Arquivo

Encontros da Imagem arrancam em Braga na próxima semana com 350 artistas

Em Braga, Vila Verde, Porto, Guimarães, Barcelos e Avintes
Encontros da imagem arrancam em braga na próxima semana com 350 artistas
Foto: Pierpaolo Mittica

Os Encontros da Imagem — Festival Internacional de Fotografia e Artes Visuais regressam de 18 de setembro a 02 de novembro de 2025, com a participação de mais de 350 artistas e 24 curadores.

As inaugurações nas diferentes localidades, estão marcadas para: Braga e Vila Verde, 18 a 20 de setembro; Porto, 20 setembro e 25 de outubro; Guimarães, 26 a 27 de setembro; Barcelos, 25 de setembro; Avintes, 4 de outubro.

Sob o mote “Manifestação de Interesse” e com a direção artística de Vítor Nieves, o programa apresenta-se segmentado em três eixos curatoriais principais: Argumentários, Dissidências, e Transições.

A 35.ª edição do festival – diz a Organização em comunicado – “propõe uma programação diversificada, que inclui exposições de artistas nacionais e internacionais, prémios, residências artísticas e atividades paralelas no âmbito do serviço educativo — como conversas, ciclo de cinema e leitura de portfólios —, com especial destaque para o programa Horizontes”.

A fotografia mantém-se como eixo central do festival, mas o programa expande-se a outras linguagens contemporâneas, integrando cinema, performance, instalação e vídeo-arte, numa celebração das múltiplas formas de expressão visual da atualidade.

Argumentários

Argumentários conta com a curadoria de Manuel Sendón, Xosé Lois Suárez Canal e Xosé Lois Vásquez, Rita Castro Neves e Daniel Moreira, Rui Prata, Vítor Nieves.

Apresentará trabalhos de artistas como Adriana Freire, André Cepeda, António Catarino, António Júlio Duarte, Antoine D’Agata, Augusto Brázio, Carlos Barradas, Céu Guarda, Colectivo Barda, Fábio Cunha, Frederic Bellay, Gonçalo Delgado, Graça Sarsfield, Hans van der Meer, Hugo Delgado, Jim Dow, João Louro, João Tabarra, José Maçãs de Carvalho, José Manuel Rodrigues, Lara Jacinto, Luc Choquer, Luís Mendes Santos, Luís Palma, Luísa Ferreira, Manuel Miranda, Maria Oliveira, Mariana Viegas, Marie-Paul Nègre, Mariano Piçarra, Marta Pinto Machado, Martin Parr, Miguel Meira, Olivia Silva, Patrícia Almeida, Paul Reas, Pauliana Valente Pimentel, Paulo Catrica, Pedro Letria, Rui Palma, Rui Pires, Sheila Brannigan, Valter Vinagre, Vari Caramés.

Este núcleo mergulha na história do festival, valorizando memórias e narrativas pouco visíveis, reforçando a sua identidade e continuidade.

Fotografia luso-galaica

Entre as exposições centrais destaca-se “40 anos de festivais. Uma possível história da fotografia luso-galaica”, que revisita três eventos marcantes — Outono Fotográfico, Fotobienal de Vigo e Encontros da Imagem — com curadoria dos respetivos fundadores, sublinhando as identidades de cada um e as colaborações transfronteiriças.

Dissidências

Dissidências conta com a curadoria de Elina Heikka, José Bacelar e Vítor Nieves e reúne trabalhos de Bruno Silva, David Catá, Eunice Pais, Helena Almeida & Inês Moura, Hugo Brito, José Crúzio & Vari Caramés, Mide Plácido, Patrícia Almeida & JG Ballard, Philipe Gabriel.

Propõe – diz, ainda, o Festival – “uma leitura ampla e inclusiva da fotografia, das abordagens históricas às práticas mais emergentes, destacando artistas que desafiam convenções e expandem os limites do medium”.

Destaque para exposições que propõem diálogos improváveis entre gerações: artistas da primeira geração que entraram no sistema da arte confrontam-se com autores de meia-carreira — por exemplo, Helena Almeida com Inês Moura, Vari Caramés com José Crúzio, Paulo Nozolino com Bruno Silva — ou com encontros surpreendentemente fluidos, como Patrícia Almeida & JG Ballard.

Transições

Transições, por sua vez, conta com a curadoria de Daniel Bastos e Vítor Nieves, e inclui trabalhos dos artistas Bruno Saavedra, Cris P. Lareo, Deebo Barreiro, Gérald Bloncourt, Gil Raro, Inês Brochado, Javier Clemente Martínez, João Salgueiro Baptista, Marta Pinto Machado, Miguel De, Polly Hummel, Rita Puig-Serra Costa, Roberto de la Torre & Máscaras, Sergio Marey, Yun Ping Li.

O núcleo – sublinham os curadores – “centra-se nas relações territoriais e nas identidades divergentes do contexto local e regional, com destaque para as chamadas “novas ruralidades” e para o diálogo entre arte, comunidade e ambiente”.
Destacam-se duas exposições: “A emigração portuguesa a salto”, com curadoria de Daniel Bastos e fotografias de Gérald Bloncourt, recuperando a tradição do festival de expor fotografia histórica e evocando a memória coletiva da emigração portuguesa.


Prémios da 35.ª edição


O Prémio Encontros da Imagem apresenta cinco finalistas: Fabio Magara, Matevž Čebašek, Nastassja Nefjodov, Pierpaolo Mittica e Stefanos Paikos. O vencedor será anunciado na semana de abertura.


O Prémio Encontros da Imagem Leitura de Portfólios reunirá 32 artistas para avaliação por um júri internacional. O vencedor terá uma exposição na edição de 2026. Serão ainda apresentadas a exposição da vencedora de 2024, Angeniet Berkers, e as projeções dos trabalhos distinguidos em 2.º e 3.º lugares.


O Prémio Fotolivro recebeu mais de 200 candidaturas, nacionais e internacionais. Os vencedores das categorias Melhor Livro Publicado e Melhor Dummy serão anunciados na Semana de Abertura.


Residências Artísticas


O programa de residências iniciou-se em 1993 com Alma do Barroco, prosseguiu em 1994 com Rituais e, em 1999, consolidou-se como Memórias da Cidade, tornando-se desde então uma das linhas mais consistentes do festival.


Para esta edição, foram convidados os artistas André Rodrigues e Elisa Freitas, num formato alargado que privilegia a criação artística em diálogo com a cidade de Braga. As suas práticas oscilam entre o documental clássico e a narrativa íntima, permitindo novas leituras da realidade e das comunidades, expandindo o modo como a cidade de Braga se inscreve na fotografia contemporânea.


Serviço Educativo


Horizontes, integrado no serviço educativo do festival, é um espaço de encontro e partilha entre estudantes de escolas de fotografia e artes visuais portuguesas e profissionais internacionais. Através de atividades lúdicas, promove o diálogo com curadores, galeristas, editores, abrindo caminhos para novas gerações e ligando práticas emergentes ao circuito internacional da fotografia e da arte contemporânea.

O serviço educativo inclui conversas, ciclo de cinema, leitura de portfólios, entre outras atividades.

 
Total
0
Shares
Artigo Anterior
Apagão no alto minho estará resolvido "dentro de uma hora"

Apagão no Alto Minho estará resolvido "dentro de uma hora"

Próximo Artigo
Rendas podem subir 2,24% em 2026, abaixo da estimativa de 2,25%

Rendas podem subir 2,24% em 2026, abaixo da estimativa de 2,25%

Artigos Relacionados