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Empresas criadas em julho somam 2.916 e sinalizam recuperação face a abril

Revela o barómetro Informa D&B

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Foto: DR / Arquivo

As empresas criadas em julho somaram 2.916, número que reforça a ideia que se está a recuperar após as grandes quedas observadas no final de abril, sobretudo durante o estado de emergência, revela hoje o barómetro Informa D&B.


Mesmo assim, em relação aos valores verificados em julho do ano passado, estes números representam uma queda de 26%, enquanto que nos sete primeiros meses nasceram 21.111 empresas, inferior em 39% face a idêntico período de 2019, refere a Informa D&B em comunicado.

As maiores quedas nos nascimentos surgiram nos setores que “sofreram mais com a pandemia e em que a atividade presencial é mais relevante”, nomeadamente, os serviços gerais, alojamento e restauração, transportes, construção e retalho, além dos serviços empresariais, lê-se na nota hoje divulgada.

O barómetro permitiu saber que foram fechadas 920 entidades em julho deste ano, número que se mantém abaixo do ano passado.

“A maior queda de encerramentos verificou-se em março e abril, mas desde maio os encerramentos voltaram a subir, embora estejam ainda aquém dos valores de 2019”, lê-se no comunicado, adiantando que nos primeiros sete meses deste ano encerraram 6.929 empresas, menos 23% que em igual período do ano anterior.

O documento revela que esta descida se verificou em todas as regiões e setores, com a exceção dos transportes, o único setor que teve mais encerramentos do que no mesmo período do ano passado, um aumento que é justificado pela subida dos encerramentos nas empresas de transporte ocasional de passageiros em veículos ligeiros.

Na totalidade do tecido empresarial registaram-se 1 .392 novas insolvências até julho, mais 4,2% face a igual período do ano passado (+56 casos), enquanto que em julho se observaram 214, ou seja mais 3,9 em termos homólogos.

O barómetro adianta que alguns setores apresentam mais casos de novas insolvências, mas com valores pouco acima do período homólogo, como é o caso das industrias com 376 novas insolvências, mais 21 casos do que no mesmo período do ano passado, e o alojamento e restauração com 165 novas insolvências, mais 53 do que o mesmo período de 2019.

“Estes valores ainda não são reveladores da situação real das empresas, em parte devido às medidas de apoio que o Estado português colocou à sua disposição, e ao facto de estes processos serem normalmente demorados e envolverem a atividade dos tribunais, que também foi afetada durante a pandemia”, justifica a Informa D&B.

O setor das indústrias, que reúne mais de um quarto do valor total das insolvências, juntamente com o retalho, grossistas e alojamento e restauração concentram quase dois terços do total das novas insolvências, conclui o barómetro.

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País

Crianças imigrantes em Portugal têm risco acrescido de problemas de saúde mental

Estudo

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Foto: DR / Arquivo

As crianças imigrantes de primeira geração têm um risco acrescido de problemas emocionais e comportamentais e são mais vulneráveis a perturbações de saúde mental, conclui um estudo feito com crianças estrangeiras e portuguesas da Amadora.

“Se compararmos duas crianças do mesmo sexo, que pertençam a famílias com iguais rendimentos, onde os pais têm níveis de educação idênticos, a criança imigrante de primeira geração tem uma probabilidade 2,5 vezes maior de vir a desenvolver problemas de saúde mental”, disse, em declarações à agência Lusa, Rosário Oliveira Martins, do Instituto de Medicina e Higiene Tropical (IHMT) da Universidade Nova de Lisboa.

A abordagem à saúde mental das crianças insere-se num projeto mais abrangente do IHMT que, em colaboração com os nove centros de saúde da Amadora e o Hospital Amadora Sintra, está a fazer o seguimento da saúde de 420 crianças de 4 anos, portuguesas e filhas de famílias oriundas de Cabo Verde, Brasil, Angola, Guiné-Bissau e S. Tomé e Príncipe.

Os primeiros dados, recolhidos entre junho 2019 e março de 2020, mostraram, segundo Rosário Oliveira Martins, “um padrão de desigualdades sociais e de saúde mental, com as crianças imigrantes em desvantagem”.

“Pertencem mais frequentemente a famílias de baixos rendimentos, com pais com empregos mais precários e a fazer trabalhos pouco qualificados”, afirmou a coordenadora do Doutoramento em Saúde Internacional e líder do Grupo de Investigação “Population Health, Policies and Services” do IHMT.

Os resultados mostram ainda, acrescentou, que “as crianças imigrantes, sobretudo as de 1ª geração têm um risco acrescido de ter problemas emocionais e comportamentais e como tal são mais vulneráveis a problemas de saúde mental”.

Segundo Zélia Muggli, pediatra e coordenadora do trabalho de campo do projeto, verificou-se que “as crianças imigrantes, de primeira e segunda geração, tinham mais dificuldades do foro emocional do que as crianças nascidas em Portugal e filhas de pais também nascidos em Portugal”, disse.

Tendencialmente, estas crianças não verbalizam essas dificuldades, o que poder potenciar quadros futuros de depressão e ansiedade.

“As crianças que guardam tudo, que internalizam os problemas, têm a tendência de acabar deprimidas, enquanto as que exprimem insatisfação tendem a desenvolver hiperatividade e agressividade”, apontou, por seu lado, Thierry Mertens, professor convidado do IHMT e especialista em saúde global.

“Claramente, a tendência para as crianças da imigração é de internalizar os sentimentos”, acrescentou.

Na origem do agravar dos riscos surge, segundo estes dois especialistas em saúde de crianças vulneráveis, o próprio processo migratório das famílias.

“Com este estudo, temos indicações de que o processo migratório seja em si mesmo responsável por vários traumas, surgindo o processo de integração como uma agravante desses traumas”, afirmou Thierry Mertens.

Zélia Muggli acrescentou que as crianças são expostas a “situações de stresse” relacionadas com as condições de vida no país de origem, os fatores culturais, o trajeto até ao destino e a forma como é feita a sua adaptação e a integração.

“O estudo não é muito grande, mas sugere com muita força que as determinante processo de imigração e integração, desigualdades económicas e educação são fundamentais”, complementou Thierry Mertens.

“As vivências deste período vão influenciar muito a saúde mental e o bem-estar da criança”, apontou Zélia Muggli, sublinhando a “urgência” de atuar na prevenção, envolvendo o setor da saúde – com acesso a psicólogos e pedopsiquiatras – mas também os setores social e económico.

Das crianças participantes no estudo, 80% frequentavam o ensino pré-escolar, mas eram também as crianças imigrantes de 1ª geração que mais ficavam em casa com as mães ou outros familiares.

“Muitas destas dificuldades estão relacionadas com as desvantagens que esta famílias tem a nível socioeconómico e há um padrão crescente de desigualdades económicas que pode ser agravado com a pandemia de covid-19”, acrescentou.

Uma avaliação ao impacto da pandemia de covid-19 nestas famílias, feita também pelo IHMT, concluiu que as famílias imigrantes foram mais severamente afetadas pelo vírus do que as nativas em quase todas as frentes.

Mais de dois terços das famílias imigrantes (72%) viram o seu rendimento mensal diminuir devido à perda de trabalho ou à redução do salário durante a pandemia, um valor de apenas 49% para as famílias portuguesas.

Cerca de 46% das famílias imigrantes tiveram dificuldade em assegurar o acesso ao hospital durante a pandemia, enquanto apenas 12% das famílias nativas o fizeram e 39% das famílias imigrantes adiaram o pagamento de rendas, prestações de crédito ou despesas de água, gás e eletricidade durante a pandemia, contra 23% das nativas.

As famílias imigrantes residiam também em casas mais sobrelotadas e 20% referiram não ter um espaço em casa para que os seus filhos pudessem ter aulas à distância.

“Este resultado é consistente com estudos internacionais que referem que o fecho das escolas pode criar enormes desigualdades nas crianças e exacerbar as vulnerabilidades já existentes”, apontou Rosário Oliveira Martins

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Rússia diz que também foi alvo de ataques informáticos por causa da vacina

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O diretor do Centro de Investigação Gamaleya, Alexander Ginzburg, informou hoje que os computadores da instituição que trabalha na primeira vacina russa contra a covid-19, a Sputnik V, foram alvo de ataques informáticos.

Numa entrevista a um canal de televisão russo, citada pela agência EFE, Ginzburg afirma que “houve ataques informáticos” e esclarece que aconteceram há uns meses, quando a vacina estava a ser desenvolvida.

“Não sou um especialista em tecnologias de informação e não posso dizer se estavam relacionados com a vacina ou não (…), mas houve tentativas de entrar nos computadores dos nossos programadores”, afirmou o dirigente.

Estas afirmações surgem dois meses depois de também o Reino Unido, os Estados Unidos da América e o Canadá terem dito que as suas investigações no âmbito da vacina contra o novo coronavírus foram pirateadas, presumivelmente por agências de inteligência russa, lembra a agência noticiosa espanhola.

Esta vacina russa foi registada em 11 de agosto e está na terceira fase de ensaios clínicos desde o início do mês.

Com a Sputnik V na última fase antes de aprovação, a Rússia tem também uma segunda vacina, desenvolvida pelo Centro Estatal de Investigação de Virologia e Biotecnologia Véktor, na segunda fase de ensaios, e que deve ser registada no dia 15 de outubro.

O país continua a registar um aumento de casos, com 7.523 novos diagnósticos nas últimas 24 horas, e soma já 1.143.571 infeções pelo novo coronavírus SARS-CoV-2 desde o início do surto.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 993.438 mortos e cerca de 32,6 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.944 pessoas dos 72.939 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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Voluntários recolhem 19 toneladas de lixo marinho na costa portuguesa

Ambiente

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Foto: DR / Arquivo

Cerca de 19 toneladas de lixo marinho foram recolhidas durante a semana comemorativa do Dia Internacional da Limpeza Costeira, que contou com mais de 170 ações de limpeza.

Em comunicado, a Fundação Oceano Azul refere que as 70 ações de limpeza subaquática, que contaram com o envolvimento de 1.250 pessoas, limparam perto de 130 km de costa portuguesa e recolheram 19 toneladas de lixo.

Onze dessas ações de limpeza decorreram hoje em Sesimbra, no Parque Marinho Luís Saldanha, e juntaram mais de 200 mergulhadores amadores voluntários. Incluindo o ministro do Mar, Ricardo Serrão Santos, que também recolheu lixo marinho.

As ações de hoje permitiram a recolha de vários quilogramas de lixo que foi depositado a bordo do navio Santa Maria Manuela e que será contabilizado no final do dia.

O Dia Internacional da Limpeza Costeira, sempre no terceiro sábado de setembro, foi criado pela organização Ocean Conservancy e destina-se a promover a proteção dos oceanos, sendo atualmente assinalado em mais de cem países, reunindo milhões de voluntários na limpeza costeira.

Segundo a Fundação, em 2019, foram recolhidas 13 toneladas de lixo marinho em 65 ações de limpeza costeira, as quais envolveram mais de 2.300 voluntários e 100 organizações, tendo sido limpos mais de 80 quilómetros da costa portuguesa.

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