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Empresário deixou de ir a Vieira do Minho com medo do presidente da Câmara

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O presidente da Câmara de Vieira do Minho a sair do Tribunal de Braga. Foto: Joaquim Gomes

Um empresário deixou de ir à sua terra, com medo do presidente de Câmara Municipal de Vieira do Minho, António Cardoso, na sequência de alegadas ameaças e insultos pelo autarca social-democrata, que no Tribunal de Braga pediu desculpa ao queixoso, por tudo.

António Cardoso fez-se acompanhar pelo irmão, ex-subcomissário da PSP, José Barbosa, ao Palácio da Justiça de Braga, para ser submetido a julgamento, por crime de injúrias, ao empresário Artur Mateus Brás, mas para evitar o seu julgamento, solicitou um acordo.

Por isso, depois de António Cardoso ter chamado “vigarista” ao vieirense Artur Mateus Brás, retratou-se à frente do juiz, dizendo qua a vítima, afinal, “é pessoa séria e honesta”.

O eleito pelo PSD, na manhã de 23 de abril de 2016, terá ido à procura de Artur Mateus Brás, à sua própria moradia, numa urbanização situada por detrás do Hospital de Braga, alegadamente tendo-o ameaçado que “vou dar cabo de ti”, bem como “tu sabes quem eu sou e vais pagá-las de uma maneira ou de outra”, o que levou o empresário, natural da Vila de Rossas, em Vieira do Minho, a deixar de ir à sua terra natal, com medo do autarca, bem como a alterar as suas rotinas, a andar sempre acompanhado e a deixar de sair à noite.

O presidente da Câmara de Vieira do Minho a sair do Tribunal de Braga. Foto: Joaquim Gomes

O empresário Artur Mateus Brás aceitou os pedidos de desculpa do autarca. Foto: Joaquim Gomes

O ex-subcomissário da PSP, José Barbosa, irmão do autarca, foi ao Tribunal. Foto: Joaquim Gomes

Autarca já com antecedentes criminais

O autarca de Vieira do Minho, que já tem antecedentes criminais, segundo refere, na sua acusação, o Ministério Público, detém uma empresa imobiliária, a “Cardocely”, de que é gerente de direito a sua mulher, Celeste Cardoso, professora e ex-deputada do PSD, mas há meio ano, o Tribunal Cível de Braga consignou que na verdade é ele o gerente de facto.

Perante o juiz do Tribunal Criminal de Braga, o presidente da Câmara Municipal de Vieira do Minho, António Cardoso Barbosa, de 58 anos de idade, casado, engenheiro civil, pediu desculpa ao conterrâneo e prometendo não reincidir no mesmo tipo de comportamentos.

Segundo os processos judiciais consultados por O MINHO, tudo terá começado quando o empresário moveu uma ação cível para uma reparação de defeitos de obra executada pela empresa agora da mulher do autarca, a “Cardocely”, representada anteriormente pelo próprio presidente da Câmara de Vieira do Minho, que entregou a obra com defeitos, já no cumprimento do anterior mandato, mas acabaria por assumir a 18 de outubro de 2017 esses defeitos, comprometendo-se a fazer obras, em quatro apartamentos mal construídos.

Apesar de a empresa estar em nome da mulher, foi o próprio autarca quem, há dois meses e meio deslocou-se ao Tribunal de Braga, sempre na qualidade de sócio da empresa ré, a “Cardocely”, fazendo também então um acordo para pagar uma indemnização de 12.500 euros ao lesado, Artur Mateus Brás, já que um colégio de peritos constaram que de facto havia defeitos, na construção dos apartamentos, como infiltrações, humidades e fissuras.

António Cardoso não esteve disponível para falar aos jornalistas, no Palácio da Justiça de Braga, onde entrou agachado e logo atrás de duas idosas, para não poder ser fotografado.

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Fafe

Programa de Emergência Social de Fafe apoiou 367 famílias este ano

Promovido pela autarquia desde 2015.

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Foto: DR/Arquivo

O Programa de Emergência Social de Fafe, promovido pela autarquia local desde 2015, apoiou este ano 367 famílias, informou hoje o município.

Segundo a autarquia, foram investidos, em 2018, cerca de 80 mil euros nos apoios às famílias que vivem com mais dificuldades, através de vários mecanismos de políticas sociais.

Os agregados abrangidos beneficiaram de comparticipação nas despesas correntes de água, eletricidade, gás, livros e material escolar.

Os apoios abrangeram também apoio na aquisição de medicamentos e tratamentos clínicos, bem como nas mensalidades nos equipamentos de apoio à infância, idosos e deficiência.

O Programa de Emergência Social de Fafe existe há três anos e identifica as situações de resposta social mais urgentes, “focando-se em medidas e soluções”.

Desde 2015, a autarquia de Fafe auxiliou 700 famílias em emergência social, num valor total de apoios que rondou cerca de 220 mil euros.

Citado num comunicado enviado à Lusa, o presidente Raul Cunha refere que se trata de “um programa assente na promoção e proteção de direitos dos que são mais excluídos e estão numa situação de desigualdade”.

“É importante que as pessoas percebam que isto não é caridade. É, sim, um direito que lhes assiste e devem, sempre que necessitem, recorrer ao município”, acrescentou o autarca.

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Famalicão

Famalicão apoia crianças e jovens em risco de aprendizagem com 98% de taxa de sucesso

Programa Acompanhar.

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Foto: Divulgação / CM Famalicão

O ‘Programa Acompanhar’, desenvolvido pela Câmara de Vila Nova de Famalicão para apoiar crianças e jovens em risco de aprendizagem, registou uma taxa de sucesso educativo de 98% no período 2017/2018, anunciou hoje a autarquia.

Em comunicado enviado à Lusa, a Câmara Municipal de Famalicão explica que aquele programa abrangeu 673 alunos, entre os seis e os 21 anos, de todos os estabelecimentos do concelho, sendo que dos 673 alunos envolvidos, 88 apresentavam pelo menos duas retenções e que 309 estavam em situação de risco, incluindo o risco de abandono escolar.

O projeto pretende “potenciar e apoiar os estabelecimentos de ensino na implementação de projetos de boas práticas na área do acompanhamento e inclusão inteligente de alunos em especial situação de risco ou que não estão integrados em qualquer tipo de resposta socioeducativa complementar” e ainda “criar processos potenciadores da melhoria do rendimento escolar e processo de inclusão social dos alunos com o recurso a soluções complementares de educação não formal e capacitação ao nível da inteligência emocional”.

Segundo o vereador da Educação, Leonel Rocha, citado no documento, “este não é um programa apenas para jovens em risco, visto que boa parte dos participantes são jovens com resultados académicos muito positivos e que procuram no programa respostas ao nível da capacitação, programas de voluntariado e envolvimento social”.

A metodologia do ‘Programa Acompanhar’, refere a autarquia, “assenta no princípio da Investigação-Relação-Ação, numa resposta socioeducativa, tendo por base a Tutoria de Pares e a Mentoria”.

O Programa Acompanhar trabalha em estreita colaboração com o Projeto Eurobairro e o Programa CLDS 3G Famalicão.

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Braga

Apoio ao Alto Rendimento chega a 16 escolas do país, incluindo duas em Braga e Guimarães

No país, as UAARE dão suporte a 366 alunos de 39 modalidades desportivas.

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Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, visita a Unidade de Apoio ao Alto Rendimento na Escola (UAARE) numa Escola Secundária. Foto: IPDJ / Divulgação

As Unidades de Apoio ao Alto Rendimento na Escola (UAARE) chegam já a 16 escolas de norte a sul do país, onde servem de suporte a 366 alunos de 39 modalidades desportivas.

Braga, Porto, Coimbra, Leiria, Santarém, Lisboa, Portalegre, Setúbal e Faro são os nove distritos onde existem escolas UAARE. Ao todo, 366 alunos contam com o apoio pedagógico destes projetos, 33% dos quais a viver fora da sua cidade de origem.

Em 2018/2019, a Câmara de Braga e o Agrupamento de Escolas Alberto Sampaio viram aprovada a candidatura do agrupamento no lote destas escolas. Em Guimarães, a Escola Secundária Martins Sarmento, o Agrupamento de Escolas João de Meira, a Câmara de Guimarães e o Vitória Sport Clube também viram uma UAARE aprovada.

Vídeo: “A Liceu Tv [Escola Secundária Martins Sarmento, Guimarães] acompanhou o pontapé de saída de mais um processo de acompanhamento de alunos/atletas proporcionado pelo projeto UAARE – Unidades de Apoio ao Alto Rendimento na Escola”. (YouTube)

Destes atletas, 39% são considerados potenciais talentos, 32% são atletas da seleção nacional e 29% têm o estatuto de alto rendimento, sendo a maioria do ensino secundário (67,7%).

Num total de 39 modalidades, as mais praticadas são o futebol (16,3%), a natação (10,6%), o ténis (9,7%), o andebol (9,4%) e o basquetebol (8,3%). Na maioria dos casos, estes atletas fazem cinco a sete treinos semanais.

Com base nos dados preliminares relativos ao ano letivo 2018/2019, as 16 UAARE nacionais apresentam uma taxa de sucesso escolar de 92,2%, que é superior à média nacional, e uma taxa de abandono escolar abaixo da média internacional, com 2,94%.

Quanto ao desempenho desportivo, os dados mostram que, entre os 366 alunos, há oito campeões do mundo, sete campeões da Europa e 61 campeões nacionais.

As UAARE são um projeto com três anos de existência e que visa uma articulação eficaz entre a escola, os encarregados de educação, as federações desportivas e seus agentes e os municípios, tendo por objetivo conciliar, com sucesso, a atividade escolar com a prática desportiva de alunos/atletas enquadrados no regime de alto rendimento ou seleções nacionais.

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