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Empresa de Arcos de Valdevez faz fumeiro à moda antiga e dá trabalho a desempregados

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A fábrica começou a laborar em julho com seis funcionários, num investimento de 550 mil euros, candidatado ao Plano Desenvolvimento Rural (PDR) 2020.

Uma empresa de Arcos de Valdevez, que faz enchidos e fumeiro de “forma tradicional”, com produtos locais, deu trabalho a trabalhadores, com “larga experiência” no sector, que se encontravam desempregados, disse esta sexta-feira o promotor.

A fábrica de transformação de enchidos e fumeiro “Sabores do Vez”, instalada no Parque Empresarial de Mogueiras, começou a laborar em julho com seis funcionários, num investimento de 550 mil euros, candidatado ao Plano Desenvolvimento Rural (PDR) 2020.

“A equipa com que avançamos é composta por seis pessoas sendo que cinco estavam desempregadas. São pessoas com largos anos de experiência na transformação de carnes que estavam sem emprego. Este projeto veio juntar o útil ao agradável”, afirmou o proprietário Vasco Lima.

O agora empresário de 40 anos, com formação académica na área das Relações Internacionais explicou que a ideia de negócio surgiu “por acaso” quando se encontrava desempregado e a pensar emigrar para os EUA.

“Convenceram-me que o melhor seria ficar no meu país e desenvolver uma ideia de negócio. Eu e a minha mulher, que é médica veterinária começamos a pensar num negócio, e apesar de nenhum dos dois ter qualquer ligação a esta atividades decidimos apostar. A fábrica avançou com capitais próprios e sem qualquer financiamento”, adiantou.

O casal, natural de Arcos de Valdevez, apresentou uma candidatura ao PDR2020, que acaba de ser aprovada, mas a fábrica já está a laborar desde julho, e vai ser inaugurada, no sábado, às 11:30, pela ministra da Agricultura, Assunção Cristas.

A marca está “a dar os primeiros passos no mercado nacional”, mas o objetivo é alcançar “o mercado da saudade”, chegando às prateleiras de países como França, Luxemburgo, Suíça e EUA.

Com capacidade para produzir 15 toneladas por mês dos 13 produtos que detém, a unidade possui “um processo de fabrico tradicional, respeitando o saber fazer local, com instalações e equipamentos modernos, para garantir a qualidade”.

A visita de Assunção Cristas aquele concelho vai começar cerca das 10:30, no mercado municipal, onde a Câmara Municipal quer investir 500 mil euros na sua requalificação.

“Vou pedir ajuda à senhora ministra para nos ajudar, no âmbito do PDR 2020 a requalificar o espaço para dinamizar a atividade económica local”, afirmou o autarca social-democrata João Esteves.

João Esteves espera poder lançar a obra a concurso público até final do ano, considerando que a requalificação do mercado municipal, inaugurado no final da década de 80, vai “reforçar a atratividade e competitividade do território”.

“Pela sua localização, a requalificação do mercado é importantíssima para dinamizar a economia, incentivar ao empreendedorismo jovem, gerar emprego e rendimento, e ajudando a fixar população”, frisou.

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