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Alto Minho

Especialistas franceses consideram que Fortaleza de Valença merece ser Património Mundial

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Uma delegação de especialistas franceses defendeu a classificação da fortaleza de Valença a património mundial da Unesco por considerar aquele monumento “um dos expoentes mundiais de fortificações abaluartadas”, revelou hoje a Câmara local.


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Em comunicado, aquela autarquia do distrito de Viana do Castelo revelou que a delegação da Association Vauban, presidida por Alain Monferrand (na imagem), e que “reúne alguns dos melhores especialistas mundiais em fortificações abaluartadas” esteve, nos últimos dias, a estudar a fortaleza de Valença que integra a candidatura das Fortalezas Abaluartadas, juntamente com os municípios de Almeida, Elvas e Marvão a património mundial da Unesco.

A visita de estudo dos investigadores franceses a prendeu-se com as características singulares do conjunto fortificado da Fortaleza que é considerado um exemplo mundial da arquitetura militar abaluartada“, especificou a Câmara da segunda cidade do Alto Minho.

Na nota, a autarquia liderada pelo social-democrata Jorge Mendes adiantou que “com a deslocação a Valença os especialistas franceses tiveram oportunidade de conhecer, estudar e avaliar o sistema de arquitetura militar da cidade no local”, orientados por técnicos da autarquia e da Universidade do Minho responsáveis pelo processo de candidatura a património mundial.

“Com esta deslocação estreitam-se os laços e esboçam-se parcerias entre a Câmara Municipal de Valença e a Association Vauban que vão trazer novos conhecimentos sobre a fortificação valenciana e contribuir para projetar, este legado histórico, à escala mundial. Em perspetiva está a integração da Fortaleza de Valença numa rede mundial de fortificações abaluartadas”, adiantou o município.

Para a Câmara de Valença, o interesse “crescente” da comunidade internacional por aquele monumento “corrobora o desejo da autarquia de um dia ver classificado este conjunto como Património Mundial, junto da UNESCO”.

A fortaleza assume particular importância pela dimensão, com uma extensão de muralha de 5,5 quilómetros, e pela história, tendo sido, ao longo dos seus cerca de 700 anos, a terceira mais importante de Portugal.

Em maio passado, a candidatura das Fortalezas Abaluartadas dos municípios de Valença, Almeida, Elvas e Marvão a património mundial da Unesco foi inscrita na lista nacional de propostas a submeter pelo Governo português àquele organismo.

A inclusão naquela lista é um passo obrigatório para a obtenção da classificação, sendo que os municípios proponentes estão a desenvolver um dossiê conjunto de candidatura, tendo por base os trabalhos já realizados pelos municípios e com o suporte científico de várias entidades.

Este ano, entre 01 de janeiro e 30 de agosto, aquele monumento foi visitado por 1,4 milhões de pessoas tornando-se, segundo a autarquia, “no monumento mais visitado da região Norte”.

Em 2015, de acordo com os dados registados pelo sistema de leitura em tempo real instalado nas principais portas de acesso à fortaleza, contabilizando o número de entradas de pessoas quer a pé quer de viaturas, mais de dois milhões visitaram aquele monumento nacional.

A Câmara espera lançar “até final do ano” o concurso público para a quarta e última fase da requalificação da fortaleza, um investimento de dois milhões de euros, financiado pelos fundos do programa Norte 2020.

Esta fase “fecha o ciclo de intervenções de requalificação da fortaleza iniciado em 2004 e projetado pelo arquiteto Souto Moura, num investimento global de 8,5 milhões de euros”.

 

Notícia atualizada às 18h55

 

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Alto Minho

Todos os 62 elementos dos Bombeiros de Arcos de Valdevez testaram negativo

Covid-19

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Foto: O MINHO (Arquivo)

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Arcos de Valdevez decidiu realizar testes de despiste à covid-19 a toda a corporação, direção e restantes funcionários, com os resultados a serem hoje conhecidos.

De acordo com uma publicação efetuada nas redes sociais, todos os 62 elementos testados obtiveram teste negativo ao novo coronavírus.

No total foram testados 48 bombeiros, dez diretores e quatro funcionários, disse fonte da corporação a O MINHO. De salientar que todos os testes foram pagos pela própria associação humanitária.

“Vivemos uma época de extrema fragilidade e, nesse sentido, fruto do exercício das nossas responsabilidades perante a a comunidade, sobretudo ao nível de emergência médica e transporte de doentes não urgentes, decidiu a nossa instituição proceder à realização de testes de despistagem à covid-19”, pode ler-se na nota publicada no Facebook da corporação.

“Felizmente, todos os testes realizados apresentaram resultado negativo”, finaliza a mesma nota da corporação fundada em 1889.

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Alto Minho

Centro de dia encerrado em Caminha após 4 funcionárias testarem positivo

Covid-19

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Vilarelho. Foto: CM Caminha

O centro de dia de Vilarelho, no concelho de Caminha, foi encerrado após quatro funcionárias terem testado positivo à covid-19, tendo sido hoje desencadeado o rastreio da doença aos 20 utentes da instituição, disse à Lusa a diretora.

Segundo Débora Silva, as quatro funcionárias viram confirmada a infeção por SARS-CoV-2, que provoca a doença covid-19, na segunda-feira, encontrando-se desde então em casa.

No total, a instituição tem 18 funcionárias, sendo que três trabalham no centro de dia, e 15 prestam apoio domiciliário, como é o caso das quatro infetadas, motivo pelo qual as autoridades de saúde determinaram o rastreio aos 45 utentes daquele serviço.

A instituição diz que o serviço vai continuar a ser assegurado pelas 11 trabalhadoras que não contraíram a doença.

Segundo a diretora técnica da instituição, além dos 20 utentes do centro de dia hoje testados, a instituição aguarda o agendamento do rastreio aos 45 utentes do serviço domiciliário, decidido pelas autoridades de saúde.

Débora Silva adiantou que “o centro de dia, encerrado desde quarta-feira, só reabrirá quando a autoridade de saúde considerar estarem reunidas toda as condições, o que dependerá dos resultados dos testes efetuados e que deverão ser conhecidos dentro de 48 horas”.

Portugal contabiliza pelo menos 3.250 mortos associados à covid-19 em 204.664 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

O país está em estado de emergência desde 09 de novembro e até 23 de novembro, período durante o qual há recolher obrigatório nos concelhos de risco de contágio mais elevado e municípios vizinhos. A medida abrange 114 concelhos, número que passa a 191 a partir de segunda-feira.

Durante a semana, o recolher obrigatório tem de ser respeitado entre as 23:00 e as 05:00, enquanto nos fins de semana a circulação está limitada entre as 13:00 de sábado e as 05:00 de domingo e entre as 13:00 de domingo e as 05:00 de segunda-feira.

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Alto Minho

Cerca de 60 empresários de Valença e Cerveira pedem que os deixem trabalhar

Estado de emergência

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Protesto em Valença. Foto: O MINHO

Cerca de 60 empresários da restauração dos concelhos de Valença e Vila Nova de Cerveira exigiram hoje que os deixem trabalhar e que “as regras de funcionamento do setor não sejam alteradas a toda a hora”.

“Não queremos subsídios, não queremos apoios. Queremos apenas e só que nos deixem trabalhar”, afirmou hoje à agência Lusa, João Cunha, um dos organizadores do protesto que decorreu durante mais de uma hora na cidade de Valença.

“Há uma série de restaurantes que estiveram presentes neste protesto que fecharam e não sabem quando vão reabrir. Há muitos outros que, provavelmente, não vão abrir”, reforçou o empresário de Vila Nova de Cerveira.

Valença e Vila Nova de Cerveira integram a lista de concelhos com risco elevado de contágio da covid-19, sujeitos ao recolher obrigatório entre as 23:00 e as 05:00, e com circulação limitada a partir das 13:00 de sábado e domingo.

Em declarações à Lusa, no final da manifestação, João Cunha disse que o setor está numa situação “dramática”.

“Não só os empresários e suas famílias, como os funcionários, produtores e fornecedores. Este é um setor que movimenta muito a economia, se estiver a trabalhar. Se estiver parado vai causar muita fome e muita miséria em toda região”, acrescentou.

Protesto em Valença. Foto: O MINHO

Protesto em Valença. Foto: O MINHO

Protesto em Valença. Foto: O MINHO

Para o organizador do protesto “não é possível gerir uma empresa com regras sistematicamente alteradas”, como tem acontecido durante a pandemia de covid-19.

“Com a pandemia o setor da restauração reinventou-se e adotou todas as normas exigidas pela Direção-Geral da Saúde (DGS). O que exigimos agora é que não nos alterem as regras do jogo a toda a hora. Temos funcionários, fornecedores, famílias e isso custa muito dinheiro. Não estamos a conseguir ter receita suficiente para cobrir essas despesas”, reforçou.

João Cunha não descartou a realização de novos protestos dos profissionais do canal Horeca (hotelaria, restauração e cafetaria).

“Se no final dos dois fins de semana de recolher obrigatório não houver nenhuma alteração nas decisões políticas, provavelmente vamos voltar a juntar os empresários para tomar medidas de protesto”, adiantou.

Valença e Vila Nova de Cerveira juntam-se a outros quatro municípios do distrito de Viana do Castelo, integrados na lista de municípios de risco elevado, os concelhos de Viana do Castelo, Caminha, Paredes de Coura e Ponte de Lima.

Na quinta-feira, o Governo atualizou a lista que passa de 121 para 191 municípios sujeitos a medidas mais restritivas como o recolher obrigatório, nomeadamente ao fim de semana, a partir das 13:00, incluindo Arcos de Valdevez, também no Alto Minho.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.294.539 mortos em mais de 52,7 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 3.250 pessoas dos 204.664 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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