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Empresa de Famalicão lança em Londres produto tecnológico para revolucionar educação

Primeiro display produzido em Portugal funciona como um computador partilhado por professores e alunos

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Foto: Divulgação

A empresa Famasete, de Famalicão, apresentou, na quinta-feira, em Londres, o primeiro quadro digital interativo e multitoque desenvolvido e produzido em Portugal, o Wingsys Interactive Panel (WIP), que se direciona para atividades educativas, apresentado na Bett Show 2020, considerada a maior mostra do mundo de tecnologia educacional.

Inês Barbosa, diretora de comunicação da Famasete, adiantou que “o equipamento permite descobrir a aprendizagem imersiva e colaborativa em ambiente de sala de aula, promovendo a interatividade de forma a que os professores acedam mais facilmente a ferramentas de organização, gestão, envio e controlo das atividades do aluno”.

Acrescentou que o quadro já está a ser usado em escolas portuguesas, nomeadamente no Colégio Luso Internacional do Porto (CLIP) o primeiro estabelecimento de ensino a adquirir o equipamento.

A apresentação oficial do produto aconteceu na Bett Show 2020, considerada a maior mostra de tecnologia educacional do mundo, que decorre em Londres, até dia 25, reunindo mil empresas e startups do setor. O equipamento da Famasete integra uma solução de conectividade apresentada pela Microsoft Corporation.

Princípios pedagógicos

Alinhado com os princípios pedagógicos, o display interativo Wingsys possui tecnologia IR e PCAP em diversos tamanhos, resolução 4K, Android 8.0 e pretende revolucionar a forma como o professor e o aluno do século XXI se envolvem e constroem conhecimento.

Com uma interface simples e intuitiva, a partilha de ecrã e interação de qualquer computador da sala de aula para o Display Interativo tornam-se possíveis com o “Wireless Screen Sharing” (partilha de dados sem fios).

O WIP promove o trabalho em grupo e uma aprendizagem colaborativa através da utilização do software de gestão ik Classroom Management (ikCM), que possibilita a implementação tecnológica de uma sala de aula adaptada aos desafios pedagógicos atuais.

Através de ferramentas de monitoramento, interação, controlo, gestão e diagnóstico, motiva e envolve a atenção do aluno, mantendo o foco em processos de aprendizagem significativos.

O Display Interativo Wingsys pretende auxiliar os professores com uma variedade de avaliações, recursos de colaboração e controlo para garantir que estes possam obter o melhor fim dos seus equipamentos de tecnologias de informação e comunicação (TIC).

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Guimarães

Deputado de Guimarães eleito pelo PSD assume problemas de alcoolismo

Pedro Rodrigues

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Foto: Twitter

O deputado Pedro Rodrigues, natural de Guimarães, assumiu esta quinta-feira, através das redes sociais, ter “um problema de alcoolismo”, de forma a evitar “ataques pessoais inaceitáveis” que, diz, tem vindo a ser alvo.

É que Pedro Rodrigues, contra alguma da corrente atual do partido, foi o primeiro subscritor de uma iniciativa de um grupo de deputados do PSD que pediu uma consulta popular (referendo) sobre a eutanásia, ao invés de ser aprovado apenas pelos deputados.

Eleito pelo círculo eleitoral de Lisboa, onde tem vivido nos últimos anos, o advogado de 40 anos e ex-líder da JSD nacional revela que, face ao problema de que é alvo, há quem “considere” que o mesmo não é capaz de defender “uma posição política de princípio”, a propósito dos projetos-lei sobre a despenalização da eutanásia, aprovados esta quinta-feira na Assembleia da República.

“Sim tenho um problema de alcoolismo. É um tema que apenas diz respeito à minha intimidade e à minha família. Tenho vivido esse tema com o firme apoio da minha mulher e da minha família. Decidi hoje assumi-lo porque além do sofrimento pessoal em que estou mergulhado tenho sofrido ataques pessoais inaceitáveis”, escreveu.

“A ideia de que não posso assumir uma posição política de princípio, porque alguém considera que não sou capaz é algo que me repugna profundamente. Não estarei hoje na Assembleia da República como devia. Peço desculpa aos que acreditam em mim. Mas não consigo fazê-lo… Estarei junto dos meus sempre… Mas jamais deixarei de lutar intransigentemente por aquilo em que acredito…”, vinca.

Pedro Rodrigues é licenciado e doutorando em Direito, desempenhando funções como advogado. Já havia sido eleito deputado à Assembleia da República na XI legislatura (2009) pelo círculo eleitoral de Braga.

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Guimarães

Funcionário da Câmara de Guimarães acusado de ‘desviar’ quase três mil litros de gasóleo

Peculato

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Foto: DR / Arquivo

O Ministério Público (MP) acusou de peculato um funcionário da Câmara de Guimarães, por alegadamente se ter apropriado de pelo menos 2.815 litros de gasóleo e por uso de veículos automóveis do município em proveito próprio.

Em nota hoje publicada na sua página, a Procuradoria-Geral Distrital do Porto refere que o arguido era assistente operacional e que com a sua conduta terá obtido uma vantagem patrimonial ilegítima superior a 3.070 euros.

Segundo o MP, o arguido recorreu a “vários expedientes” e chegou a usar viaturas do município ao fim de semana.

O suspeito está acusado de um crime de peculato, de um crime de peculato de uso e de um crime de falsificação.

O MP promoveu que seja condenado a pagar ao Estado o valor que terá “ganho” com a sua conduta, sem prejuízo do ressarcimento ao município em que venha eventualmente a ser condenado.

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Guimarães

Empresário de Guimarães dissipou 3,5 milhões em património para não pagar a credores

Insolvência dolosa

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Foto: DR / Arquivo

O Ministério Público acusou de insolvência dolosa agravada o administrador de uma empresa de Guimarães que terá dissipado património num valor de quase 3,5 milhões de euros para assim evitar pagar aos credores, nomeadamente aos trabalhadores.

Em nota hoje publicada na sua página na internet, a Procuradoria-Geral Distrital do Porto refere que o Ministério Público (MP) considerou indiciado que, por sentença datada de 19 de junho de 2014, a sociedade anónima de que o arguido era administrador foi declarada insolvente.

Nesse processo, embora tenham sido apreendidos bens no valor de 383 mil euros, ficaram créditos por satisfazer, incluindo créditos laborais.

Só por conta dos créditos laborais devidos pela sociedade aos seus trabalhadores, o Fundo de Garantia Salarial pagou a quantia ilíquida global de 2,2 milhões de euros.

O MP considerou ainda indiciado que o arguido, de 2011 a 2014, introduziu na sociedade “um esquema de manipulação da faturação, diminuindo artificialmente o valor desta, para que parte das vendas não ficasse registada na contabilidade”.

Além disso, acrescenta o MP, o arguido retirou do património líquido da sociedade quantias monetárias.

No total, foi dissipado património da sociedade no valor de 3,49 milhões de euros.

O MP promoveu que o arguido seja condenado a pagar ao Estado este valor, correspondente à vantagem da atividade criminosa que desenvolveu.

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