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Braga

Empresa emprestou prédio à Câmara de Braga e agora pede 1,2 milhões por rendas e danos

Ex-presidente da Câmara, Mesquita Machado, diz que a ação é uma “vil mentira”

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Foto: O MINHO / Arquivo

Uma empresa de Braga, a NobelWall pede, na Unidade Cível do Tribunal local, à Câmara Municipal, uma verba de 1,242 milhões de euros, a título de rendas não pagas e de indemnização pelo empréstimo, em 2001, do edifício de uma antiga fábrica para nela ser instalada a Escola Básica de Ferreiros.

Mas o ex-presidente da Câmara, Mesquita Machado, diz que a ação é uma “vil mentira”. O julgamento cível começa na próxima semana.

O empresário Anselmo Sousa diz que o Município lhe pediu o espaço, sito na Travessa do Alto da Quintela, em Ferreiros, para ali funcionar a escola, enquanto decorriam obras de construção de um novo estabelecimento, o que se tornou necessário dado que a escola teve de ser demolida para dar lugar a acessos à autoestrada Braga-Porto.

Afirma que foi feito um protocolo de cedência, por três meses, entre a firma e a autarquia, combinado com o então vereador da Educação, João Nogueira, mas diz que, “estranhamente, o documento desapareceu”.

Argumenta que o prédio ficou ocupado pela Câmara durante três anos, mas que tal ocupação se prolongou por 14, ao fim dos quais lhe foi devolvido, mas sem gradeamento e sem portões e muito degradado.

Quer ser ressarcido pelos prejuízos resultantes da ocupação, nomeadamente por não o ter podido vender ou alugar e não ter avançado com um projeto imobiliário.

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