Declarações após o jogo Boavista – Gil Vicente (1-3), da 27.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado no Estádio do Bessa Século XXI, no Porto:
– César Peixoto (treinador do Gil Vicente): “Foi um grande jogo da nossa parte. Entrámos bem na primeira parte, com e sem bola, permitimos muito pouco ao Boavista. Da parte deles, só me lembro de um cabeceamento perigoso. Faltou-nos mudar a velocidade quando conquistávamos espaço entre linhas e, mesmo em zona de finalização, sermos mais agressivos e chutarmos à baliza, finalizar.
Ao intervalo, corrigimos poucas coisas porque a equipa estava bem. Pedimos só aos jogadores que fossem mais agressivos na frente, o que acabaram por fazer. É uma segunda parte em que não só fizemos três golos como tivemos mais uma ou outra situação em que poderíamos ter feito mais.
Foi pena o golo sofrido no final. Gostaria mais de poder ter ganho sem sofrer golos, era importante para nós também. Mas, mais do que isso, foram importantes os três pontos e, sobretudo, a forma como a equipa se comportou. Foram competitivos, ganharam duelos, bateram-se como uns guerreiros.
Eu acho que são três pontos, não mais do que isso, temos de ter os pés bem assentes no chão. Mas não podemos fugir à questão – era importante ganharmos para quebrar o ciclo. Espero que isto permita à equipa ficar mais confiante e estável para abordarmos os próximos jogos da melhor forma”.
– Lito Vidigal (treinador do Boavista): “Continuo a acreditar na manutenção. Está muito mais difícil, mas vamos trabalhar até ao fim. Claro que nós queríamos outro resultado. Custa-nos mais, porque andávamos a alimentar esta possibilidade de ganhar hoje.
Era um jogo muito importante para nós e uma vitória deixava-nos numa posição de disputa direta com o Gil Vicente e outros adversários que temos próximos. Por isso é que os jogadores queriam muito ganhar, para entrar nessa corrida.
A mensagem que tem sido passada para os jogadores – e já tive a oportunidade de falar agora com eles – é de que está mais difícil, mas não quero ninguém a desistir. Vamos ser sempre profissionais e sérios.
Quando estamos a jogar várias jornadas nesta posição, da qual temos uma vontade tremenda de sair, a pressão é diferente e isto só é ultrapassado com vitórias. Quando ganhamos, consolidamos o que estamos aqui a fazer e os jogadores têm mais confiança, acreditam mais. É nesse sentido que temos de continuar a trabalhar. Hoje foi um jogo difícil, acima de tudo, pelo resultado.
Essa ansiedade pode ter acontecido. Sofrermos um golo de bola parada, acho que também mexeu um pouco com os jogadores. Vínhamos tendo uma consistência defensiva nos últimos jogos, talvez tenhamos sentido isso”.