O projeto-piloto ‘offshore’ planeado pela empresa Gazelle para instalar ao largo da Aguçadoura, Póvoa de Varzim, vai ter um financiamento de 18,8 milhões de euros, após ter garantido um investimento adicional de dois milhões, foi hoje revelado.
Nau Azul é o nome deste “projeto pioneiro” que vai permitir testar “uma das plataformas eólicas flutuantes mais avançadas do mundo em condições reais de ‘offshore’”, afirma, em comunicado, a empresa irlandesa com sede em Viana do Castelo.
A Gazelle Wind Power é apresentada como “uma empresa pioneira no desenvolvimento de plataformas flutuantes de nova geração para energia eólica ‘offshore’, cuja missão é tornar a produção de energia eólica em águas profundas mais viável, acessível e com menor impacto ambiental nos ecossistemas marinhos”.
O projeto previsto para a Póvoa de Varzim, na Área Metropolitana do Porto, representa “um avanço significativo na tecnologia de energia eólica ‘offshore’, demonstrando como uma nova geração de plataformas flutuantes pode tornar a energia renovável mais económica e escalável”, descreve a empresa.
Investimento adicional de 2 milhões garantido junto do Banco Português de Fomento
O investimento adicional de dois milhões de euros foi garantido junto do Banco Português de Fomento (BPF), “através do Programa de Coinvestimento Deal-by-Deal, elevando o investimento total angariado para o projeto-piloto Nau Azul para 18,8 milhões de euros”, acrescenta.
“Este investimento permitirá à Gazelle reforçar a sua posição como ‘player’ estratégico no panorama global das energias renováveis, reforçar a sua estrutura operacional, expandir a sua equipa técnica e avançar com a construção do projeto-piloto Nau Azul ao largo da Aguçadoura”, resume.
Citado na nota de imprensa, Jon Salazar, CEO da Gazelle Wind Power, observa que “o apoio de um investidor institucional respeitado como o BPF é um forte voto de confiança na plataforma eólica flutuante e no seu potencial para desbloquear a energia eólica ‘offshore’ a nível global”.
De acordo com o responsável, o investimento “reforça a posição da Gazelle Wind Power Portugal como ‘player’ estratégico no setor das energias renováveis”.
“Com o projeto Nau Azul, estamos focados em validar a nossa tecnologia e demonstrar uma solução com custos competitivos e que pode ser escalável para implementações de maior dimensão”, assinala.
Já Teresa Fiúza, administradora do BPF, considera que o investimento “reforça o compromisso com soluções tecnológicas sustentáveis e de elevado impacto económico”.
“Contribuímos para acelerar a transição energética em Portugal e para reforçar também o posicionamento do nosso país como polo de inovação em energias limpas, contribuindo para a criação de emprego qualificado e para o desenvolvimento sustentável da economia azul”, indica.
Construção da plataforma prevista para 2026
Como O MINHO noticiou, a empresa irlandesa abriu, a 11 de setembro de 2024, a sede nacional em Viana do Castelo, anunciando a intenção de criar cerca de 30 postos de trabalho.
Numa nota de imprensa da Câmara de Viana do Castelo divulgada na ocasião, indicava-se também o lançamento do projeto-piloto Nau Azul, que previa “instalar uma turbina eólica de 2MW (megawatt) numa plataforma ao largo da costa da praia da Aguçadoura, na Póvoa do Varzim”.
Segundo a autarquia, a empresa irlandesa “escolheu Portugal para desenvolver e instalar toda uma cadeia de fornecimento local para produção de energia eólica ‘offshore’.
O projeto Nau Azul “terá início em 2025, estando prevista para 2026 a construção da plataforma, que deverá ser lançada à água até à primavera de 2027”, referiu o município.