ativamente o Recovery de pessoas portadoras de doença mental e dos seus cuidadores, formais e informais, por via da metodologia «Gerar Percursos na Sociedade – Barcelos XXI», contribuindo para a validação do modelo clinico-comunitário em Portugal”.
Ao longo da sua história, já conquistou prémios ou foi reconhecida no seu trabalho com pessoas com doença mental grave e seus familiares/cuidadores informais, pela Direção-Geral da Segurança Social (2007 e 2008), pelo Alto Comissariado da Saúde do Ministério da Saúde (2010), com o Prémio Manuel António da Mota (2017), Prémio Fidelidade Comunidade (2017), Prémio BPI Solidário/Fundação la Caixa (2018) e Prémio Cinco Estrelas Regiões – Braga (2019).

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Barcelos

Segurança Social vai assumir gestão do lar da Pousa, em Barcelos

Covid-19

em

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

O Centro Distrital da Segurança Social de Braga deverá assumir, a partir de hoje, a gestão do Centro de Apoio e Solidariedade da Pousa (CASP), onde se encontram 22 idosos infetados com covid-19 e outros três que acusaram negativos nos testes de despistagem.

A iniciativa da Segurança Social surge depois de alguns familiares dos utentes se terem queixado de que “não conseguem contactá-los e de que não há ninguém responsável no interior do lar que os atenda ou forneça indicações”.

Devido à falta de funcionários, que estão doentes ou em isolamento profilático, os utentes estão a ser apoiados por uma equipa de voluntários da Cruz Vermelha de Braga, só que os voluntários acabam por ficar pouco tempo, por temerem ser contagiados com o vírus.

A este propósito, o presidente da Cruz Vermelha de Braga, Armando Osório, esclareceu a O MINHO que o organismo não gere o espaço, apenas fornece as equipas de voluntários, de acordo com o que foi estabelecido com a Câmara – que tinha a tarefa de coordenação, até hoje – a Segurança Social, e a delegação de saúde. “É natural que haja pessoas que desistam, a tarefa não é fácil”, explicou.

Já o presidente da direção do lar, Joaquim Pereira, considerou a O MINHO que a situação é “preocupante”, por, supostamente, os três utentes não-infetados não estarem separados dos restantes: “se assim for, é incompreensível”, lamentou.

Em videoconferência de imprensa da passada sexta-feira, o presidente da Câmara de Barcelos, garantiu que os não-infetados iriam permanecer numa “ala completamente separada” da dos restantes.

O dirigente da IPSS acrescenta que, desde que se soube que havia um utente infetado, todo o processo se desenvolveu com grande descoordenação: “Em Barcelos, ao contrário de outros concelhos vizinhos, ninguém sabia como as coisas se faziam”.

Joaquim Pereira desmente uma outra crítica feita por familiares, a de que os voluntários não fazem a necessária limpeza do espaço: “O lar foi desinfetado na quinta-feira pela GNR e uma equipa de sete pessoas, incluindo familiares meus e funcionários que estão de baixa, limparam as instalações”.

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Barcelos

Morreu primeira vítima de covid-19 em Barcelos

Covid-19

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Foto: Divulgação / CM Viana do Castelo (Arquivo)

Barcelos registou hoje a primeira vítima mortal de covid-19. Trata-se de um idoso, entre os 75 e os 80 anos, da freguesia de Macieira de Rates, que estava internado no Hospital de Barcelos, confirmou a O MINHO o presidente daquela junta de freguesia, José Padrão.

A vítima mortal já sofria de problema respiratórios, sendo, portanto, doente de risco. A sua situação complicara-se nos últimos dois dias.

Segundo os dados do boletim epidiomiológico da Direção-Geral de Saúde deste sábado, no concelho de Barcelos existem 83 casos confirmados de infeção. Em todo o Minho estão confirmados 876 casos covid positivo.

Detetado em dezembro de 2019, na China, o novo coronavírus já infetou mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 59 mil.

Dos casos de infeção, mais de 211 mil são considerados curados.

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