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Braga

Escola de Braga contra regresso dos alunos às aulas presenciais

Covid-19

em

Foto: O MINHO (Arquivo)

O Conselho Geral do Agrupamento de Escolas Alberto Sampaio, de Braga, divulgou na quinta-feira um comunicado onde se mostra contra o regresso às aulas presenciais dos alunos dos 11.º e 12.º anos, opondo-se ainda à realização de exames nacionais.


Na nota publicada através das redes sociais, o organismo destaca os “riscos” que “pais, alunos e respetivas famílias” correm “perante os quais as garantias de segurança dadas pela tutela são manifestamente insuficientes”.

A entidade reuniu no passado dia 12 de maio, chegando a esta deliberação de forma unânime, apontando “sérias dúvidas quanto à existência de recursos físicos e humanos suficientes para a necessária desinfeção dos espaços escolares”, com especial relevo para as casas de banho, “poucas e com ainda menos lavatórios para higienização das mãos”.

Dá conta da composição das turmas comportarem entre 28 a 30 alunos, número que dificulta a distância social recomendada, destacando dois pontos que, diz o conselho, “não trarão qualquer benefício” para ninguém, embora sejam as únicas soluções encontradas para garantir o distanciamento.

Uma das formas encontradas passa por ocupar um “grande espaço” para poder espalhar os alunos, mas isso trará problemas acústicos relativamente à “projeção de voz do docente” para “que seja ouvido”. Neste caso, com máscara e sem possibilidade de circular pelo espaço, o conselho crê que poderá ser um problema.

A outra solução passa por dividir a turma, no mínimo, em dois turnos, o que poderá causar grandes limitações nos horários dos alunos e dos professores, tendo em conta o horário definido pelo governo (10:00 às 17:00), ficando os alunos “com metade da carga horária a cada disciplina”.

O conselho aponta ainda que, em caso de infeção, que diz ser “previsível”, “não haverá equidade, na medida em que algumas turmas entrarão em quarentena, enquanto as outras continuarão presencialmente”. “Caso os professores sejam comuns, todas as suas turmas entram em quarentena”, acrescentam.

Apontam ainda não existir “uma solução equitativa para os casos de alunos com doenças graves que os impeçam de frequentar as aulas presenciais, muito menos para aqueles que, em situação de infeção ou de quarentena, ficam impedidos de realizar o exame nacional, pondo em causa, em particular no caso do 12.º ano, o acesso ao Ensino Superior na primeira fase, bem como o trabalho desenvolvido ao longo dos 3 anos”.

O conselho geral conclui o comunicado apontando argumentos pedagógicos pouco explícitos à tutela, a quem acusa de apenas instituir medidas de desconfinamento.

“A insistência na manutenção dos exames, quando o Diploma do Ensino Secundário será atribuído com a Classificação Interna Final, torna ainda mais patente que os exames nacionais mais não são do que pôr o Ensino Secundário ao serviço do Ensino Superior, visto que servirão exclusivamente para a ele aceder”, finalizam.

O Governo, através da Resolução do Conselho de Ministros n.º 33-C/2020, de 30 de abril, aprovou uma estratégia gradual de levantamento de medidas de confinamento no âmbito do combate à pandemia.

Definiu como primeiro passo no desconfinamento do sistema educativo, “o regresso dos alunos dos 11.º e 12.º anos e dos 2.º e 3.º anos dos cursos de dupla certificação do ensino secundário às atividades letivas presenciais”, a partir de 18 de maio de 2020.

Foi definido que todas as medidas são acompanhadas de condições específicas de funcionamento, incluindo regras de lotação, utilização de equipamentos de proteção individual, agendamento e distanciamento físico que acrescem às condições gerais para o levantar de medidas de confinamento.

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Braga

Recuperados carros e identificado suspeito de viciação de viaturas em Póvoa de Lanhoso

Crime

em

Foto: GNR

Duas viaturas e diverso material automóvel foram apreendidos, na segunda-feira, numa operação relacionada com tráfico e viciação de viaturas, na Póvoa de Lanhoso, anunciou hoje a GNR. Foi ainda identificado e constituído arguido um suspeito de 39 anos.

A operação levada a cabo pelo Núcleo de Investigação Criminal (NIC) da Póvoa de Lanhoso foi efetuada no âmbito de uma investigação relacionada com furto, recetação e viciação de viaturas e peças auto, iniciada em fevereiro deste ano, altura em que foram recuperadas três viaturas e diversas peças que deram origem ao processo.

Foto: GNR

A GNR indica que as viaturas eram furtadas na via pública nas cidades de Guimarães, Vila Nova de Gaia e Vila do Conde.

Foram realizadas 18 buscas – três domiciliárias, 14 em veículos e uma num stand automóvel – das quais resultaram a identificação de um suspeito, de 39 anos, e a recuperação de dois veículos, nove chaves de viaturas, 51 rádios e 37 quadrantes de veículo automóvel de várias marcas, 256 centralinas, seis programadores de centralinas, sete telemóveis, 3.890 euros e diverso material informático.

O suspeito foi constituído arguido e os factos remetidos para o Tribunal Judicial de Braga.

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Braga

Carlos Carvalhal atacado por encapuzados em Braga. “Instinto levou-me a resistir”

Crime

em

Carlos Carvalhal. Foto: DR / Arquivo

Três encapuzados tentaram assaltar, na madrugada desta terça-feira, o treinador do Rio Ave, quando este chegava a casa, em Braga, após o jogo com o Marítimo.

O MINHO apurou que os ladrões acabaram por fugir sem levar nada.

Carlos Carvalhal contou no Facebook como tudo se passou e admite que resistiu, com a ajuda do filho, acabando com ferimentos ligeiros.

“Ontem quando regressava da Madeira para a minha residência em Braga fui atacado por três indivíduos encapuzados por volta das 2:15”, explica o técnico.

“O meu instinto levou-me a oferecer resistência (se calhar inadvertidamente) e com a ajuda do meu filho, José Carlos, conseguimos resolver a situação”, da qual, acrescenta, “resultaram algumas escoriações e um hematoma, nada de preocupante”.

Agradecendo “todas as manifestações de amizade e solidariedade”, faz um pedido: “Agradeço que não liguem para mim nem para a minha família, de forma a ajudar-nos a ultrapassar mais rapidamente esta situação.”

Carlos Carvalhal deixou ainda uma palavra de elogio à PSP de Braga que “foi prontamente chamada ao local e foram inexcedíveis no apoio após incidente”.

“Tomaram conta da ocorrência e espero que em breve capturem os responsáveis por esta tentativa de assalto”, conclui o treinador.

Fonte do Rio Ave, sexto classificado da I Liga, disse à Lusa que o treinador “está abalado, mas bem fisicamente”, e que “já esta tarde estará no estádio para orientar a sessão de treino”.

Notícia atualizada às 10h46.

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Braga

GNR de Braga condenado por desviar 105 euros de carteira encontrada na rua

Justiça

em

Foto: DR / Arquivo

O Tribunal de Braga condenou a um ano e seis meses de prisão, com pena suspensa durante dois anos, um militar da GNR de Braga que, em 2018, se apoderou de 105 euros de uma carteira encontrada na via pública, avança o Jornal de Notícias (JN).

O militar da GNR de Braga ficou ainda obrigado a, no prazo de seis meses, doar mil euros à Liga Portuguesa Contra o Cancro.

Na sentença, de acordo com o JN, o juiz lembrou que o arguido pertence a uma instituição militar, o que agrava o crime.

A advogada Mariana Agostinho disse àquele jornal diário que vai ponderar eventual recurso. Se não o fizer, o militar, que se encontra suspenso da GNR, será de imediato alvo de um processo disciplinar.

O arguido negou em julgamento a intenção de ficar com o dinheiro, dizendo que o colocou num envelope numa gaveta para o entregar.

Foi denunciado pela mulher que encontrou a carteira e a entregou, em outubro de 2018, no posto da GNR de Braga, com documentos e 105 euros.

Segundo a acusação, citada pelo JN, o militar elaborou um “auto de achado”, mas só ele próprio assinou e sem mencionar o que se encontrava na carteira.

Posteriormente, ainda de acordo com aquele jornal, a cidadã, que ficou com o nome da dona da carteira, voltou à GNR a perguntar pelo destino do dinheiro e concluiu que o mesmo desaparecera e não constava dos registos.

Desencadeou-se, então, um processo interno, com a consequente participação criminal.

Após este episódio, o militar devolveu o dinheiro à proprietária.

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