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Viana do Castelo

Empresa de Viana cria linha telefónica grátis para dar apoio a idosos que vivem sós

O apoio será garantido, “em horário laboral”, pelos 36 trabalhadores da BMVIV

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Os idosos de Viana do Castelo que vivem sós vão ter acesso, a partir de 01 de maio, a uma linha telefónica, gratuita, que disponibilizará apoio prestado pelos trabalhadores da empresa que criou a ligação “NAO viv SO(s)”.

A linha telefónica gratuita, hoje apresentada publicamente, resulta de um projeto de responsabilidade social empresarial pela empresa BMVIV, no âmbito do Laboratório de Promoção de Responsabilidade Social Empresarial na Região Norte – RSE- INNOLAB.

Através daquela linha, “os idosos podem pedir ajuda para compras e medicamentos, pequenas reparações em casa ou mesmo algumas obras”.

O apoio será garantido, “em horário laboral”, pelos 36 trabalhadores da empresa.

“Rejeitamos em absoluto que se confunda esta ação com caridade. Que seja visto, antes, como algo que deve fazer escola e trazer outros para a causa”, afirmou o administrador da BMVIV, Licínio Lima.

Para assegurar o funcionamento da linha “NAO viv SO(s)”, a BMVIV contratou um invisual. Luís Fernandes é cego desde os 18 anos e conseguiu o seu primeiro contrato de trabalho aos 40 anos.

“Fiz várias tentativas, mas nunca me contratavam, só aceitavam estágios. Este é o meu primeiro emprego, com todos os direitos e deveres, e logo num projeto com a importância social como este”, referiu Luís Fernandes.

A empresa está instalada desde 2018 numa área de 2.400 metros quadrados, na zona industrial de Neiva, num investimento privado que ascendeu a 1,3 milhões de euros, prestando serviços de instalação e manutenção de equipamentos, eficiência energética e soluções globais de engenharia, com clientes em todo o país e no estrangeiro.

Em Portugal, a empresa tem um volume de faturação anual de 2,5 milhões de euros. No Brasil detém uma participação numa empresa no Brasil para o negócio de Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos e produção de energia.

A linha SOS “funcionará, inicialmente, no concelho de Viana do Castelo, sem custos para quem liga e com a empresa a mobilizar meios humanos e transporte, próprios, para responder às solicitações, que podem passar por reparações de maior porte, limpeza e pintura da habitação”.

Desde 2016, a BMVIV “passou a dar folga aos trabalhadores, à sexta-feira à tarde”, sendo que “em troca”, a pedido da empresa, “uma vez por mês, os trabalhadores abdicam daquela folga para atividades solidárias conjuntas e até criou, nas suas instalações, um “centro anti-stress”.

O RSE-INNOLAB criado em fevereiro, ao abrigo do programa GEMCAT – Criação de Emprego de Qualidade Transfronteiriço, financiado pelo programa INTERREG V A Espanha-Portugal (POCTEP), e é liderado Junta da Galiza.

Do lado espanhol, tem como parceiros a Consellería de Emprego da Junta de Castela e Leão e a Conselleria da Educação e Emprego da Junta de Extremadura.

Do lado português, fazem parte a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho, a Direção Geral do Trabalho, a Câmara de Braga, a Universidade do Porto (UP) e a Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG) do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC), onde está instalada a sede do RSE- INNOLAB.

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Viana do Castelo

Vinte e oito pescadores de Viana do Castelo recebem 500 mil euros por parque eólico

Compensação financeira

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Foto: retirada do cartaz "Seminário - A Economia do Mar" (CEVAL) / Arquivo

O presidente da Câmara de Viana do Castelo informou hoje ter sido decidida uma compensação financeira de meio milhão de euros às 28 embarcações de pesca local diretamente afetadas pela instalação de um parque eólico ao largo do concelho.

O socialista José Maria Costa, que falava aos jornalistas no final da segunda reunião hoje realizada com uma delegação de pescadores, disse que, dos 500 mil euros, 400 vão ser suportados pela Rede Elétrica Nacional (REN) e os restantes 100 mil euros pela EDP renováveis.

Inicialmente a EDP Renováveis disponibilizou uma verba de 200 mil euros para compensar essas embarcações, mas os pescadores não aceitaram aquele valor e chegaram a equacionar não participar, na terça-feira, na procissão ao mar em honra da Senhora d’Agonia. O protesto ficou hoje sem efeito após o acordo alcançado.

Em causa está o Windfloat Atlantic (WFA), um projeto de uma central eólica ‘offshore’ (no mar), em Viana do Castelo, orçado em 125 milhões de euros, coordenado pela EDP, através da EDP Renováveis.

As 28 embarcações de pesca local serão diretamente afetadas pela interdição da pesca na envolvente (0,5 quilómetros de cada lado) do cabo submarino, com cerca de 17 quilómetros de extensão, que vai ligar o parque eólico flutuante à rede, instalada em Viana do Castelo.

“Penso que é uma boa notícia. Conseguimos ter uma compensação justa para os pescadores face aos impedimentos que vão ter no futuro”, afirmou José Maria Costa, que sublinhou a “colaboração” das secretarias de Estado das Pescas e da Energia.

O porta-voz dos 28 pescadores, António Coimbra, disse que “dentro do possível foi um acordo satisfatório para todos”.

António Coimbra garantiu que o protesto inicialmente previsto para a procissão ao mar fica sem efeito e que as 28 embarcações de pesca local vão participar na homenagem à padroeira.

“Vamos participar. Essa posição de força [de ausência na procissão] foi tomada não de livre vontade, mas de certa maneira empurraram-nos para isso. A única maneira de chamar a atenção das autoridades políticas deste país é a demonstração de força”, acrescentou.

Além da compensação financeira, António Coimbra revelou que o acordo hoje alcançado inclui “futuras regalias”, que não quis especificar.

Já José Maria Costa disse tratar-se de “melhorias relacionadas com a atividade dos pescadores, no porto de pesca”, tendo sido identificadas “algumas situações pontuais” que irá tentar, “até final do ano, resolver com a administração portuária”.

O representante legal dos pescadores, o advogado Pedro Meira realçou “o papel decisivo do presidente da Câmara”

“Um papel de mediador, discreto. Conseguiu que as partes chegaram a bom porto. Foi fundamental, essencial”, destacou Pedro Meira.

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Viana do Castelo

Viana: Herdeiras do fotógrafo José Manuel Dias doam espólio à Câmara Municipal

Espólio da Casa de Fotografia José Manuel Dias

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Foto: Divulgação / CM Viana

Milhares de peças do espólio do fotógrafo José Manuel Dias foram esta segunda-feira doadas à Câmara Municipal de Viana do Castelo, informou a autarquia da capital do Alto Minho.

Na nota, o município adiantou que o presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, recebeu as herdeiras do fotógrafo que entregaram ao município equipamento fotográfico e de laboratório, negativos, provas em papel, diapositivos, CD’s, cassetes, revistas especializadas e temáticas do espólio da Casa de Fotografia José Manuel Dias.

O espólio ficará à guarda do Arquivo Municipal de Viana do Castelo, passando assim a integrar o património do município.

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Viana do Castelo

Porque Viana é amor: Joana disse “sim” a pedido de casamento na romaria d’Agonia

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“Porque Viana é amor”. As palavras são de Joana Macedo, de 23 anos, que viu um sonho antigo ser cumprido através de um pedido de casamento durante a edição deste ano do cortejo da Romaria d’Agonia, em Viana do Castelo.

Foto: Pedro Xavier

O MINHO falou com a noiva que manifestou uma tremenda alegria pela surpresa proporcionada pelo noivo, o francês Sam Malla, de 23 anos.

Emigrante em França desde os 12 anos, Joana conheceu Sam ainda na escola, mantendo uma relação de namoro ao longo dos últimos anos.

“Ele sabia o quanto eu gostava das festas de Viana do Castelo e antecipou tudo há vários meses, inclusive pediu a minha mão ao meu pai em casamento antes de preparar esta surpresa”, conta Joana, ainda emocionada com a surpresa.

Foto: Pedro Xavier

“Já tínhamos falado em casar mas confesso que não estava nada à espera que ele fizesse o pedido nesta altura”, conta. O peculiar pedido de casamento de Sam foi acompanhado por dois cartazes com a questão que se impunha. “Casas comigo?”. E Joana disse que sim, “sem hesitar”.

“Eu tinha o sonho de ir vestida no cortejo de noiva e desta vez pude cumprir. Ele aproveitou esse dia para sermos os noivos oficiais, não por um dia, mas para sempre”, completa a emigrante em Paris.

“Foi muita emoção e surpresa, fiquei a tremer porque não estava mesmo nada à espera. Nem pude hesitar, disse logo que sim”, sublinha Joana Macedo.

Foto: Pedro Xavier

Sobre a paixão pela Romaria d’Agonia, Joana confessa que enquanto esteve em Portugal, até aos 12 anos, não “dava tanta importância”.

“Só comecei a valorizar as festas tradicionais de Viana e de Portugal quando comecei a ser emigrante. Assim que atingi idade para participar no cortejo d’Agonia tentei vir cá todos os anos nesta altura para integrar”, conta.

Foto: Pedro Xavier

O casamento ainda não tem data marcada, mas é certo que será em Viana. “Talvez daqui a dois ou três anos, durante o mês de agosto”, confidencia.

Joana deixa ainda um conselho às jovens residentes em Viana: “Aproveitem ao máximo a sorte que têm de poder estar cá e assistir a isto todos os anos, porque já tive anos em que não pude vir e foi duro”, diz.

Foto: Pedro Xavier

A emigrante apela a que os locais “valorizam ao máximo estas festas porque Viana é amor e quem está fora dá muito valor à falta que isto nos faz durante todo o ano”.

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