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AEMinho pede “responsabilidade” aos políticos e lembra “fase fundamental do PRR”

Orçamento do Estado 2022

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Ricardo Costa. Foto: AEMinho / Divulgação

A Associação Empresarial do Minho (AEMinho) pediu hoje aos órgãos do Estado e “diversos atores da cena política” sentido de responsabilidade”, de forma a não impactar o funcionamento dos programas de apoio em curso, sobretudo o Plano de Revitalização e Resiliência.

Em comunicado enviado a O MINHO, o presidente da associação, Ricardo Costa, considera “normal” este cenário político em que Portugal se encontra, depois do chumbo do Orçamento do Estado, esta quarta-feira, no Parlamento, mas recorda que é necessário manter o funcionamento da economia dependente do Estado.

“Lembramos que estamos a entrar numa fase fundamental do PRR e restantes programas europeus, e que a vida política portuguesa não pode nunca pôr em causa estes programas tão estruturais para a nossa economia. Não podemos acrescentar às debilidades identificadas no processo de materialização dos mesmos uma irresponsabilidade política que prejudique a sua execução”, considera.

O enpresário defende que “este é o momento em que os agentes políticos têm a obrigação de demonstrarem a razão de ser da sua existência, ou seja, encontrar formas e soluções que viabilizem o país, que não estanquem o desenvolvimento económico de forma a não porem em causa as empresas e os empregos, bem como todos os serviços, nomeadamente saúde, assistência social, educação e segurança”.

“Estamos certos de que os empresários do Minho, assim como os demais empresários portugueses, saberão como sempre souberam estar à altura das suas responsabilidades. Esperamos exatamente o mesmo dos nossos agentes políticos”, concluiu.

O Parlamento chumbou o Orçamento do Estado proposto pelo Governo com 108 votos a favor (PS) votos, 117 contra (PSD, Chega, IL, CDS, PCP, PEV e Bloco de Esquerda) e cinco abstenções (PAN, Cristina Rodrigues e Joacine Moreira).

Quase todos os deputados de direita falaram na “morte da geringonça”, com Adão Silva, do PSD, a ironizar com um “paz à sua alma”. Catarina Martins, do BE, colocou o ‘último prego no caixão’, anunciando o voto contra, dando como encerrada a união de esquerda que iniciou em 2015.

Já António Costa mostrou-se desiludido com os partidos de esquerda, mas valorizou os “quase seis anos” da união, classificanda-a como “mais duradoura” que as alianças dos partidos de direita desde o 25 de Abril.

Marcelo Rebelo de Sousa vai ouvir os partidos e deverá convocar eleições antecipadas para janeiro de 2022.

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