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Famalicão

Escola de Famalicão introduz ensino de mandarim no currículo do 1.º Ciclo

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Foto: Divulgação

O Colégio Mundos de Vida, em Vila Nova de Famalicão, vai voltar a inovar ao nível do ensino do 1.º Ciclo. A instituição vai introduzir o ensino curricular do mandarim, em articulação com o Instituto Confúcio da Universidade do Minho, e com a introdução do Método de Singapura no ensino da matemática, com o apoio da Escola Superior de Educação do Porto.

Recorde-se que o Mundos da Vida, em Lousada, foi o primeiro colégio fora de Lisboa e Porto a ser uma escola bilíngue do 1.º Ciclo. E será o primeiro do país a usar o método de ensino de matemática com melhores resultados mundiais.

As inovações curriculares introduzidas pela Mundos de Vida serão apresentadas publicamente esta sexta-feira, 17 de novembro, durante uma visita do presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, à instituição enquadrada no Roteiro pela Inovação de Vila Nova de Famalicão.

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Ave

Sindicato denuncia “terrorismo laboral” na Misericórdia de Famalicão, provedor refuta

Covid-19

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Imagem via Google Maps

O Sindicato da Hotelaria do Norte acusou hoje a Misericórdia de Famalicão de impor “regime de clausura” aos trabalhadores dos lares e praticar “terrorismo laboral” com as medidas implementadas face à pandemia da covid-19.

Contactado pela Lusa, o provedor da Santa Casa da Misericórdia, Rui Maia, refere que o sindicato “evidencia um total desconhecimento e um absoluto alheamento das circunstâncias excecionais” decorrentes da pandemia.

Em comunicado, o sindicato refere que, em 24 de março, o provedor comunicou aos trabalhadores que definiriam dois grupos de trabalho, o primeiro teria que se apresentar ao serviço no dia seguinte e só poderia abandonar as instalações no dia 08 de abril.

O segundo grupo ficaria de quarentena em casa para depois trocar com o primeiro.

“Esta medida foi exigida aos trabalhadores em todas as valências dos lares da Santa Casa da Misericórdia de Famalicão. Não houve negociação nem tão pouco foi clarificado quanto iriam auferir por trabalhar 24 horas diárias durante 14 dias”, sublinha o sindicato.

O provedor contrapõe que “tudo foi feito com a compreensão e aceitação de todos os envolvidos” e diz que o comunicado do sindicato “está cheio de supostas (e falsas) questões”.

Rui Maia lamenta que o sindicato não tenha optado por se “congratular” pelo facto de os lares da instituição estarem, até esta data, “a salvo do drama que tem assolado muitos outros lares em Portugal”.

Uma situação que, acrescenta o provedor, se deve exclusivamente ao plano de contingência adotado e à “qualidade, empenho e dedicação das colaboradoras, que se têm mostrado totalmente inexcedíveis na assistência aos utentes”.

“Registamos a repulsa e o protesto do sindicato pelas medidas que adotámos terem sido exemplares e por se estarem a revelar totalmente eficazes na salvaguarda da saúde dos nossos utentes, e por estarem a ser aptas a evitar o contágio, a infeção e as mortes que estão a ocorrer diariamente”, diz ainda Rui Maia.

O sindicato diz que há trabalhadores que fazem turnos “nunca inferiores” a 12 horas, mas acrescenta que outros “estão a ser obrigados a trabalhar 18 horas contínuas”.

“Os trabalhadores que não acataram esta medida e se apresentaram ao serviço no dia 25 de março para fazer o turno normal de trabalho foram expulsos do lar com recurso às autoridades policiais”, acusa o sindicato.

Diz ainda que as férias anteriormente aprovadas e publicadas foram canceladas por falta de pessoal e que as trabalhadoras “que insistem no seu horário e recusam a imposição do regime de clausura são obrigadas a tirar férias”.

“Este regime imposto pela Misericórdia de Vila Nova de Famalicão é completamente ilegal (…). Põe em causa direitos constitucionais”, vinca o sindicato, apontando o direito à organização do trabalho em condições socialmente dignificantes, o direito à prestação do trabalho em condições de higiene, segurança e saúde e o direito ao repouso e ao lazer e a um limite máximo da jornada de trabalho e ao descanso semanal.

Considera que é “ilegítimo” o recurso às autoridades policiais, “pois estas não podem intrometer-se nos problemas laborais”.

“Esta decisão da Santa Casa da Misericórdia de Vila Nova de Famalicão configura uma prática de autêntico terrorismo laboral”, remata o sindicato, adiantando que já protestou junto da instituição e pediu a intervenção da Autoridade para as Condições do Trabalho.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 940 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 47 mil.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 209 mortes, mais 22 do que na quarta-feira (+11,8%), e 9.034 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 783 em relação à véspera (+9,5%).

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Ave

Sindicato acusa Grupo Trofa Saúde de fecho ilegal de hospital em Famalicão

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O Sindicato da Hotelaria do Norte acusou hoje o Grupo Trofa Saúde de encerramento temporário “ilegal” do seu hospital em Famalicão e de obrigar os trabalhadores a escolherem entre férias forçadas ou redução salarial de 25%.

Em comunicado enviado à Lusa, o sindicato diz que “já protestou” junto da empresa e já pediu a intervenção “urgente” da Autoridade para as Condições do Trabalho.

“A empresa alega o artigo 309.º do Código do Trabalho, sabendo, como sabe, que tal norma não se aplica ao caso”, acrescenta.

Aquele artigo alude a casos de “encerramento temporário ou diminuição temporária de atividade de empresa ou estabelecimento que não respeite a situação de crise empresarial”.

“O encerramento do hospital de Famalicão foi feito sem que a empresa estivesse obrigada a tal e, por isso, é ilegal”, diz ainda o sindicato.

A Lusa contactou o Grupo Trofa Saúde, que ainda não reagiu.

No entanto, a Lusa teve acesso a um e-mail enviado pelos Recursos Humanos do Grupo Trofa Saúde a uma trabalhadora, que refere que a “catástrofe” provocada pela infeção covid-19 obrigou ao encerramento temporário dos serviços, por ter criado uma falta de atividade imediata, imprevisível e totalmente fora do controlo da empresa”.

“Ou seja, os serviços encerraram por motivos de força maior, encontrando-se a empresa a analisar as melhores formas de reação a esta crise que se instalou e de assegurar os postos de trabalho”, acrescenta.

O grupo diz ainda que, “para que os trabalhadores não perdessem rendimento, a empresa indicou como caminho que, durante este período, os dias fossem de compensação de horas e férias para os colaboradores”.

“A empresa indicou este caminho no sentido de não prejudicar demasiadamente os colaboradores”, sublinha.

Ressalva que não obrigará qualquer trabalhador a gozar agora o seu período de férias, se não for essa a sua intenção e conclui dizendo que os trabalhadores que não quiserem gozar agora as férias continuarão a não ter que ir trabalhar, mas verão a sua retribuição reduzida em 25% durante o período do encerramento.

O hospital do grupo em Famalicão fechou em 19 de março.

Os trabalhadores foram sendo, entretanto, informados da prorrogação do prazo de encerramento, que agora se situa em 20 de abril.

“Estou de férias desde 16 de março. Se o fecho se prolongar até 20 de abril, cumpriria mais do que os 22 dias de férias a que tenho direito”, disse uma trabalhadora à Lusa.

A trabalhadora já contestou, dizendo que não aceitava, mas ainda não obteve qualquer resposta.

Para o sindicato, a empresa não está a cumprir os formalismos e procedimentos legais previstos no Código do Trabalho, incorrendo, assim, numa contraordenação “muito grave e na prática de um crime, punível com pena de prisão até dois anos e multa até 240 dias”.

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Ave

Empresa de Famalicão oferece um milhão de luvas às IPSS

Covid-19

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Foto: Divulgação

A empresa de Famalicão Raclac ofereceu um milhão de luvas à Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), que agora as vai distribuir pelas suas associadas, foi hoje anunciado.

Em comunicado, a CNIS refere que as luvas serão entregues às uniões distritais pela empresa de transportes Torrestir, com sede em Braga, que assegurará o serviço de igualmente de forma gratuita.

Segundo o comunicado, a Raclac arranjou, em dois dias, uma solução com tecido técnico para resolver a proteção em Portugal contra o novo coronavírus, “algo que se faz há anos apenas na China”.

“A sua solução está já a chegar a todos os hospitais nacionais”, acrescenta.

Diz ainda que a empresa está a trabalhar 18 horas por dia, “contribuindo para que mais de 30 confeções não fossem à falência nem entrassem em “lay-off”.

Fornecedora de descartáveis para a saúde a nível nacional, tem em curso um investimento de 23 milhões de euros numa fábrica em Famalicão, que arranca com a produção este mês, com a intenção de, nesta fase de crise, o fazer apenas para o mercado interno.

Vai fabricar mais de três milhões de luvas por dia, tendo também já contratada a produção de outros equipamentos de proteção individual (EPI) para os profissionais de saúde, como fatos com capuz e balaclavas.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou perto de 866 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 43 mil.

Dos casos de infeção, pelo menos 172.500 são considerados curados.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 187 mortes, mais 27 do que na véspera (+16,9%), e 8.251 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 808 em relação a terça-feira (+10,9%).

Dos infetados, 726 estão internados, 230 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de quinta-feira.

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