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Braga

Empresa de Braga apresentou proposta para comprar 71,7% da Efacec ao Estado

Economia

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José Teixeira, presidente do dstgroup. Foto: DR

A Parpública anunciou hoje que recebeu duas propostas no âmbito do processo de reprivatização da Efacec, da DST SGPS e da Sing – Investimentos Globais, de acordo com um comunicado publicado no ‘site’ do grupo.

Recorde-se que esta reprivatização surge depois de a empresária angolana Isabel dos Santos ter ficado sem 71,73% do capital da empresa portuguesa, participação que foi “temporariamente” nacionalizada pelo Governo português em 2020, tendo em vista a venda futura durante este ano de 2021.

“No seguimento do Processo de Reprivatização de 71,73% do capital social da Efacec Power Solutions, SGPS, S. A., a Parpública – Participações Públicas (SGPS), S.A. informa que recebeu, no prazo estabelecido, ou seja, até às 13:00 do passado dia 19 de julho, duas propostas vinculativas por parte das entidades DST – SGPS, S. A. e Sing – Investimentos Globais, SGPS, S. A., as quais serão analisadas nos termos e para os efeitos do disposto na Resolução do Conselho de Ministros n.º 113/2020, de 21 de dezembro”, lê-se na mesma nota.

No dia 29 de junho, o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, disse ser necessário esperar por 19 de julho para saber quantas propostas são feitas à compra da Efacec Power Solutions, escusando-se comentar a eventual desistência dos investidores estrangeiros.

O jornal Eco tinha noticiado que os investidores egípcios, chineses e espanhóis desistiram do processo, restando apenas os portugueses DST e Sing – Investimentos Globais, o que agora se confirma.

Com sede em Braga e cerca de 1.600 trabalhadores, o DST Group está presente em diversos países, desde África à Europa, passando pelos continentes americano e asiático, com projetos internacionais nas áreas de negócio da engenharia e construção, energias renováveis e ambiente.

Desenvolvendo a sua principal atividade na área da engenharia e construção, setor que lhe deu origem – nos anos 40 – e no qual é um dos grupos nacionais de referência, a DST tem vindo a alargar a sua atividade para áreas de negócio sinérgicas como o ambiente, energias renováveis, telecomunicações, imobiliário e ‘ventures’.

O objetivo assumido com esta diversificação é “atuar de forma complementar” e “abrir novas portas de entrada de negócio para a sua atividade ‘core’ [principal]”.

A outra candidata portuguesa à reprivatização da Efacec é a Sing – Investimentos Globais, SGPS, S.A., a ‘holding’ da empresa industrial portuguesa Sodecia, ligada a componentes do setor automóvel.

Fundada em 1980 e com sede na Maia, a Sodecia emprega cerca de 7.000 colaboradores e oferece soluções completas para automóveis, desde a carroçaria à motorização e sistemas de segurança.

A multinacional portuguesa está presente em 16 países, dispondo de um portefólio de meia centena de empresas em 44 localizações, três centros de competências de produto e uma faturação anual na ordem dos 760 milhões de euros.

Em Portugal dispõe de um centro tecnológico na Maia e de uma unidade industrial na Guarda.

A Sodecia tem assumido desde há alguns anos uma estratégia muito ativa de aquisições, tendo adquirido em julho do ano passado mais duas empresas de estruturas metálicas de automóveis: a Scorpios Manaus, no Brasil, e a Braun CarTec, na Alemanha.

Em 14 de maio foi publicada em Diário da República uma resolução que selecionava cinco potenciais proponentes, já anunciados pelo Governo, para apresentarem propostas não vinculativas: Chint Group Corporation, DST, Elsewedy Electric Corporation, Iberdrola e Sing – Investimentos Globais.

Em meados de 2020, antes de ser nacionalizada, a Efacec anunciou ter recebido “cerca de uma dezena” de propostas não vinculativas de grupos industriais e fundos de investimento, nacionais e internacionais, para comprar o capital de Isabel dos Santos na empresa.

A aprovação em Conselho de Ministros do decreto de lei para nacionalizar 71,73% do capital social da Efacec decorreu da saída do capital de Isabel dos Santos, filha do ex-Presidente angolano José Eduardo dos Santos, na sequência do envolvimento no caso ‘Luanda Leaks’, no qual o Consórcio Internacional de Jornalismo de Investigação revelou mais de 715 mil ficheiros que detalham alegados esquemas financeiros da empresária.

A Efacec é uma empresa dos setores da energia, engenharia e mobilidade.

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