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Encontro nacional junta pessoas que sobreviveram ao enfarte

Enfarte agudo do miocárdio surge quando uma das artérias do coração fica obstruída

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Foto: DR

A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC) vai promover o primeiro encontro nacional de sobreviventes de enfarte agudo do miocárdio, no próximo dia 18 de setembro, no Auditório do Hospital Geral de Santo António, no Porto. A iniciativa surge no âmbito da campanha Cada Segundo Conta.

“Ao apresentar histórias de vida de pessoas que sobreviveram ao enfarte, acreditamos estar a contribuir para o reconhecimento da importância da atuação face aos sintomas desta doença e a reforçar o papel decisivo da mudança de estilos de vida”, explica João Brum da Silveira, presidente da APIC.

Além da partilha de testemunhos de sobreviventes, a iniciativa vai contar também com palestras sobre o enfarte agudo do miocárdio, como continuar a viver após a doença, e a alimentação como fator decisivo na prevenção da doença coronária, ministradas por médicos, enfermeiros, fisiatras e nutricionistas.

O enfarte agudo do miocárdio surge quando uma das artérias do coração fica obstruída, fazendo com que parte do músculo cardíaco fique em sofrimento por falta de oxigénio e de nutrientes. Dor no peito, suores, náuseas, vómitos, falta de ar e ansiedade são sintomas de alarme para o enfarte agudo do miocárdio. Não os ignore. Ligue rapidamente 112 e siga as instruções que lhe forem dadas.

A participação nesta iniciativa é gratuita, mediante inscrição para o email [email protected]

Para prevenir o enfarte é importante adotar um estilo de vida saudável: não fumar, reduzir o colesterol, controlar a tensão arterial e a diabetes, fazer uma alimentação saudável, praticar exercício físico, vigiar o peso e evitar o stress. Para mais informações sobre o enfarte consulte www.cadasegundoconta.pt.

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País

Rui Rio “tranquilo” e “confiante” na vitória embora admita que “nunca se sabe”

Eleições PSD

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Foto: DR / Arquivo

O candidato à liderança do PSD Rui Rio afirmou-se este sábado “confiante” numa vitória na segunda volta das eleições diretas do partido, embora admitindo que “nunca se sabe”, e garantiu estar “tranquilo como em todas as eleições”.

“Estou confiante, mas tenho sempre de pôr dois cenários, nunca se sabe”, disse Rio aos jornalistas depois de votar na sede do PSD no Porto, acrescentando que “até poderia pôr três [cenários], mas um empate é estatisticamente difícil”.

O presidente do PSD, Rui Rio, e o antigo líder parlamentar Luís Montenegro voltam hoje a disputar eleições diretas, numa inédita segunda volta em que podem votar 40.604 militantes com as quotas em dia.

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País

GNR deteta mais de mil infrações em 24 horas

Fiscalização rodoviária

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Foto: O MINHO (Arquivo)

A Guarda Nacional Republicana (GNR) anunciou hoje que detetou 1.053 infrações em 24 horas, das quais mais de 600 por excesso de velocidade, no âmbito da operação “Peão em Segurança”, realizada em 14 e 15 de janeiro.

Em comunicado, a GNR indica que, durante esta operação, direcionada para a fiscalização em estradas nacionais, municipais e arruamentos no interior de localidades, fiscalizou diversos peões e condutores, detetando 1.053 infrações em 24 horas.

De acordo com o balanço, destacam-se “610 infrações por excesso de velocidade e 187 por estacionamento indevido nos passeios e em outros locais destinados ao trânsito de peões, obrigando os peões a circular pela vida”.

Os militares da GNR detetaram também “122 infrações por utilização indevida do telemóvel durante a condução, 50 por estacionamento a menos de cinco metros ou em passagem assinalada para travessia de peões e 38 condutores com excesso de álcool”.

O comunicado refere que foram ainda detetadas “23 infrações por desrespeito à sinalização luminosa, 19 por não utilização das luzes de cruzamento em condições de visibilidade reduzida e duas por não moderação da velocidade na aproximação à passagem assinalada para a travessia de peões”.

A GNR explica que realizou esta operação de trânsito e segurança rodoviária através da execução de ações de fiscalização e sensibilização, “com o objetivo de contribuir para a melhoria das condições de segurança e mobilidade dos peões, incutir comportamentos mais seguros por parte de todos os utentes e prevenir a ocorrência de acidentes de viação por atropelamento”.

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Rui Tavares pede partido Livre “fiel aos seus princípios”

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O fundador do Livre Rui Tavares pediu hoje que o partido volte “aos seus princípios” e não esteja focado apenas na questão da retirada da confiança à deputada Joacine Katar Moreira.

O fundador Rui Tavares pediu que o IX Congresso do partido não seja monopolizado pela questão da retirada da confiança política a Joacine Katar Moreira e apelou à “firmeza” na defesa dos princípios do Livre.

“O Livre prefere ser fiel aos seus princípios do que manter quaisquer cargos políticos”, afirmou o fundador, na sua primeira intervenção sobre a resolução, desde que foram conhecidas as considerações da 42.ª Assembleia do partido.

O antigo eurodeputado anunciou ainda que irá apoiar a proposta ‘B’, adicionada hoje à ordem de trabalhos, a qual defende que a tomada de decisão relativa à retirada de confiança política em Joacine Katar Moreira passe para a próxima assembleia a entrar em funções, após o congresso.

A proposta ‘B’ surgiu no seguimento da proposta ‘A’, uma moção de confiança à assembleia cessante, apresentada por Miguel Won, candidato à assembleia do partido, e adicionada à ordem de trabalhos.

Rui Tavares acredita que os próximos órgãos, nomeadamente a assembleia, irão concluir o processo de forma “justa”, “transparente” e mais “humana”.

Relembrou os pilares ecológicos e europeus do partido e incentivou ao debate “com transparência e frontalidade”.

Por seu lado, Ricardo Sá Fernandes, do Conselho de Jurisdição, lamentou a “injustiça” praticada contra a deputada Joacine e também não ter sido consultado acerca da resolução elaborada pela 42.ª Assembleia do partido.

“Sou do partido do Rui Tavares, do Rafael, do Pedro Mendonça, da Joacine Katar Moreira e só me sinto bem se for deles todos”, acrescentou, apelando a um consenso.

“A minha consciência está tranquilíssima”, diz Joacine Katar Moreira

A deputada do Livre salientou hoje, perante o congresso, que a sua “consciência está tranquilíssima” em relação ao trabalho que efetuou, e acusou a assembleia do partido de “mentiras, manipulação e omissão” na resolução que apresentou.

Numa intervenção de pouco mais de 20 minutos, Joacine Katar Moreira Mostrou um documento com todas as iniciativas que ela e o seu gabinete levaram a cabo até agora na Assembleia da República.

“Estão aqui todas as coisas que fizemos até hoje”, disse enquanto mostrava, a partir do púlpito, um dossiê com várias folhas.

Na ótica da deputada, os trabalhos desenvolvidos ao longo de dois meses de mandato, foram sendo “desvalorizados sistematicamente e manipulados”.

“Este relatório fere a minha honra e a minha dignidade, está cheio de inverdades, de algumas mentiras e de manipulação e de omissão”, acusou.

Apesar disso, disse que a sua “consciência está tranquilíssima” porque os motivos “são facilmente rebatidos”, salientou.

“Qual é o motivo disto? O que é que faz com que os membros do meu partido, dois meses depois da minha eleição, façam um relatório cheio de inverdades e omissões?”, quis saber a parlamentar.

Joacine Katar Moreira queixou-se igualmente de ver a sua liberdade limitada.

“Desde a minha eleição eu venho sucessivamente a ser confrontada com a restrição da minha liberdade de escolha, que começou com a definição do gabinete da Assembleia”, frisou, apontando que “isto também não é cultura do Livre”.

Sobre esta questão, Joacine sublinhou que, “oficialmente, a deputada única é que escolhe as pessoas da sua confiança pessoal e política para o gabinete”, e ressalvou que “no Livre ninguém toma decisões por ninguém”.

A deputada justificou ainda a razão de não ter divulgado como votaria na generalidade o Orçamento do Estado para 2020, – referida como razão para a retirada da confiança política pela assembleia do partido -, com o facto de a sua abstenção ter sido noticiada anteriormente, informação alegadamente divulgada junto da comunicação social por um dos membros do Grupo de Contacto.

“Por causa disto é que eu optei por não fazer declaração nenhuma sobre o Orçamento, isto porque um órgão da direção já o tinha feito”, declarou a deputada única.

Joacine Katar Moreira lembrou ainda a declaração noticiada de que tinha sido “eleita sozinha”, negando tê-la feito, e dizendo que deu até uma entrevista em que a negou. A parlamentar criticou que tal entrevista tenha sido “ignorada” pelos órgãos internos do partido.

“Afinal umas entrevistas importam muito mais do que outras”, acusou, acrescentando que “ninguém é eleito sozinho”.

Joacine congratulou-se com a adesão que o congresso teve (estão presentes cerca de uma centena de pessoas), notando não fazer “ideia de onde vieram”, mas lamentou que o motivo não seja o melhor.

“Infelizmente, o elemento e o motivo desta união não é necessariamente a união, é a desunião”, apontou, considerando isso irónico, apesar de ser “um hábito” em muitos partidos.

Joacine Katar Moreira salientou, de seguida, que “o elemento fundamental tem que ser a ética e a verdade”, num momento em que está em cima da mesa o Livre retirar-lhe a confiança política.

“Eu acho que isto é algo absolutamente inédito, mas o facto é que nós também somos um partido inédito”, gracejou.

Joacine notou também que, apesar de a resolução da assembleia ter sido aprovada por unanimidade, “não estavam lá todos os membros, estavam lá 22”, dos 41 eleitos daquele que é o órgão máximo entre congressos.

Na sua ótica, a resolução apresentada a congresso mostra uma “vulgaridade absoluta e assustadora”.

É a prova de que “muitos de nós não estamos preparados para o voto que os portugueses nos deram a 6 de outubro”, considerou.

“Nunca me foi retirada a confiança política, aliás nunca me foi retirada confiança na minha existência”, sublinhou, acrescentando que “esta não é a cultura do partido Livre, ao menos teoricamente”.

A deputada lembrou a expressão “pontapé no estaminé”, presente no hino da sua candidatura, que quer mostrar que o partido não é igual aos outros.

Apesar de ter contado com poucas reações enquanto discursava, no final a deputada foi bastante aplaudida.

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