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Guimarães

Empresas do Centro de Incubação da UMinho em Guimarães com um mês para sair

Spinpark está em insolvência

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Foto: DR

O Centro de Incubação de Base Tecnológica (SpinPark), da UMinho, situado no Avepark, em Caldas das Taipas, Guimarães, está em insolvência e as nove empresas spin-off lá instaladas foram informadas, há dias, pelo administrador judicial, de que têm 30 dias para sair das instalações.


Vários dos empresários em causa lamentam ter confiado na Associação Spinpark, uma entidade com vários associados liderada pela Universidade do Minho (UMinho), acusando-a de negligência, por só terem sabido da falência há alguns dias, quando o Tribunal de Guimarães já a decretou há mais de um mês.

Ao que O MINHO soube, os empresários em causa procuram, agora, em Guimarães, Braga e Barcelos, novo espaço – pavilhão ou outro – para se instalarem. O Spin-park, onde foram investidos alguns milhões, tinha não só empresas em incubação da região de Braga, mas também, algumas com ligações à Universidade do Porto.

Desde 12 de agosto que o Spinpark passou a ser gerido por uma administradora de insolvência, mas só no passado dia 17 de setembro é que os empresários foram informados que tinham de sair. “Essa proposta foi ridícula, ninguém consegue mudar um laboratório num mês”, afirma Ângela Mendes, da empresa A2, de análises químicas, em declarações ao Jornal de Notícias (JN).

O Spinpark foi criado, no parque tecnológico Avepark, pela UMinho, em 2006, com apoio de fundos comunitários, para apoiar o nascimento de empresas tecnológicas ligadas à universidade antes destas se lançarem no mercado. Contudo, assegura Ângela Mendes, pelo menos desde 2013 que isso não acontecia: “É um escândalo, trataram-nos como ratos. Disseram para nos pormos a andar dali para fora e nunca foram capazes de nos dar uma palavra”.

O centro esteve à beira da falência em 2016, mas adotou um Plano Especial de Revitalização, com dívidas superiores a dois milhões de euros e um passivo de sete milhões. Nessa altura, a Câmara de Guimarães afirmava que o Centro de Incubação era “um investimento estratégico”, pelo que ia comprar o edifício para ajudar o Spinpark.

Ao JN, a UMinho não justificou como é que o Spinpark faliu nem divulga o passivo, adiantando apenas que “a insolvência foi uma decisão inevitável face à grave situação financeira”, e que foi tomada “ponderando o respeito absoluto por critérios de boa gestão, salvaguardando o interesse público”.

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Guimarães

Autarca de Guimarães diz que ajuntamento foi “casual” e que pinheiro será erguido

Domingos Bragança considera que episódio foi “mau para a imagem” da cidade

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Foto: DR

O presidente da Câmara de Guimarães, Domingos Bragança, afirmou que o ajuntamento no domingo de manhã, no âmbito das Festas Nicolinas, foi “casual”, mas que, de qualquer forma, não devia ter acontecido e passou uma má imagem da cidade. Na Assembleia Municipal, realizada ontem, o autarca acrescentou que o “pinheiro será erguido nos próximos dias” em moldes diferentes dos habituais, respeitando as normas de segurança e higiene.

“As Festas Nicolinas são singulares, únicas e identitárias de Guimarães, têm um forte simbolismo e são geradoras de fortes emoções. Mas estamos a viver em pandemia, e foi por isso que a câmara reuniu com as três associações representativas de estudantes nicolinos e definiu programa que está a ser cumprido”, declarou o presidente da Câmara.

Ajuntamento no centro de Guimarães na manhã de arranque das Nicolinas

Domingos Bragança considera que o que aconteceu no domingo “foi uma situação casual, fruto desta forte emoção de viver as nicolinas”.

No entanto, considera, “não foi bom passar as imagens para o país, não foi bom para Guimarães, mas aconteceu. Foi um caso que surgiu que ninguém contou, mas que não pode mais acontecer e que não deveria ter acontecido”.

O autarca nota que o “ajuntamento espontâneo foi mau para a imagem de Guimarães, porque passou a perceção de que não temos o cuidado que devemos ter no combate à covid”. E, a propósito, lembrou o episódio do espetáculo de comédia no Multiusos.

Vice-presidente do PSD arrependido de ter estado nas Nicolinas em Guimarães

“A perceção no Multiusos foi a mesma coisa. As perceções valem, porque levam ao incumprimento”, reforçou, acrescentando que, este ano, não há cortejo do pinheiro, mas que está “acordado com os nicolinos que este seja erguido nos próximos dias”.

“O pinheiro não vai contaminar ninguém”, sentencia.

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Guimarães

Vice-presidente do PSD arrependido de ter estado nas Nicolinas em Guimarães

André Coelho Lima

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Foto: Imagem SIC Notícias

Depois de imagens que circularam nas redes sociais mostrarem o vice-presidente do PSD, André Coelho Lima, no ajuntamento das Festas Nicolinas no domingo de manhã, o deputado de Guimarães afirmou à SIC Notícias que se arrepende de lá ter estado, mas salienta que se tratou de um acontecimento espontâneo.

André Coelho Lima considera que foi “um ato casual no qual todos [foram] surpreendidos” e diz ainda que “se veio a revelar imprudente” a sua presença ali.

O vice-presidente do PSD explicou que saiu de casa com os dois filhos e foram pela cidade, “desconhecendo absolutamente se haveria mais pessoas neste sítio ou menos pessoas naquele sítio”.

Ajuntamento no centro de Guimarães na manhã de arranque das Nicolinas

No entanto, admite: “Arrependo-me de ter lá estado, isso digo sem problema nenhum”.

André Coelho Lima diz também que a divulgação das imagens revela um aproveitamento político, que lamenta.

Questionado se considera que o que aconteceu em Guimarães representa um menor risco do que o congresso do PCP, cuja realização o PSD criticou, André Coelho Lima defende que as Festas Nicolinas não se realizaram.

“Se se realizassem as Festas Nicolinas, ou quaisquer outras festas (…), seria uma imprudência. Elas não se realizaram, nem se realizarão, aqui o que aconteceu é um ato absolutamente espontâneo e imprevisto. A festa em si, organizada, não existe foi cancelada, a comparação seria essa”, conclui.

Segundo os dados da DGS hoje revelados, Guimarães é o terceiro concelho do país com maior taxa de incidência cumulativa de novos casos de covid-19 (2.293 por cada 100 mil habitantes).

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Guimarães

Guimarães aplica verba da passagem de ano em vales para restauração e comércio

40 mil euros

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Foto: Divulgação / CM Guimarães

A Câmara de Guimarães vai investir 40 mil euros, valor equivalente ao que ia ser gasto na festa de passagem de ano que não se irá realizar, em vales para incentivar o consumo em estabelecimentos comerciais e restaurantes do concelho. Os consumidores poderão usufruir de vales de 15 euros através de uma aplicação móvel criada para o efeito. O município também vai garantir que as compras serão entregues em casa dos utilizadores sem custos, o que representa um investimento de mais 40 mil euros. Em comunicado, a autarquia adianta que já se inscreveram mais de 100 estabelecimentos.

A medida será votada na próxima quinta-feira em reunião da Câmara.

Para beneficiarem dos vales, os consumidores têm de aceder ao “Quiosque Eletrónico”, uma plataforma digital que entra em funções já no início de dezembro e cuja aplicação poderá ser descarregada para os telemóveis através das lojas Google Play (Android) ou da Apple Store (iPhone).

Com esta solução, desenvolvida de raiz pelo Município de Guimarães nos últimos cinco meses, os consumidores poderão encontrar produtos de lojas locais e ementas de restaurantes de todo o concelho.

Depois de se registarem na plataforma “Proximcity”, nome dado a esta aplicação, os utilizadores terão acesso a “uma grande montra digital”, atualmente com mais de cem lojas aderentes.

Em comunicado, a autarquia explica que, durante os próximos três meses, ao efetuar compras no valor igual ou superior a 15 euros, seja no comércio tradicional, loja, ou restaurante do concelho de Guimarães que esteja registado no “Quiosque Eletrónico”, os primeiros 15 euros serão convertidos num vale que, por sua vez, será descontado na compra final, numa medida que visa apoiar o comércio, restauração e similares.

Os vouchers são de atribuição única e são concedidos por ordem de registo de cada utilizador/consumidor, nas compras que faça na plataforma digital.

O apoio da autarquia, salienta a Câmara, corresponde a um total de 40 mil euros em cupões, valor equivalente ao que iria ser gasto na festa de passagem de ano no Centro Histórico de Guimarães – que não será possível realizar-se em 2020 devido à pandemia.

“Este quiosque digital, disponibilizado pelo Município e dedicado ao Comércio e Restauração de Guimarães, vai dinamizar, modernizar, inovar e tentar corresponder às necessidades e dificuldades deste tempo de pandemia, do nosso comércio, restauração, cafés, pastelarias e similares. Os comerciantes têm de se registar nesta plataforma e os vimaranenses também! A partir daqui, cria-se um ponto de encontro onde será possível fazer compras seguras por via digital a todos que escolham consumir no território vimaranense”, afirma Domingos Bragança, presidente da Câmara, citado no comunicado.

Por igual período, a Câmara vai garantir que qualquer artigo adquirido através do Quiosque Eletrónico seja entregue gratuitamente no domicílio de cada consumidor, com residência no concelho.

O acordo resulta de uma parceria com a Associação Vimaranense de Hotelaria (AVH) e a Associação do Comércio Tradicional de Guimarães (ACTG).

Para este serviço de transporte, esclarece o município, foi estabelecida a atribuição de mais um outro apoio financeiro até 40 mil euros, que será pago mediante a apresentação de relatórios onde constam os serviços de transporte prestados, designadamente, a data, número, valor da fatura do produto/serviço do estabelecimento comercial, montante da fatura do serviço de transporte, bem como o registo digital do pedido que o consumidor efetuou no Quiosque Eletrónico.

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