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Famalicão

Ensino superior público chega a Famalicão através do Politécnico de Bragança

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Cooperativa de Ensino Didáxis de Vale São Cosme. Foto: Divulgação

O ensino superior público vai chegar a Vila Nova de Famalicão no próximo ano letivo, com cinco cursos técnicos superiores profissionais (CTESP) em diversas áreas, ministrados pelo Instituto Politécnico de Bragança (IPB), anunciou esta quinta-feira fonte autárquica.

Em comunicado, a Câmara de Vila Nova de Famalicão adianta que os CTESP disponíveis serão nas áreas de Comunicação Digital, Administração e Negócios, Tecnologia Alimentar, Análise Químicas e Biológicas, Automação, Robótica e Eletrónica Industrial.

Para a autarquia, é um “marco histórico” a chegada do ensino superior público ao concelho.

“Mais importante do que isso é a resposta que vai ser criada para os nossos jovens e para as nossas empresas, dado o elevado nível de empregabilidade destes cursos, o alinhamento com as carências das empresas em matéria de quadros superiores e com as vias profissionais com forte presença em Vila Nova de Famalicão”, afirma o presidente da autarquia, Paulo Cunha, citado no comunicado.

A presença do IPB em Famalicão tornou-se possível mediante protocolo entre a autarquia e esta instituição, em articulação com o Instituto Politécnico do Cávado e Ave (IPCA), “dada a convergência de interesses em contribuir para o desenvolvimento científico, tecnológico e socioeconómico da região do Ave”.

Cooperativa de Ensino Didáxis de Vale São Cosme. Foto: Divulgação

Os cursos irão ser ministrados nas instalações da Cooperativa de Ensino Didáxis de Vale São Cosme, instituição com a qual a autarquia estabeleceu um protocolo.

Os CTESP são cursos superiores de curta duração que visa conferir qualificação do nível cinco de acordo com o Quadro Nacional de Qualificações.

Um CTESP tem 120 créditos e a duração de quatro semestres, sendo o último em contexto de trabalho e é possível com um daqueles cursos prosseguir os estudos de licenciatura, através de concurso especial de acesso uma vez que, explica o texto, “parte da formação efetuada no CTESP será creditada na futura licenciatura”.

Podem concorrer aos CTESP os titulares de um curso secundário ou de habilitação legalmente equivalente, quem tenha sido aprovado nas provas especialmente adequadas para maiores de 23 anos, titulares de um diploma de especialização tecnológica ou de técnico superior profissional ou titulares de um grau de ensino superior que pretendam a sua requalificação profissional.

A frequência nos cursos tem uma propina anual de 420 euros, podendo ser pagas em 10 prestações de 42 euros. Os estudantes carenciados podem candidatar-se a bolsas de estudo de apoio social.

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Famalicão

Cirurgiões de Famalicão vão 15 dias para a Guiné em equipa que vai operar 200 pessoas

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Dois cirurgiões do Hospital de Vila Nova de Famalicão vão integrar uma equipa de médicos e enfermeiros que vão viajar para a Guiné-Bissau, com o objetivo de operar 200 pessoas, grande parte das quais crianças.

Os médicos partem para aquele país africano no dia 22 de fevereiro, acompanhados com um contentor onde será transportado o material necessário, e ali permanecerão durante duas semanas para cumprir a missão.

Segundo o Jornal de Notícias, que hoje deu a conhecer a história na sua edição impressa (e online, apenas acessível a assinantes), a iniciativa partiu do médico José Manuel In-Uba, guineense que trabalha no Hospital de Aveiro e que desafiou os colegas.

As intervenções cirúrgicas vão decorrer no principal hospital do país, o Hospital Nacional Simão Mendes, na capital, Bissau, onde aqueles profissionais também irão aproveitar para dar formação a médicos e enfermeiros locais.

 

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Famalicão

Empresa de Famalicão quer “resolver problemas sociais” com aplicações móveis

“Simplificar o salto das empresas para a realidade indústria 4.0”.

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Foto: DR

Uma empresa de base tecnológica de Famalicão quer “resolver problemas sociais” recorrendo a aplicativos móveis de forma a “acabar com burocracias” e “ligar pessoas em tempo real”.

A IOTech nasceu um janeiro de 2018 com o objetivo de “criar soluções inovadoras” e simplificar o salto das empresas para a realidade indústria 4.0.

“O nosso objetivo é desenvolver soluções inteligentes e inovadoras que são comercializados como um serviço”, explicou à Lusa o responsável pela empresa, Filipe Portela, à margem de uma visita do presidente da autarquia no âmbito do roteiro ‘Famalicão MadeIn’.

Filipe Portela explicou que a ação da IOTech passa por “juntar pessoas a empresas que queiram disponibilizar serviços, acabando com questões burocráticas, com o papel”, sendo que a aplicação da tecnologia desenvolvida pela empresa pode ser transversal.

“Desde áreas técnicas a serviços como um picheleiro, por exemplo. Deixa-se de perder tempo com orçamentos, papéis. Há uma necessidade, há uma resposta na plataforma. Um aluno que tenha uma dúvida que precisa de ver respondida rapidamente, um médico, caminhamos para poder dar e ter respostas no momento”, explicou o responsável.

Além do “perfil inovador” da tecnologia desenvolvida, a IOTech inovou também na forma como está a crescer: “Estabelecemos uma parecia com a Riopele, uma empresa na área dos têxteis, que se tornou nossa parceira ao adquirir uma parte da empresa mas que nos vai também permitir fazer prova de conceito”, apontou.

A parceria com a Riopele é um dos “pontos fortes” da IOTech, também destacado pelo presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão.

“Depois no nascimento do projeto, a Riopele, além de ter acarinhado no contexto de inovação, percebeu que o projeto tem pernas para andar e com utilidade para a própria Riopele que não se limitou a contratar um serviço, mas que entra como parceiro”, referiu Paulo Cunha.

Para o autarca, esta é uma “forma diferente do relacionamento entre empresas”.

“Estamos mais habituados a uma lógica de absorção, a empresa maior absorve a mais pequena ou limita-se a um ‘outsourcing’. Aqui o que foi feito foi mais do que isso, foi diferente e inovador”, destacou.

Do lado da têxtil, Bernardino Carneiro salientou as vantagens da parceria, nomeadamente no âmbito da indústria 4.0.

“Ficámos a ganhar um parceiro que nos vai permitir acelerar um conjunto de projetos no âmbito da indústria 4.0, da digitalização dos processos da Riopele, na ligação que pretendemos fazer de todo o chão de fábrica ao sistema central”, apontou.

Atualmente a IOTech tem seis colaboradores, mas a pretende expandir-se.

“Temos quatro colaboradores com contrato e, se tudo correr bem, vamos abrir seis estágios no futuro”, adiantou Filipe Portela.

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Famalicão

IPCA chega a Famalicão

Com sede em Barcelos, o Politécnico tem também um pólos em Guimarães e em Braga.

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Foto: Divulgação

A Câmara de Famalicão e o Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA) formalizaram na semana passada a presença desta instituição de ensino superior público no concelho.

Com sede em Barcelos, o Politécnico tem também um pólos em Guimarães e em Braga.

O presidente da autarquia, Paulo Cunha, e a presidente do IPCA, Maria José Silva Fernandes assinaram o protocolo de cooperação para o funcionamento de Cursos Técnicos Superiores Profissionais do IPCA em Famalicão.

“O IPCA compromete-se a diagnosticar as necessidades de formação técnica juntamente com o município e as empresas sediadas no Vale do Ave e a apresentar um plano de formação especializado dirigido às empresas da região”, diz a autarquia em comunicado.

Já o Município de Famalicão compromete-se a cooperar com o IPCA na implementação dos estágios de formação em contexto de trabalho e a divulgar junto das empresas e das escolas o programa de ações de formação e de sensibilização para seminários e palestras realizadas pelo IPCA.

O documento prevê ainda a atribuição de um montante de quase 27 mil euros para o funcionamento do Curso Técnico Superior Profissional de Design de Moda, que está já a ser lecionado nas instalações do CITEVE desde outubro passado. Para o próximo ano letivo, o objetivo passa por aumentar o números de cursos a lecionar.

Recorde-se que o Instituto Politécnico do Cávado e Ave (IPCA) é uma instituição do ensino superior público português, criado em 1994. Oferece cursos de licenciatura, mestrados, especialização tecnológica, pós-graduação, em regime diurno e pós-laboral. Constituído por três escolas, Escola Superior de Gestão, Escola Superior de Tecnologia e Escola Superior de Design, o IPCA é uma instituição de ensino superior público que realiza atividades nos domínios de formação graduada e pós-graduada, com a preparação de profissionais com elevado nível de qualidade.

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