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Região

Entidade Reguladora dá luz verde a Linha de Muito Alta Tensão no Minho

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Foto: DR

A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) deu ‘luz verde’ a projetos de transporte de eletricidade num montante máximo de 474 milhões de euros até 2022, em Portugal, tendo validado o investimento no projeto da nova interligação a 400kV Minho-Galiza, que havia sido adiado, em 2015, para ser submetido a novos estudos, bem como o eixo Vieira do Minho-Ribeira de Pena- Feira, também com o objetivo de criar capacidade de receção de nova produção renovável na região do Alto Tâmega.

O polémico projeto Galiza-Minho pretendia ligar Vila do Conde, Vila Fria B e a rede espanhola. A proximidade desta linha às casas, as consequências dos campos electromagnéticos sobre a saúde humana ou o impacto visual de torre com 75 metros de altura são as principais preocupações das populações tanto em Portugal como em Espanha. O troço português pressupõe duas novas linhas de 400 KV e a construção desta ligação pode abranger oito dos dez concelhos do distrito de Viana do Castelo e ainda passar por Vila Nova de Famalicão, Barcelos, Vila do Conde e Póvoa de Varzim, atravessando, potencialmente, 121 freguesias.

“O conjunto de projetos de investimento identificados neste parecer pela ERSE, estando em condições de obter uma Decisão Final de Investimento positiva, corresponde a um máximo de 474 milhões de euros de investimentos, a serem concretizados ao longo do quinquénio 2018-2022, e representam 65% do valor de ativos transferidos para exploração na rede nacional de transporte [RNT] durante o quinquénio de 2013 a 2017”, lê-se no documento hoje divulgado.

MAIS: Parecer da ERSE [Link Externo]

No parecer, o regulador refere que, “após concretizadas todas as recomendações referidas […], a aprovação da proposta de Plano de Desenvolvimento e Investimento na Rede de Transporte de Eletricidade (PDIRT-E 2017) revista resultará num risco reduzido dos consumidores virem a suportar custos acrescidos”, o que significa que não representa custos acrescidos na fatura da eletricidade.

Entre os projetos de investimento com ‘luz verde’ para avançar nos próximos cinco anos está a passagem a 400 quilovolt (kV) do eixo Falagueira-Estremoz-Divor-Pegões , identificado pela REN como essencial para dar resposta às especificidades técnicas de alimentação à rede de ferrovia entre Évora-Elvas/Caia, além de servir para alimentar outros polos de consumo.

Outro projeto aprovado é a ligação Fundão – Falagueira, para reforçar a capacidade de receção de nova produção renovável, “se for devidamente comprovada a impossibilidade de ligação à rede nacional de transporte de novos produtores renováveis, mesmo após uma alteração das atuais regras de planeamento e operação de rede”.

No PDIRT-E 2017, a empresa liderada por Rodrigo Costa propõe uma redução de 30% no investimento até 2022, passando de mais de 600 milhões de euros, na proposta de PDIRT-E 2015 – que nunca chegou a ser aprovado pelo Governo, após parecer desfavorável da ERSE.

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Ave

Bricomarché vai abrir em Fafe

Economia

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Foto: Divulgação

O Bricomarché, do Grupo Os Mosqueteiros, vai abrir no próximo dia 10 de junho uma nova loja em Fafe, anunciou hoje a empresa.

Trata-se de um investimento de 500 mil euros que criará 16 novos postos de trabalho.

“Com uma superfície comercial de 1.500 m2 esta é a segunda loja do Bricomarché no distrito de Braga e espelha o novo conceito que otimiza a organização do espaço e ajuda o cliente a encontrar, mais facilmente, o que precisa, dentro dos cinco universos: decoração, construção, bricolage, jardim e pet-shop”, explica a empresa em comunicado.

“Estamos muito entusiasmados com a nova loja e orgulhosos do trabalho realizado pela equipa que nos últimos meses esteve totalmente empenhada neste projecto”, realça José Monteiro, responsável pelo Bricomarché de Fafe.

“Na loja que agora inauguramos recriamos várias soluções de cozinhas e de casas de banho, soluções para espaços maiores, espaços mais pequenos, soluções premium e também mais económicas. Com esta aposta pretendemos imprimir uma nova dinâmica comercial na cidade de Fafe, levando aos clientes desta região os melhores serviços e produtos aos melhores preços”, acrescenta.

A empresa explica que o conceito da nova loja do Bricomarché em Fafe espelha o conceito de proximidade, que está na base do modelo de negócio das insígnias do Grupo Os Mosqueteiros.

“A proximidade à população permite um conhecimento fundamental para uma assertiva definição da oferta do espaço”, refere comunicado de imprensa.

O Bricomarché é uma das insígnias do Grupo Os Mosqueteiros, que também integra o Intermarché e o Roady. Cada loja dispõe de áreas de venda entre os 1400 e os 3400 m2, divididas em cinco grandes áreas bem diferenciadas: bricolage, decoração, construção, jardim e pet-shop.

Tem atualmente 40 lojas em Portugal.

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Alto Minho

Máscaras e distanciamento na reabertura da feira de Ponte de Lima

Covid-19

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Foto: dkixot / Até brilhas

A feira quinzenal de Ponte de Lima reabriu hoje com as normas de segurança, no âmbito da contenção da propagação de covid-19, a serem cumpridas por comerciantes e visitantes.

O uso de máscara é obrigatório, bem como o distanciamento social, que está a ser fiscalizado pela PSP.

Ao que O MINHO apurou, as normas estão a ser cumpridas e a feira a decorrer com normalidade, dentro do que é possível.

Foto: dkixot / Até brilhas

Foto: dkixot / Até brilhas

Foto: dkixot / Até brilhas

Foto: dkixot / Até brilhas

Foto: dkixot / Até brilhas

O município anunciou na sexta-feira a reabertura da feira no seguimento da “decisão da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho, ao confirmar a retoma da atividade das feiras em todos os concelhos do distrito a partir do dia 25 de maio, após o Governo ter incluído este setor na 2.ª fase do plano de desconfinamento”.

A retoma das feiras está condicionada a um plano de contigência, disponível para consulta no site da câmara, com as seguintes regras: é obrigatório o uso de máscara pelos feirantes e consumidores, podendo ser substituída com o uso de viseira; os feirantes terão de ter, para disponibilização aos utentes, solução antisséptica de base alcoólica; manter uma distância mínima de dois metros entre as pessoas; o atendimento terá de ser efetuado de forma organizada, limitado a um consumidor de cada vez, respeitando as regras de higiene e segurança; assegurar-se que as pessoas permanecem no recinto da feira apenas o tempo estritamente necessário à aquisição dos bens.

A feira de antiguidades e velharias é retomada a 14 de junho e a feira de artesanato a 28 de junho, ambas na Avenida dos Plátanos.

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Braga

Ricardo Rio diz que feirantes do mercado de Braga lhe pediram para cancelar a feira. “Percebeu mal”, respondem

Abaixo-assinado com mil assinaturas

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Vários feirantes que operavam no exterior do mercado municipal contactaram o presidente da Câmara Ricardo Rio, pedindo-lhe, “taxativamente”, que o Município cancele administrativamente a feira, em vez de a mudar de local, para a alameda do Estádio, o que – frisou – “não deixa de ser estranho”, face às reivindicações do grupo.

O autarca garantiu a O MINHO a veracidade dos contactos, dizendo que, “muitos” dentre os cerca de 100 vendedores reconhecem que o local, as ruas exteriores ao mercado, não tem condições sanitárias para acolher a feira – cumprindo as regras da Direção-Geral de Saúde – e contactaram a Câmara nesse sentido: “Eles dizem: suspenda a feira até outubro mas não nos mande para o estádio”.

Rio não quer dar explicações para o facto, mas salienta que, se alguns não querem a feira ou ir para junto do estádio, “o Município tem obrigação de dar a oportunidade aos restantes de continuarem a trabalhar”.

Confrontado com esta possibilidade, Hélder Oliveira, porta-voz do grupo de vendedores, disse a O MINHO que o autarca “percebeu mal” o que lhe foi dito: “O que lhe pedimos é que, como nos recusámos a ir para o estádio, a Câmara dê garantias de que voltámos ao nosso local habitual, o exterior do mercado”.

Em sua opinião, o edil está a “distorcer o sentido do que lhe foi dito”.

Os feirantes que operavam no mercado municipal, e que recusam a decisão da Câmara de Braga de os colocar, ainda que provisoriamente, na Alameda do estádio municipal, entregam, segunda-feira, um abaixo-assinado com cerca de mil assinaturas recolhidas esta manhã na cidade. E voltam, no mesmo dia, ao protesto junto aos Paços do Concelho.

O porta-voz do grupo, Hélder Oliveira adiantou que o abaixo-assinado incorpora um documento no qual se sustenta que a mudança da feira, das ruas contíguas ao mercado para junto do estádio, não se vai concretizar, o que “prejudica não só os cem comerciantes, mas também a população de Braga”.

Nova reunião

“Vamos ter, também, uma reunião com a vereadora Olga Pereira, que tutela o setor, e que esperámos se traduza em avanços na questão”, adiantou.

Os vendedores defendem que se poderia alargar os espaços já delimitados a tinta nas zonas limítrofes ao mercado – que está em obras de requalificação – alargando-os a passeios vizinhos como os que vão dar ao gnration.

Os feirantes temem, também, que a mudança proposta pela Câmara se torne definitiva, ou seja, que não regressem para junto do mercado, onde feiravam às quintas e sábados.

A vereadora Olga Pereira tem dito que “o regresso está garantido”, afirmando que a saída se prende com questões de segurança sanitária: “As feiras ali não garantem nem a distância entre feirantes, nem entre estes e os clientes. E uma ambulância que precise de entrar no Lar Conde de Agrolongo não consegue passar”.

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