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Alto Minho

Empresa francesa aumenta produção e cria mais dez empregos em Melgaço

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Uma empresa francesa instalada em Melgaço, que fabrica tubos em borracha, vai aumentar a capacidade de produção para desenvolver um novo produto prevendo criar, ao longo de 2017, dez novos postos de trabalho, revelou hoje a Câmara local.

Em comunicado, aquela autarquia situada no distrito de Viana do Castelo acrescentou que a empresa, instalada no concelho há 15 anos, “pretende aumentar a sua capacidade produtiva na ordem dos 30% no próximo ano, para apostar no fabrico de tubos de silicone”.

A Aflex Portugal, instalada desde 2001 na zona industrial de Penso, tem atualmente 53 trabalhadores e produz “tubos em borracha para várias aplicações como aspiração, hidráulica, pneumático e para a indústria automóvel, agrícola, náutica, obras públicas e para unidades hospitalares, entre outras”.

“Temos cada vez mais encomendas do produto atual e por isso optamos por temporariamente colocar o fabrico destes tubos de silicone em ‘stand-by'”, referiu a diretora geral da empresa, Fernanda Carvalho, citada naquela nota.

Segundo a Câmara de Melgaço, o concelho mais a norte de Portugal, a empresa “está já a trabalhar” no reforço da produção “tendo adquirido um novo lote de terreno naquela zona empresarial.

“O que já está a ser desenvolvido é a deslocação de parte da produção para o lote adquirido (acabamentos, controlo e expedição) e colocação, no imediato, mais duas máquinas produtivas, estando planeado mais uma ou duas a longo prazo”, especificou.

Para a Câmara liderada pelo socialista Manoel Batista, “a Aflex é uma empresa que tem contribuído para as dinâmicas de desenvolvimento local, tendo sido por isso distinguida em fevereiro com o estatuto PME Excelência 2015, selo de qualidade criado pelo IAPMEI- Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas como reconhecimento pelo desempenho económico-financeiro e pelo contributo dado à economia nacional”.

A empresa francesa exporta 100% da produção, sobretudo para a Europa mas também para a América.

 

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Alto Minho

Viana do Castelo pede medidas “específicas” para pequeno comércio e serviços

Covid-19

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Foto: Tripadvisor

A Câmara e a Associação Empresarial de Viana do Castelo (AEVC) vão pedir ao ministro da Economia medidas “específicas” para o pequeno comércio e serviços, afetados pela perda de “rendimento” devido à pandemia da covid-19.

Em comunicado hoje enviado às redações, na sequência de uma reunião que decorreu hoje entre o autarca socialista, José Maria Costa, e o presidente da AEVC, Manuel Cunha Júnior, os dois responsáveis justificam o pedido de apoios com a “especificidade do tecido económico de Viana do Castelo e do Alto Minho”.

“Prevalecem pequenas empresas de comércio local ou de pequenas atividades de serviços e de restauração e hotelaria”, sublinham os dois responsáveis que efetuaram a “monitorização” do impacto da pandemia.

No conjunto de propostas a enviar numa carta dirigida ao ministro Pedro Siza Vieira, José Maria Costa e Manuel Cunha Júnior pedem uma “resposta rápida e eficaz aos sócios de microempresas e aos trabalhadores independentes” que, asseguram, “ficam excluídos da quase totalidade, ou mesmo totalidade”, dos apoios já anunciados pelo Governo “devido à especificidade da sua atividade e do seu regime contributivo”.

“As moratórias de créditos vão implicar que aumente o valor da dívida, com a inclusão dos juros não pagos durante o período de suspensão, e [fazem com] que simultaneamente também aumente o valor dos juros associados ao crédito como consequência do aumento do seu montante. Tal não poderá acontecer. Os bancos e as sociedades de garantia mútua terão de assumir a sua quota parte no impacto desta crise”, argumentam.

Para os responsáveis, “os empréstimos a conceder às empresas devem ter uma taxa de juro zero”, sendo “urgente adequar os mecanismos de obtenção dos apoios às medidas agora tomadas” para que não haja demora na disponibilização dos formulários.

A isenção da Taxa Social Única (TSU) às empresas que durante esta crise não necessitem de recorrer ao regime de ‘lay-off’ ou a outro regime de suspensão de contratos de trabalho e acelerar o pagamento de projetos cofinanciados pelo Estado português ou por fundos europeus”, são outras das ações reclamadas.

A AEVC representa cerca de 1.100 associados.

De acordo com números avançados anteriormente à Lusa por Manuel Cunha Júnior mais de 80% das 600 lojas comerciais instaladas na área urbana de Viana do Castelo fecharam portas por causa da pandemia.

Segundo o presidente da AEVC, “o tecido empresarial instalado em todo o concelho de Viana do Castelo integra cerca de 3.400 empresas, perto de 1.000 dos setores de hotelaria, restauração e similares”.

“No concelho de Viana do Castelo mais de 70% das empresas encerraram por causa da pandemia de Covid-19”, especificou.

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Viana do Castelo

Cadáver de golfinho dá à costa no rio Lima, em frente à biblioteca de Viana

Terá morrido há vários dias

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Foto: Rui Canosa

O cadáver de um golfinho arrojou no estuário do rio Lima, em Viana do Castelo, confirmou O MINHO junto de fonte da Polícia Marítima.

O animal já terá morrido “há alguns dias”, sendo arrastado para a zona do estuário do rio Lima, algo que “não é muito habitual”.

Foto: Rui Canosa

Segundo a mesma fonte, é “relativamente frequente” golfinhos mortos darem à costa em Viana, mas tradicionalmente em locais da linha de costa, como nas praias. “No rio não é muito normal”, assegura a fonte.

Os serviços municipais responsáveis estão já a mobilizar os instrumentos necessários para a remoção do cadáver, que se encontra em frente à biblioteca municipal.

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Viana do Castelo

Só Viana do Castelo e Portalegre não ativaram plano distrital de emergência

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

Dezasseis dos 18 distritos de Portugal continental têm o seu plano de emergência ativo devido à pandemia de covid-19, vigorando em paralelo com o plano nacional Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

De acordo com uma resposta enviada à Lusa pela ANEPC, este foi o número de planos distritais acionados até terça-feira (31 de março), data em que apenas não estavam ativos os planos distritais de emergência de Viana do Castelo e Portalegre.

Ao longo dos últimos 15 dias, estes mecanismos foram acionados nos distritos de Coimbra, Beja, Santarém, Bragança, Vila Real, Évora, Castelo Branco, Braga, Lisboa, Setúbal, Aveiro, Leiria, Faro, Porto, Guarda e Viseu.

Foram também ativados mais de 100 planos municipais de emergência de norte a sul do país.

De acordo com a Proteção Civil, os planos distritais e municipais de emergência são ativados pelas autoridades territorialmente competentes em função da avaliação que é realizada no respetivo espaço geográfico.

“A ativação do plano nacional de emergência não obriga a que os planos de nível inferior sejam ativados, sendo tal decisão ponderada caso a caso”, frisou a entidade, adiantando que o plano nacional ficará ativado até determinação em contrário por parte da Comissão Nacional de Proteção Civil (CNPC).

A CNPC deliberou a sua ativação tendo em conta o estado de emergência em vigor no país, além das circunstâncias “excecionais” da crise de saúde pública “e os seus efeitos em cascata” que determinam a necessidade de um “acompanhamento reforçado” para assegurar a sinalização precoce de problemas e constrangimentos e a difusão atempada de diretrizes e orientações.

Além disso, a medida foi decidida tendo em conta a ativação já ocorrida de planos municipais e distritais de emergência de proteção civil, “por forma a garantir o acompanhamento permanente e reforçado da evolução da situação epidemiológica” causada pela covid-19.

A ativação do plano nacional de emergência significa que, de modo faseado, estão a ser colocados em prática “todos os mecanismos e instrumentos ao dispor do sistema de proteção civil”, para apoiar a gestão da crise de saúde publica que atualmente se vive.

De acordo com a ANEPC a mais-valia da medida é permitir “formalizar os mecanismos de coordenação, controlo e articulação institucional”.

A nível nacional, a Proteção Civil destaca os funcionamentos da Subcomissão da Comissão Nacional de Proteção Civil, uma estrutura interministerial especificamente criada para acompanhar em permanência os impactos da situação epidemiológica, e do Centro de Coordenação Operacional Nacional, estrutura em que se assegura a gestão operacional, a coordenação dos recursos, a recolha de informação relevante e o acompanhamento de ocorrências.

O estado de emergência foi decretado em Portugal em 18 de março, entrando em vigor às 00:00 do dia 19.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, decide hoje sobre o seu prolongamento por um novo período de 15 dias, com parecer do Governo, que reunirá o Conselho de Ministros para esse efeito.

De entre as medidas do plano nacional de emergência destacam-se o dever de “recolhimento domiciliário” para a generalidade da população, um “dever especial de proteção” para as pessoas “com mais de 70 anos ou com morbilidades” e o isolamento obrigatório apenas para doentes com covid-19 ou que estejam sob vigilância ativa.

Neste caso, se o isolamento obrigatório não for cumprido, os doentes incorrem no crime de desobediência e o Governo admite, se necessário, vir também a definir um quadro sancionatório para punir quem quebre o dever especial de proteção e de recolhimento.

Nas atividades económicas, o executivo definiu como regra que os estabelecimentos com atendimento público deviam encerrar, à exceção dos de bens essenciais “à vida do dia-a-dia”, e que os restantes devem manter-se abertos.

Já os estabelecimentos ligados à restauração devem estar “encerrados no seu atendimento público”, mas o Governo incentiva a que se possam manter em funcionamento para serviços de entrega ao domicílio e ‘take-away’ (recolha na loja).

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto de covid-19 espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 187 mortes, mais 27 do que na véspera, e 8.251 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 808 em relação a terça-feira.

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