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Alto Minho

Empresa australiana quer procurar lítio em Arcos de Valdevez, Melgaço e Monção

Melgaço apresentou reclamação após “aviso publicado, no dia 20 de março, em Diário da República (DR) em que se anuncia que uma empresa australiana requereu a atribuição de direitos de prospeção e pesquisa de depósitos minerais, entre os quais lítio, para a área de Fojo”

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Foto: Ilustrativa / DR

O presidente da Câmara de Melgaço avisou hoje que vai apresentar uma reclamação junto da Direção Geral de Energia e Geologia para contestar o requerimento apresentado por uma empresa australiana para prospeção de depósitos minerais.

Foto: Divulgação / CM Arcos de Valdevez

Em comunicado enviado à agência Lusa, o socialista Manoel Batista explicou que reclamação do município vai ser sustentada por um parecer técnico já em elaboração.

Em causa, segundo Manoel Batista, está “um aviso publicado, no dia 20 de março, em Diário da República (DR) em que se anuncia que uma empresa australiana requereu a atribuição de direitos de prospeção e pesquisa de depósitos minerais, entre os quais lítio, para a área de Fojo, localizada nos concelhos de Arcos de Valdevez, Melgaço e Monção”.

De acordo com o autarca socialista o prazo estabelecido no aviso para apresentação de reclamações termina no dia 03 de maio.

A reclamação foi hoje anunciada durante uma reunião descentralizada daquela câmara, realizada na Junta de Freguesia de Vila e Roussas.

Na nota, a autarquia adiantou que Manoel Batista “tranquilizou” a população, assegurando que “o tema está a ser objeto de análise técnica por forma a fundamentar uma reclamação junto da Direção Geral de Energia e Geologia”.

O presidente da Câmara assegurou que “todas as diligências a desenvolver sobre este assunto serão sempre em articulação com os municípios de Arcos de Valdevez, Melgaço e Monção”.

Manoel Batista garantiu que não permitirá que “um bem único como a paisagem do território seja colocado em causa”.

A procura mundial pelo lítio, usado na produção de baterias para automóveis e placas utilizadas no fabrico de eletrodomésticos, está a aumentar e Portugal é reconhecido como um dos países com reservas suficientes para uma exploração comercial economicamente viável.

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Alto Minho

As “valedoras” de Cerveira-Tomiño, duas pioneiras na Europa sem fronteiras

São defensoras dos direitos da cidadania transfronteiriça

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Foto: Eurocidade Tomiño/Cerveira

Cinco meses depois de conseguirem a denominação de “eurocidade”, Tomiño (Espanha) e Vila Nova de Cerveira (Portugal) são pioneiras numa experiência inovadora da Europa sem fronteiras, a integração nas suas administrações das “valedoras”, defensoras dos direitos da cidadania transfronteiriça.

Esta figura, criada para melhorar o dia a dia dos habitantes destas localidades situadas nas margens do rio Minho, ajuda também a aproximar os projetos da Agenda Estratégica de Cooperação Transfronteiriça das necessidades dos cidadãos.

A assinatura da constituição da eurocidade Cerveira-Tomiño representou o referendar da cooperação institucional, económica, social, cultural e ambiental entre os municípios, ligados historicamente, mas pertencentes a diferentes estados da União Europeia (UE).

A “valedora” espanhola Zara Pousa e a portuguesa Lurdes Cunha ajudam com o seu trabalho a “defender os interesses dos habitantes de Cerveira e de Tomiño como cidadãos europeus”, afirma a primeira, após explicar à jornalista da EFE María Abad que “na Europa sem fronteiras continua a haver diferenças”, pois muitas “leis são diferentes” em ambos os países.

Tanto Pousa como a sua homóloga portuguesa recolhem nos seus relatórios as queixas, reivindicações e sugestões dos cidadãos para adaptar as ações das instituições locais e europeias às necessidades dos ‘tomiñenses’ e cerveirenses.

A presidente do município (‘alcaldesa’) de Tomiño, Sandra González, destaca que estas defensoras “influenciam de maneira muito positiva” a resolução de problemas ou limitações que afetam os cidadãos pela existência de uma fronteira que às vezes se pensa que não existe, mas que está presente “em questões políticas e administrativas”.

Elas contribuem para “que a cidadania europeia seja cada vez mais efetiva”, afirma González. São as encarregadas de informar sobre “aquilo que as pessoas normalmente não dizem diretamente à ‘alcaldesa’ ou ao presidente da Câmara. Colocam problemas que, de outro modo, passariam completamente despercebidos”.

Uma solicitação das “valedoras” à Câmara de Cerveira e à de Tomiño serviu, por exemplo, para resolver diferenças entre utentes da piscina de Cerveira, na qual os espanhóis tinham o pagamento com cartão de crédito limitado por estarem num país diferente.

Pendente de resolução está a barreira na mobilidade transfronteiriça infanto-juvenil, que afeta as atividades comuns organizadas entre institutos dos dois municípios.

“Uma das formas de divulgar a eurocidade e fazer com que haja interação entre as pessoas foi chegar às escolas”, diz Lurdes Cunha, professora de profissão, segura de que, “desde criança, quando as pessoas começam a ser formadas, têm uma visão mais ampla, mais global, que se vai tornar em fermento para que o mundo seja melhor”.

As atividades entre estudantes dos dois municípios exigem, só por atravessar o Minho, “um formulário assinado por ambos os progenitores perante a Guarda Civil” para os espanhóis e, no caso português, “autorização com assinatura validada de pai, mãe ou tutor perante um notário, com os correspondentes custos económicos”.

Como tal, as “valedoras”, através de um relatório enviado a organismos europeus e nacionais, apostam em fomentar a “flexibilidade da linha fronteiriça”, considerando no contexto da eurocidade uma “zona franca administrativa”.

Este será mais um passo para fomentar a integração entre os moradores das margens do Minho, que vivem em dois países europeus diferentes, mas que se sentem “cidadãos do mundo”.

“Somos todos daqui”, resume a “valedora” portuguesa.

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Viana do Castelo

Grupo espanhol investe 17 milhões e cria 70 novos empregos em Viana

No parque empresarial de Lanheses

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Foto: DR / Arquivo

Um grupo espanhol do setor automóvel vai investir 17 milhões de euros numa nova unidade industrial no parque empresarial de Lanheses e criar 70 novos postos de trabalho, anunciou o presidente da Câmara de Viana do Castelo.

José Maria Costa adiantou que o contrato de investimento vai ser submetido à apreciação do executivo municipal na próxima reunião camarária.

O autarca socialista, que falava na sexta-feira à noite, numa tertúlia promovida pelo Fórum Vianense, nas instalações do porto de mar da cidade, em Darque, sobre “Dinamização Industrial como fator de competitividade regional”, considerou que o concelho vive uma “fase vibrante de atividade económica”, referindo como exemplo “as sete novas unidades fabris que estão a instalar-se no concelho”.

“Semana sim, semana não, recebemos uma nova intenção de investimento industrial no concelho”, frisou.

O presidente da câmara adiantou que foi assinada, na sexta-feira, com a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL), a prorrogação, por mais 20 anos, da concessão do parque empresarial da Praia Norte ao município.

“Esta prorrogação do prazo vai permitir um investimento no parque empresarial de 20 milhões de euros”, salientou.

O parque da Praia Norte, propriedade da APDL, acolhe atualmente cerca de três dezenas de unidades empresariais.

Segundo os dados revelados pelo autarca, “desde 2013 e até final de 2018, já foram criados 3.557 novos postos de trabalho que resultaram da assinatura de 41 contratos que representaram um investimento de 263 milhões de euros”, nos quatro parques empresariais do concelho (Praia Norte, Alvarães/Neiva, Lanheses e Miadela).

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Alto Minho

Bienal de Cerveira: Prémio vem “reconhecer 40 anos de trabalho em prol da cultura em Portugal”

Prémio Museu do Ano

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Fernando Nogueira, à direita. Foto: Divulgação / Arquivo

O presidente da Fundação Bienal de Artes de Cerveira (FBAC) disse hoje que a atribuição do Prémio Museu do Ano ao museu da bienal, vem “reconhecer 40 anos de trabalho em prol da cultura em Portugal”.

Em declarações à agência Lusa, a propósito da distinção atribuída pela Associação Portuguesa de Museologia (APOM), Fernando Nogueira acrescentou que aquele prémio “tem um peso maior e provoca satisfação acrescida” pelo facto de, em Vila Nova de Cerveira, se “fazer muito, em prol das artes e da cultura, com muito pouco”.

“É uma enorme satisfação sermos reconhecidos por entidades com esta relevância. Dá-nos força e estímulo para continuarmos a trabalhar mais e melhor nesta área”, sublinhou.

O presidente da FBAC, que é também presidente da Câmara de Vila Nova de Cerveira, no distrito de Viana do Castelo, realçou ainda o trabalho da “pequena equipa” da fundação, que “torna possível” o reconhecimento hoje atribuído pela APOM e, “aos patrocinadores, sem os quais a Bienal não teria chegado onde chegou”.

O museu da bienal tem um espólio composto por mais de 600 peças.

A Bienal Internacional de Arte de Cerveira, dedicado à arte contemporânea, é a mais antiga da Península Ibérica, e realiza-se desde 1978.

A 20.ª edição, em 2018, decorreu de 15 de julho a 16 de setembro e recebeu cem mil visitantes. Apresentou mais de 600 obras, de 500 artistas de 35 países em 8.300 metros quadrados, num total de 14 espaços expositivos.

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