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Braga

Empresa de Braga especializada em saúde recebe 2,3 milhões para inovação

Pretende contratar mais 18 colaboradores

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Foto: DR

A empresa bracarense PeekMed viu ser aprovado um financiamento de 2,3 milhões de euros por parte do Conselho Europeu de Inovação, naquele que é o maior investimento de fundos públicos numa empresa da área da Saúde no nosso país.

Com um sistema que ajuda médicos ortopedistas a prepararem cirurgias, vai contratar pelo menos 18 pessoas durante este ano, referiu o presidente executivo, em declarações publicadas pelo jornal Eco.

A PeekMed foi fundada em 2015, em Braga, contando com 42 trabalhadores. Graças a este financiamento, a empresa espera contratar mais 18 pessoas até final de 2022, entre os quais programadores, especialistas em recursos humanos, engenheiros de inteligência artificial e designers de produto. Há vagas para o escritório em Braga e para as instalações em Estugarda, na Alemanha.

“Sempre acreditamos que a tecnologia podia acrescentar muito ao setor da saúde. Quando existe esta simbiose entre a indústria e os médicos (neste caso ortopedistas), o setor evolui, sempre com o foco na melhoria contínua do serviço prestado ao paciente. Este financiamento da Comissão Europeia foi um reforço de que a nossa missão e a nossa visão estão no caminho certo e que o foco é continuar”, explicou, ao Eco, João Pedro Ribeiro, co-fundador e presidente executivo da PeekMed.

A empresa quer ainda “reforçar a relação” com os parceiros da área da saúde, de forma a testar novos conceitos e programas.

Recorde-se que, em maio de 2021, a PeekMed tinha recebido um financiamento de três milhões de euros.

O sistema da empresa está certificado para mercados europeus e americanos. Permite “planear a cirurgia e simular diferentes resultados e tamanhos de implantes numa questão de segundos. Assim, a cirurgia é realizada tal como planeada previamente”, explica o jornal digital.

É possível ainda “criar um modelo 3D do osso em questão e também uma base de dados com os materiais médicos exigidos para as cirurgias, permitindo aos médicos ensaiarem a intervenção”.

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