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Futebol

“Entregámos a posse de bola ao Benfica”

Ricardo Sá Pinto

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Foto: DR / Arquivo

Declarações após o Benfica-SC Braga (2-1), em jogo dos oitavos de final da Taça de Portugal em futebol:

Ricardo Sá Pinto (treinador do SC Braga): “A exibição da equipa perante um adversário como o Benfica foi boa. Conseguimos controlar as ações do Benfica, tirando os últimos minutos do jogo, onde estávamos a arriscar tudo para chegar ao empate.

Estrategicamente entregámos a posse de bola ao Benfica, que também se expõe. Poderíamos ter concretizado uma segunda oportunidade. Tivemos o discernimento para não ficarmos nervosos ou intranquilos com o segundo golo do Benfica. Não foi fácil fazer o jogo que queríamos fazer.

Na segunda parte, o Benfica criou várias oportunidades, conseguimos controlar este início mais forte. No momento em que o jogo está equilibrado, sofremos aquele golo que nos prejudicou na nossa estratégia. A equipa foi forte, foi guerreira e foi audaz. Tenho pena de não ter concretizado as oportunidades. Sabemos que o Benfica é uma grande equipa e que tem muitas opções. Dentro da nossa estratégia poderia ter acontecido outra coisa. Tivemos um excelente comportamento e uma excelente atitude.”

Bruno Lage (treinador do Benfica): “Fizemos uma exibição sólida. Criámos várias oportunidades de golo, nem sempre fomos consistentes no nosso posicionamento ofensivo. Na segunda parte, a determinada altura, senti a equipa cansada e preocupada em segurar o resultado. Criámos várias oportunidades de golo. Marcámos dois e demos mais uma boa exibição aos nossos adeptos.

O momento é cada jogo. Temos de colar os bons momentos aos jogos que vêm a seguir. Viemos de um ciclo de jogos terríveis, onde a equipa esteve muito bem.

O nosso objetivo é recuperar. Fazer um bom jogo em Setúbal [para a Taça da Liga] e esperar para ver o que vai acontecer [se o Benfica consegue o não o apuramento para a ‘final four’].

A nossa obrigação é vencer sempre o próximo jogo.

Nunca treinei um jogador com a capacidade que Pizzi tem dentro da área. Ele tem a leitura de um ponta de lança. Ele hoje até marcou com um remate de fora da área. Ele desempenha muito bem todas as funções e aquilo que pretendemos. Fico muito satisfeito de contar com ele. É merecido ele ser reconhecido pelos nossos adeptos.”

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Desporto

Sindicato alerta para “dramas humanos” devido a salários em atraso a jogadores

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

A pandemia de covid-19 tem sido usada como justificação da gestão desportiva irresponsável dos clubes e estão a surgir “dramas humanos” devido a incumprimentos salariais, disse hoje à Lusa o presidente do Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF).

Joaquim Evangelista revela que estão a surgir “dramas humanos”, com “a privação de recursos financeiros para que jogadores, em especial os estrangeiros, satisfaçam as necessidades mais básicas, como a alimentação”.

“Neste momento a situação é preocupante, temos muitos pedidos de apoio, em especial no Campeonato de Portugal (CP) e não vemos da parte dos clubes a capacidade, ou mesmo o interesse, em responder eficaz e solidariamente”, alerta Joaquim Evangelista.

A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) está ao corrente e em articulação diária, para se poder responder com o Fundo de Garantia Salarial, no imediato, mas o SJPF quer mais: “É momento de os dirigentes do CP serem chamados a assumir os compromissos a que se vincularam”, acrescenta.

Para o dirigente, a pandemia de covid-19 foi usada como pretexto “para justificar uma gestão desportiva irresponsável, que já resultava de momento anterior” e a situação verifica-se nas competições profissionais e no CP.

“A situação salarial nas competições profissionais não é tão complexa, ainda, porque, felizmente, os mecanismos de licenciamento introduzidos ajudam a mitigar este tipo de situação”, realça.

Sobre o pagamento dos salários de março, Joaquim Evangelista explica que “alguns clubes já realizaram ou garantiram o pagamento”, mas há casos de clubes que “mesmo sem fundamento legal estão a adiar ou a pressionar os jogadores para aceitarem os cortes”.

“Estamos a monitorizar, com preocupação, existem muitos casos de incumprimento já registados, isso podemos confirmar”, aponta.

Com a pandemia de covid-19 houve ainda pedidos de ajuda ao SJPF por parte de jogadores estrangeiros para abandonarem o país.

Segundo Joaquim Evangelista, os “pedidos de informação” não foram em grande número e o sindicato ajudou os jogadores a contactar as embaixadas dos respetivos países em Portugal.

“Procurámos perceber as condições de um voo de retorno ao país de origem ou repatriamento, em caso de abandono, e articular algumas informações úteis com o SEF, se necessário”, explica.

Considerando que Portugal tem respondido com segurança a esta crise e que dá aos cidadãos que vivem no país, apesar do medo natural, alguma tranquilidade, o responsável do sindicato garantiu que continuará atento.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 828 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 41 mil. Dos casos de infeção, pelo menos 165 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, que está em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril, registaram-se 160 mortes e 7.443 casos de infeções confirmadas, segundo o balanço feito na terça-feira pela Direção-Geral da Saúde.

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Desporto

Treinadores de futebol dispostos a reduzir salários mas sem “abusos”

Covid-19

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Foto: Ilustrativa / DR

Os treinadores estarão disponíveis para reduzir salários por causa da pandemia de covid-19 desde que não ponha em causa a sua “dignidade”, disse hoje o presidente da Associação Nacional de Treinadores de Futebol (ANTF) à agência Lusa.

“Ninguém pode estar otimista com este momento que vivemos, vai exigir de todos nós numa certa compreensão, e os treinadores também são portugueses e vão compreender, não podem distanciar-se da realidade do país e do resto do mundo. Haverá sempre disponibilidade para negociar [reduções de salários], desde que não haja abusos [dos clubes] que ponham em causa a dignidade dos treinadores”, referiu José Pereira.

O presidente da ANTF disse que não houve qualquer abordagem da Liga de clubes ou da Federação Portuguesa de Futebol sobre o tema, considerando que isso se deve ao facto de o momento ser de incerteza sobre o futuro das competições.

“Hoje haverá uma comunicação ao país [pelo Presidente da República sobre o eventual prolongamento do estado de emergência], teremos de aguardar o que vai ser decidido”, disse.

José Pereira lembrou que “há um contrato coletivo de trabalho, mas depois as eventuais negociações serão caso a caso, clube a clube, porque há situações muito diferentes, e aí a associação não terá qualquer papel”, a não ser que seja solicitado.

O presidente da ANTF revelou que salários em atraso são uma realidade “que existe sempre no futebol”.

“Os treinadores são mais cautelosos em relação a isso por serem líderes de um grupo de trabalho, mas já há quem esteja à espera do salário para fazer face aos seus compromissos, porque nem toda a gente ganha milhões de euros”, frisou.

E José Pereira faz mesmo a distinção nos escalões profissionais.

“Uma coisa é a I Liga, a II Liga já é diferente e outra ainda é o Campeonato de Portugal [equivalente ao terceiro escalão] e as camadas jovens em que, na maior parte das vezes, os treinadores ganham o salário mínimo [do futebol], ou seja, o equivalente a oito salários mínimos”, disse.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 828 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 41 mil. Dos casos de infeção, pelo menos 165 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, que está em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril, registaram-se 187 mortes e 8.251 casos de infeções confirmadas, segundo o boletim epidemiológico divulgado hoje pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

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Desporto

Vitória SC doa 25 mil máscaras e 5 mil kits de proteção ao Hospital de Guimarães

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O Vitória SC, da I Liga portuguesa de futebol, doou 25 mil máscaras e 5 mil equipamentos de proteção individual ao Hospital Senhora da Oliveira no âmbito da pandemia da covid-19, informou hoje aquela unidade de saúde de Guimarães.

“O Vitória Sport Clube realizou um importante donativo ao hospital de Guimarães em máscaras e diverso equipamento de proteção individual para os seus profissionais: 20 mil máscaras cirúrgicas, 5 mil máscaras FFP2 e 5 mil equipamentos de proteção Individual”, lê-se no comunicado emitido hoje.

O hospital frisou ainda, na mesma nota, que o donativo é uma “mais-valia na proteção dos profissionais e dos utentes durante a fase pandémica” e elogiou a “grande disponibilidade” exibida pelo clube vitoriano para apoiar a unidade de saúde.

O Hospital Senhora da Oliveira serve, de forma direta, mais de 240 mil pessoas dos concelhos de Guimarães, Vizela, Fafe, Cabeceiras de Basto e Mondim de Basto.

A pandemia de covid-19 já infetou mais de 828 mil pessoas no mundo inteiro desde que a doença surgiu em dezembro, na China, tendo já morrido mais de 41.000 e recuperado pelo menos 165 mil.

Portugal regista hoje 187 mortes associadas à covid-19, mais 27 do que na terça-feira, e 8.251 infetados (mais 808), segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

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