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Alto Minho

Encontro nacional em Cerveira define novas formas de luta contra lítio em Portugal

10 movimentos cívicos de todo o país unem forças

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Foto: Facebook de Susana Araújo / Grupo "Movimento SOS Serra d'Arga"

Representantes de 10 movimentos cívicos de contestação à prospeção e exploração de lítio em Portugal vão reunir-se no sábado em Vila Nova de Cerveira, no Alto Minho, para definir novas formas de “dinamização cívica” para alertar para o problema.

“O objetivo prioritário é a reunião de todos os movimentos cívicos, até para percebermos, todos, como é que está a situação em cada uma das zonas e, depois, para vermos quais são as possibilidades de luta, se há espaço para uma espécie de plataforma nacional. Está tudo em aberto, não há nada predefinido”, afirmou hoje à Lusa o porta voz do movimento SOS Serra D’Arga, Carlos Seixas.

Além da participação dos movimentos cívicos, o encontro nacional, organizado pelo movimento cívico que se opõe à prospeção e exploração de lítio na Serra D’Arga, território comum aos concelhos de Caminha, Viana do Castelo, Ponte de Lima e Vila Nova de Cerveira, todos no Alto Minho, contará com a presença de autarcas e de representantes de seis dos sete partidos com representação parlamentar.

“Queremos perceber onde se posicionam os partidos políticos, mas mais do que os partidos políticos os futuros deputados à Assembleia da República”, especificou.

Carlos Seixas sublinhou que “cada região do país tem a sua especificidade, mas, no fundo, todas reclamam a mesma coisa”.

“O objetivo é dizermos que estamos todos juntos na mesma mensagem. Que não se faça qualquer furo na nossa região, porque a população não foi ouvida, porque há uma série de consequências para o mundo rural que está a ser atacado desta forma”.

Carlos Seixas adiantou que será a mesma “mensagem” a passar na manifestação nacional marcada para dia 21, em Lisboa, intitulada “Não às minas” – “Contra a febre da mineração em Portugal”.

No sábado, no encontro nacional em Vila Nova de Cerveira participam o Movimento Contra a Mineração Beira Serra, o Movimento Anti-Lítio Braga, o GPSA – Grupo Preservação Serra da Argemela, o Movimento de Defesa do Ambiente e Património do Alto Minho, a Associação Covas do Barroso, a Associação Montalegre com Vida, os Guardiões da Serra da Estrela e ainda o movimento Em Defesa da Serra da Peneda e do Soajo.

O encontro nacional, aberto à participação do público, decorre no sábado, entre as 10:30 e as 17:00, no cineteatro de Vila Nova de Cerveira.

“Além dos 10 movimentos cívicos, dos partidos com assento parlamentar e de representantes de câmaras do distrito de Viana do Castelo, estarão presentes oito associações ambientalistas, entre elas a Quercus, m-APA e ContraMINAcción”.

No caso do distrito de Viana do Castelo, e segundo dados fornecidos hoje à Lusa pelo coordenador do projeto “Da Serra d’Arga à Foz do Âncora”, que envolve os municípios de Caminha, Viana do Castelo e Ponte de Lima, Guilherme Lagido, a Serra d’Arga abrange uma área de 10 mil hectares, dos quais 4.280 hectares encontram-se classificados como Sítio de Importância Comunitária.

O responsável, que é também vice-presidente da Câmara de Caminha, adiantou que “cerca de 90% dos 10 mil hectares da Serra d’Arga distribuem-se pelos concelhos de Caminha e Viana do Castelo, 8% no concelho de Ponte de Lima e os restantes 2% em Vila Nova de Cerveira.

O projeto “Da Serra d’Arga à Foz do Âncora” foi apresentado publicamente em junho. Envolve os concelhos de Caminha, Viana do Castelo e Ponte de Lima e visa a classificação daquele território como Área de Paisagem Protegida como forma de travar o projeto de prospeção de minerais.

Em julho, o Governo decidiu “excecionar” o sítio Rede Natura 2000 Serra d’Arga do conjunto de áreas a integrar no concurso para a prospeção de lítio.

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Viana do Castelo

Carlos Meira deixa sofá para ‘salvar’ o CDS: “Viva o Alto Minho, viva Viana do Castelo”

Congresso Nacional do CDS-PP

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Foto: Twitter

O candidato à liderança do CDS-PP, o vianense Carlos Meira, afirmou este sábado que quer deixar “a comodidade do sofá” e ir para a rua combater o que considerou ser “a nova ditadura do gosto”, imposta e “financiada por uma certa esquerda”.

O final do discurso foi diferente dos restantes candidatos, que terminam a aclamar o CDS e Portugal: “Viva o Alto Minho, viva Viana do Castelo!”, gritou Carlos Meira quando saiu do palanque.

“Tal como entrei neste congresso, solto e livre, autêntico e combativo desafio-vos a todos, e cá estarei para dar o exemplo, a sairmos da comodidade do sofá, do conforto das nossas salas e voltarmos à rua, sim à rua, e sem tréguas”, disse o candidato à sucessão da atual líder, Assunção Cristas.

O antigo líder da concelhia de Viana do Castelo disse ao congresso que o seu objetivo passa por combater “a nova ditadura do gosto”.

“Uma ditadura do gosto apoiada, suportada e financiada por uma certa esquerda que nos quer impor limites à nossa forma de viver, barreiras à nossa forma de educar, leis e mais leis à nossa forma de estar”, vincou.

O centrista assegurou aos congressistas que, caso seja eleito o próximo presidente do CDS, podem contar consigo “para esse debate”.

O 28.º Congresso do CDS-PP arrancou hoje e termina no domingo, em Aveiro. Além de Carlos Meira são também candidatos à presidência do CDS João Almeida, Francisco Rodrigues dos Santos, Abel Matos Santos e Filipe Lobo d’Ávila.

Na intervenção de apresentação da sua moção, intitulada “Pelo futuro, por Portugal”, Carlos Meira considerou que “o CDS bateu no fundo, e com muito estrondo”, e apontou que “negar este facto e evidência não é querer bem ao CDS”.

“Negar o desperdício, as avenças, as subvenções, as negociatas ruinosas praticadas pelo CDS e no CDS é tapar o sol com a peneira, negar a realidade escura que hoje se vive e vivemos no CDS em nada ajuda e contribui para haver uma vida nova e nova vida do CDS”, criticou.

Por isso, o centrista assinalou que se apresenta a este congresso “também para ajudar a levantar, a novamente erguer o CDS”.

Porém, para o partido se erguer, “precisa de clarificar, de mudar, de mudar muito e de mudar a sério para recuperar o mais possível a sua credibilidade, de mudar muito para o CDS se reencontrar, de mudar muito para o CDS ter esperança na sua indispensável utilidade”, elencou.

Lá fora espera-nos “um povo que está desconfiado de nós”, advogou.

“Este congresso, num dos seus tempos mais difíceis, não é congresso para passar cheques em branco”, vincou Carlos Meira, desafiando os primeiros subscritores de todas as moções de estratégia global que vão a votos, a “dizer preto no branco aos congressistas quem são os primeiros vice-presidentes das suas listas e devem dizer quem são os secretários gerais que irão propor” antes da abertura das urnas de voto, “para que não haja hesitações, dúvidas ou equívocos”.

No final da apresentação, o candidato, de 34 anos, agradeceu aos militantes mais velhos, que trouxeram “mais oportunidades” à sua geração e deixou uma “palavra de certeza e de ânimo” aos mais jovens, e instou-os “lutarem pela liberdade e pela democracia”.

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Alto Minho

Alto Minho e Galiza partilham custos para preservar pesqueiras do rio Minho

Investimento de cerca de 100 mil euros

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Foto: DR / Arquivo

O Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) Rio Minho disse este sábado à Lusa que os custos da candidatura das pesqueiras do rio Minho a património imaterial é partilhado pelo Norte de Portugal e pela Galiza, em Espanha.

Segundo o AECT Rio Minho, em Portugal, a CIM do Alto Minho suportará cerca de 50 mil euros, e a província de Pontevedra, em Espanha, 45 mil euros

A candidatura das pesqueiras a património imaterial integra-se na Estratégia de Cooperação Inteligente do Rio Minho Transfronteiriço”_Smart_Miño”, cofinanciado pelo Programa Interreg V A (POCTEP) e pretende preservar aquele que é considerado um “tesouro vivo” da pesca artesanal dos dois países.

Em Portugal, o processo “As Artes da Pesca nas Pesqueiras do Rio Minho” será registado, em fevereiro, no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial”, procedimento que será seguido por Espanha com a inscrição nas Listas Nacionais de Património Cultural.

As pesqueiras, estruturas antigas em pedra, são descritas como “habilidosos sistemas de muros construídos a partir das margens, que se assumem como barreiras à passagem do peixe, que se via assim obrigado a fugir pelas pequenas aberturas através das quais, coagido pela força da corrente das águas, acabando por ser apanhado em engenhosas armadilhas”.

“O AECT Rio Minho pretende reforçar a consciência de que o património associado às pesqueiras é um dos mais ricos representantes da herança patrimonial que relaciona a cultura material à cultura imaterial e natural do rio Minho”, sustenta aquele organismo numa nota enviada à agência Lusa.

Constituído em fevereiro de 2018 e com sede em Valença, o AECT Rio Minho abrange um total de 26 concelhos: os 10 municípios do distrito de Viana do Castelo que compõe a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho e 16 concelhos galegos da província de Pontevedra.

Em Portugal, a intenção de candidatura das pesqueiras a património imaterial partiu da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho. A estrutura formada pelos 10z concelhos do distrito de Viana do Castelo lidera o processo que integra ainda o Aquamuseu do Rio Minho, em Vila Nova de Cerveira. Em Espanha, é a Província de Pontevedra que conduz o “processo similar” de classificação.

“As construções, umas milenares e outras centenárias, pressupõem um saber e compreensão da bacia do rio, das suas características biológicas, eco ambientais, físicas, orográficas, e as artes de pesca, testemunhas do conhecimento e vida das comunidades ribeirinhas e do seu sentimento de pertença a uma unidade cultural e identitária”, refere o organismo.

A associação transfronteiriça defende que “as práticas e saberes associados aos artefactos usados e técnicas de pesca demonstram um património imaterial complexo, resultante da interligação entre meio físico, saberes tradicionais nas artes de fazer e formas de apropriação dos recursos”.

“O AECT Rio Minho espera uma valorização deste património na comunidade nacional e internacional. Com a sua inventariação rigorosa pretende-se um conhecimento preciso dos riscos sociais, administrativos e ambientais, e das condições de manutenção deste património, da salvaguarda dos valores excecionais que revela, que permita a autoestima dos pescadores locais e das comunidades ribeirinhas, e que contribua para um desenvolvimento endógeno e sustentável”, sustenta.

Além do estudo que vai suportar a classificação, o projeto inclui uma exposição intitulada “Rio Minho – Memórias Transfronteiriças”, a inaugurar em março.

A mostra irá percorrer os municípios transfronteiriços do rio Minho para “espelhar quer as suas águas, quer as margens e quem nelas vive, as suas técnicas, a música, a gastronomia, a língua e os jogos”.

A exposição incluirá um mapa interativo, com a localização das pesqueiras, e permitirá aos visitantes conhecerem “as margens do rio, com quiosques multimédia, filmes e painéis interpretativos de “uma cultura plena de tesouros vivos, de pessoas com um profundo conhecimento e prática local”.

Na exposição, “o visitante poderá conhecer uma armadilha de pesca à lampreia e as espécies aquáticas mais icónicas” daquele curso internacional de água.

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Alto Minho

Mulher em estado grave após acidente com trator em Monção

Em Sá

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Foto: BV Monção

Uma mulher, de 65 anos, ficou com ferimentos graves na sequência de uma colisão entre um trator e uma viatura ligeira, ao início da tarde desta sexta-feira, em Monção, disse a O MINHO fonte dos bombeiros.

O acidente, com alerta dado cerca das 14h40, provocou ferimentos ligeiros numa outra vítima, um homem, com cerca de 70 anos.

No local, na antiga estrada nacional 202, no lugar do Cruzeiro, freguesia de Sá, estiveram os Bombeiros de Monção com duas ambulâncias e quatro operacionais, a SIV de Valença e a VMER do Alto Minho.

A vítima grave foi transportada para o Hospital de Braga. Já o homem foi conduzido para o Hospital de Viana do Castelo.

A GNR registou a ocorrência.

 

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