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Alto Minho

Espetáculo “CA_Minho” une Comédias do Minho e Teatro Meridional em Lisboa

Este sábado

em

Foto: Facebook de Comédias do Minho (Arquivo)

Os espetáculos “CA_Minho”, coprodução das Comédias do Minho (CdM) com o Teatro Meridional, e “Numa Didascália”, de Álvaro Laborinho Lúcio, encenado por Tânia Guerreiro, são destaques da programação anual da companhia minhota, a apresentar no sábado em Lisboa.

“Vamos apresentar a programação anual em Lisboa para celebrar o encontro feliz entre as Comédias [do Minho] e o [Teatro] Meridional, que trabalharam em coprodução no espetáculo ‘CA_Minho’” e que vai estar em exibição no Teatro Meridional, em Lisboa, até 02 de fevereiro”, declarou à Lusa Magda Henriques, diretora de As Comédias do Minho (CdM).

O espetáculo “CA_Minho” “faz parte do projeto ‘Províncias’, fundado em 2003”, e um dos principais objetivos é “olhar para as diferentes regiões” do país, acrescentou Magda Henriques, referindo que o “CA_Minho” vai ser apresentado no sábado, no Teatro Meridional, pelas 21:30, ficando em cartaz naquele espaço até 02 de fevereiro.

A apresentação do programa de 2020 das CdM está marcada para acontecer neste próximo sábado, na Sala do Teatro Meridional, em Lisboa, onde está também prevista uma mesa redonda com a participação de Maria de Assis, da Fundação Calouste Gulbenkian, e Luís Sousa Ferreira, do 23 Milhas, projeto cultural de Ílhavo, contando, na moderação, com Miguel Abreu, do Festival Todos, da capital.

A associação cultural CdM – Associação para a Promoção de Atividades Culturais no Vale do Minho, fundada em 2003, envolve os municípios de Vila Nova de Cerveira, Valença, Monção, Melgaço e Paredes de Coura, e tem três eixos fundamentais, que são uma companhia de teatro profissional, um projeto pedagógico e um projeto comunitário.

Para 2020, a organização destaca também o espetáculo “Numa Didascália”, com textos do jurista e escritor Álvaro Laborinho Lúcio, ex-ministro da Justiça, e encenação da atriz Tânia Guerreiro.

O espetáculo vai estar em exibição a partir de outubro, no município de Monção, e, ao longo do último trimestre do ano, será exibido nos restantes quatro concelhos, adiantou à Lusa Magda Henriques.

No primeiro semestre deste ano, e no âmbito do eixo companhia de teatro, a CdM realça também o espetáculo “ECO – Reverberações no Vale do Minho”, com o Teatro do Frio.

O projeto “A pensar morreu um burro”, de Rita Pedro, professora de Filosofia (que soma mais de duas décadas como dinamizadora de espetáculos e de ateliers com crianças e professores), e da bailarina Beatriz Marques Dias, é um espetáculo e oficina que vai estar em exibição nos cinco concelhos até maio próximo, e que faz parte da programação anual da CdM.

“Rádio Comédias – A imaginação Sem fios” é outro projeto que a organização elenca e que já se pode “escutar, ver e ler”, no sítio da Internet das Comédias do Minho (www.comediasdominho.com).

No eixo do projeto comunitário, a organização refere a 10.ª edição do Festival Itinerante de Teatro de Amadores do Vale do Minho (10.º FITAVALE), para o qual cada um dos atores da Companhia das Comédias dirige um grupo de amadores de um dos cinco municípios envolvidos.

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Viana do Castelo

Cadáver de baleia-comum removido de praia em Viana

Praia Norte

em

Foto: José Flores

O cadáver de uma baleia comum com cerca de seis metros de comprimento e 2,5 toneladas de peso começou, esta quarta-feira, a ser removido da Praia Norte, em Viana do Castelo, disse à Lusa o comandante da capitania local.

Segundo o capitão do porto de mar e comandante da Polícia Marítima (PM) de Viana do Castelo, Sameiro Matias, o animal deu à costa, na terça-feira, cerca das 17:42, ainda com “alguns sinais de vida.

Sameiro Matias adiantou que, “sob orientação de uma bióloga do CRAM – Centro de Reabilitação de Animais Marinhos, em Quiaios, na Figueira da Foz, foram realizadas tentativas para afastar o mamífero, que acabou por morrer nas pedras da praia”.

Os trabalhos de remoção do cadáver da baleia começaram cerca das 09:00 com a participação da PM, de cinco operacionais e duas viaturas dos Bombeiros Sapadores de Viana do Castelo, e meios dos Serviços Municipalizados de Viana do Castelo (SMSBVC).

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Alto Minho

Ponte da Barca: Queima do Pai Velho “triplica” população de Lindoso

Tradição remonta aos tempos celtas

em

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

É em Lindoso, uma freguesia beirã em Ponte da Barca, já dentro do Parque Nacional Peneda-Gerês, onde decorre um dos carnavais mais antigos de Portugal: “Remonta à época celta, ainda antes dos romanos”, afirma o povo, que, ao contrário de outros entrudos, é quem organiza e protagoniza os três dias festivos de tradição minhota. “Uma espécie de auto-gestão”.

As curvas sinuosas da Estrada Nacional (EN) 203, transformada em EN 304-1 já na entrada dos três lugares que compõe a freguesia (Cidadelhe, Parada e Lindoso), revelam uma atmosfera em todo atípica aos carnavais brasileiros ou italianos.

Confluência entre EN 203 e EN 304-1. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

A neblina sobre os ribeiros que vão descendo do sopé da Serra Amarela, uma das mais imponentes do parque geresiano, revela o que nos espera. Uma tradição folclórica, com gado cangado, carros de bois decorados e, claro, muitas concertinas e danças, à boa forma pagã que deu origem a esta festa.

Ana Teresa, proprietária do café Vilarinho, situado à face da EN  304-1, já no sopé do Castelo de Lindoso, não vai muito “em carnavais” minhotos, mas confidencia que “triplica” a clientela durante uma fase menos boa de turismo – o inverno.

Ana Teresa. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

“No domingo esteve muita gente, mas estava um dia bom, mas hoje o dia vai melhorar e também esperamos que esteja bem composto, geralmente triplicam os clientes aqui no café”, diz a comerciante, fã de “outras músicas”, como “zumba, sertanejo ou latina espanhola”.  “Nunca gostei de folclore”, diz, mas admite que “a festa é muito importante para a terra”, tanto pelo comércio como pela tradição.

Desfile não tem hora marcada

O cortejo do Pai Velho, na terça-feira de Carnaval, nunca tem horário definido: “é durante a tarde”. Por ser organizado “pelo povo e para o povo”, sai quando estiver tudo em ordem para percorrer a freguesia.

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Depois da partida junto a uma zona mais central do lugar de Lindoso, o cortejo segue em direção a Espanha, entrando no primeiro quilómetro da estrada portugusa.

Quilómetro um da EN 304-1. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

 

Rodrigo Vaz é quem conduz o carro de bois que acarreta Pai Velho. “Sou o dono destas duas vacas por isso é que venho na frente”, explica. Com quatro vacas de raça cachena, aos 59 anos, o produtor não se recorda da primeira vez que participou no Carnaval de Lindoso.

“Isto tem muitos anos, é de épocas imemoriais, e eu já ando nisto desde que me lembro”, sublinha. O “senhor Vaz” explica que esta tradição serve para “assinalar a saída do inverno”. “O carro é escarpado, só com o que há no inverno, para dar as boas-vindas à primavera”, aduz.

Rodrigo Vaz e o Carro do Pai Velho: Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Guiar as vacas. Essa é, também, a missão de Manuel Fernandes, que conduz o segundo carro de bois. “Venho eu porque estas são da minha avó, mas estou habituado às vacas”, assinala o barquense que é também Sapador Florestal.

“Esta tradição faz com que venha cá muita gente, de todos os lados. Se dividirmos, diria que apenas um quarto das pessoas que participam são aqui de Lindoso, o restante vem de fora”, acrescenta.

Manuel Fernandes e o carro cangado. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

De Santiago de Compostela para recordar tradições do Entrudo em Portugal

Dos “três quartos” de visitantes que vêm de fora, alguns são do Porto, outros da Galiza. De Santiago de Compostela chegam dois casais: Maria Lopez, Alfredo Solla, Lola Garcia e Gerardo Martinez. Vêm em busca das tradições do Carnaval português, tendo já estado em Macedo de Cavaleiros, para assistir ao desfile dos Caretos de Podence.

Vieram de Espanha em busca da tradição. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

“Há três anos passámos aqui, por acaso, e vimos passar o desfile. Este ano resolvemos voltar e trazer amigos porque este tipo de tradição popular já não se encontra em muitos locais”, explica Maria.

Alfredo salienta que, tanto em Portugal como na Galiza, os desfiles de Carnaval estão “institucionalizados”. “Em Lindoso ainda é um desfile do povo para o povo, onde não existem mil subsídios para as associações que organizam, e é isso que queremos ver”, diz o galego.

Os carros cangados e decorados, as concertinas, o Castelo de Lindoso, os espigueiros, tudo ajuda para que estes vizinhos atravessem a fronteira em busca das tradições barquenses, embora salientem que “o português do Norte é mais parecido com os galegos do que um espanhol do Sul”.

Não faltam concertinas no desfile do Pai Velho. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

“Temos muitas coisas parecidas, o vinho, o povo, a economia, a cultura, é tudo muito similar”, reforça Alfredo. Questionado sobre se Minho e Galiza poderiam ser uma “euroregião”, Alfredo responde com algum humor e, como é Carnaval, ninguém levará a mal.

“O problema seria episcopal, pois seria preciso escolher qual a arquidiocese que seria superior na região, se a de Braga ou a de Compostela”, brinca, recordando o furto das relíquias de São Frutuoso, em Braga, por parte de concidadãos galegos.

Não há horários

Gerardo Martinez também concorda que esta é uma festa “do povo e para o povo”. “É tão popular que nem conseguimos encontrar horários, mas penso que por ser organizado por populares, é difícil ter horários, porque depende de várias pessoas que funciona por vontades aleatórias”, afirma.

Cortejo passa em vários lugares para anunciar o fim do inverno

Depois de partir do centro do lugar, o desfile vai à fronteira com Espanha, regressa ao lugar de Parada, no ponto oposto da freguesia, subindo depois por entre as estreitas ruelas com calçada e casas feitas em pedra, já bem no interior do parque da Peneda-Gerês. Do outro lado do rio Lima, que banha as encostas de Lindoso, vê-se as montanhas do Soajo, outra “pérola” da cultura e tradição do Alto Minho.

Lindoso pertence ao PNPG. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Cortejo passa em frente à igreja de Lindoso. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Carros ‘cangados’ atravessam freguesia. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Não faltam concertinas no Carnaval de Lindoso. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Cortejo chamou a atenção da RTP. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Patrícia Costa, de Amarante, veio propositadamente para o evento. “Gosto muito de Lindoso porque, desde criança, sempre passeei muito com os meus pais pelo Alto Minho e aprendi a gostar”, refere.

“Já tinha vindo cá há pouco tempo para a Maratona de Concertinas e soube deste cortejo, então decidi vir este ano para conhecer a tradição e não me arrependi”, diz Patrícia, enquanto tenta retratar o desfile de todas as formas possíveis.

Patrícia Costa veio de Amarante. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Tristão Gonçalves, filho da terra, não perde um desfile. Responsável pelas castanholas (insturmento que toca há mais de 20 anos), vai marcando o compasso das concertinas e das rodadas dos carros de bois conforme chegam ao centro da freguesia, junto ao imponente Castelo de Lindoso.

Tristão Gonçalves. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

“Esta é a minha paixão e a minha festa favorita”, confessa. “Gosto de folclore e gosto das palhaçadas que muita gente faz, isso faz-me rir”, acrescenta.

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Tristão reforça que esta festa “triplica” a população entre o domingo gordo e a terça-feira de Carnaval. “Três partes vêm de fora e uma é daqui”, reforça.

Chegados ao Castelo de Lindoso, seguem-se as rodas de vira e de Cana Verde ao som das concertinas e das castanholas, enquanto o gado descansa e o Pai Velho observa o local onde será queimado mais logo à noite.

A partir da meia-noite, depois de lido o testamento que, habitualmente, aponta “coisas menos boas” ao padre, ao presidente da junta e à própria Câmara Municipal. À boa moda do Minho.

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Alto Minho

Carnaval noturno de Caminha bateu recorde de afluência

Carnaval no Alto Minho

em

Foto: Facebook de Caminha Município / DR

A noite de Carnaval de Caminha bateu o seu recorde de afluência com milhares de foliões desfilando nas ruas.

O cortejo durou quase quatro horas com os mascarados a presentear o público com a originalidade e humor dos seus disfarces.

Os vencedores do desfile foram o “Show de Espuma” na categoria de grupos e a “A Magia do Inverno”, de Tominho, na categoria de “comparsas”.

A festa durou até de madrugada com música, animação e loucura carnavalesca.

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