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Alto Minho

Empreendimento turístico de luxo em Monção vai “recriar” vila minhota antiga e criar 50 postos de trabalho

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Foto: DR/Arquivo

O empresário Carlos Dias, também conhecido como “Milionário do Tempo”, vai ser o responsável pelo investimento de seis milhões de euros num empreendimento turístico de luxo em Monção, na Quinta do Rosal, em Valadares. Está prevista a criação de cerca de 50 postos de trabalho e as obras deverão arrancar até ao final do ano.

“Estamos a falar de um empreendimento turístico que irá pertencer a uma cadeia de cinco resorts a nível nacional. Estamos a falar de algo a que estamos pouco habituados em termos turísticos”, disse António Barbosa, presidente da Câmara.

“A Quinta do Rosal será recuperada. Irá depois ali nascer uma aldeia típica portuguesa, tal como eram há 100 ou 200 anos. Serão mais de 40 casas em pedra, de forma tosca por fora mas com todas as condições e mais algumas no seu interior.

Depois das obras de recuperação, o local deverá ainda ser ampliado com mais 22 quartos. Será ainda criada uma zona de lazer com um pavilhão de eventos, com piscina coberta e área de SPA.

“Vamos dar todas as condições e facilidades para que este investimento seja uma realidade. É daqueles projetos que qualquer presidente de Câmara gostaria de ter o prazer de inaugurar”, completou o autarca.

A Câmara aprovou por unanimidade o reconhecimento de interesse público municipal a este projeto.

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Valença

Valença vai criar faixas de contenção de incêndios

Intervenções começam a 01 de junho

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Foto: CM Valença

Valença vai avançar com a criação de três faixas de contenção de incêndios florestais, abrangendo as áreas mais sensíveis do concelho. As intervenções começam a 01 de junho e abrangem cinco freguesias, segundo informação municipal.

“As faixas abrangem as áreas consideradas mais sensíveis no concelho e foram estabelecidas conforme o Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios”.

Desde o campo de futebol de Friestas até ao lugar de Laços, em Gondomil, serão alvo de intervenção todas as árvores pendentes para a rede viária, abrangendo as freguesias de Friestas e Gondomil e os limites de Sanfins.

Entre o lugar de Fujacos, em Gondomil e Cimo de Vila, em Boivão, será criada uma faixa de contenção com 10 metros de largura, na estrada municipal, bem como estabelecida uma distância das copas das árvores de 10 metros.

Na freguesia de Cerdal será criada uma faixa de contenção, com 10 metros de largura, na estrada municipal que liga os lugares de Gondim e Gosende bem como estabelecida uma distância das copas das árvores de 10 metros.

“Os proprietários que pretendam efetuar as limpezas, das áreas identificadas, devem fazê-lo até 1 de junho. Após essa data avança a limpeza, no âmbito do plano, podendo os proprietários acompanhar os trabalhos e deverão proceder à remoção dos materiais resultantes das limpezas num prazo máximo de 10 dias úteis”, informa o Município em comunicado.

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Viana do Castelo

Bife da Páscoa volta a juntar 500 para comer meia tonelada de carne em Viana – só homens

No Sábado Santo, como manda a tradição

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Fotos: Facebook de Amigos do Bife

É uma espécie de ‘clube do Bolinha’ pascal. O Bife da Páscoa de Cardielos, em Viana do Castelo, é uma tradição muito antiga que há 29 anos a esta parte ganhou “novo dinamismo”, “abriu-se a mais homens” e que, no Sábado Santo, irá juntar mais de 500 homens à volta de um bife grelhado e de um programa de animação.

Organizado pelos “Amigos do Bife”, o Bife da Páscoa tem crescido ao longo dos anos, “o que obrigou à procura de novos espaços para albergar todos os pedidos”. Por isso, deixou Cardielos e assentou arraiais na vizinha freguesia de Santa Marta de Portuzelo e mais, concretamente, na Quinta do Carvalho, “onde está desde 2006”.

Foto: Facebook de Amigos do Bife

Eugénio Cerqueira é o porta-voz do grupo de 10 pessoas que todos os anos metem mãos à obra para realizar a iniciativa: “fomos trazendo juventude para o meio de nós para que a tradição não se perca”, revela a O MINHO.

Uma das particularidades é que este almoço é reservado apenas para homens. “As únicas mulheres são da comunicação social, serventes, ligadas às bandas convidadas ou cozinheiras ligadas à quinta”. Para servir estão já reservados 500 quilos de carne, grelhados por homens e que serve para aconchegar o estômago até final da tarde.

Tradição

Antigamente era costume nas vésperas da Páscoa, sobretudo na sexta-feira e no sábado, as mulheres ficarem mais por casa, a preparar o almoço de Domingo, a fazerem os doces tradicionais ou as limpezas habituais nesta época.

Foto: Facebook de Amigos do Bife

“Nestes dias, os homens iam para Viana escolher as melhores carcaças dos animais pendurados às portas dos talhos. Era a carne que depois se servia no dia de Páscoa”. Ora para que a escolha fosse a mais acertada, um grupo restrito de homens ‘fechava-se’ no sábado a confeccionar e a provar os bifes, escolhendo os melhores.

“Desde pequeno que via aquele grupo restrito, onde não entrava mais ninguém e ao qual sempre quis pertencer”. E já diz o ditado: ‘se não podes com eles, junta-te a eles’. Neste caso, Eugénio Cerqueira e um grupo de amigos, “porque queríamos comer o bife”, começaram a organizar um evento, “aberto a todos os homens”.

Foto: Facebook de Amigos do Bife

30 amigos foram para o Monte de S. Silvestre e dava-se o arranque do que é hoje o Bife da Páscoa. Passaram pela Escola Primária de Cardielos, mudaram-se para um restaurante em Serreleis. “A iniciativa foi crescendo e, em 2006, depois de um desentendimento no grupo inicial, reunimos 185 pessoas”.

Precisavam de um lugar para albergar tantos homens e socorreram-se da Quinta onde estão hoje. “O número chegou a perto dos 500 e por questões logísticas não podemos passar dos 530/540”. A todos é oferecida uma t-shirt de lembrança.

Animação

Foto: Facebook de Amigos do Bife

A organização é toda “de um nível amador”, realçou Eugénio Cerqueira, dizendo que na equipa constam pessoas “da área da construção, dos automóveis, dos seguros”. A organização leva a carne escolhida para o local, já partida, onde é cozinhada.

“Nós não vivemos disto”, confessou, admitindo que se trata mais “de um capricho e do prazer de conseguir juntar um determinado número de homens sentados à mesa”.

A verdade é que a organização sentiu necessidade de proporcionar “um dia diferente” e foi introduzindo animação. Augusto Canário é um dos nomes mais sonantes, “desde a primeira hora que está connosco” mas, este ano, por questões de agenda não irá marcar presença.

Por isso, será substituído pelos “Sons do Minho”. Quem também marca presença desde o início, é a banda musical Junqueirense: “não vêm todos os elementos mas metade da banda está sempre connosco”.

Apesar das ‘portas’ abrirem por volta das 08:30, os primeiros convivas começam a aparecer pelas 10:30. “O almoço começa com as entradas, no espaço exterior por volta das 12:00”. Mas só a partir das 13:00 é que o almoço, propriamente dito, é servido, “num espaço à parte e onde só entram os homens que estão inscritos”. E vai pela tarde afora.

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Alto Minho

Câmara de Monção “atenta e vigilante” a prospeção de minerais por uma empresa australiana

Na área de Fojo

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Foto: DR

O presidente da Câmara de Monção, no Alto Minho, informou hoje que o executivo municipal está “atento e vigilante” ao desenvolvimento de um requerimento apresentado por uma empresa australiana para prospeção de depósitos minerais no concelho.

Em causa, segundo António Barbosa, está “um aviso publicado, no dia 20 de março, em Diário da República (DR), em que se anuncia que uma empresa australiana requereu a atribuição de direitos de prospeção e pesquisa de depósitos minerais, entre os quais lítio, para a área de Fojo, localizada nos concelhos de Arcos de Valdevez, Melgaço e Monção”.

Empresa australiana quer procurar lítio em Arcos de Valdevez, Melgaço e Monção

“O executivo municipal de Monção está atento e vigilante a todos os passos nesta matéria”, avisou o autarca social-democrata, citado numa nota divulgada hoje.

No documento, António Barbosa sublinhou que “a identidade ambiental do território é um bem inestimável que tudo fará para o proteger”.

“Os interesses da população monçanense estarão sempre em primeiro lugar, em detrimento de qualquer interesse económico”, assegurou.

António Barbosa garantiu que “o executivo municipal está em permanente contacto com as câmaras vizinhas de Melgaço e Arcos de Valdevez, no sentido de preparar uma reclamação fundamentada à Direção-Geral de Energia e Geologia dentro do prazo estabelecido no aviso publicado no Diário da República”.

Na quarta-feira, o presidente da Câmara de Melgaço, Manoel Batista, informou que será apresentada, até 03 de maio, uma reclamação, sustentada por um parecer técnico já em elaboração, junto da Direção-Geral de Energia e Geologia para contestar o requerimento apresentado pela empresa australiana.

O autarca “tranquilizou” a população, assegurando que “o tema está a ser objeto de análise técnica e adiantou que “todas as diligências a desenvolver sobre este assunto serão sempre em articulação com os municípios de Arcos de Valdevez, Melgaço e Monção”.

Manoel Batista garantiu que não permitirá que “um bem único como a paisagem do território seja colocado em causa”.

A procura mundial pelo lítio, usado na produção de baterias para automóveis e placas utilizadas no fabrico de eletrodomésticos, está a aumentar e Portugal é reconhecido como um dos países com reservas suficientes para uma exploração comercial economicamente viável.

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