Seguir o O MINHO

Região

Enfermeira licenciada em Famalicão e sem emprego em Portugal finalista de dois prémios no Reino Unido

Vilacondense entre as melhores da região leste de Inglaterra.

em

Foto: DR

Uma enfermeira licenciada na Escola Superior de Saúde do Vale do Ave, em Famalicão, que nunca conseguiu emprego em Portugal, é finalista pela segunda vez consecutiva do prémio de melhor profissional de cuidados de longa duração no Reino Unido e está também entre as melhores da região leste de Inglaterra.

Apesar de ter sido finalista não vencedora dos ‘National Care Awards’ em 2017, Sílvia Nunes foi nomeada novamente este ano por superiores, colegas e residentes do lar de idosos onde trabalha em Thetford, uma localidade 140 quilómetros a nordeste de Londres.

“Foi uma surpresa, porque é muito difícil ir pela segunda vez à final. Estar nos cinco melhores do país já é muito bom”, admitiu a portuguesa à agência Lusa.

O prémio da categoria de “Care Registered Nurse” pretende reconhecer um profissional de cuidados de longa duração que demonstre excelentes qualidades clínicas e de gestão e “um alto nível de dedicação e apoio às pessoas que ajuda”.

“A Sílvia é fora de série!”, resume Ruth French, a diretora de operações do grupo Stow Healthcare, que gere cinco lares de idosos nas regiões de Suffolk e Essex (leste), em declarações à Lusa.

Além de ser uma “profissional de saúde talentosa e competente”, French atribui mérito à portuguesa por, juntamente com a diretora do lar Ford Place, Alison Charlesworth, ter dado a volta à instituição, que foi avaliada pelo regulador Care Quality Commission com a nota máxima de ‘Outstanding’ [Excecional] este ano.

“A Sílvia ajudou a nossa equipa a capacitar-se, apoiando-os para poderem cuidar dos residentes com necessidades de cuidados muito complexos. Isso tornou Ford Place no ‘lar mais desejado’ da nossa área para cuidados paliativos e para aqueles que precisam de muitos cuidados de enfermagem”, elogiou.

Atualmente a estudar para ser diretora de lares de idosos, Sílvia Nunes, de 33 anos, teve uma ascensão rápida tendo em conta que mal falava inglês e não estava habilitada a trabalhar como enfermeira quando chegou ao Reino Unido, em 2014.

Natural de Vila do Conde, saiu de Portugal frustrada com a dificuldade em encontrar emprego após a licenciatura na Escola Superior de Saúde do Vale do Ave, em 2013.

“Fui entregar o currículo a vários sítios à procura de trabalho, mas disseram-me sempre que não empregavam a enfermeiros qualificados há menos de um ano e nenhum hospital me chamou para concursos. Trabalhei num apoio domiciliário em Vila do Conde e era voluntária dos Bombeiros Voluntários, mas não era suficiente para sobreviver e pagar contas”, contou à Lusa.

Em vez de seguir a via do recrutamento através de agências, como centenas de outros enfermeiros portugueses que trabalham em hospitais no Reino Unido nos últimos anos, Sílvia Nunes decidiu “entrar numa aventura” pelos seus meios.

“O meu inglês era fraco, quase inexistente, tive de aprender cá. Consegui trabalho num lar enquanto esperava o meu PIN [cartão profissional] para exercer através da Ordem dos Enfermeiros de cá, que demorou 10 meses”, contou à Lusa.

Em dezembro de 2015, sete meses depois de trabalhar como enfermeira, foi promovida a diretora clínica e em setembro de 2016 a vice-diretora, tendo contribuído para melhorar o funcionamento ao nível do pessoal, mas também da assistência aos residentes.

No documento de nomeação para o prémio são referidas várias ações atribuídas a Sílvia Nunes, como a introdução de um reforço de nutrição, como doses reforçadas de laticínios, fruta ou mel, para compensar o corte do financiamento público dos suplementos alimentares.

Noutros casos, sugeriu alterações na alimentação ou medicação para melhorar o bem estar, o aumento de peso ou que ajudaram no tratamento de feridas.

“A Sílvia tem um cuidado especial com os meus pés e pernas e não tem problema nenhum em ficar de joelhos para ter certeza de que eles são bem tratados e não me causam problemas. Eu tive uma ferida teimosa no meu pé que demorou muito a cicatrizar e beneficiou enormemente por ter a Sílvia a acompanhá-la com muita atenção”, descreveu a residente identificada apenas como IC, num documento de apoio à nomeação para os prémios.

O lar Ford Place, onde Sílvia Nunes trabalha, também está nomeado para a categoria de “Care Home of the Year” [Lar de Idosos do Ano] dos National Care Awards, atribuídos pela publicação Care Times, sendo os vencedores anunciados em 30 de novembro em Londres.

Antes, a 15 de novembro, terá lugar a gala regional do leste de Inglaterra dos Great British Care Awards, outro prémio para o qual a vilacondense está nomeada na categoria de Good Nurse Award.

Se vencer, poderá ser finalista a nível nacional, cujos vencedores serão conhecidos em março de 2019.

Refletindo sobre percurso e experiência no Reino Unido, a portuguesa garante que tem sido “fantástica” e que nunca sentiu ser tratada de forma diferente ou como estrangeira.

“Quando o meu inglês era muito fraco, sempre me ajudaram a tentar melhorar: ajudavam-me a escrever e corrigiam os meus relatórios se não estivesse correto”, lembrou.

Apesar de os prémios para os quais está nomeada não se traduzi,rem numa recompensa monetária, Sílvia Nunes diz sentir-se reconhecida a nível pessoal e profissional quando colegas, residentes e familiares do local de trabalho se mostram orgulhosos porque têm “uma das melhores enfermeiras do país”.

Anúncio

Braga

Dois feridos em acidente em Braga

EN 14

em

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Duas pessoas ficaram feridas, esta terça-feira à noite, após colisão entre dois veículos, na Estrada Nacional (EN) 14, em Vimieiro, Braga.

Ao que O MINHO apurou junto de fonte dos bombeiros, “as vítimas sofreram ferimentos ligeiros”.

No local, estiveram os Bombeiros Sapadores de Braga, com desencarceramento para retirar uma vítima, e o INEM.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

A GNR Braga tomou conta da ocorrência.

Continuar a ler

Braga

Joaquim Barreto e Ricardo Costa na corrida à Federação de Braga do PS

Política

em

Foto: DR/Arquivo

O deputado Joaquim Barreto e o vereador na Câmara de Guimarães Ricardo Costa já anunciaram a sua candidatura à liderança da Federação Distrital de Braga do PS, nas eleições marcadas para 14 de março.

Joaquim Barreto preside à Federação do PS desde 2014 e candidata-se a um novo mandato, com o slogan “Primeiro o distrito. Primeiro o partido”.

Já Ricardo Costa, na primeira vez que concorre à Federação, escolheu o slogan “Todos como um. Todos um”.

Em relação ao mandato que agora está a terminar, Barreto destaca a vitória do PS em Braga nas eleições Europeias e nas Legislativas.

Neste último caso, refere que, a seguir ao Porto, Braga foi o distrito em que o PS mais cresceu em número de votos, elegeu mais um deputado do que em 2015.

Já Ricardo Costa coloca o foco nas autarquias, sublinhando que o PS “apenas” governa 4 dos 14 concelhos do distrito de Braga.

Diz ainda que, nas Autárquicas de 2017, em seis concelhos do distrito houve listas independentes protagonizadas por dissidentes do Partido Socialista, designadamente em Barcelos, Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto, Póvoa de Lanhoso, Vizela e Fafe.

Ricardo Costa lembra ainda que, dos 4 atuais presidentes de Câmara do PS, dois foram escolha da Direção Nacional do partido, “contra a vontade da Federação”.

A esta leitura, Joaquim Barreto responde com a mensagem de apoio de Ricardo Costa quando, em 2018, se candidatou a um novo mandato à frente da Federação.

“Se as Autárquicas foram em 2017 e se o cenário foi assim tão negro, como se compreende o testemunho de apoio que [Ricardo Costa] publicou em 2018?”, refere Barreto.

Ricardo Costa alude ainda à avocação, pela Direção Nacional do PS, da lista de deputados pelo círculo de Braga, considerando que é reveladora dos “erros e da falha da estratégia” da Federação na coordenação do processo.

Para as eleições de 14 de março, Barreto diz que conta com o apoio dos presidentes de 11 das 14 concelhias, sendo as exceções Barcelos, Vila Verde e Famalicão.

Ricardo contrapõe que a sua candidatura é “das bases”, de cada militante do PS, e lembra que “o voto do militante mais prestigiado vale tanto como o voto do militante mais anónimo e desconhecido”.

Continuar a ler

Alto Minho

Mais de 100 cadetes descem o rio Minho em exercício militar entre Monção e Valença

Percurso de 18 quilómetros

em

Foto: DR

Cerca de 110 cadetes, alunos do 3º e 4º anos dos cursos do mestrado integrado da Escola Naval vão participar, no sábado, num exercício de descida do rio Minho, num percurso de 18 quilómetros entre Monção e Valença.

Em comunicado hoje enviado à imprensa, a Escola Naval informou que o exercício naquele troço do rio internacional, em botes pneumáticos militares, a remos, pretende “proporcionar a consolidação e prática dos conhecimentos adquiridos durante as instruções de formação marinheira, de comportamento organizacional, organização e instrução militar”.

Nos últimos 75 quilómetros do seu percurso, entre Melgaço e a foz, em Caminha o Minho serve de fronteira entre Espanha e Portugal. Aquele troço internacional do rio Minho está sob jurisdição da capitania do porto de Caminha, comandada pelo capitão-de-fragata, Pedro Miguel Cervaens Costa.

No sábado, a partir das 09:00 e orientados por cerca de 60 militares, os 110 cadetes vão embarcar em botes pneumáticos disponibilizados pela Unidade de Meios de Desembarque do Corpo de Fuzileiros da Marinha, que conjuntamente com uma equipa de Mergulhadores da Armada, irão garantir a segurança do treino.

“O exercício permitirá aos cadetes desenvolverem e treinarem capacidades de liderança, sentido de camaradagem, espírito de corpo e coragem física e moral, em torno de um objetivo comum, suplantando de forma sucessiva e continuada as dificuldades e tarefas que uma prova desta natureza sempre acarreta”, acrescenta a nota da Escola Naval.

A consolidação das “qualidades de chefia e capacidade de liderança para o desenvolvimento da carreira e ação permanente de um oficial de Marinha” são outros dos objetivos do exercício.

Além dos cadetes da Escola Naval, o exercício contará ainda com a participação de “alunos de diversos estabelecimentos de ensino superior militares, como a Academia Militar, Academia da Força Aérea e Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna, duas equipas de cadetes da Escuela Naval Militar, de Espanha.

No total, a iniciativa envolverá 200 pessoas.

A ação é apoiada pelas Câmaras de Valença e Monção, da GNR (Destacamento Territorial de Valença), da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Valença, da capitania do porto e do comando da Polícia Marítima de Caminha.

A Escola Naval é comandada pelo Contra-Almirante Mário José Simões Marques, e o exercício decorre sob o comando do Capitão-de-fragata Luís Pedro Dantas Pereira de Castro, comandante do Corpo de Alunos.

Continuar a ler

Populares