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Escritora J.K. Rowling rejeita ligação de universo Harry Potter à Livraria Lello no Porto

“Eu nunca visitei esta livraria no Porto”

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Livraria Lello, no Porto. Foto: Facebook

A escritora J. K. Rowling, autora da saga de Harry Potter, afirmou hoje desconhecer a Livraria Lello, no Porto, esclarecendo, ao fim de anos, a dúvida sobre se este espaço teria servido de inspiração para Hogwarts.

Numa mensagem publicada pela autora no Twitter, em que respondia a questões que lhe eram colocadas por fãs da série, pode ler-se: “Eu nunca visitei esta livraria no Porto. Nunca soube sequer da sua existência! É linda e gostaria de a ter visitado, mas não tem nada a ver com Hogwarts!”.

Este foi um dos exemplos citados por J.K. Rowling de lugares a que frequentemente é atribuída a inspiração da autora para criar a famosa personagem do feiticeiro Harry Potter e de todo o seu universo, como é o caso da escola de Hogwarts.

O assunto começou quando um leitor interpelou a escritora pedindo-lhe para dizer “a verdade sobre o local de nascimento de Harry Potter”, referindo-se a um café em Edimburgo, Elephant House, que é tido como o sítio onde J.K. Rowling começou a escrever a saga.

A escritora respondeu: “Estava a pensar em criar no meu ‘website’ uma secção sobre todas as alegadas inspirações e locais de nascimento de Potter. Já escrevia Potter há vários anos antes de alguma vez pôr os pés neste café, por isso não é o local de nascimento”.

É então que acrescenta o caso da livraria Lello, para dar outro exemplo semelhante.

A alegada inspiração da livraria do Porto para a criação da biblioteca ou das escadarias de Hogwarts foi publicitada ao longo dos anos, até pela própria livraria, que no seu ‘site’ escreve que a escritora, que viveu no Porto nos anos 1990, “se terá inspirado na arquitetura da Livraria Lello – local que frequentou, nessa altura, de forma assídua – para escrever a saga de Harry Potter”.

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País

“Governo avaliará situação a cada momento e tomará as medidas necessárias”

Covid-19

Foto: O MINHO / Arquivo

A secretária de Estado da Educação assegurou hoje, em Tomar, que o Governo avaliará a cada momento a evolução da situação epidemiológica no país e tomará as “medidas necessárias”, compreendendo o “medo frente aos números” de casos covid-19.

Inês Ramires esteve hoje de manhã, com o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, na escola secundária Santa Maria do Olival, em Tomar (distrito de Santarém), no início da testagem ao novo coronavírus a alunos, professores e funcionários do ensino secundário e que irá decorrer de “forma continuada e constante” em todo o país, a começar pelos concelhos de maior risco.

Questionada sobre a pressão, sobretudo de pais e autarcas, para o encerramento das escolas, Inês Ramires afirmou que o arranque dos testes rápidos antigénio, hoje, visa “dar mais instrumentos às escolas para continuarem a ser locais seguros”.

“Tivemos a decisão na semana passada de manter as escolas abertas, com base nas evidências científicas e em como decorreu o primeiro período, que mostrou que o sistema funcionava”, assegurando “maioritariamente o ensino presencial” e mantendo-se o ensino à distância “apenas como recurso”, afirmou.

Sublinhando compreender “o medo” face à evolução dos números de casos covid-19, a secretária de Estado afirmou que o Governo fará uma avaliação a cada momento e tomará as medidas necessárias.

“Hoje o que estamos aqui a mostrar é o início de uma testagem nas escolas que visa dotar as escolas de mais instrumentos para torná-las locais seguros”, afirmou.

Inês Ramires salientou que as testagens realizadas no primeiro período do ano letivo “revelaram incidências mínimas em ambiente escolar” e que o sistema “tem funcionado”, enviando para casa “quem deve ir para casa” e ficando na escola quem aí deve permanecer, e reafirmou a importância da escola para “uma série de alunos”, para quem este é o local onde “conseguem um enquadramento” que permite uma melhoria nas suas vidas.

Confrontada com a posição da presidente da Câmara Municipal de Tomar, a socialista Anabela Freitas, que esta semana encerrou uma escola do primeiro ciclo, dado o número de auxiliares infetadas, Inês Ramires afirmou que o Governo vai continuar a auscultar os autarcas e que tomará “boa nota” das suas posições.

No diálogo que teve hoje com os dois governantes, Anabela Freitas salientou que, durante o primeiro confinamento, o município fez “um investimento muito forte nas novas tecnologias para que não falte a nenhuma criança ou a nenhum jovem”, e que os serviços autárquicos estão “preparados para levar refeições” a todos os alunos que necessitem, garantindo igualdade de oportunidades para todos.

“Temos a máquina toda montada para que não fique nenhuma criança sem comer pelo facto de uma escola estar encerrada”, disse.

Também o secretário de Estado Adjunto e da Saúde assegurou que o Governo está a “acompanhar de muito perto” a evolução da situação e que tem “a humildade suficiente para tomar as melhores decisões de acordo com aquilo que é a própria evolução epidemiológica”.

Sobre o fecho das escolas, Lacerda Sales afirmou que essa decisão deve ser suportada técnica e cientificamente e ter em conta diversos enquadramentos, de forma a que a decisão política “responda às necessidades dos portugueses”.

António Lacerda Sales lamentou todas as mortes que têm ocorrido devido à pandemia, reafirmando a determinação do Governo em “expandir” o sistema de saúde “até ao limite”.

“Nenhum sistema de saúde tem uma resposta ilimitada em nenhuma parte do mundo. Nós temos capacidade de resposta, de expandir a rede, como já foi comprovado”, disse.

Questionado sobre um novo aumento do número de mortos, para cerca de 300 nas últimas 24 horas, Lacerda Sales afirmou que o Governo não tem hesitado quando é preciso tomar medidas e que está preparado para, se necessário, reforçar e decidir de forma “adequada” e “proporcional” ao que for a evolução epidemiológica.

A testagem na escola secundária Santa Maria do Olival começou hoje de manhã com uma turma do 10.º ano e outra do 12.º, prosseguindo durante a tarde e o dia de quinta-feira.

No agrupamento, que inclui estabelecimentos do pré-escolar ao secundário, numa centena de turmas, 20 encontram-se em ensino à distância, salientando a vice-diretora, Natália Nogueira, que o máximo de contágio na mesma turma é de quatro alunos infetados, sendo, na maioria, um número inferior.

Natália Nogueira considerou a testagem “muito bem-vinda”, por dar “mais segurança” à comunidade educativa, salientando que a mobilidade dos jovens torna difícil controlar eventuais contágios.

Tendo optado pela avaliação semestral, a escola secundária, que leciona também o 9.º ano, está na última semana de aulas antes da paragem letiva.

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Pode ser preciso reforçar medidas nas escolas secundárias, diz a OMS

Covid-19

Foto: DR / Arquivo

A Organização Mundial da Saúde (OMS) avisou hoje que pode ser preciso reforçar nas escolas secundárias as medidas contra a pandemia pois os adolescentes de 16 a 18 anos transmitem o vírus mais rapidamente do que os mais novos.

Numa atualização informativa semanal, a OMS diz que os adolescentes entre os 16 e os 18 anos transmitem o vírus “tão frequentemente quanto os adultos e mais prontamente do que crianças mais novas” e acrescenta ainda que foram relatados mais surtos nas escolas secundárias do que nas primárias.

“Em particular, os adolescentes mais velhos devem ser lembrados para limitarem o risco de exposição fora dos ambientes escolares, evitando situações de alto risco, incluindo espaços lotados, de contacto próximo e mal ventilados”, refere.

O OMS cita estudos que sugerem que as crianças menores de 10 anos são menos suscetíveis e infeciosas do que as mais velhas e aponta uma investigação na Noruega, entre agosto e novembro de 2020, que encontrou “transmissão muito baixa de criança para criança e de criança para adulto em escolas primárias (crianças de 5 a 13 anos) que tinham medidas de prevenção e controle de infeção em vigor”.

“Estudos de carga viral sugerem que as crianças com sintomas carregam tantos vírus no nariz, boca e garganta quanto os adultos, mas por períodos mais curtos, com pico de carga viral respiratória logo após o início dos sintomas, seguido por um rápido declínio”, explica.

Nas escolas, a OMS aponta os dados recolhidos no Reino Unido relativos à Grã-Bretanha e Irlanda do Norte que sugerem que a transmissão do novo coronavírus entre o pessoal operacional era mais comum, entre funcionários e alunos menos comum e de aluno para aluno era ainda menos frequente.

No entanto, sublinha que há “poucas evidências” de que os funcionários das escolas corram um risco maior de infeção quando estão no ambiente escolar do que a restante população adulta.

“Na verdade, os dados de vigilância nacional do Reino Unido indicam que os funcionários das escolas correm menor risco de infeção em ambientes escolares, quando comparados à população adulta em geral”, refere a OMS.

A organização cita ainda um outro estudo, abrangendo 57.000 cuidadores em creches nos Estados Unidos da América, que concluiu que “não havia risco aumentado de infeção” para os funcionários.

Reconhece que as evidências sobre o efeito do encerramento de escolas para reduzir a transmissão do vírus na comunidade são inconclusivas e diz que o aparecimento de novas variantes mais transmissíveis do novo coronavírus precisa de uma análise adicional, por sexo e idade, para se medir como estas novas estirpes afetam as crianças.

Contudo, refere que, se se provar que as crianças são mais afetadas, “as medidas de saúde pública podem precisar de ser adaptadas”.

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Costa quer “motores das transições climática e digital” a guiar retoma

Política

Foto: Twitter / António Costa

O primeiro-ministro, António Costa, destacou hoje que a presidência portuguesa da União Europeia (UE) dará prioridade à retoma pós-pandemia guiada pelos “motores das transições climática e digital” e apelou à rápida ratificação dos planos nacionais de recuperação.

Falando no Parlamento Europeu, em Bruxelas, para apresentação das prioridades da presidência portuguesa da UE, o chefe de Governo vincou que “a primeira é a recuperação económica e social da Europa” da pandemia de covid-19, “tendo como motores as transições climática e digital”.

“Para isso temos de concluir os processos de ratificação da decisão de recursos próprios em todos os Estados-membros, de votar neste Parlamento o regulamento que foi já acordado e, finalmente, aprovar os 27 Planos Nacionais de Recuperação e Resiliência”, apelou António Costa.

E salientou: “Só venceremos esta crise no conjunto da União”.

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António Costa entregou no dia 15 de outubro, em Bruxelas, o primeiro esboço do Plano de Recuperação e Resiliência à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

Na semana passada, o Governo português aprovou, em Conselho de Ministros, a resolução relativa aos recursos próprios da União Europeia e requereu à Assembleia da República a ratificação do diploma com caráter de urgência.

Em causa está a decisão alcançada pelo Conselho Europeu em julho passado de um Fundo de Recuperação de 750 mil milhões para fazer face à crise gerada pela covid-19.

“Temos de pôr em execução os instrumentos de recuperação económica e social” na UE, apelou hoje o chefe de Governo.

Além do Fundo de Recuperação, esta ‘bazuca’ é constituída também pelo orçamento plurianual da União para 2021-2027, no montante global de 1,8 biliões de euros.

“Temos de iniciar a implementação dos programas do novo Quadro Financeiro Plurianual, designadamente aqueles que graças à determinação do Parlamento Europeu beneficiaram de um importante reforço, como os Programas Horizonte Europa, EU4Health, ou ERASMUS +, que tanto reforçam o espírito europeu”, disse ainda António Costa.

O responsável insistiu que, apesar da “máxima atenção que o combate à pandemia exige”, não permite que a UE “descure os [seus] desafios estratégicos”, razão pela qual “a recuperação europeia deve basear-se nos motores das transições climática e digital”.

“Estamos em emergência sanitária, mas continuamos em emergência climática”, apontou o chefe de Governo, instando à concretização do Pacto Ecológico Europeu para combate às alterações climáticas, nomeadamente através da aprovação da nova Lei do Clima a nível europeu.

“Vacinação é condição para recuperação pós-pandemia”

“Esta é a década decisiva, que exige maior esforço e ambição, para conseguirmos cumprir o nosso compromisso de atingir a neutralidade carbónica em 2050”, apontou.

Para António Costa, “esta é também a década da Europa Digital”, pelo que a presidência portuguesa da UE irá dedicar “uma atenção particular ao novo Pacote dos Serviços Digitais, recentemente proposto pela Comissão, enquanto instrumento legislativo fundamental para a proteção dos direitos individuais e da soberania democrática, e para trazer maior concorrência ao mercado digital, estimulando o empreendedorismo e a criatividade”.

“A recuperação não se pode limitar a responder às necessidades do presente com estímulos de conjuntura, mas com investimentos e reformas que nos permitam sair da crise mais resilientes, mais verdes, mais digitais”, concluiu.

O primeiro-ministro, António Costa, na condição de presidente em exercício do Conselho da UE, debate hoje com o Parlamento Europeu, em Bruxelas, as prioridades da presidência portuguesa para o primeiro semestre do ano.

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