Esposende aderiu hoje ao Eixo Atlântico

Músico galego e Orquestra de Braga abriram, em Lugo, a Capital da Cultura

A Assembleia-Geral do Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular, que deocrreu hoje em Lugo, aprovou a adesão de três municípios portugueses, os de Esposende, Vila do Conde e Felgueiras. O Eixo passa, assim, a ter 41 municípios, da Galiza e do Norte de Portugal.

Em declarações a O MINHO, o secretário-geral, Xoán Vázquez Mao, realçou que houve manifestações de interesse na adesão de outros municípios galegos, mas tal não se concretizou, dada a proximidade das eleições autárquicas na Galiza, marcadas para maio: “O Eixo está de boa saúde e continua a crescer”.

A Assembleia – acrescentou – vai debater o orçamento anual da organização, de quatro milhões de euros e o respetivo Plano de Atividades, bem como o Relatório anual. “A nossa principal luta continua a ser a da ligação ferroviária em alta velocidade entre Vigo e Porto. Mas uma das principais apostas é a da internacionalização das duas regiões e, por isso, vamos a Bruxelas à Comissão Europeia, dentro de dias, tratar de projetos nesta área. Estamos já com acordos de cooperação no Brasil, no Uruguai e no Canadá”, adiantou.

Xoán Mao diz que o Eixo tem atuado de forma preventiva, produzindo, por exemplo, estudos sobre tendências futuras do urbanismo nas suas cidades, o que exemplifica com as propostas que apresentou sobre “o excesso de licenciamento de alojamentos locais – em algumas cidades – e as consequências negativas que tal teria para os centros históricos, como o de Santiago de Compostela, desertificando-os”.

“Veio agora uma ‘ordenança’ do Governo português nesse sentido, sobre a qual não nos pronunciámos, mas a verdade é que já há muito alertáramos para o problema”, sublinhou.

Lugo Capital da Cultura

Ontem, o músico galego Abraham Cupeiro e a Orquestra Filarmónica de Braga abriram, no auditório municipal em Lugo, na Galiza, a sétima edição da Capital da Cultura do Eixo.

Abertura de Lugo Capital da Cultura. Foto: DR
Abertura de Lugo Capital da Cultura. Foto: DR

A programação do evento, que se estende até novembro, inclui mais de 30 espetáculos diferentes e uma centena de atividades em todas as disciplinas artísticas, protagonizados por artistas ou grupos culturais da Galiza e do norte de Portugal.

Na abertura esteve a presidente do município de Lugo e do Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular, Lara Méndez, – o vice é Ricardo Rio – acompanhada dos presidentes de câmara e vereadores de municípios da Galiza e de Portugal, e centenas de pessoas, entre elas representantes de diversas coletividades culturais e sociais da cidade.

Em declarações a O MINHO, o secretário-geral Xoán Mao disse “esperar que a Capital Cultural lucense atinja o mesmo nível que foi conseguido pela de Braga em 2021”, salientando que as duas cidades mantêm uma forte ligação, dado que pertencem à Associação ibéricas das cidades romanas, as antigas Lucus Augusta e Bracara Augusta”.

Salientou que a aposta na cultura por parte do Eixo, que agrega 38 municípios dos dois lados da fronteira, “visa a criação de indústrias culturais fortes, com a consequente criação de emprego no setor”.

“Hoje, a autarca de Lugo e presidente do Eixo destacou , e bem, a aposta do Município em propostas vinculadas ao passado e à tradição da cidade, ao mesmo tempo que impulsiona uma visão moderna de inovação e vanguarda, e o valor da cultura como elemento decisivos no desenvolvimento social, económico e de identidade”, acrescentou Xoán Mao.

O dirigente associativo salienta, a propósito, que “a Capital da Cultura visa, também, realçar o protagonismo dos criadores mais jovens e das novas formas de arte urbana integrando na sua programação desde o Rap ao graffiti”.

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