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Espanha e Alemanha começam a vacinar população em janeiro

Covid-19

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Foto: Twitter / António Costa / Arquivo

O presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, disse hoje que Espanha e Alemanha serão os únicos países europeus a ter um plano estruturado para iniciar a vacinação da população contra a covid-19 já a partir de janeiro de 2021.

De acordo com as explicações do líder do governo, que falou à comunicação social após a reunião virtual do G20, o plano de vacinação espanhol deve ser aprovado pelo Conselho de Ministros já na terça-feira e assenta em cinco eixos de atuação, dos quais sobressaem a definição de 13.000 pontos de vacinação e uma estratégia nacional única, desenvolvida por um grupo multidisciplinar de peritos.

“Todos os anos, 10 milhões de pessoas são vacinadas em Espanha contra a gripe. Por conseguinte, considera-se que o Sistema Nacional de Saúde está preparado para atingir este objetivo. Um exemplo: este ano, em oito semanas, 14 milhões de pessoas foram vacinadas”, referiu Sánchez, assegurando que os grupos considerados prioritários vão ter acesso à vacina.

Paralelamente, o chefe de Governo espanhol avançou que o país está já a criar condições logísticas para garantir “a temperatura necessária” para a conservação da vacina, que, no caso da BioNTech/Pfizer, exige uma temperatura de 70 graus negativos.

A União Europeia já assinou contratos com as empresas farmacêuticas AstraZeneca, Sanofi, Janssen e BioNTech/Pfizer para mil milhões de doses expansíveis, a assinatura com a CureVac estará iminente e as negociações com Moderna para 400 milhões de vacinas adicionais estão numa fase muito avançada. Espanha, segundo Sánchez, será responsável por 10% dessas doses que a União Europeia poderá colocar à disposição dos países membros.

Os números oficiais da pandemia de covid-19 em Espanha apontam para 1.556.730 casos e 42.619 mortes. Os dados anunciados no sábado pelo ministério espanhol da Saúde reportaram 15.156 novas infeções e mais 328 óbitos, apesar de a transmissão do vírus estar a descer há pelo menos 11 dias e a incidência acumulada fosse de 419 casos por 100.000 habitantes.

No entanto, Sánchez vincou que a incidência acumulada de casos do novo coronavírus é inferior a 400 casos por 100.000 habitantes em 14 dias, um número que será divulgado na segunda-feira e que, para o líder do governo, demonstra a eficácia das restrições impostas pelo estado de emergência em vigor no país.

Espanha é o sexto país do mundo em termos de casos desde o início da pandemia e fica apenas atrás de Estados Unidos (mais de 12 milhões), Índia (mais de nove milhões), Brasil (mais de seis milhões), França (2,1 milhões) e Rússia (mais de dois milhões).

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.381.915 mortos resultantes de mais de 58,1 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

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Papa apela a todos os países que trabalhem para acabar com armas nucleares

Religião

Foto: DR / Arquivo

O Papa Francisco apelou hoje a todos os países que “trabalhem com determinação para promover as condições necessárias para um mundo sem armas nucleares”, durante a audiência geral, realizada no Vaticano.

Francisco lembrou que o tratado que proíbe as armas nucleares entrará em vigor em 22 de janeiro, acrescentando que um mundo sem armas nucleares “pode contribuir para o avanço da paz e da cooperação multilateral de que a humanidade necessita”.

“Este é o primeiro instrumento internacional juridicamente vinculativo que proíbe explicitamente estes dispositivos, cujo uso tem um impacto indiscriminado, atinge um grande número de pessoas em pouco tempo e causa danos permanentes ao ambiente”, disse.

O Papa fez estas declarações durante a audiência geral no palácio apostólico, no Vaticano, realizada sem fiéis devido à pandemia do novo coronavírus.

Francisco sempre se expressou com firmeza sobre este assunto.

O Papa manifestou-se especialmente sobre este assunto durante a sua viagem em novembro de 2019 ao Japão, onde visitou Hiroshima e Nagasaki, as cidades destruídas pela bomba nuclear durante a II Guerra Mundial.

Nesta visita ao Japão, Francisco sublinhou que “o uso da energia atómica para fins bélicos é imoral, assim como a posse de armas nucleares”.

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Espanha regista o maior incremento de casos durante um fim de semana

Covid-19

Foto: DR / Arquivo

A Espanha registou desde sexta-feira 84.287 novos casos de covid-19, o maior incremento num fim de semana, elevando para 2.336.451 o total de infetados até agora no país, segundo números divulgados pelo Ministério da Saúde espanhol.

As autoridades sanitárias também contabilizaram mais 455 mortes desde sexta-feira atribuídas à covid-19, passando o total de óbitos para 53.769.

O nível de incidência acumulada (pessoas contagiadas) em Espanha continua a aumentar, passando de sexta para segunda-feira de 575 para 689 casos diagnosticados por 100.000 habitantes nos 14 dias anteriores.

As regiões com os níveis mais elevados são as da Extremadura (1.384), Múrcia (1.082), Castela-Mancha (1.007), La Rioja (921) , Comunidade Valenciana (896) e Madrid (790).

O diretor do Centro de Coordenação de Alertas e Emergências Sanitárias, Fernando Simón, indicou hoje que o país deve estar neste momento “no pico máximo” da terceira vaga da pandemia.

Nas últimas 24 horas, deram entrada nos hospitais 2.574 pessoas com a doença, das quais 571 na Comunidade Valenciana, 382 na Catalunha, 377 na Andaluzia e 352 em Madrid.

Em todo o país há 23.184 pessoas hospitalizadas com a covid-19, o que corresponde a 19% das camas, das quais 3.287 pacientes em unidades de cuidados intensivos, 33% das camas desse serviço.

A maioria dos governos regionais espanhóis pronunciou-se hoje a favor da possibilidade de poderem antecipar o início do recolher obrigatório, uma questão que será discutida na quarta-feira entre os responsáveis pela saúde regionais e nacional.

A saúde é um setor descentralizado em Espanha, mas as autoridades regionais não podem atrasar para antes das 22:00 a hora o início do recolher obrigatório definida no decreto do estado de emergência

A comunidade de Castela e Leão aplicou unilateralmente o início do recolher obrigatório para as 20:00, mas o Governo central já apresentou um recurso à decisão junto do Tribunal Supremo, defendendo que a alteração tem de ser feita com cobertura legal, nomeadamente através de uma alteração daquele decreto.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.031.048 mortos resultantes de mais de 94,9 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 8.861 pessoas dos 549.801 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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Reino Unido decreta confinamento de seis semanas

Covid-19

Foto: DR / Arquivo

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, anunciou hoje um confinamento de seis semanas para conter a aceleração da pandemia de covid-19 em Inglaterra, incluindo o encerramento das escolas até pelo menos 05 de fevereiro.

Boris Jonson disse que o país está num “momento crítico” e que são necessárias medidas “fortes o suficiente” para travar o avanço da nova variante do coronavírus, considerada mais infeciosa.

“O governo está a dar instruções novamente para ficarem em casa. Só podem sair de casa por motivos restritos previstos na lei, como comprar bens essenciais, trabalhar se não o puder fazer de casa, fazer exercício, ter assistência médica, ou escapar a violência doméstica”, anunciou numa comunicação televisiva.

O Reino Unido registou 58.784 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, um novo máximo diário e o sétimo dia consecutivo em que o número diário de casos ultrapassou 50.000, e 407 mortes, para um total de 75.431 mortes desde o início da pandemia.

Nos últimos dias a média diária de casos aumentou 50% e de mortes 21% comparando com os sete dias anteriores.

O Parlamento foi convocado para se reunir extraordinariamente na quarta-feira e aprovar as medidas a nível nacional.

Devido ao agravamento da situação epidémica, o governo britânico já tinha determinado um recomeço faseado das aulas em Inglaterra, mas tem estado sob pressa opara manter as escolas fechadas por questões de segurança.

Uma sondagem da empresa YouGov divulgada hoje à tarde indicava que cerca de 79% das pessoas apoiavam fortemente (51%) ou de alguma forma (28%) a hipótese de confinamento e apenas 16% são fortemente (7%) ou um pouco (9%) contra.

Por outro lado, 69% dos britânicos pensam que o governo do Reino Unido está a fazer um péssimo trabalho relativamente às escolas, ao ter anunciado que as aulas iriam ser retomadas esta semana e dias depois recuar na medida.

Antes do anúncio, o líder do Partido Trabalhista, Keir Starmer, já tinha dito à BBC que o encerramento das escolas era “inevitável” e que o primeiro-ministro deve acelerar o programa de vacinação e assumir uma meta de quatro milhões de vacinas por semana até fevereiro.

“O vírus está fora de controlo. O sistema de níveis [de restrições] claramente não está a funcionar e todos nós sabemos que são necessárias medidas mais rígidas. (…) Se vamos pedir ao povo britânico que se sujeite a restrições nacionais duras – e pedimos porque isso precisa de acontecer imediatamente -, então o contrato precisa ser que o programa de vacinas seja avance o mais rápido possível”.

Starmer quer que comecem a ser administradas duas milhões de doses por semana em janeiro e o dobro em fevereiro.

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