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Braga

Empresa de Braga divide lucros com trabalhadores

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Foto: DR/Arquivo

O Grupo José Pimenta Marques, proprietário das Balanças Marques, distribuiu parte dos lucros pelos 110 trabalhadores, num valor total de cerca de 50 mil euros.

A empresa com sede em Celeirós, Braga, atribuiu um valor de meio salário a cada funcionário, montante que foi pago em conjunto com a remuneração de abril e que não está sujeito a impostos.

Em 2017, a empresa faturou 16 milhões de euros, pelo que decidiu atribuir o prémio pelo “excelente desempenho geral”.

“O nosso sucesso é o sucesso dos nossos colaboradores, já que depende diretamente do seu desempenho, e nesse sentido entendemos que este sucesso deve ser repartido por todos”, defende a adminstração.

Recentemente, o mesmo grupo decidiu implementar um incentivo à natalidade, atribuindo aos funcionários um prémio de 500 euros pelo nascimento de cada novo filho.

As regalias na empresa não se esgotam nos apoios financeiros, incluindo também formação, ginástica na empresa e oferta de material escolar aos filhos dos colaboradores.

A empresa Balanças Marques foi recentemente eleita segunda melhor empresa de pesagens do mundo.

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Alto Minho

De Paredes de Coura para o topo da investigação em física das partículas

Aos 26 anos, Ana Peixoto, aluna da UMinho ganhou bolsa para investigar no maior acelerador de partículas do mundo, no CERN

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Foto: O MINHO / Skype

Bastou um dia numa masterclass na UMinho para decidiu a área que queria seguir. Ana Peixoto é natural da freguesia de Bico, em Paredes de Coura e desde sempre a Matemática e as Ciências foram disciplinas onde tinha boas notas. Uma história de uma jovem cientista portuguesa contada a O MINHO, através do Skype, a partir da Suíça.

No 10.º ano foi desafiada pela professora para participar nas Olimpíadas regionais de Física, na Universidade do Porto. Ficou com o bichinho. No Verão entre o 11º e o 12º anos esteve, também, no Porto numa semana a lidar com físicos renomados que elaboravam projectos com a ajuda dos alunos.

Até que o tal dia, em Braga, onde físicos do Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN) e portugueses deram palestras e os participantes elaboraram exercícios partilhados por videoconferência por todo o país, cimentou aquilo que Ana queria fazer: Física de partículas.

No entanto, “por más opções na candidatura ao ensino superior”, Ana Peixoto, hoje com 26 anos, esteve um semestre a ‘penar’ em Engenharia Civil no Porto.

“Aprendi muito mas não era o que queria seguir”, diz.

No ano seguinte, concorreu para Braga e entrou na Licenciatura de Física: “correu bastante bem, tem muita Matemática e não dá para escolher uma área específica”.

Foi no mestrado em Física aplicada que haveria de contatar com o orientador, Nuno Castro e com a Física das partículas através de um estudo de sensibilidade. É aqui que o percurso internacional da jovem courense começa a dar os primeiros passos.

CERN

A aluna de doutoramento e também investigadora no Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas (LIP), fundado por Mariano Gago, foi a primeira portuguesa a vencer uma bolsa “Atlas”, que lhe permite estar em contato, investigar e trabalhar com os maiores físicos do mundo durante um ano inteiro.

E se houver algo para além do modelo padrão da actual Física composta por 15 partículas elementares? Quem valida o novo conhecimento e os novos modelos que podem ser centenas? Este é um pouco o trabalho de Ana Peixoto no CERN.

O CERN é o maior acelerador de partículas do mundo, onde se detetou em 2012 o bosão de Higgs, a partícula que confere massa às outras partículas. Ana Peixoto está na equipa internacional, com mais cinco mil investigadores, que agora quer aprofundar o conhecimento sobre o quark top, a partícula fundamental mais pesada que conhecemos e que só pode ser criada em aceleradores de partículas.

“Vinha duas vezes por ano e não tinha oportunidade de trabalhar com o detetor. Com esta bolsa pode analisar dados do detetor todos os dias e essa é a minha tese de doutoramento”, revela Ana.

Ora na Suíça há um grande colonizador de hadrões, localizado num túnel 100 metros abaixo da terra com um perímetro de 27 quilómetros (“conseguimos mais energia quanto maior for o perímetro”. Ao longo do túnel há quatro grandes detectores e Ana está num deles (Atlas).

“Tem 25 metros de diâmetro, 45 de comprimento e pesa tanto como a Torre Eiffel, é o equivalente a seis andares”.

Quark

O quark são as partículas elementares existentes nos protões e neutrões. E é aqui que se centra o trabalho de Ana: “sabemos que o quark se desintegra quase sempre da mesma forma, por isso, a observação de outros tipos de desintegração pode apontar para uma nova física, mudando o modo como deciframos o universo”.

É na observação destas desintegrações raras do quark que se foca a investigação de Ana Peixoto, nomeadamente, nos mecanismos que as poderiam originar e nas suas implicações para o conhecimento das partículas fundamentais.

“Este trabalho tem sido aplicado em inovações na área da saúde, sobretudo, relacionadas com o cancro porque podemos introduzir, num determinado local, a energia específica de um electrão, por exemplo, porque sabemos que vai ter uma reacção elementar e com isso contribuir para que não se desenvolva, ou seja substituído por elementos benéficos, digamos assim”.

E como as conversas são com as cerejas, voltamos ao início. Paredes de Coura.

“É um excelente sítio porque oferece a possibilidade de ter acesso sistemático à cultura nas suas diversas formas” mesmo que as “acessibilidades possam ser um problema”. E há “uma oficina de legos, todos os fins-de-semana” que merece destaca por parte da jovem. Porque o Mundo tem que encaixar na perfeição… ou não.

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Braga

Razões sociais levaram Arquidiocese de Braga a baixar – “e muito” – preço dos terrenos do bairro do Picoto

“Baixamos, e muito, o preço real, dado que se trata de uma causa social, a da recuperação de um bairro degradado onde vivem muitas famílias em condições precárias”, afirma fonte da Arquidiocese

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Foto: Joaquim Gomes / O MINHO (Arquivo)

A Arquidiocese de Braga da Igreja Católica aceitou baixar para 200 mil euros o preço dos terrenos que a Câmara vai adquirir para ficar na posse do bairro social do Picoto.

“Baixamos, e muito, o preço real, dado que se trata de uma causa social, a da recuperação de um bairro degradado onde vivem muitas famílias em condições precárias”, disse a O MINHO fonte do organismo religioso. A escritura de venda será feita dentro de dias.

Em causa – acrescentou – está a disponibilidade da empresa municipal Bragahabit de apresentar uma candidatura a fundos comunitários para recuperar o bairro, o que não podia ser feito dado que os terrenos não estavam na posse do Município. Uma candidatura semelhante à que foi feita para os bairros de Santa Tecla e das Enguardas, cujas obras devem arrancar em 2019.

O bairro do Picoto foi construído, nos anos 90 do século passado, em terrenos da Arquidiocese, no quadro de um acordo de permuta com a Câmara que nunca se concretizou. A Câmara veio a usar os terrenos prometidos na construção de uma rotunda.

O bairro está, agora, completamente degradado, sendo as condições de habitabilidade muito deficientes. O assunto veio recentemente a público, numa reunião do Executivo camarário, pela voz do vereador comunista, Carlos Almeida, o qual chamou a atenção para a situação “desumana” em que vivem alguns residentes, afirmando, também, que dadas as péssimas condições das casas – com fissuras, quartos exíguos e sem casas de banho – a demolição é a única solução para as cerca de 50 habitações do Picoto. Para Carlos Almeida, “o realojamento é a medida mais correta”, já que, o estado de degradação torna inviável a sua recuperação.

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Barcelos

CEO da F3M eleito Presidente do Conselho Geral do Politécnico do Cávado e do Ave

F3M, com sede em Braga, é uma das maiores empresas portuguesas especializadas em tecnologias de informação

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Foto: Divulgação / IPCA

Pedro Tinoco Fraga, CEO da F3M Information Systems, S.A. foi eleito, esta terça-feira, por unanimidade, presidente do Conselho Geral do Instituto Politécnico do Cávado e Ave (IPCA). Sucede no cargo a António Marques, ex-presidente da Associação Industrial do Minho, entretanto declarada insolvente por dívidas de 12,3 milhões de euros. António Marques é ainda um dos 126 arguidos num processo-crime sobre alegados ganhos ilícitos de quase dez milhões de euros com projetos relacionados com a Associação Industrial do Minho e cofinanciados pela União Europeia.

Em comunicado, o Politécnico, com sede em Barcelos, explica que “o presidente eleito tem desenvolvido atividades no âmbito do associativismo empresarial, integrando vários órgãos de entidades empresariais e do sistema universitário. Fruto do reconhecimento do seu trabalho em prol do crescimento económico na região, Pedro Fraga foi em 2018 agraciado com a medalha de Mérito Empresarial da cidade de Braga”.

“No que depender deste Conselho, tudo vamos fazer para que o IPCA continue a fazer história como tem vindo fazer e fez com o antigo presidente”, disse Pedro Fraga, após ter sido eleito, agradecendo o trabalho do seu antecessor, e endereçando as suas primeiras palavras à presidente do IPCA, Maria José Fernandes.

Segundo aquela nota, a Maria José Fernandes ficou agradada com a eleição do novo presidente do Conselho Geral referindo que “o IPCA ficaria bem representado com qualquer um dos membros externos. Foi eleito o Pedro Fraga, o que muito nos honra pelas qualidades ímpares que demonstra a sua atuação no tecido empresarial da região, a quem felicito e desejo um bom trabalho agora enquanto presidente deste órgão estratégico do IPCA”.

Para além do presidente eleito, integram ainda o Conselho Geral do IPCA as seguintes personalidades externas: Filomena Moreira, vice-presidente do Conselho Diretivo da Ordem dos Contabilistas Certificados; Jorge Saleiro, diretor do Agrupamento de Escolas de Barcelos; Jorge Silva, CEO da Osit Group (Prozis); Maria do Rosário Azevedo, diretora executiva da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Ave; Nuno Mangas, presidente do IAPMEI e Ricardo Costa, CEO do Grupo Bernardo da Costa e da BC Segurança.

No decorrer da reunião de hoje foi ainda eleito o secretário do Conselho Geral do IPCA, Vítor Carvalho, diretor da Escola Superior de Tecnologia.

A tomada de posse dos membros internos do Conselho Geral, representantes dos professores e dos investigadores; do representante do pessoal não docente e dos representantes dos estudantes, realizou-se no dia 19 de dezembro de 2018.

A esta data, 19 fevereiro, o Conselho Geral do IPCA entra em plenitude das suas funções.

 

Notícia atualizada às 18h59

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