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Enólogo de Monção recebe prestigiado prémio nacional “Senhor do Vinho”

Enologia

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Foto: DR

O enólogo e consultor Anselmo Mendes, natural de Monção, venceu o grande prémio “Senhor do Vinho”, promovido pela Revista Grandes Escolhas. Este prémio, apresentado na gala Grandes Escolhas, visa reconhecer o “percurso e trabalho de mais de três décadas como enólogo e produtor”.

Anselmo Mendes começou a dedicar-se à cultura da vinha ainda em criança, em Monção, com a família, refere a biografia do próprio no seu site oficial.  “A casta Alvarinho e o seu vinho, ali produzidos entraram desde logo na sua vida, de tal maneira que hoje Anselmo Mendes e Alvarinho se confundem”, refere a mesma publicação.

Licenciado em Engenharia Agro-Industrial em 1987, pelo Instituto Superior da Universidade Técnica de Lisboa, e pós-graduado em Enologia pela Universidade Católica, seis anos depois, Anselmo Mendes é um nome incontornável da indústria do vinho em todo o país e até no estrangeiro.

O Município de Melgaço, também rico pela cultura do Alvarinho, já deu os parabéns ao enólogo através das redes sociais da autarquia.

Foi considerado o enólogo do ano em 1998 pela Revista de Vinho e “um dos maiores enólogos portugueses”, pela revista internacional Parker’s Wine Buyer’s Guide.

“Trabalhar como enólogo num país como Portugal é descobrir um universo rico e diverso e responder a um grande desafio: acrescentar ao melhor da natureza o conhecimento, a intuição e a tecnologia”, refere o empresário premiado.

Ainda segundo a biografia, Anselmo Mendes tem feito o seu percurso como enólogo cultivando “uma paixão em cada região, conhecendo a expressão de cada terra e procurando enaltecer o seu melhor em cada vinho”.

Em 2010, foi considerado o produtor do ano em Portugal pela Revista de Vinhos. Em 2012, recebeu a cotação máxima na análise da Hugh Johnson‘s Pocket Wine Book. Também foi considerado o “produtor mais inovador no Alvarinho”, pelo crítico espanhol José Penin.

“Hoje, como consultor, conta com vários projetos de sucesso do norte a sul de Portugal e no estrangeiro”, refere a mesma nota.

Foi com a casta Alvarinho em Monção e Melgaço, que Anselmo Mendes começou a produzir, em 1998.

A adega, que ainda hoje existe na zona do Vale do Minho, é um” espaço de experimentação e investigação, a partir de onde a paixão de Anselmo Mendes pelo vinho e pela região ganha forma e gosto”.

“É um lugar de reinvenção, para fazer de cada vinho uma expressão da terra elevada à sua forma mais sublime, um traço cultural, um rasgo de carácter”, finaliza a nota.

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